3 dicas para trabalhar a fáscia na reabilitação

3 dicas para trabalhar a fáscia na reabilitação

Sabemos que a fáscia é uma parte do tecido conjuntivo que realiza a conexão entre diversas partes do corpo. É ela a responsável por transferir tensões musculares e desequilíbrios através das cadeias musculares e, portanto, está bastante relacionada com nossos pacientes em reabilitação. Trabalhar a fáscia na reabilitação nem sempre é tão intuitivo quanto parece. Por isso, selecionei 3 dicas essenciais que te ajudarão nesse trabalho. Continue lendo para conferir todas.

Alongamento lento e dinâmico

Como você alonga seu aluno? A maioria dos alunos só conhece um tipo de alongamento: o estático. Ele é realizado mantendo uma posição que leva ao estiramento do músculo por certo período de tempo. Minha sugestão para trabalhar a fáscia de maneira mais eficiente é adotar o alongamento dinâmico, que é mais fluido.

Um alongamento eficiente para trabalhar a fáscia na reabilitação é rápido, mas com movimentos fluidos. Porém, devemos lembrar que os tecidos miofasciais podem ser danificados quando passam por movimentos bruscos ou repentinos. Por isso, o aquecimento é essencial nas suas aulas.

Os alongamentos dinâmicos lentos devem ser utilizados para as cadeias miofasciais longas. Nada de alongar grupos isolados. Nós queremos é envolver as cadeias miofasciais mais longas sempre que possível nos movimentos.

Não conseguimos esse tipo de alongamento através dos métodos passivos, como acontece em um alongamento clássico, a Hatha Yoga Pose ou mesmo em um alongamento convencional. Para utilizar a fáscia na reabilitação ou treinamento esportivo é preciso utilizar movimentos multidirecionais com mudanças de ângulo pequenas.

É possível usar variações de movimento lateral, diagonal e até variações como rotações em espiral. Através desse tipo de alongamento é possível envolver grandes áreas da rede fascial simultaneamente.

O estímulo de tecidos tendinosos e aponeuróticos pode acontecer através de uma mistura de movimentos de estiramento e dinâmicos. Eles são semelhantes aos movimentos extensivos que ginastas rítmicos utilizam.

O alongamento dinâmico e rápido pode ser combinado com um contra-movimento preparatório, conforme descrito anteriormente. Por exemplo, ao esticar os flexores do quadril, um breve movimento para trás pode ser introduzido antes de alongar e alongar dinamicamente para a frente.

Refinamento proprioceptivo

No treinamento da fáscia na reabilitação é importante destacar a importância da propriocepção fascial. O próprio aluno deve compreendê-la e, para explicá-la, precisamos utilizar explicações racionais e componentes afetivos límbicos.

Um exemplo é o caso de Ian Waterman, que é bastante mencionado na literatura científica. Aos 19 anos eles contraiu uma infecção viral, fazendo com que desenvolvesse uma “neuropatia sensorial” abaixo da região do pescoço.

Essa é uma patologia rara na qual os nervos periféricos sensoriais são destruídos, mantendo os nervos motores completamente intactos. Os nervos periféricos sensoriais são responsáveis por fornecer o córtex somatomotor com informações sobre os movimentos do corpo.

Por causa de sua condição, o sr. Waterman conseguia se mover, mas era incapaz de sentir seus movimentos. Depois de algum tempo ele ficou virtualmente sem vida. Somente com uma vontade de ferro e anos de prática, ele finalmente conseguiu compensar essas sensações físicas normais, uma capacidade comumente aceita.

Refinamento e sua relação com Alongamentos

Ele o fez com um controle consciente que depende principalmente do feedback visual. Ele é atualmente a única pessoa conhecida com essa aflição, que é capaz de ficar de pé sem ajuda, além de poder caminhar (Cole, 1995).

Mas a forma como o sr. Waterman se move não é completamente inusitada. Encontramos mecanismos compensatórios similares em pacientes com dor crônica nas costas. Se estiver fazendo um programa de alongamento “clássico” com alongamentos estáticos ou ativos, ele pareceria normal.

Quanto ao alongamento dinâmico que faz parte do nosso treinamento fascial, ele claramente não é capaz, pois ele não tem a propriocepção necessária para uma boa coordenação.

Congruentemente, no treinamento de fascia proposto, um refinamento perceptivo dos movimentos de cisalhamento, deslizamento e tensão em membranas fasciais superficiais é encorajado. Para evitar um amortecimento tão sensorial, a idéia de experiências variadas e criativas torna-se importante.

Além dos alongamentos dinâmicos lentos e rápidos observados acima, além de utilizar propriedades de retrocesso elásticas, recomenda-se a inclusão de elementos de “refinamento fascial”. Neles são experimentadas diferentes qualidades de movimento, por exemplo, moção de demora extrema e micro-movimentos que podem até não ser visíveis para um observador, bem como grandes macromovimentos envolvendo todo o corpo.

Para este fim, pode não ser incomum colocar o corpo em posições desconhecidas enquanto trabalha com a consciência da gravidade, ou possivelmente através da exploração do peso de um parceiro de treinamento.

Trabalho com foam roller para fáscia na reabilitação

Já conhece os rolos de espuma especiais, como o foam roller, ou materiais similares para usar nas suas aulas? Tais materiais são úteis para induzir desidratação temporária do tecido esponjoso localizado. Como resultado, você consegue estimular hidratação renovada.

Não posso indicar uma receita padrão para aplicar com todos seus alunos. É necessário monitorar individualmente a firmeza do rolo e a aplicação do peso corporal.

