Ultimamente a corrida vem ganhando cada vez mais adeptos. O ser humano precisa se movimentar e buscou em seus ancestrais uma forma barata, simples e prática de fazer isso.

Portanto a corrida tornou-se uma modalidade que ajuda a manter o corpo em forma a um custo relativamente baixo. Ela supre a necessidade de se movimentar para controlar dores geradas pelo sedentarismo e produz hormônios do bom humor.

Para nossos ancestrais correr era algo natural. Eles precisavam fugir de seus predadores e garantir sua alimentação. Ou seja, correr faz parte de um gestual inerente a nossa evolução biológica.

É ótimo que o homem moderno busque uma maneira de se movimentar mais. Porém encontramos muitos problemas em boa parte dos corredores que levam a lesões em corredores. Logo entenderemos o porquê.

Riscos em um praticante de corrida

Muitos desses adeptos simplesmente saíram da inatividade completa. Sem nenhuma instrução profissional eles vestiram um tênis qualquer nos pés e saíram correndo por parques ou ciclovias.

Seu volume de treino subiu substancialmente de forma aleatória. Eles se propõem a correr maratonas com um ano de treino sem pensar que existem riscos para seu organismo.

Sabemos que correr no asfalto pode gerar um impacto no sistema musculo esquelético muito grande. Também existe a possibilidade do aparecimento de incontinências urinárias nas mulheres caso essa praticante não consiga aplicar conceitos biomecânicos corretos.

Eventualmente as lesões começam a aparecer nesses corredores amadores.

Nesse artigo me proponho a discutir as principais lesões geradas pela corrida e como trata-las.

Frequência das lesões em corredores

Infelizmente começamos a ver lesões em corredores com maior frequência.

Estudos comprovaram que mais de 70% dos praticantes de corrida de rua sofrem ou já sofreram algum tipo de lesão.

Um grupo de estudos brasileiro focado em corrida de rua publicou em uma das principais revistas internacionais quais são as principais lesões em corredores desse esporte. Para conseguir isso realizaram um estudo de rara qualidade entre os pesquisadores brasileiros. Houve revisão de diversos estudos científicos e pesquisa com amostragem de cerca de 3500 corredores.

Dentre algumas lesões, encontramos as seguintes como mais frequentes.

lesões em corredores mais comuns

Canelite

lesões em corredores canelite

A Canelite está entre as lesões em corredores mais frequentes em corredores de rua e praticantes de atletismo em geral.

Originalmente acreditávamos que seus principais sintomas e causas estavam ligadas ao tibial anterior, gerando uma confusão anatômica. Essa ideia causou várias frustrações com relação à reabilitação proposta.

Pensando que existia relação entre a Canelite e o tibial anterior esperávamos que existisse uma possível inflamação do periósteo. Assim teríamos um aumento no processo de degeneração óssea. O processo é causado pelo estresse gerado pela tração excessiva das tensões musculares.

Também pensávamos que existia aumento das áreas difusas de sensibilidade gerada nas inserções sobre os músculos anteriores e posteriores do tibial anteior.

A dor na parte interna do osso tibial estaria diretamente ligada ao overuse (excesso de treinamento). Portanto existiria estresse nos músculos flexores e extensores responsáveis pela mobilidade dos tornozelos.

Assim encontraríamos uma isquemia nos músculos citados acima.

Ideias atuais sobre a Canelite

ideias atuais sobre a canelite

Atualmente o nome mais aceito para a patologia é Síndrome do Estresse Medial Tibial.

Sabemos que esse compartimento nada tem a ver com o tibial anterior, com inserção na parte externa da tíbia. Essa teoria foi completamente descartada.

A disfunção músculo esquelética gera uma dor na parte interna do osso tibial. Tal dor pode começar como um desconforto, mas se não for corrigida no início piora de intensidade ao longo dos treinos. Ela pode inclusive interferir na capacidade funcional de uma simples caminhada.

