Encontramos ampla aceitação do princípio da estabilidade de núcleo. Profissionais de áreas como fisioterapia, educação física, medicina e outras profissões do movimento o tratam como um princípio útil para a reabilitação e treinamento.

Sobretudo, a estabilidade de núcleo é considerada como processo resolutivo para disfunções na metade inferior do tronco. Contudo, espantosamente poucos a questionaram cientificamente.

O autor Eyal Ledeman reexamina o princípio da estabilidade de núcleo num artigo extremamente importante de 2009. Me proponho a explicar tal crítica à visão dos argumentos de Ledeman em seu artigo.

Ledeman fez uma pesquisa utilizando diversas pesquisas de variados autores sobre a proposta objetivando plausíveis explicações para tal questão. Ele reexaminou os princípios:

  • Da estabilidade segmentar central;
  • Da estabilização da coluna vertebral.

O autor também avaliou como esses princípios se encaixam num conhecimento mais amplo do controle motor.

O princípio da estabilidade de núcleo (CS)

O princípio da estabilidade de núcleo (CS) foi derivado de estudos de Hodges e Richardson, 1996, 1998. Eles demonstraram uma mudança no tempo inicial da contração dos músculos do tronco em indivíduos portadores de dor lombar crônica (CLBP).

Há muito tempo as pesquisas sobre o controle do tronco vêm gerando questionamentos entre os pesquisadores para a compreensão da CLBP. Em 1965 Freeman et al demonstrou que ocorrem mudanças no controle motor dos músculos do tronco em indivíduos que sofreram algum tipo de lesão na coluna vertebral.

Esses achados e crenças gerais sobre a importância dos músculos abdominais para uma coluna forte trouxeram fortes influências para o Pilates e o Treinamento Funcional. Assim surgiu a prevalência para o treinamento dos músculos do CS.

A consequência foi uma indústria nascida desses estudos com ginásios, centros de treinamento, Studios de Pilates e clínicas em todo o mundo propondo exercícios de estabilidade de tronco. O objetivo era treinar atletas de prevenir lesões e para pacientes como a cura para a dor lombar.

O Transverso do abdômen

 o transverso do abdomen e a estabilidade de núcleo

A coluna vertebral é uma estrutura instável, por conseguinte sua estabilização é proporcionada pela atividade dos músculos do tronco. Na abordagem da estabilidade centro esses músculos geralmente são referidos como músculos do “core”.

Um dos músculos deste grupo que recebeu muito foco foi o Transverso do abdômen (Tra), por acreditar-se ser o principal componente da estabilização do tronco anteriormente.

O TrA tem várias funções na postura vertical. A estabilidade é somente uma, mas a função está em sinergia com todos os outros músculos que compõem a parede abdominal e além (Hodges et al., 1997, 2003, Sapsford et al., 2001).

A musculatura atua no controle da pressão na cavidade abdominal para vocalização, respiração, defecação, vômitos, etc (Misuri et al., 1997). O Tra forma a parede posterior do canal inguinal e onde a função valvular evita que as vísceras herniem (Bendavid e Howarth, 2000).

Transverso do Abdômen e coluna vertebral

estabilidade de núcleo influencia na coluna vertebralQuão essencial é o Tra para a estabilização da coluna vertebral?

Uma maneira de avaliar isso é observarmos as condições onde o músculo está danificado ou submetido a um estresse mecânico anormal. Isso fragilizaria o sistema de estabilização submetendo o indivíduo a desenvolver dor lombar.

A gravidez levanta algumas questões importantes sobre o papel estabilizador do TrA, ou quaisquer músculos abdominais da coluna vertebral. Durante a gravidez vemos os seguintes efeitos nos músculos da parede abdominal:

  • Alongamento muito além de sua curva de comprimento x tensão;
  • Perdas de força e incapacidade de estabilizar a pelve contra resistência (Fast et al., 1990; Gilleard e Brown, 1996).

Em um estudo recente, os efeitos de uma abordagem cognitivo-comportamental foram comparados com fisioterapia padrão na dor pélvica e lombar imediatamente após o parto (Bastiaenen et al., 2006).