Se aplicado corretamente e incluindo mudanças direcionais muito lentas e finamente sintonizadas, as forças do tecido e os benefícios potenciais podem ser semelhantes aos dos tratamentos de liberação miofascial manual (Chaudhry et al., 2008).

É possível que exista tecido fascial inibido ou dessensibilizado em locais mais escondidos do corpo. Esse tipo de estimulação para fáscia na reabilitação é ótima para estimular e os proprioceptores fasciais dessas regiões.

Outro fator importante que deve ser considerado no treinamento é a duração das fases de carregamento e liberação individuais. Atualmente, recomenda-se incluir no treinamento de corrida uma redução do ritmo através de intervalos curtos de caminhada.

Treinamento seguro

Existem motivos simples para essa recomendação. Sob tensão, o fluido é pressionado para fora dos tecidos fasciais. Assim, estes começam a funcionar de forma menor otimizada e perdem sua resistência elástica aos poucos.

Para manter o treinamento seguro é possível utilizar pequenas pausas de caminhada com uma duração aproximada de 3 minutos. Dessa maneira o tecido consegue reidratar-se parcialmente. Dependendo do nível de experiência do corredor, as quebras de reidratação podem ser mais espaçadas.

Os mais iniciantes podem realizá-las a cada 10 minutos, já os mais avançados com melhor consciência corporal conseguem ajustar os intervalos.

Para saber quando é o momento ideal de fazer a pausa, o corredor deve ficar atento ao movimento. Quando ele percebe um movimento mais amortecido e menos elástico é provável que está na hora de descansar.

Após o período de caminhada é possível perceber uma recuperação do movimento, indicando que o período de descanso foi adequado.

Conclusão

Trabalhar com a fáscia na reabilitação te dá diversas vantagens. A primeira é uma melhora nos resultados obtidos com o aluno ou paciente. Muitas vezes a liberação de tensões fasciais e o uso de alongamentos apropriados também auxilia a melhorar os movimentos e aliviar parcialmente a dor. Também conseguimos livrar alguns dos esquemas adaptativos adotados pelo corpo por causa do problema musculoesquelético.

Dor Crônica: entenda tudo sobre o assunto e saiba como tratar!

Dor Crônica: entenda tudo sobre o assunto e saiba como tratar!

A dor crônica é uma das principais causas de incapacidade e afastamento do trabalho, perda de funcionalidade e da qualidade de vida. Neste texto, vamos conferir os tipos de dores, quais suas características e qual a melhor forma de tratá-las.

Apesar dos avanços nas diversas áreas de conhecimentos relacionadas à dor, como epidemiologia, fisiopatologia e terapêuticas, os resultados dos tratamentos como prevenção das recorrências ainda não são satisfatórios. Continue lendo para entender!

O que é a Dor Crônica?

Segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), a dor é definida como “uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada à lesão real ou potencial dos tecidos e cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através das suas experiências anteriores”.

Estima-se que a dor crônica atinja cerca de 100 milhões de indivíduos em todo o mundo (Cunha e Mayrink, 2011). Em muitos quadros clínicos, a dor é a principal queixa e estudos apontam a alta prevalência de dor crônica nos indivíduos acima de 60 anos, variando entre 51% e 67%, sendo as dores musculoesqueléticas as mais comuns (Dellaroza et al., 2013).

Tipos de dores e suas características

Existem diversas maneiras de se classificar a dor. Se considerarmos a duração da sua manifestação, didaticamente ela pode ser de três tipos:

Dor Aguda

É aquela que se manifesta transitoriamente durante um período relativamente curto, de minutos a algumas semanas. Geralmente está associada a lesões em tecidos ou órgãos, ocasionadas por inflamação, infecção, traumatismo ou outras causas.

Quando a causa é diagnosticada corretamente e o tratamento recomendado pelo especialista é seguido pelo paciente, normalmente desaparece.

Constitui um sintoma importante que alerta o indivíduo para a necessidade de assistência. Por exemplo: a dor pós-operatória, a dor que ocorre após um traumatismo, durante o trabalho de parto, dor de dente, as cólicas em geral… E, também, nas situações normais fisiológicas do organismo que podem provocar dores agudas, como o processo da ovulação e da menstruação na mulher.

Dor Crônica

Tem duração prolongada, que pode se estender de vários meses a vários anos e que está quase sempre associada a um processo de doença crônica.

A dor crônica pode também ser por consequência de uma lesão já previamente tratada, ocasionada, por exemplo, devido às doenças autoimunes como artrite reumatoide, pacientes com câncer, dor relacionada a esforços repetitivos durante o trabalho, dor na coluna vertebral entre outras.

Dor Recorrente

Apresenta períodos de curta duração que, no entanto, se repetem com frequência, podendo ocorrer durante toda a vida do indivíduo, mesmo sem estar associada a um processo específico. Um exemplo clássico deste tipo de dor é a enxaqueca.

Sintomas clínicos das dores

A dor é um dos sintomas clínicos mais difíceis de serem tratados tanto pelos médicos como por nós profissionais especializados em movimento, podendo causar quadros devastadores para esses pacientes.

Vários fatores estão relacionados e contribuem acentuadamente para essa dor, incluindo mecanismos centrais, remodelação de circuitos neurais e processamento afetivo.

Fisiopatologia da Dor

Pacientes com históricos de doenças articulares inflamatórias ou degenerativas, por exemplo, são quatro vezes mais propensos a desenvolver dor crônica.

Síndromes como enxaquecas, disfunções temporomandibulares, fibromialgia, síndrome do intestino irritável, dor pélvica, entre outras, são exemplos de patologias que colaboram para tal efeito.

Não é incomum, por exemplo, um paciente que apresente uma síndrome de dor visceral, mesmo após uma melhora do quadro, retroceder com outros sintomas de dor.

