O Método Abdominal Hipopressivo (MAH) vem baseado em estudos de publicações científicas de nível ouro, que atualmente, somam-se quase 300 artigos, nos quais os objetivos da técnica são apresentados não somente no sentido de normalizar as pressões na cavidade abdominal, mas também na cavidade torácica.

Nos últimos anos, em diversas áreas da ciência da saúde, o interesse sobre a pressão intra abdominal (PIA) e suas variações vem aumentando, e os efeitos que tais variações podem causar na saúde humana estão sendo estudados.

Cirurgiões, médicos urgentistas, fisioterapeutas, osteopatas, professores de educação física, cada um na sua própria área, precisam conhecer a fisiopatologia da PIA, entender como ela age e quais benefícios ou danos que suas alterações podem provocar no ser humano.

Mas, como todo assunto que vira moda, nem sempre a informação que vai sendo divulgada é a correta!

Nem os próprios profissionais que deveriam lidar diariamente com este assunto, às vezes, estão bem informados sobre o mesmo. Por exemplo, duas pesquisas realizadas na China e nos EUA foram enviados em 2006 e 2011, respectivamente, para urgentistas e médicos especialistas em Terapia Intensiva, a fim de testar seus conhecimentos sobre valores normais da PIA e os protocolos a serem atuados em caso de hiperpressão.

Como resultado, foi descoberto que uma percentagem significativa deles estava desprovida de conhecimentos sobre abordagem correta ao tratamento da hipertensão abdominal e da síndrome compartimental abdominal. Muitos deles nem sequer sabiam quais são os valores de referência normais ou patológicos da pressão abdominal humana ou qual é a modalidade correta para sua medição.

Tentarei responder neste artigo todas estas perguntas, de forma simples, mas cientificamente embasada.

A variação da PIA é um mecanismo automático, que tem como função assegurar:

  • Respiração
  • Manutenção da Postura
  • Estabilidade da Coluna e da Cintura Pélvica
  • Mobilidade Visceral
  • Retorno Venoso
  • Barreira Anti-refluxo
  • Tosse
  • Riso
  • Choro
  • Fala
  • Canto
  • Micção
  • Defecação
  • Parto
  • Vômito
  • Entre Outras

Tudo isto é possível através do aumento da PIA. Quem trabalha com postura e exercício físico não pode desconhecer os mecanismos que regem às variações da PIA, porque são a partir destes mecanismos que irá servir nas suas atividades.

E se não os conhecer pode acabar usando-os de forma errada, podendo prejudicar a saúde do aluno/paciente ou tornar menos eficaz seu trabalho.

Em vista disso, sigo este artigo apresentando evidências que dão suporte à técnica, demonstrando que existe sim consistência na criação dos seus mecanismos e benefícios esperados. Além disso, existem hoje na literatura excelentes pesquisas, com credibilidade, que apontam benefícios à saúde, especialmente da mulher, após a realização de tratamento utilizando o MAH – Método Abdominal Hipopressivo.

Em suma, tanto uma abordagem tradicional quanto o Método Abdominal Hipopressivo podem ser benéficos para o tratamento da incontinência urinária, por exemplo. Sendo assim, cabe ao seu aluno escolher o método que lhe é mais conveniente, agradável e acessível.

O Método Abdominal Hipopressivo vem como uma alternativa para enfrentar diversas alterações corporais que podem gerar desequilíbrios na funcionalidade de diversos sistemas do nosso corpo com apenas 12 semanas de intervenção sem a necessidade da realização de intervenções, por vezes incômodas.

É um método que busca adaptações positivas de uma maneira prazerosa e, ainda, mesmo não sendo o principal objetivo do Método Abdominal Hipopressivo é possível observar resultados estéticos provenientes da normalização da PIA.

Método Abdominal Hipopressivo: Músculos Abdominais e a PIA

Além dos músculos abdominais (reto abdominal, oblíquo externo e interno), outros músculos agem podendo modificar a PIA, aumentando-a com sua contração. Entre eles está o assoalho pélvico – cuja contração está sempre associada à respiração e à postura – e o transverso abdominal.

