Antes de começar o texto, gostaria de deixar claro que essa contra indicação para quem possui hipertensão não diz respeito apenas ao MAH, mas a todos os métodos que usam o conceito hipopressorico. E você vai entender o porque! Vamos lá?

As doenças mais perigosas são aquelas que não nos dão nenhum alerta, ou seja, são assintomáticas, até que haja uma crise. Assim é com a Hipertensão Arterial Sistêmica, comumente chamada de “pressão alta.”

Ainda que apresente algum desconforto, a mesmo pode ser confundida com um mal estar ou dores de cabeça comum, fazendo com que o paciente sequer procure o médico.

O que é Hipertensão Arterial Sistêmica?

A Pressão Arterial é a força que o sangue exerce nas paredes das artérias. Quando esta força encontra-se aumentada de forma sustentada, caracteriza-se como Hipertensão Arterial.

Hipertensão Arterial é uma condição clínica multifatorial caracterizada por elevação continuada dos níveis pressóricos > ou igual 140 e/ou 90 mmHg.

Frequentemente associa-se a distúrbios metabólicos, alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo, sendo agravada pela presença de outros fatores de risco, como Dislipidemia, Obesidade abdominal, intolerância à glicose e Diabetes Melito. (Lewington, 2002).

No Brasil, a hipertensão arterial atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular (DCV).

Geralmente as medidas da Pressão Arterial são divididas em: Sistólica e Diastólica.

  • Pressão Arterial Sistólica – Este valor é denominado de pressão arterial máxima, e é correspondente ao valor medido no momento em que o Ventrículo Esquerdo bombeia o sangue para a artéria Aorta. Normalmente este valor pode variar entre os 120 a 140 mmHg, sendo estes os valores de referência para que consideremos a pressão dentro dos valores normais.
  • Pressão Arterial Diastólica – Normalmente este valor é conhecido como pressão arterial mínima, correspondente ao momento em que o ventrículo esquerdo volta a encher-se para retomar todo o processo da circulação. Este valor geralmente está dentro da média dos 80 mmHg.

Em 2007, o Joint International Commitee, relatou alguns fatores de referência para a mensuração da P.A. sendo eles:

  1. Tensão Normal: Igual ou inferior a 12/9 ou 120 mmHg Sistólica por 90mmHg Diastólica;
  2. Pré-Hipertensão: Faixa que vai dos 12 a 13,9 (120 a 139) sistólica e/ou 8, 8,9 (80 a 89) Diastólica;
  3. Hipertensão: Igual ou superior a 14/9 ou 140 mmHg Sistólica por 90mmHg Diastólica;
  4. Hipotensão: Inferior a 9/6 ou 90 mmHg Sistólica por 60 mmHg Diastólica.

Estes valores, não são sempre os mesmos, e varia com a idade, gênero ou a coexistência de outras doenças crônicas ou fatores de risco, como:

  • Diabetes
  • Colesterol Elevado
  • Excesso de Peso/Obesidade
  • Tabagismo
  • Entre Outros

A presença de vários fatores agrava os efeitos de uma pressão arterial elevada e obriga o maior cuidado na abordagem da hipertensão.

De forma geral, considera-se que a pessoa é hipertensa se apresentar, em pelo menos duas ocasiões diferentes, um dos valores da pressão arterial (sistólica ou diastólica) ou ambos, iguais \ ou superiores a 140/90 mmHg, determinados por um profissional treinado e utilizando um aparelho calibrado e validado.

O profissional poderá esclarecer em cada caso quais são os melhores valores para cada perfil.

Efeitos da Hipertensão

A Hipertensão Arterial, com o tempo danifica as paredes arteriais, o que pode levar a uma série de complicações, como a Aterosclerose, na qual, se verifica espessamento e perda de elasticidade da parede arterial, por consequência do acúmulo de gordura por baixo do revestimento interno da parede arterial.

O que restringe o fluxo de sangue, ou possibilita a formação de coágulos, facilitando ataques do coração, ou AVC’s.