Hoje a teoria mais aceita entre os pesquisadores relaciona a Canelite com os músculos da panturrilha. Sendo o músculo sóleo interno o mais aceito como mecanismo fisiopatológico de formação da Canelite.

Assim ligamos a Canelite a uma disfunção e analisamos as questões anatômicas aos músculos que se inserem no compartimento interno da tíbia. Entre eles está o sóleo interno.

Com tal esclarecimento científico, o tratamento não deve estar ligado de forma local ao alongamento. Também não podemos nos prender ao fortalecimento do músculo tibial anterior.

O que realmente devemos fazer é pensar no fortalecimento e alongamento do músculo sóleo interno. Esse músculo não está realizando uma contração eficaz durante a corrida.

Como sabemos, a panturrilha é o principal músculo ligado ao amortecimento do corpo durante o contato do pé ao solo. Essa também é a musculatura responsável por gerar a energia cinética para a manutenção de uma boa mecânica durante a corrida. Deixamos claro aqui que está análise está baseada em uma análise local.

Quando pensamos num corpo complexo e único, acredito que essa ineficácia pode não estar ligada ao um déficit simples e local. Sabemos que o músculo sóleo interno faz parte de duas Cadeias Musculares, a cadeia muscular extensora do membro inferior.

Sóleo

O sóleo participa anatomicamente dos músculos dorsais da perna. Se encontra na parte inferior dos membros inferiores.

Ele faz parte do conjunto conhecido como Tríceps Sural e é composto por três feixes:

  • Músculo gastrocnêmico: possui duas porções. Sua porção lateral e medial estão posicionados anatomicamente na parte póstero-superior dos côndilos femorais e inserem-se em um tendão comum nomeado de Tendão de Aquiles.
  • Músculo sóleo: está posicionado na camada interna, abaixo dos gastrocnêmicos. É um musculo plano e fusiforme. Tem sua origem na borda interna da tíbia posteriormente, sobre a cabeça e o colo da fíbula, sua inserção também se dá no Tendão de Aquiles.

O tríceps Sural é responsável pela extensão do pé. Porém seu direcionamento de fibras e distintas formações da tíbia geram uma torção do passo com adução e supinação do pé. Os músculos retro maleolares do tornozelo reequilibram essa torção para o bom contato do pé ao solo.

Logo, a estabilidade do tornozelo e do pé dependem da boa fisiologia dos músculos retro maleolares.

Essa musculatura faz parte da cadeia muscular de flexão e tensão exacerbada do sóleo, tornando-se ineficaz devido ao excesso de extensão do tornozelo. Quando tiver uma origem descendente ele virá acompanhado de uma anterioridade ilíaca.

Logo o tratamento de uma Canelite só terá eficácia de toda a cadeia muscular flexora for tratada.

Devemos flexibilidade os músculos do quadrado lombar e reto femoral. Assim conseguiremos correção ilíaca. O glúteo máximo e o quadrado femoral auxiliam na correção da extensão do quadril.

O vasto intermédio ajuda no relaxamento da extensão do joelho, relaxamento do sóleo e retirada do excesso de tensão. É importante flexibilizar o flexor curto dos dedos para retirar a tensão em extensão do pé.

Também devemos realizar o relaxamento dos extensores dos dedos:

  • Interósseos;
  • Extensor curto dos dedos;
  • Extensor curto do hálux.

Evoluímos com o alongamento desses músculos, por conseguinte o fortalecimento do soleo, que neste momento já estará livre de suas tensões.

Exercício para relaxamento da cadeia muscular extensora

Como fazer:

  • O aluno fica de joelhos com flexão dorsal dos tornozelos;
  • As mãos ficam apoiadas atrás do tronco que deverá estar em extensão.

O objetivo do exercício é que o aluno consiga sentar nos tornozelos sem perder a extensão de tronco. Isso deve ser feito através da respiração de forma confortável sem relatar sofrimento muscular de alongamento ou neural.

Com essa ação o corpo consegue abrir os flexores do quadril. Futuramente, esse exercício pode ser utilizado para alongar toda a cadeia com o aluno flexionando os cotovelos no solo.