Todavia, numa meta análise que envolveu mais de 300 pesquisas, G.Finet e C. Williame, criadores do Método das Colunas de Pressão©, evidenciaram que existe uma atividade muscular sinérgica e pré-programada ao nível do córtex cerebral, que faz uma série de músculos se contraírem em conjunto, toda vez que é preciso aumentar a PIA para permitir a respiração e/ou desenvolver tarefas de estabilização postural.

Na base das evidências encontradas através desta revisão sistemática, foi construído um modelo de funcionamento posturo-respiratório, segundo o qual, sempre que respiramos ou efetuamos tarefas que desafiam a estabilidade da coluna vertebral, uma série de músculos seria ativada em conjunto, gerando o aumento da PIA necessário para realizar o respiração e a estabilização postural.

Entre estes músculos, além do  diafragma torácico, do transverso abdominal e do assoalho pélvico que já foram citados, estão os músculos intercostais, os escalenos, o esternocleidomastoideo e o trapézio.

Vai assim se definindo uma série muscular que trabalha em sinergia no controle da postura e na respiração, e que age a PIA.

É necessário ressaltar que os acima citados não são evidentemente os únicos músculos que agem na respiração, assim como não são os únicos que intervêm na postura. O que os destaca é o fato deles trabalharem em sinergia, o que aparentemente parece tornar impossível a contração isolada de um deles.

Ou seja: sempre que um destes músculos entra em contração, os outros também estão ativados. Existiria, portanto, um mecanismo de transmissão de tensão em série entre eles.

Outra caraterística que foi evidenciada na meta análise realizada por Finet e Williame é que esta série de músculos pode trabalhar unilateralmente, de forma relativamente independente em um lado do corpo a respeito do outro. Isto significa que a série muscular pode se contrair aumentando a tensão, e consequentemente a PIA, mais em um lado do corpo a respeito do outro.

Isto pode parecer esquisito, já que alguns dos músculos que a constituem, como o diafragma e o transverso abdominal, são músculos únicos, que com suas fibras abrangem ambos os lados do corpo.

Além disso, as pesquisas analisadas apontam que tais músculos são capazes de se contrair em forma assimétrica, podendo o aumento da PIA ser regional e, portanto, diferente em diferentes partes do abdômen.

Finet e Williame chegaram à conclusão que existem duas séries musculares, cada uma capaz de ativar a tensão mais em um lado do corpo que o outro, aumentando a PIA no mesmo lado, não apenas no abdômen, mas também no tórax e no crânio [30], já que a variação pressória numa cavidade influencia as outras e vice versa [31].

Valores Pressóricos Normais

As indicações feitas por alguns autores de que a PIA normal em posição ortostática seria de 25mm/Hg, e que uma síndrome hiperpressiva corresponderia a uma pressão abdominal igual ou superior a 30 mm/Hg numa condição de esforço moderado (levantar a cabeça em posição deitada) (Caufriez 2010) devem ser tomadas com certo cuidado.

Já que a medida, neste caso, foi feita por manometria retal, um método considerado ineficaz pela comunidade científica, sendo atualmente a manometria intra bexigal a modalidade considerada mais eficaz.

Para De Keulenaer e outros, a cavidade abdominal seria um sistema hidráulico, cuja pressão normal varia de  5 à 7 mm/Hg, enquanto em condições crônicas de morbidade, como por exemplo na obesidade, estaria entre 10 e 14 mm/Hg. Segundo a Sociedade Mundial de Estudos sobre a hipertensão abdominal e a síndrome compartimental abdominal, acima de 12 mm/Hg já se fala em hipertensão abdominal e acima de 20mmHg em síndrome compartimental abdominal.

Outras pesquisas apontam que acima de 10 mm/Hg já estaríamos numa condição patológica com efeitos negativos em diversos órgãos intra e extra abdominais e até no sistema nervoso central. Todos estão de acordo que acima de 20 mm/Hg a pressão intra abdominal pode ser fatal.

O aumento crônico da pressão abdominal reduz a perfusão celular, provoca estresse oxidativo, aumenta os fatores inflamatórios e favorece a transmigração bacteriana com aumento de concentração sanguínea de endotoxinas.