Diferenças entre a Dor Aguda e a Dor Crônica

A dor aguda ativa o córtex sensitivo-motor bilateralmente, influenciando o comportamento cognitivo motor mais que experiência emocional propriamente dita.

A dor crônica é relacionada à ativação do córtex cerebral e do cíngulo direito, predominantemente, independentemente do local de sua origem. Fatores psicossociais podem interagir com os mecanismos noceptivos agravando a condição álgica.

Nos tecidos, há uma cascata de eventos, denominados de inflamação neurogênica, que consiste na atração e ativação de leucócitos, e na ativação de fibroblastos e de células de Schwann que, por sua vez, liberam nos tecidos substâncias algiogênicas que acentuam a sensibilização dos nociceptores.

Normalmente a dor é adaptativa e sinaliza o corpo na tentativa da recuperação e promoção da cura, pois o nosso corpo busca sempre trabalhar de forma econômica, procurando o conforto e o equilíbrio.

Entretanto, na dor crônica, o sistema nociceptivo se torna persistentemente ativado, e mesmo após o período usual de cura, a dor permanece e o córtex continua programado dessa maneira.

Além disso, a experiência subjetiva de cada paciente associada à somatização reflete uma sinalização nociceptiva alterando a percepção da dor.

Pontos Chaves para Avaliação

Durante a avaliação do indivíduo com dor crônica é necessário estar atento para algumas questões, tais como:

  1. Estímulos nociceptivos, sensibilização do sistema nervoso e fatores psicológicos podem contribuir para dor crônica;
  2. A distinção entre as causas e os efeitos psicológicos da dor crônica pode ser difícil;
  3. Buscar uma causa física mesmo que fatores psicológicos sejam proeminentes e sempre avaliar o efeito da dor na vida do paciente;
  4. Tratar a dor mal controlada com terapia multimodal através de tratamentos físicos, psicológicos, comportamentais e de intervenção apropriados através da medicação quando necessária.

Corpo e Cérebro: uma visão de experiência da dor

Nas últimas décadas, inúmeros artigos científicos e estudos clínicos revelaram uma notável plasticidade no sistema nociceptivo, demonstrando que independentemente do tipo da dor, essa atividade nociceptiva contínua, pode aumentar a sinalização ascendente para o cérebro, reduzindo os sinais inibitórios descendentes e precipitando espontaneamente a dor generalizada.

Isso significa que mesmo após uma lesão ter cicatrizado, há uma hipersensibilidade tanto periférica quanto central. Os limiares de dor são reduzidos e pode existir a presença de alodinia.

A alodinia é uma dor em resposta a estímulos inócuos que normalmente não seriam nocivos em indivíduos saudáveis. Quando uma pessoa tem um estímulo e os impulsos que chegam ao cérebro são interpretados como uma sensação desagradável, produz-se dor.

Há uma amplificação dos sinais de dor no cérebro. Isto pode acontecer porque o impulso é realmente doloroso ou porque a mensagem das fibras nervosas está alterada.

Ainda não está claro o que causa tudo isso, mas pesquisas analisam os efeitos dos mediadores inflamatórios nas células nervosas dentro do cérebro, bem como o papel das células gliais de suporte que formam a matéria branca do cérebro.

Consequência das dores

Pacientes com distúrbios somáticos podem ter alterações em suas respostas psicológicas ou comportamentais à dor, contribuindo significativamente para a apresentação clínica.

O resultado é uma doença complexa que requer avaliação multidimensional e, na maioria dos pacientes, tratamento multidisciplinar. Há evidências de que a dor crônica leva a consequências que vão muito além da dor em si.

Pacientes com dor crônica apresentam sintomas como ansiedade, depressão e déficits no funcionamento cognitivo. A dor crônica também se depara com outros sintomas incluindo fadiga, sono não reparador, e distúrbios do humor.

Estudos de imagem cerebral em modelos de dor em roedores e em humanos demonstram alterações no volume de massa cinzenta, na integridade da substância branca e até mesmo em alterações epigenéticas no cérebro.

As alterações relacionadas à dor crônica apresentam características generalizadas, porém existem evidências sugerindo que esses efeitos possam ser prevenidos ou revertidos por fatores ambientais.

Comorbidade

A dor crônica possui comorbidades variadas e muitos pacientes com dor crônica a longo prazo apresentam além da dor, aumento da ansiedade, depressão ou alterações na memória e outras funções cognitivas.

Estima-se que até 50% dos pacientes com dor crônica sofram distúrbios de humor co-mórbidos, incluindo ansiedade e depressão. Estudos de ressonância magnética demonstram que o cérebro de indivíduos com dor crônica difere dos pacientes saudáveis.

A anormalidade mais pronunciada observada em todos os estudos é uma redução da massa cinzenta nos pacientes, mais especificamente no córtex pré-frontal, ínsula e parte anterior e média do córtex cingulado, tais regiões implicadas no processamento e regulação da dor, humor e cognição.

Repouso X Exercício

Por muitos anos, a escolha do tratamento para dor crônica incluiu recomendações para repouso e inatividade.

No entanto, exercícios físicos específicos e direcionados apresentam benefícios na redução da gravidade da dor crônica, bem como inúmeras vantagens associadas à melhoria da saúde mental e ao funcionamento global do organismo.

Os programas de atividade física e exercícios estão sendo cada vez mais promovidos e oferecidos em vários sistemas de saúde e para uma variedade de condições de dor crônica.

Portanto, é importante, nesse estágio, estabelecer a eficácia e a segurança desses programas e, além disso, abordar os fatores críticos que determinam seu sucesso ou fracasso.