Para o tratamento enfim da canelite, devemos complementar o tratamento com o fortalecimento do músculo sóleo.

Outra disfunção músculo esquelética da qual é de nossa responsabilidade corrigirmos para uma boa corrida é a Fascite Plantar.

Fascite Plantar ou Fasceite Plantar

fascite plantar e lesões em corredores

Descrevemos a fascite plantar como a inflamação da fáscia plantar. Esse é o tecido fibroso localizado ao longo da planta do pé que se estende do calcanhar à ponta dos dedos.

Sua principal função é a sustentação do arco plantar do médio do pé. Se não tratada de início pode gerar uma ruptura importante ou micro lesões em corredores na fáscia.

A fascite plantar pode ser agravada por alguns problemas no tendão do calcâneo (tendão de Aquiles), sendo eles:

  • Falta de flexibilidade;
  • Retração;
  • Excesso de tensão.

Esses problemas no tendão delimitam a dorsiflexão do tornozelo gerando ausência ou diminuição de força e flexibilidade nos tornozelos.

Seu mecanismo fisiopatológico de formação pode estar relacionado a compressões repetidas no arco longitudinal do pé. A corrida é uma atividade onde isso acontece com frequência.

Segundo Scott e Winter essas forças de achatamento podem ser de 1,3 a 2,9 vezes o peso normal do corredor.

Outro fator que pode estar ligado à fascite plantar seria a pronação excessiva do tornozelo.

Precisamos citar aqui que essa não é uma patologia exclusiva dos corredores. Muitas pessoas podem apresenta-la em nossos espaços de trabalho sem correrem.

Sintomas

sintomas da fascite plantar

A fascite plantar gera dor na sola do pé próximo ao calcanhar.

Ela começa lenta, suave e progressiva, o que é um de seus principais perigos. Como a dor é intercalada e fraca inicialmente o corredor continua seus treinos.

A dor pode evoluir rapidamente para um quadro inflamatório de dor constante. O atleta sente dor inclusive em repouso.

A principal característica é uma dor insuportável pela manhã, quando o indivíduo apoia o pé no solo logo depois de acordo. Nesse estágio mais avançado da patologia o tratamento é muito vagaroso porque o tecido afetado estará mal irrigado. Assim a recuperação da fáscia fica muito afetada.

Sendo solicitada de forma excessiva e repetitiva a fáscia entra num processo de degeneração. Assim tem início a dor crônica e também um excesso de tensão gerado no calcâneo.

A partir da fascite plantar podem surgir alterações no mecanosistema ósseo, o que pode dar origem aos esporões de calcâneo.

Origens

Estudos recentes vêm atentando para o fato de que a fascite plantar não é gerada somente através de processos inflamatórios. Ela pode ser também ter interligação a alterações estruturais mais condizentes a processos degenerativos.

Portanto a dor pode ser intensificada com exercícios físicos intensos. Mas também é possível estar relacionada a fatores advindos do excesso de peso ou processos degenerativos ligados a idade.

A fascite plantar também está associada a:

  • Longos períodos em pé;
  • Conformações estruturais de pés planos ou cavos (gera distúrbios de pisadas durante o esporte);
  • Encurtamento do tendão de Aquiles;
  • Uso de calçados impróprio (mais frequente em mulheres pelo uso de saltos).

Portadores de fascite plantar frequentemente apresentam disfunção e dor para realizar a dorsiflexão do pé. Essa dificuldade geralmente se deve ao encurtamento do músculo da panturrilha ou do tendão de Aquiles. Tais estruturas estão conectadas diretamente à fáscia plantar.

A fascite plantar pode invariavelmente desenvolver o esporão do calcâneo, ou ter seu diagnostico confundido com o esporão do calcâneo. Porém lembremos que são patologias distintas.

Pesquisas apontam ainda que um número invariável de indivíduos pode possuir esporão do calcâneo sem um único episódio de dor ao longo da vida. Só aproximadamente 10% dessas pessoas podem desenvolver fascite plantar.