Um aspecto interessante: 869 mulheres grávidas foram estudadas, mas 635 delas foram excluídas. O motivo da exclusão de mais de metade da amostra foi sua recuperação espontânea e sem qualquer tipo de intervenção após o parto.

A recuperação dessas mulheres aconteceu num período antes dos músculos abdominais conseguirem voltar ao estado original (Gilleard e Brown, 1996). No entanto, esse foi um período em que a dor lombar foi dramaticamente reduzida.

Como pode ser que a dor lombar e pélvica está melhorando durante um período de profunda ineficiência muscular abdominal? Por que a coluna vertebral não colapsa? A relação entre os músculos abdominais e a estabilidade da coluna foi superestimada?

Esse estudo concluiu que há poucas evidências de que os problemas localizados da mecânica musculoesquelética, incluindo a estabilidade da coluna, desempenham um papel no desenvolvimento da dor lombar durante a gravidez.

Os fatores predisponentes frequentemente citados são, por exemplo:

  • Índice de massa corporal;
  • História de hipermobilidade e amenorréia (Mogren e Pohjanen, 2005);
  • Baixa classe socioeconômica;
  • Existência de dor lombar anterior;
  • Localização posterior / fundacional da placenta e correlação significativa entre peso fetal (Orvieto et al., 1990).

Outro período interessante para nós, sobre o papel dos músculos abdominais e estabilização é imediatamente após o parto. No pós-parto, o músculo abdominal demora cerca de 4 a 6 semanas para reverter as mudanças de comprimento e para o controle motor se reorganizar.

O reto abdominal, por exemplo, leva cerca de 4 semanas após o parto para retomar seu comprimento. A estabilidade pélvica só se normaliza após cerca de 8 semanas (Gilleard e Brown, 1996).

Espera-se que, durante esse período, não haveria estabilização do núcleo.  Talvez, esse fator aumentaria a probabilidade de aparecimento do dor lombar?

Obesidade e a teoria da estabilidade do núcleo

obesidade e estabilidade de núcleoEstudos semelhantes sobre ganho de peso e obesidade e dor lombar desafiam a teoria CS. Espera-se, como na gravidez, que a distensão do abdômen atrapalhe a mecânica normal e o controle dos músculos do tronco, incluindo o TrA.

De acordo com o modelo CS, isso deve resultar em uma maior incidência de dor lombar nesse grupo. No entanto, estudos epidemiológicos demonstram que o ganho de peso e a obesidade estão apenas ligeiramente associados a dor lombar (Leboeuf-Yde, 2000).

Cirurgia e a teoria da estabilidade do núcleo

Outra área interessante para o estudo da estabilidade dos músculos abdominais são os músculos abdominais que foram danificados por cirurgia. Será que esse dano afetará a estabilidade da coluna ou contribuirá para a dor lombar?

Na reconstrução mamária após a mastectomia, um lado do reto abdominal é usado para a reconstrução da mama. Consequentemente, a paciente fica com apenas um lado do reto abdominal e fraqueza dos músculos abdominais.

Essa alteração na biomecânica do tronco resulta em mudanças profundas no controle motor. Apesar de todas essas mudanças, não parece haver relação com aumento, aparecimento ou prejuízo para as atividades funcionais por conta de lombalgias, pacientes acompanhadas anos após a mastectomia (Mizgala et al., 1994, Simon et al., 2004).

Em resumo, podemos concluir:

  • Que a musculatura abdominal pode demonstrar mudanças fisiológicas dramáticas, como durante a gravidez, pós-parto e obesidade, sem prejuízo para a estabilidade e a saúde da coluna vertebral.
  • O dano à musculatura abdominal não parece prejudicar a estabilidade da coluna ou contribuir com dor lombar.
  • Nenhum estudo até agora demonstrou que dor lombar é devido à instabilidade da coluna vertebral. Apesar de uma década de pesquisa nesta área, continua sendo um modelo teórico.