A importância de se informar corretamente

A informação para os pacientes sobre seu quadro e, em especial, sobre a dor, é uma conduta importante na prática clínica, e as expectativas de melhora “placebo” ou piora “nocebo” podem e influenciam o quadro do paciente durante o tratamento.

O efeito placebo está relacionado a uma mudança no estado clínico do paciente atribuída a um evento, objeto ou comportamento no ambiente.

O efeito nocebo é definido como um conjunto de eventos produzidos por expectativas negativas durante o processo terapêutico inerte dentro de um contexto positivo, com a criação de expectativas negativas e piora do estado de saúde. O termo nocebo foi criado para definir respostas negativas observadas nos grupos tratados com placebo.

Fatores como:

  • Ambiente como consultório, clínica, hospital;
  • Relação terapeuta-paciente;
  • Sugestões verbais;
  • O próprio contexto do paciente como expectativas, memórias explícitas, crenças, emoções entre outros, podem influenciar os resultados clínicos e por isso não podem ser ignorados.

O efeito nocebo pode provocar inúmeros problemas:

  • Aumento da intensidade da dor (hiperalgesia ou alodínea induzida);
  • Estresse;
  • Ansiedade;
  • Catastrofização da dor, além do aumento da procura dos serviços de saúde, busca por novas abordagens terapêuticas, maior consumo de medicamentos e maior realização de cirurgias para tratar os efeitos adversos produzidos pelo próprio efeito nocebo.

Exames de imagem excessivos para informações sobre o diagnóstico e prognóstico desses pacientes em condições musculoesqueléticas crônicas não específicas como:

  • Dor lombar, dor cervical ou osteoartroses;
  • Divulgação dos resultados clínicos fornecida com jargões médicos;
  • Termos técnicos e específicos;

Todos podem contribuir de forma negativa produzindo atitudes e crenças desnecessárias para nossos pacientes.

A adoção dessas condutas favorece o efeito nocebo e pode ser considerada como iatrogenia, favorecendo o aumento da dor, limitação das atividades, desenvolvimento de expectativas negativas, ansiedade, catastrofização, evitação e medo relacionado a dor.

O próprio processo de educação em saúde também pode contribuir para o desenvolvimento do efeito nocebo em pessoas com dor persistente.

Por que isso acontece?

Essas respostas podem acontecer por sugestão verbal negativa do profissional, por aprendizagem social ou por observação.

As crenças mal adaptativas desenvolvidas pelo paciente podem ser potencializadas pela má interação terapeuta-paciente, baixa qualidade dos serviços de saúde, pela mídia ou mesmo pela experiência individual de cada um.

A amplificação da dor, assim como de outros componentes emocionais presentes no efeito nocebo, parece estar relacionada com a ativação de vias afetivo-cognitivas do cérebro.

Os profissionais de saúde devem estar atentos e prontos para aperfeiçoar a relação terapeuta-paciente, maximizar o conforto e o ambiente em que o tratamento é realizado.

Desta maneira, devemos estar munidos com informações clínicas alinhadas, baseadas em evidências científicas atuais e de alta qualidade.

Cuidados a tomar

É importante que se reveja a necessidade e o momento de solicitar novos exames diagnósticos para evitar ansiedades e preocupações desnecessárias.

Durante o processo terapêutico deve ser dado destaque não aos prejuízos provocados pela dor, mas aos aspectos positivos, progressões e conquistas graduais do tratamento, ou seja, dando enfoque a aspectos funcionais e conquistas desse paciente.

Para isso, se faz necessário uma avaliação correta e padronizada, para que na reavaliação esse paciente perceba suas progressões com clareza.

Como tratar a Dor Lombar Crônica?

Existem muitos tratamentos para o alívio da dor lombar, porém os exercícios que visam o controle motor são usados constantemente e com algum sucesso.

O controle motor pode ser definido como a maneira pela qual o Sistema Nervoso Central controla a postura e os movimentos para executar uma dada tarefa. Isso inclui os processos motores, sensoriais e integrativos.

Portanto, exercícios que visam mudar a maneira pela qual uma pessoa controla seu corpo, incluindo a postura, o movimento e a ativação muscular para modificar a percepção desse corpo em relação ao espaço são de extrema importância.

Controle motor do corpo

A eficácia do “exercício de controle motor” (ECM) tem sido objeto de várias revisões sistemáticas que conduziram a diferentes comparações. Um resultado consistente é que além do ECM ser mais eficaz que 70 intervenções mínimas na redução da dor a curto, médio e longo prazo, reduzem a incapacidade no acompanhamento em longo prazo para esses pacientes.

O controle motor do tronco compreende a modulação da rigidez intrínseca através de atividades musculares tônicas, controle antecipatório e controle de retroalimentação. Para caracterizar o controle do tronco em dor lombar, pode ser necessário avaliar esses diferentes aspectos através de testes específicos.

Para ser abrangente, além do mecanismo da dor, o sistema de diagnóstico para indivíduos com dor crônica requer avaliação em múltiplas dimensões, tais como: biológicas, psicológicas e sociais.

Algumas características relevantes para esse controle motor são:

  • Padrões de provocação e alívio da dor;
  • Atrofia muscular e fraqueza;
  • Comprometimento proprioceptivo;
  • Dor, crenças e medo da dor ou re-lesão;
  • Depressão;
  • Catastrofização;
  • Auto-eficácia;
  • Questões sociais.

Uma consideração importante é que os domínios não são independentes. Por exemplo, medidas de controle motor podem refletir nos fatores psicológicos, como o medo da dor.

Método Pilates

Existem vários tipos não invasivos de tratamentos para dor lombar crônica, e, dentre eles está o Método Pilates.