Estudos feitos em animais mostram que existe uma correlação positiva entre o valor pressório e tais efeitos. Todavia, o fator temporal é determinante, não sendo necessário um aumento importante do valor basal da PIA, mas sendo sua duração a variável que mais impacta negativamente a homeostasia.

O’Sullivan e Beales demonstraram indivíduos que apresentam dor crônica na articulação sacroilíaca, quando realizam a flexão do quadril do lado da dor. Partindo do decúbito dorsal, apresentam um aumento da PIA acima do normal.

Este aumento está associado a uma modificação da mecânica respiratória, com aumento da frequência e diminuição do volume ventilatório, translocação diafragmática em direção cefálica, descida dos órgãos pélvicos abaixo da línea púbis-cóccix e modificação da modalidade de contração dos músculos escalenos que, de tônico, passa a ser fásico.

O mais interessante é que nas pesquisas foi demonstrado que uma manobra de estabilização da cintura pélvica operada por compressão manual é capaz de reverter tais fenômenos.

Chegamos enfim à parte mais prática deste artigo: um profissional que trabalha com exercício físico precisa saber que não é infrequente encontrar pessoas com aumento crônico da PIA e que tal aumento pode ter sua origem em aderências peritoneais e problemas músculo-esqueléticos, mas também em transtornos vestibulares e ativação de mecanoceptores músculo-tendíneos.

Aplicar certos exercícios em pessoas com uma pressão basicamente já aumentada pode levar a uma cascata de eventos como:

  • Compressão crônica da coluna vertebral e dos seus elementos articulares;
  • Perda da função da barreira anti-refluxo gastro-esofágico;
  • Ptose visceral;
  • Incontinência urinária e fecal;
  • Redução da perfusão sanguínea das vísceras intra e extra abdominais e também do sistema nervoso central;
  • Transmigração de bactérias intra abdominais para outras regiões do corpo;
  • Aumento da concentração de endo toxinas bacterianas no sangue;
  • Aumento dos fatores inflamatórios e;
  • Tantos outros.

Ou seja, o que deveria ser uma atividade apta para promover a saúde do paciente/aluno pode se transformar numa verdadeira catástrofe para ele.

O maior dos problemas é que os profissionais que operam nesta área não conhecem tais efeitos e não estão treinados ao uso das ferramentas necessárias para descobrir qual, entre seus pacientes, não pode receber tais exercícios.

Continência Urinária, Aumento da PIA e Assoalho Pélvico

A contração do diafragma e da musculatura abdominal aumenta a PIA que em situação de normalidade eleva-se para conter as vísceras em seu posicionamento correto.

Porém, diversos estudos mostram que com o aumento da PIA, e a falta de competência dos músculos abdominais, as vísceras são empurradas para baixo, gerando uma contração sinérgica dos músculos do assoalho pélvico.

Devemos entender claramente que o aumento da PIA é um fator de risco importante para o desenvolvimento de um prolapso de órgãos pélvicos (Robles, Muela, Meldaña y Walker, 2006).

Incontinência Urinaria em Mulheres

Alguns dados importantes sobre a incidência de incontinência urinária de esforço, em mulheres de até 40 anos de idade, segundo Kari-Bo:

  • Bailarinas – 52%
  • Corredoras de Longa Distância – 72%
  • Instrutoras de Yoga e Pilates – 26%
  • Salto Ornamental – 80%
  • 6 de cada 7 Estudantes de Educação Física até 21 anos – 62%

Porém, segundo Kari-Bo estima-se que este número pode ser bem maior. Mais de 95% das mulheres usam absorventes diários como se fosse algo normal, e sentem desconforto em assumir a incontinência urinária.

Segundo Eyal Ledderman, 40% das mulheres não conseguem contrair o assoalho pélvico através de um comando verbal. E ainda pior, 30% empurram as vísceras para baixo com essa instrução de prender o xixi para tratar disfunções ligadas a incontinência. Tal ação pode acabar por sobrecarregar ainda mais essa musculatura, distendendo-a.