Como vimos a fascite plantar está ligada ao excesso de tensão do tendão de Aquiles. Pode estar interligada também ao excesso de pronação do tornozelo.

Essa pronação pode ser gerada pela cadeia de fechamento com o desabamento do arco plantar, ou ainda por uma proteção ativa dos tornozelos a uma cadeia de abertura que gera um maior índice de torções de tornozelo, por excesso de supinação do mesmo.

Fáscia Plantar

A fáscia plantar também chamada de aponeurose plantar, é uma estrutura fibrosa e inelástica existente na planta do pé que se origina na tuberosidade do calcâneo e segue até as falanges proximais dos artelhos.

Conforme já citei, suas funções são:

  • Estabilizar o arco plantar longitudinal;
  • Impedir que o pé desabe durante a marcha, onde suporte forças importantes.

Na fáscia plantar temos o encontro de todas as forças circulantes das cadeias musculares. Isso inclui a cadeia aponeurótica estática, com seu trajeto lateral e posterior nos membros inferiores.

Nada é mais lógico, considerando que nosso equilíbrio estático é baseado num desequilíbrio anterior.

A cadeia estática tem como função manter o centro gravitacional dentro do nosso polígono de sustentação. Por ter um trajeto lateral, devemos nos atentar aos músculos fibulares na sua essência.

A tíbia tem como principal função evitar o desabamento dos arcos plantares. Na cabeça da fíbula a cadeia estática lateral dos membros inferiores tem m reforço da lâmina do sóleo.

Assim ela estará ligada a cabeça fibular através do tendão de Aquiles ao arco plantar longitudinal.

Pesquisas recentes indicam o músculo tibial posterior como principal opositor e responsável pelo controle do desabamento do arco plantar. Por estar ligado a supinação do pé pode estar tenso, fraco ou encurtado em caso de fascite plantar.

A fascite plantar começa a ser sentida como uma inocente fisgada na planta do pé. Se não for tratada a tempo leva a uma inflamação da fáscia plantar, além do aumento da intensidade da dor e intumescimento local.

Logo, se o corredor possuir uma pisada pronada o grande responsável pela correção do contato do pé ao solo será o tibial posterior. A princípio esse mecanismo funciona bem, porém se o problema inicial não for corrigido, com o passar do tempo o tendão do tibial posterior será sobrecarregado por overuse, o que poderá inflama-lo.

Além disso, o músculo tibial posterior participa da cadeia muscular de abertura dos membros inferiores. A causa então pode ter uma origem descendente que desorganiza toda a cadeia muscular dos membros inferiores.

Reabilitação

Neste caso, sugiro uma intervenção mais global, onde deveremos primeiro corrigir as possíveis alterações ilíacas. Elas são causadas pelo excesso de tensão da cadeia muscular de abertura.

Relaxando o glúteo médio e os músculos do assoalho pélvico, corrigiremos a abdução e rotação externa do quadril, relaxando o piriforme, glúteo máximo e médio, e um possível varismo de joelho relaxando os músculos: bíceps e vasto lateral.

Esses relaxamentos propostos, tirarão o excesso de tensão do tibial posterior, impedindo que o processo inflamatório avance, para uma possível tendinite do tibial posterior até a fascite plantar.

Músculo Tibial Posterior

Origem: região póstero interna da tíbia e da fíbula, na membrana interóssea.

Ele é caracterizado por ser um músculo de largo feixe muscular proximal passando pela massa tendínea comum do Tendão de Aquiles. Ele segue até os ossos:

  • Navicular;
  • Cuneiforme;
  • Metatarsos.

Esse é um dos músculos mais profundos da região posterior dos membros inferiores. Suas ações incluem:

  • Flexão plantar;
  • Supinação.

Portanto, ele é um aliado na reequilibração dos pés planos.

Se a fascite plantar for causada por excesso de tensão da cadeia de flexão que passa em seu trajo pelos:

  • Extensor longo dos dedos;
  • Lumbricais;
  • Quadrados plantares.