A técnica ganhou importância nos últimos anos, já que pode ser utilizada como uma ferramenta para a reabilitação de vários distúrbios musculoesqueléticos, incluindo dor lombar crônica não específica.

O método trabalha com ênfase no fortalecimento e estabilidade dos músculos centrais, como também na mobilidade da coluna vertebral.

No entanto, durante anos, a dor lombar foi tratada com uma abordagem de uma estabilização segmentada. Porém, inúmeros estudos discutem se a estabilidade ou a mobilidade da coluna lombar geram melhores resultados, tanto no desempenho como na reabilitação.

Conclusão

Embora muitos estudos ainda devam ser realizados, o que sabemos é que os exercícios realizados por profissionais especializados. Com embasamento científico são ferramentas valiosas para trabalharmos com indivíduos de dor crônica.


Esse texto foi co-escrito pela Dra. Érica Petroni

Érica é Fisioterapeuta com Pós-Especialização em Traumatologia e Ortopedia com
Ênfase em Atendimento Clínico, Oesteopatia e Acupuntura. Érica tem experiência em diversas áreas como:

  • Método Pilates solo e equipamento, Suspensus;
  • Osteopatia, Cadeias Musculares;
  • Hidroterapia e Ortopedia;
  • Proprietária e Instrutora do Estúdio de Pilates da CLÍNICA VITALLE em Araraquara (SP)
  • Instrutora dos cursos Espaço Vida Pilates (EVP) e Método Abdominal Hipopressivo (MAH) pelo Grupo VOLL Pilates;
Bibliografia
  • Teixeira, M.J. et. al. Fisiopatologia da dor músculo-esquelética. Rev. Med. (São Paulo), 80(ed. esp. pt.1):63-77, 2001.
  • Michael F. Knox , Lucy S. Chipchase , Siobhan M. Schabrun , Rick J. Romero , Paul W.M. Marshall , Anticipatory and compensatory postural adjustments in people with low back pain: a systematic review and meta-analysis, The Spine Journal (2018).
  • Best Practices in the assessment and management of chronic pain, June 2013.
  • Miranda et al. / Complementary Therapies in Clinical Practice (2018).
  • Effect of environment on the long-term consequences of chronic pain MC Bushnell, LK Case, M Ceko, VA Cotton, JL Gracely, LA Low, MH Pitcher, and C Villemure. 2015 April; 156(0 1): S42–S49. doi:10.1097/01.j.pain.0000460347.77341.bd.
  • Lotze M, Moseley GL. Theoretical considerations for chronic pain rehabilitation. Phys Ther. 2015;95:1316–1320. 2015 American
  • Leslie J. Crofford, MD. Transactions of the american clinical and climatological association, vol. 126, 2015. Chronic pain: where the body meets the brain
  • Lilian Magalhães, Departamento de Terapia Ocupacional, Universidade Federal de São Carlos, Received on Sept. 1, 2017; Accepted on Oct. 25, 2017. Successful return to work of individuals with chronic pain according to health care providers: a meta-synthesis
  • Jaap H. van Dieën, Peter Reeves, Greg Kawchuk, Linda van Dillen, Paul W. Hodges, Centre for Clinical Research Excellence in Spinal Pain, Injury and Health, School of Health & Rehabilitation Sciences. Analysis of motor control in low-back pain patients, a key to personalized care?
Por que hipertensão está entre as contraindicações da hipopressiva?

Por que hipertensão está entre as contraindicações da hipopressiva?

Gosto tanto da hipopressiva que até ministro um curso especialmente voltado para o assunto. Apesar de ser muito eficiente, não existe como afirmar que a hipopressiva é para todos. A maioria das pessoas consegue seus benefícios, mas existem contraindicações.

Nesse artigo entenderemos um pouco melhor como o MAH atua nos indivíduos hipertensos, fazendo com que seja contraindicado para esse público. Também quero mostrar uma alternativa de atividade para quem sofre com hipertensão: o Pilates.

O que é o MAH?

Quem já leu meu artigo a respeito das colunas de pressão do corpo entende: a pressão intracavitária influencia muito no movimento! Por isso, sempre devemos estar em busca de métodos que nos ajudem na normalização dessas pressões, como o Método Abdominal Hipopressivo (MAH).

O MAH é um método que utiliza diversas posturas estáticas e dinâmicas, utilizando a respiração para potencializar seus efeitos. Durante a postura, o aluno expulsa todo o ar com o diafragma em alta, o que leva ao aumento de CO2.

Para conseguir relaxar e alongar corretamente, o diafragma torácico precisa estar em posição de expiração. Portanto, podemos concluir que a hipopressiva é um método que potencializa suas posturas através da apneia expiratória.

Existem diversos benefícios de utilizar a hipopressiva nas suas aulas. Um deles é a produção de dopamina pelo corpo, que ocorre com a prática de qualquer atividade física. O grande diferencial de utilizar o MAH é a não produção de ácido lático.

O segredo de parte da eficiência da hipopressiva está na apneia expiratória. Ela gera aumento de CO2 que, consequentemente, estimulam o centro pneumotáxico através do ácido carbônico. Isso significa que a apneia gera um estímulo à inspiração.

O organismo compreende a apneia expiratória como falência respiratória, acionando o neurotransmissor simpático (adrenalina). Assim, conseguimos todos seus efeitos, que incluem aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial para resgatar o organismo.

Contraindicações da hipopressiva: hipertensão

O Método Abdominal Hipopressivo é extremamente benéfico, porém não pode ser utilizado com todos nossos pacientes. A ativação da adrenalina gerada no corpo faz com que a frequência cardíaca e a pressão arterial variam. Para quem já é hipertenso, esses efeitos são bastante nocivos.