Além disso, os bloqueios vasculares relacionados com a arterioesclerose, podem afetar a retina ocular (Retinopatia Hipertensiva) o que, à longo prazo, causa transtornos na visão.

A Hipertensão não tratada pode causar várias lesões também ao coração.

Quanto maior for a pressão arterial, mais o coração esforça-se para bombear o sangue para a artéria principal, a Aorta.  O músculo cardíaco irá se adaptar a esse estresse crescente espessando suas paredes, criando uma hipertrofia do músculo cardíaco, gerando assim,

A Insuficiência Cardíaca, onde o risco de ter um ataque cardíaco aumenta em três ou quatro vezes.

Causas da Hipertensão

Entre os pacientes hipertensos, 95% não possuem causa orgânica, ou seja, ela é causada por predisposições hereditárias e fatores externos como, estresse, obesidade, ou alimentação.

Doenças orgânicas ou distúrbios hormonais são os responsáveis pela hipertensão em apenas 5% dos casos.

95% Primária: Relacionada ao meio ambiente, ou seja, a seu estilo de vida. Alimentação, sedentarismo, estresse, tabagismo, consumo de álcool, hereditariedade, etc.

5% Secundária: Causas que são identificáveis, como uso de alguns medicamentos, gravidez ou doenças renais.

Como Diagnosticar?

É fundamental o diagnóstico precoce da Hipertensão Arterial. Quanto mais cedo for diagnosticada, mais cedo se pode intervir e menores são os riscos no futuro.

Entanto, é preciso ter cuidado porque um valor elevado de forma isolada não significa que a pessoa seja hipertensa. Da mesma forma, fatores como o estresse e a atividade física ou sexual podem fazer elevar os valores da pressão arterial sem que isso signifique que a pessoa seja hipertensa.

Para o diagnóstico da hipertensão é necessário:

  • Pelo menos duas medições aumentadas, em duas ocasiões diferentes;
  • Profissional que esteja treinado para fazer a medição;
  • Aparelho (esfigmomanômetro) calibrado e validado e uma braçadeira adequada ao tamanho do braço.

Recomenda-se que realize a medida da pressão arterial a partir dos 18 anos de idade, pelo menos de 2 em 2 anos.

Como Controlar a Hipertensão Arterial?

Para controlar a hipertensão arterial é necessária uma conjugação de medidas farmacológicas e não farmacológicas:

Alimentação

O desenvolvimento de HA resulta da combinação de diversos fatores, nomeadamente ambientais, sendo que as alterações dietéticas podem prevenir a elevação da PA e o desenvolvimento de HA.

  • Comer de forma saudável é o segredo;
  • Faça uma alimentação diversificada, com reforço das frutas, dos legumes e vegetais;
  • Divida os alimentos por 6 refeições por dia;
  • Coma pouco de cada vez e devagar, mastigando bem os alimentos;
  • Modere o consumo de álcool
  • Diminua o consumo de sal. Pode substituí-lo por sumo de limão, ervas aromáticas, especiarias ou outros condimentos.
  • Evite os embutidos, enlatados, comidas pré-preparadas, aperitivos.
  • Além do elevado teor de sal que muitas vezes são também ricos em gorduras saturadas e colesterol.

Redução do Peso

Nas pessoas com excesso de peso ou obesidade, perder peso pode contribuir para reduzir o valor da pressão arterial.

  • Índice de massa corporal < 25 Kg/m2;
  • Perímetro abdominal < 102 cm nos homens e 88 cm nas mulheres.

Atividade Física

Pratique mais exercício físico:

  • Uma atividade física regular ajuda a baixar os níveis da pressão arterial, ao mesmo tempo que permite um controle do peso.
  • Deve escolher exercícios que compreendam movimentos cíclicos (como a natação, a marcha, a corrida ou a dança) e evitar esforços físicos intensos (por exemplo, levantar pesos ou empurrar objetos pesados), já que estes aumentam a pressão arterial durante o esforço.
  • Recomenda-se realizar 30 minutos de atividade física moderada a intensa por dia, 5 a 7 dias por semana.
  • Prefira as escadas ao elevador; andar mais a pé (na utilização dos transportes públicos, desça uma paragem antes, deixe o automóvel mais longe); ande de bicicleta.