Quando solicitamos a contração do assoalho pélvico para fortalecer essa região, queremos a contração de fibras tipo II (fadigáveis). É possível conseguir a contração dessas fibras por mais ou menos 6 segundos. Depois desse tempo elas se fadigam, relaxam e as vísceras desabam sobre o assoalho pélvico.

Num exercício de flexão de coluna, por exemplo, quando as vísceras desabam ocorre aumento de sobrecarga sobre o assoalho pélvico.

Considerando os dados expostos nesse artigo, essa seria uma ótima maneira de antecipar uma incontinência urinária de esforço. Para estimular o assoalho pélvico corretamente temos que ativar e tonificar as fibras do tipo I. Portanto, a solução de estabilização segmentar não é tão simplista. A mesma pode trazer altos custos para o nosso corpo.

Esse programa de fortalecimento do assoalho pélvico é bem complexo e deve ser muito bem entendido. Caso contrário, corremos o risco de prejudicar nossa aluna. Na dúvida, o melhor é encaminharmos nossa aluna para um profissional de fisioterapia especializado em urogineco.

Como falamos sobre o assoalho pélvico, nesse artigo gostaria de finalizar com uma pesquisa realizada por Scorzza na Espanha.

Foram tratadas 100 mulheres com idade média de 46 anos portadoras de hipotonia do assoalho pélvico com incontinência urinária. O tratamento se deu através do Método Abdominal Hipopressivo em duas sessões semanais de 20 minutos por 6 meses.

Após o tratamento, tanto o tônus de base quanto o tônus de carga do assoalho pélvico melhoraram. 35% tiveram melhora significativa da incontinência urinária de esforço. Devido à diminuição da pressão intra-abdominal reduziram ainda, em média, 8 cm do seu diâmetro da cintura.

O Método Abdominal Hipopressivo acredita que a normalização pressórica se faz de extrema importância para retirar o peso hidráulico das vísceras sobre os músculos do assoalho pélvico.

As Diástases

Para realizar um tratamento eficiente das diástases precisaremos trabalhar com as fáscias. Isso inclui flexibilização dos músculos largos e contrações alternadas para evitar tração sobre a linha alba.

Quem pensa que solicitar a contração mais forte do Power House é eficiente está enganado. Sua contração ativará a contração dos músculos largos do abdômen distendendo mais a linha alba.

Podemos perceber assim que, ao contrário do que diz o senso comum, as diástases não são fraquezas dos músculos da parede abdominal. Na verdade, elas são uma adaptação corporal entre a estática e as vísceras (Traité d ostéopathie viscérale, Ed. Maloine).

Método Abdominal Hipopressivo será um importante aliado durante o tratamento da diástase abdominal. As posturas realizadas no método englobam posturas e movimentos que visam a diminuição da pressão nas cavidades torácica, abdominal e pélvica, além da desativação da serie muscular descrita por Wiliame e Finet, através de técnicas respiratórias.

Os exercícios abdominais do Método Abdominal Hipopressivos contribuem para a tonificação da parede abdominal e ativação da musculatura profunda da região. Para esse fim o praticante realiza uma série de ativação automática de neurodivergências dos músculos do períneo e da faixa abdominal.

Quando trabalhamos com pacientes ou alunos que apresentam diástase abdominal precisamos lembrar que ela já está com pressão intra-cavitária elevada. Solicitar contrações mantidas a essa paciente pode ser algo perigoso e pouco eficiente para seu tratamento. Podemos ter efeitos como:

  • Gerar um efeito compressivo sobre os feixes vásculo-nervosos;
  • Prejudicar o funcionamento de todo sistema visceral.

Esse excesso de pressão também afeta negativamente o assoalho pélvico.

Assim temos a longo prazo uma facilidade de instalação de mecanismos de fuga. Se solicitarmos a respiração de maneira errada durante o tratamento de diástase o aluno pode empurrar as vísceras para baixo quando contrair o abdômen.

Como vimos, vários autores e pesquisadores contemporâneos já se atentaram para as questões das variações pressóricas e vem buscando novas propostas para o conforto de um corpo viscerado, sem desrespeitar as três leis corporais:

  1. Conforto
  2. Equilíbrio 
  3. Economia

 

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