Além disso, existe o problema da hipopressiva utilizar posturas geralmente em isometria. Durante essas posições o indivíduo precisa manter-se em postura por um certo período de tempo. Assim, geramos algumas vasoconstrições através da contração muscular. Isso leva a um aumento de resistência periférica e também aumento de pressão arterial diastólica.

As apneias adotadas pelo MAH fazem com que o nível de gás carbônico aumente em relação ao nível de oxigênio. Os ciclos de apneia utilizados durante toda a sessão fazem com que a frequência cardíaca e pressão arterial fiquem alteradas.

Para entender melhor esses efeitos, perceba que usamos cerca de 18 apneias para cada posição adota. Ou seja, o aluno passa mais de 90 segundos nesse ciclo, o que geraria sérios danos para os hipertensos.

Percebemos dessa maneira que, apesar de sua eficiência em outras questões, o MAH não consegue auxiliar nossos pacientes hipertensos. Sempre avalie o histórico clínico do seu aluno porque os resultados da hipopressiva nesses indivíduos são pouco ou quase nunca reversíveis.

Qualquer método que utilize o conceito hiperpressórico é contraindicado para hipertensos. Então, o que podemos fazer por eles?

Como ajudar pacientes hipertensos

Existem diversas maneiras de prevenir ou tratar a hipertensão através do movimento. Para conseguir isso, precisamos começar evitando métodos que trabalham com conceitos hiperpressóricos, como o MAH. Felizmente, ainda podemos utilizar um método extremamente eficiente e benéfico para o corpo, o Pilates.

Além disso, nosso paciente precisa utilizar uma combinação de novos hábitos de vida que auxiliem no controle da pressão arterial. O desenvolvimento de hipertensão acontece por causa de diversos fatores, inclusive ambientais. Portanto, é preciso adotar mudanças na alimentação, reduzir o peso, evitar o estresse e deixar de fumar para conseguir verdadeira melhora.

No quesito alimentação, é importante adotar uma alimentação saudável e diversificada. O ideal é incluir frutas, legumes e vegetais divididos em 6 refeições diárias. Além disso, o paciente deve moderar no consumo de sal, álcool, embutidos, enlatados e alimentos pré-preparados.

Adotar essas alterações na dieta é excelente para a saúde de qualquer um, não só de hipertensos. A alimentação mais balanceada combinada com atividade física ajuda também a diminuir o peso. Considerando que a obesidade é um importante fator de risco para desenvolver hipertensão, isso é essencial.

Benefícios do Pilates para hipertensos

As atividades físicas devem estar presentes na vida de todos para conseguir prevenir doenças crônicas e patologias musculoesqueléticas. Pacientes hipertensos conseguem diminuir os níveis da pressão arterial e controlar seu peso através da prática.

Os pacientes com a condição crônica precisam escolher atividades físicas cíclicas que não sejam intensas. Muita intensidade no exercício pode ter o efeito contrário ao desejado, aumentando a pressão arterial.

Portanto, é importante realizar pelo menos 30 minutos de atividade física moderada de 5 a 7 dias por semana, garantindo um corpo mais equilibrado. Já comentei anteriormente que o Pilates é uma excelente modalidade para esses pacientes.

Assim como na hipopressiva, o Pilates trabalha com controle da respiração, porém sem apneia. No método, expirar e inspirar seria uma forma de potencializar os efeitos dos exercícios e garantir maior qualidade de movimento. Além disso, essa respiração correta tem outro efeito para os hipertensos: alívio do estresse.

O relaxamento muscular resultante das aulas de Pilates também tem a capacidade de influenciar na pressão arterial, diminuindo-a. O exercício também possui um efeito vasodilatador importante para esses pacientes.

Conclusão

É importante lembrar que os efeitos benéficos do Pilates para hipertensos consistem, em sua maioria, de efeitos agudos. Ou seja, o paciente não mantém esses efeitos por muito tempo após a prática da atividade física.

Portanto, quem deseja manter a pressão arterial controlada através do uso do Pilates e de alterações no estilo de vida precisa participar sempre das aulas.

 

Bibliografia

 

Quadril e tornozelo: como trabalhar essas articulações no Pilates?

Quadril e tornozelo: como trabalhar essas articulações no Pilates?

Você sabia que podemos utilizar o Método Pilates para trabalhar as articulações do quadril e tornozelo? As duas são importantíssimas para o nosso corpo pois são responsáveis por garantir mobilidade, flexibilidade e sustentação ao tronco. Quer saber como trabalhar essas duas articulações? Então continue lendo para entender!

Mobilidade de quadril

Temos na pelve uma importante articulação para o controle das forças durante o movimento. É nela que se anulam as forças solo e da gravidade, fazendo com que ela também tenha um importante papel de redistribuição para o restante do corpo.

É o quadril que realiza a conexão entre membro inferior e tronco. Para isso, ele possui uma articulação sinovial em formato de esfera capaz de realizar os seguintes movimentos:

  • Flexo-extensão;
  • Abdução-adução;
  • Circundação;
  • Rotação medial lateral.

Parece que o quadril é capaz de se mover muito considerando a quantidade de ações que realiza, mas esse não é exatamente o caso. A articulação possui excelentes ferramentas de estabilização estática. Isso inclui sua cápsula articular, uma das estruturas ligamentares mais fortes do corpo.

O quadril também possui diversos ligamentos que mantém seus movimentos contidos e estáveis. Entre eles temos:

  • Ligamento iliofemoral;
  • Ligamento pubofemoral;
  • Ligamento isquiofemoral;
  • Ligamento transverso do acetábulo;
  • Ligamento redondo (intra-articular).