Deixe de Fumar

  • Os fumantes têm, em média, menos dez anos de vida do que os não fumantes.
  • As doenças cardiovasculares são 2 a 4 vezes mais frequentes nos fumantes.
  • O tabaco é responsável por 20% da mortalidade por doença coronária.
  • Parar de fumar diminui o risco das doenças cardiovasculares:
  • Também diminui o risco de Câncer e doenças respiratórias como a Bronquite Crônica.

Estresse

O estresse é inevitável na vida. Cada pessoa tem o seu nível ideal.

Abaixo deste nível a pessoa sente-se desmotivada, aborrecida e incapaz de lidar com as situações do dia-a-dia. Acima deste nível, o estresse é causa de desconforto e eventual doença. Cada um deve tentar perceber qual o seu próprio nível para uma vida realizada.

Formas de lidar com o stress:

  • Evite o estresse desnecessário;
  • Altere a situação que provoca estresse;
  • Adapte-se ao fator que provoca estresse, ajustando a sua atitude;
  • Aprenda a aceitar aquilo que não pode mudar;
  • Arranje tempo para a diversão e relaxamento;
  • Adote um estilo de vida saudável.

Tratamento com Medicamentos

Quando o tratamento sem medicamentos não é suficiente, os fármacos são fundamentais.

O seu médico saberá qual o melhor tratamento para cada caso e poderá orientá-lo nesse sentido. A principal causa de hipertensão não controlada é a não adesão à terapêutica. Não deve suspender a sua medicação, pois coloca em risco a sua saúde.

O doente é o principal gestor da sua saúde e deve estar consciente da importância do cumprimento da medicação prescrita pelo seu médico.

Principais Anti-Hipertensivos

Para controlar a pressão o médico pode recomendar vários medicamentos, como:

1) Diuréticos

São remédios que atuam no rim e aumentam a eliminação de água e sal pela urina, como Furosemida, Hidroclorotiazida, Indapamida ou Espironolactona, por exemplo. Além disso, aumentam a quantidade de urina e ajudam a diminuir o edema.

2) Vasodilatadores

Estes remédios que relaxam as artérias e veias do organismo, utilizados em doentes com hipertensão difícil de controlar, podendo ser utilizados juntamente com outro remédio anti-hipertensor. Exemplos de remédios vasodilatadores são o Minoxidil e a Hidralazina.

3) Bloqueadores dos Canais de Cálcio

Esta classe de anti-hipertensivos dilatam os vasos sanguíneos como a Nifedipina, Amlodipina, Nicardipina ou Verapamil, por exemplo.

4) Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (IECA)

São muito usados no tratamento da hipertensão pois bloqueiam os efeitos de um hormônio produzido naturalmente pelos rins, a Angiotensina II.

Ao bloquear o efeito da Angiotensina II, os inibidores da ECA provocam o relaxamento dos vaso sanguíneos, reduzindo a Pressão Arterial. O Captopril, Enalapril, Ramipril ou Lisinopril, por exemplo, são exemplos dessa classe de medicamentos.

5) Beta Bloqueadores

Os beta bloqueadores fazem parte de um grupo de medicamentos que, além de ajudar no controle da pressão, diminuem a frequência cardíaca.

São medicações geralmente prescritas para pacientes jovens e mulheres, por terem, na sua maioria, a Frequência Cardíaca ligeiramente aumentada. São eles: o Propranolol, Atenolol, Carvedilol, Metoprolol e Nebivolol.

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais dos remédios que controlam a hipertensão incluem:

  • Tonturas
  • Retenção de Líquidos
  • Alterações na Frequência Cardíaca
  • Dor de Cabeça
  • Vômitos
  • Náuseas
  • Sudorese
  • Impotência

Ao notar qualquer um destes efeitos, o indivíduo deve buscar ajuda médica, para que possíveis ajustes possam vir a ser feitos tanto na dose quanto na troca da medicação.