Ele se insere nos:

  • Flexores curtos do hálux e do dedo mínimo.

O excesso de tensão das cadeias de flexão gera um pé em supinação. Isso inverte o mecanismo de formação fisiopatológica descendente da lesão gerando a posterioridade do ilíaco.

Deveremos relaxar os músculos do abdômen e isquiotibiais. O Psoas também poderá estar bloqueando o quadril em flexão.

O poplíteo pode gerar excesso da tensão de toda cadeia muscular um flexo de joelho. Realizaremos, nesse caso, o extensor longo dos dedos seguindo pelo trajeto da cadeia muscular de flexão dos membros inferiores e muscular intrínseca dos pés.

Nesse caso chamo a atenção para o inocente trabalho realizado com bolinhas de tênis em nossos serviços. Ele é extremamente interessante para o relaxamento dos pontos de tensão da musculatura intrínseca dos pés.

Somente após o tratamento global das cadeias musculares voltaremos para a inflamação local da fascite plantar. Uma vez que foram eliminados todos os pontos de excesso de tensão da disfunção musculo esquelética, podemos continuar o trabalho local.

Na certeza de não existir um mecanismo de retroalimentação da fascite plantar o tratamento terá muito mais sucesso.

Tratamento Local

tratamento local das lesões em corredores

A Crioterapia alivia a dor para a execução dos exercícios. A aplicação do gelo diminuirá a descarga fusal, proporcionando um alivio momentâneo e imediato da dor.

A aplicação do gelo não poderá ultrapassar 12 minutos. O gelo é um excelente vasoconstritor que priva a inflamação do excesso de irrigação local gerado pelo processo inflamatório. Porém os tecidos superficiais podem ser lesados pela privação sanguínea.

A partir do decimo segundo minuto haverá uma vasodilatação profunda, que não é nosso objetivo. Por isso tiraremos o gelo antes que esse processo contrário ocorra.

Deveremos alongar o tríceps sural, além de fortalecer o tibial posterior, seguidos de exercícios de propriocepção para os tornozelos e joelhos.

E mobilizar os músculos que compõem a parte interna dos pés. Os footworks são exercícios que gosto bastante para conscientizar o paciente num bom alinhamento dos pés.

Não gosto e também não indico palmilhas corretivas, além de tênis específicos de pisadas. Se o aluno já possui a lesão e está acostumado a correr com tais acessórios, faz-se necessário realizar um desmame, para retira-los dos pés.

Não gosto desses acessórios específicos de correção, pois eles nada os tem de corretivos. Na verdade, eles acomodam os pés e tornozelos para uma posição de alinhamento artificial. Dessa maneira retiram dos músculos mais ainda sua função de contração e seu principal papel de amortecimento, das forças corporais com as quais os pés devem saber lidar para uma boa mecânica corporal.

Caso o tendão de Aquiles esteja parcialmente rompido, cabe ao médico uma possível avaliação cirúrgica. No caso de ruptura total do tendão trata-se de emergência médica, pois, o tendão deverá ser suturado o quanto antes, evitando possíveis limitações para a articulação dos tornozelos.

Dicas preventivas para corredores

dicas para prevenir lesões em corredores

Quem está começando a correr ou já pratica a modalidade e quer evitar lesões  em corredores e patologias por overuse pode seguir algumas dicas.

  • Alterne seus treinos em diversos tipos de terreno: não corra somente no asfalto, introduza, na sua rotina de treinos corridas em vários tipos de terrenos mais macios, como terra ou grama. Além de gerarem menor impacto, esses locais ajudarão na propriocepção dos seus tornozelos e ativação de músculos necessários para uma corrida equilibrada.
  • Realize junto ao seu treino de corrida um trabalho especifico de fortalecimento muscular. É importante ser sempre bem orientado por um profissional do movimento.
  • Respeite seu corpo, não transforme a corrida em mais um fator de estresse.