É claro que também existem estruturas estabilizadoras dinâmicas, os músculos. São eles também responsáveis por manter a delicada mobilidade do quadril. Podemos dividir as musculaturas que atuam na região em dois grandes grupos: extensores, flexores, adutores, abdutores e rotadores.

As musculaturas extensoras do quadril são compostas principalmente pelo glúteo máximo e o isquiocondilar do adutor magno. Os isquiotibiais também são capazes de realizar a extensão de quadril, porém se o fizerem no lugar do glúteo teremos desvios posturais possivelmente lesivos no paciente.

Como flexores temos o músculo iliopsoas, pectíneo e tensor da fáscia lata. Esses músculos precisam agir em sincronia com os abdutores (glúteos médio e mínimo) para realizar movimentos com toda a amplitude possível para o quadril.

Agora que você viu toda a estabilidade do quadril, sobra uma pergunta: e a mobilidade? O quadril é móvel, mas tem uma forte tendência à rigidez, especialmente em indivíduos com desequilíbrios musculares.

Mobilidade de tornozelo

Os membros inferiores são a base do equilíbrio e do movimento no corpo humano em bipedestação. O tornozelo é composto pela tíbia e pela fíbula, dois ossos que circundam em se encaixam numa polia chamada de tálus. Esse encaixe em forma de polia é responsável pela formação dos dois maléolos dos pés. Eles são:

  • Interno: composto pelo encaixe da tíbia com o tálus.
  • Externo: composto pelo apoio da fíbula ao tálus.

É graças aos maléolos que o tornozelo consegue realizar seus dois movimentos: a flexão dorsal, que acontece anteriormente, e flexão plantar, que acontece posteriormente. Assim como o quadril, o tornozelo tem uma importante função de sustentação e precisa de excelente estabilidade. Ela diminui na flexão plantar porque diminuir substancialmente a base de equilíbrio.

Acabei de falar nos dois únicos movimentos do tornozelo, porém existem ainda movimentos laterais. Eles não são realizados pelo tornozelo em si, mas sim pelo que chamamos de subtornozelo. Ele é formado pelo encaixe do tálus e os ossos do metatarso do pé. É essa articulação que realiza os movimentos de inversão e eversão.

Também existe a região anterior do pé, formada pela articulação tarsometatartsial com os cinco metatarsos. Seus movimentos possuem mobilidade diminuta, mas ainda são essenciais para o equilíbrio do tornozelo e de todo o corpo que ele sustenta.

Relação entre quadril e tornozelo

Já falei muito a respeito do quadril e tornozelo isoladamente, mas não é assim que eles funcionam. Toda a unidade de membros inferiores (indo desde o quadril, passando pelo joelho e chegando nos pés) é influenciada pelas duas articulações. Combinando-as, temos um movimento fisiológico no pé que garante a estabilidade.

Quando os pés e o tornozelo em especial estão equilibrados, teremos uma manutenção de bom:

  • Equilíbrio estático;
  • Marcha.

Lembre-se que a tíbia leva sozinha o peso do corpo até o pé e não possui musculaturas para estabilizá-la. A fíbula, por sua parte, é responsável por conduzir boa parte das musculaturas do pé, incluindo os fibulares que passam atrás dos maléolos.

Essas musculaturas são responsáveis por direcionar trações para trás e para fora, fazendo com que elas não gerem o deslocamento gravitacional para fora. O retropé se bascula em direção ao hálux e contribui para a formação do arco anterior do pé.

Além disso, as trações da cabeça do fêmur acionam o polígono de sustentação, fazendo com que o quadril seja capaz de realizar:

  • Flexão;
  • Extensão;
  • Tração de inversão de rotação externa dada pelos glúteos.

O sartório é uma musculatura bastante importante nessa conexão entre quadril e tornozelo. Ele gira a tíbia em rotação interna, ativando os tibiais. Portanto, esse movimento faz com que o pé vá para a abdução ao mesmo tempo que o quadril gira para fora.

Temos assim essa sincronia mecânica muscular:

  • Sartório;
  • Tibiais.

Essas estruturas são consideradas condutoras de movimento e fazem com que todo o membro inferior se tensione. São eles que mantém a forma articular e organizam a flexão e extensão de joelho, quadril e tornozelo.

Porém, sua função não para por aí. Tais musculaturas também criam o arco longitudinal do pé.

Como trabalhar quadril e tornozelo no Pilates?

Acredito que todos nós cometemos o grande erro de negligenciar os pés em algumas aulas. Parece algo tão simples que sequer precisamos pensar nisso. Porém, uma boa organização corporal depende do alinhamento dos membros inferiores.

Também precisamos trabalhar mobilidade de quadril, mas essa é mais lembrada pelos profissionais. Através da boa organização dos pés e outros componentes dos membros inferiores, conseguimos corrigir lesões ascendentes e diversas outras compensações.

De acordo com Bandine, os exercícios a seguir devem ser realizados com bastante cuidado para o alinhamento e organização dos tornozelos:

  • Footwork;
  • Running;
  • Stomach massage;
  • Long stretch;
  • Up stretch;
  • Arabesque;
  • Frontsplits;
  • Semicircle;
  • Leg pull front;
  • Push up series.

Perceba que todos eles são realizados no Reformer e existe um motivo para isso. Essa cama foi criada por Pilates para proporcionar uma boa organização dos pés.

Para realizar os exercícios no Reformer precisamos começar a partir da boa organização dos pés. Nunca permita que seus alunos realizem movimentos compensatórios iniciados pela base nesses exercícios. Essas compensações se traduzem como desequilíbrios para outros movimentos, como a marcha.