Para manter a pressão controlada pode-se fazer o uso combinado de medicações. Essas medicações, podem ser da mesma classe ou de classes diferentes. Porém, o seu uso deve ser sempre recomendado pelo médico para evitar interação medicamentosa.

Nos casos mais simples, o tratamento é realizado com o uso de apenas um medicamento, principalmente quando os valores não ultrapassam 160/90mmHg. No entanto, em alguns casos quando a pressão é superior e não estabiliza o médico recomenda o uso de 2 ou 3 medicações combinadas.

Podemos perceber que a Hipertensão Arterial é uma doença atual, resultante das condições de vida do homem moderno, que expressa sua forma de viver e as contradições sociais existentes.

Esse agravo, representa um alto custo social na saúde, portanto é imprescindível que o sujeito compreenda o processo da doença e participe da mudança do estilo de vida por meio das atividades de educação em saúde.

Método Abdominal Hipopressivo (MAH)

As pressões internas do corpo interferem no movimento muito além do que conseguimos imaginar. Por isso devemos compreendê-las e utilizar métodos para sua normalização.

É exatamente para isso que o existe o Método Abdominal Hipopressivo (MAH)!

O MAH é um método formado pelo conjunto de posturas estáticas e dinâmicas onde a via que as potencializará é o meio expiratório. O aluno deve expulsar todo o ar capaz de bloquear as vias respiratórias, com o diafragma torácico em alta e o aumento do CO2.

É importante compreender que para relaxar e alongar, o diafragma torácico deve estar em posição de expiração. Logo, o conceito hipopressivo é um exercício de potencialização da postura por estar em apneia expiratória.

A postura adotada gera produção de dopamina, como qualquer atividade física, a diferença é que no MAH não produzimos “lixo metabólico” (acido lático).

As apneias desenvolvidas geram hipercapnia (aumento de CO2), que gerarão, através do ácido carbônico, estímulo no Centro Pneumotáxico – centro respiratório, localizado especificamente na Ponte (tronco cerebral), estimulando à inspirar.

Por conta dessa apneia, o organismo entende como falência respiratória e aciona o neurotransmissor Simpático (Adrenalina) gerando todos os efeitos de aumento de Frequência Cardíaca e de Pressão Arterial para “resgaste” do organismo.

Apesar de muitos benefícios trazidos pelo MAH por conta de todos os adventos acima citados existem algumas contra – indicações para o seu uso.

Pacientes hipertensos são contra-indicados para uso da técnica, pois, já é sabido que o método gera uma variabilidade tanto na frequência cardíaca (FC) quanto na pressão arterial (PA) pelo estímulo da Adrenalina liberada pelo sistema Nervoso Simpático.

Nas posturas adotadas, a maioria em Isometria (técnica que mantém o uso do corpo em uma determinada postura fixa por determinado período), geramos vasoconstricção promovida pela contração muscular, o que pode acarretar aumento da resistência periférica e, consequentemente, aumento da pressão arterial diastólica.

Nas apneias utilizadas, aumentamos o nível de CO2 (gás carbônico) em relação ao nível de Oxigênio (O2) e esses ciclos de apneia que são gerados na técnica, causam alterações tanto na FC quanto na PA.

Vale ressaltar que para cada postura adotada utilizamos de 18 apneias gerando assim mais de 90 segundos nesse ciclo o que seria extremamente danoso a esse grupo especifico, os hipertensos.

Podemos concluir enfim, que o Método Abdominal Hipopressivo é um método bastante eficaz no que diz respeito tanto a questões estéticas quanto questões clinicas.

Podemos tratar de diversas situações, mas devemos ter cautela quanto a seu uso nessa parcela de pacientes pois, sendo utilizado nessa classe de pacientes, hipertensos, os resultados podem ser muito danosos e pouco ou quase nunca reversíveis.

Importante também ressaltar que essa contra indicação não se diz respeito apenas ao MAH, mas sim, todos os métodos que trabalham com o conceito hipopressorico!

 

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