Numa boa aula de Pilates, precisamos corrigir as compensações que surgem partindo do tornozelo para cima. É exatamente por isso que Joseph Pilates começava suas aulas com o aluno deitado. Ele seguia a lógica dos movimentos que realizados durante o dia e aproveitava para a correção de desequilíbrios.

Conclusão

Tradicionalmente, existem mais de 100 movimentos criados para o Reformer. O Reformer é a peça central e primeiro aparelho desenvolvido por Joseph Pilates.

Segundo Pilates, ao treinar com uma carga externa (molas do Reformer), o movimento humano tornar-se-ia mais eficiente e harmonioso. Preparamos assim o corpo para quando retirarmos a carga, ou seja, na sua condição habitual.

Além disso, a resistência oferecida incentiva uma adaptação mais rápida do sistema neuromuscular. Lembrando sempre que os aparelhos podem facilitar ou dificultar os exercícios.

Originalmente, Pilates chamou a máquina Universal Reformer. Reformer porque “reformava” todo o corpo e “universal” pois poderiam ser feitos movimentos em todos os planos de movimento.

A história também conta que a inspiração para o equipamento foi uma cama. Essa cama especial tinha recebido molas com o intuito de reabilitar soldados feridos na guerra.

Bibliografia
Vem conhecer meu Novo Curso: Biomecânica do Pilates!

Vem conhecer meu Novo Curso: Biomecânica do Pilates!

Alguma vez durante uma aula de Pilates você se perguntou se precisamos ativar o assoalho pélvico durante o exercício, ou como podemos avaliar se a musculatura dessa região está rígida ou fraca?

Ou mais além, você já se preocupou em descobrir se seu aluno tem a pressão intracavitária aumentada, se deve ou não fortalecer o abdômen e como fazer para descobrir a PIA dele?

Então, você se preocupa muito com a Biomecânica do Pilates e em saber como os movimentos influenciam diretamente a saúde do seu aluno!

E eu tenho uma ótima notícia: eu, Janaína Cintas, criei um curso exatamente para falar sobre isso e tirar todas as suas dúvidas referente à Biomecânica do Pilates.

Mas eu já te aviso: os conceitos explicados e demonstrados em exercícios transformarão a forma como você vê o Método Pilates e como conduz suas aulas. Pronto? Vamos lá!

Novo Curso: Biomecânica do Pilates!

Mas então,  o que você aprenderá neste curso?

Eu gostaria de começar dizendo que ele é o primeiro e ÚNICO curso de Biomecânica do Pilates e por isso contém vagas limitadas. Isso mesmo, então corre para garantir a sua vaga!

Dominar a Biomecânica te fará entender quando, como e por que fazer (ou não) cada exercício do Método, e essa compreensão científica fará com que você alcance resultados mais rápidos e efetivos para seus alunos!

Além disso, estudar sobre cinemática, dinâmica, estática e outras disciplinas pode afetar a evolução das suas aulas de uma forma que você nem imagina.

Quando você compreende profundamente os conceitos da Biomecânica, você se torna capaz de dar uma aula 100% segura e eficiente para os seus alunos.

Apresentação do Curso

O que tem no Curso?

O que você, profissional do movimento vai encontrar neste curso 100% online?

Além da chance de assistir quando e onde quiser, o curso te fornece informações que eu garanto que você não aprendeu em eventos de Pilates e até na universidade.

Você aprenderá:

  • Análise Biomecânica detalhada dos 34 Exercícios Originais de MAT Pilates
  • Pilates Equipamentos: Aplicabilidade dos Conceitos de MAT
  • Posicionamento Correto da Coluna
  • Novo Conceito de Ativação do Power House
  • Como aplicar Estabilidade X Mobilidade
  • Dicas Mecânicas para facilitar os Movimentos
  • E muito mais!

Bônus Exclusivos

Além de todo o conhecimento necessário para aprimorar e melhorar a evolução das suas aulas e alunos, e esse preço incrível, o Curso de Biomecânica do Pilates ainda vem com 6 bônus exclusivos!

Mas lembre-se: as vagas são limitadas e estão quase acabando, você precisa correr para garantir a sua!

1) Curso Completo de Biomecânica do Pilates em Equipamentos

Material completo com informações avançadas sobre o tratamento de patologias em desvios posturais com o Método Pilates.

2) Atualização do Power House 2018

Módulo especial com conceitos atualizados (estudos de 2018) sobre a utilização do Power House no Método Pilates.

3) Livro Digital “A Ciência do Pilates” escrito por Janaína Cintas

Você receberá a versão digital do exemplar “A Ciência do Pilates: Como Otimizar suas Aulas de Pilates pela Biomecânica”, com 203 páginas escritas por mim, que contém teoria e prática!

4) Livro Digital “Pilates nos Desvios Posturais”

Material completo com informações avançadas sobre o tratamento de patologias em desvios posturais com o Método Pilates.

5) 4 Aulas Bônus (Online e Ao Vivo) Exclusivas para Alunos

Para conversar e tirar dúvidas frente a frente comigo. Estou pronta para responder tudo o que você queira saber sobre o Curso e sobre a Biomecânica do Pilates!

6) 2 Aulas Extras: Avaliação da PIA e Avaliação Postural

Conteúdo exclusivo muito procurado entre instrutores de Pilates e Educadores Físicos. Você receberá duas aulas completas com todo o conteúdo para você aplicar nas suas avaliações.

Valores

Concluindo…

E então, o que você achou do novo Curso de Biomecânica do Pilates?

Com tanta informação importante e necessária para o profissional do movimento é impossível ficar de fora, certo? Então não perca tempo e corre garantir a sua vaga, porque elas são limitadas.

Basta clicar no botão abaixo e se inscrever!