Tempo de contração

Nos estudos originais, diferenças de tempo de início de CS entre indivíduos assintomáticos e pacientes com CLBP foram cerca de 20ms. Ou seja, uma quinquagésima segunda diferença (Hodges e Richardson, 1996, 1998; Radebold et al., 2000).

Deve-se notar que as questões não se referem a força, mas atrasos no tempo de contração. Tais atrasos estão muito além do controle consciente do paciente e as capacidades clínicas do terapeuta para testar ou alterá-los.

Muitas vezes, no exercício de CS há uma ênfase no treinamento de força para o TrA ou exercício de baixa velocidade realizado deitado ou ajoelhado em quatro apoios. Acredita-se que esse exercício ajudaria a normalizar o controle motor, o que incluiria disfunção de tempo.

É improvável que este tipo de treinamento ajude a redefinir as diferenças de tempo. A razão pela qual isso é ineficaz está relacionada a uma contradição que o treinamento de CS cria em relação aos princípios de aprendizado motor (princípio de similaridade / transferência) e princípios de treinamento (princípio de especificidade).

Essencialmente, esses princípios afirmam que nossos corpos, incluindo os sistemas neuromuscular e musculoesquelético, se adaptarão especificamente a eventos motores específicos. O que é aprendido em uma situação específica pode não ser necessariamente transferido para outro evento físico.

Para superar o problema do tempo, os proponentes do CS apresentaram uma solução onde ensinavam seus atletas, alunos ou pacientes a contrair continuamente o TrA (O’Sullivan, 2000; Jull e Richardson, 2000).

Ao contrair continuamente, superaria a necessidade de se preocupar com o tempo de início. A proposta é impor um padrão de controle anormal e não funcional. Através desse padrão seria possível superar uma reorganização funcional do sistema muscular, no caso, a lesão. Uma estratégia protetora tão antiga quanto a evolução humana.

Controle motor de movimento

O controle motor do movimento é composto de vários fatores subjacentes que incluem:

  • Força;
  • Velocidade;
  • Alcance;
  • Resistência (grupo paramétrico de habilidades);
  • Co-contração;
  • Ativação recíproca.

Esses fatores representam o nível de controle sinérgico e para as habilidades motoras mais complexas, incluem ainda:

  • Coordenação;
  • Equilíbrio;
  • Tempo de transição entre diferentes atividades;
  • Relaxamento motor.

Todos esses componentes motor atuam durante o movimento. Ao alterar um, todos os outros fatores de controle também mudarão. (Lederman E, Reabilitação neuromuscular em terapia manual e física, a ser publicado em 2010. London, Elsevier).

Além disso, nenhum estudo até o momento demonstrou que o exercício de estabilidade de núcleo irá redefinir o tempo de início da contração do núcleo em pacientes com CLBP.

A força do núcleo

a força da estabilidade de núcleoHá mais confusão sobre a questão da força do tronco e sua relação com a dor lombar e prevenção de lesões. O que sabemos é que o controle muscular do tronco, incluindo perdas de força, podem estar presentes como consequência na CLBP.

Porém, a cocontração tem vários papéis durante o movimento, de modo a ajudar na estabilidade das articulações e aperfeiçoar o movimento. Os níveis de cocontração no tronco são mantidos em níveis baixos, suficientes para as atividades de vida diária e um aumento na co-contração.

Não parece uma boa estratégia, pois aumentará a força de compressão no disco, além de consumir mais energia e também tende a enrijecer o tronco. É uma estratégia de controle inadequada, onde é necessária uma amplitude de movimento e flexibilidade.

Um dos princípios da CS é ensinar aos indivíduos a isolar o Tra do resto dos músculos abdominais ou isolar o “músculo central” dos músculos “globais”. No entanto, é duvidoso exista um grupo de músculos do tronco (central) opere independentemente de todos os outros músculos do tronco durante atividades diárias ou esportivas.

Essa classificação é anatômica, mas não tem significado funcional. Tanto a produção motora quanto o recrutamento de músculos são extensivos (Hodges et al., 2000; Cholewicki et al., 2002a, b), interferindo em todo o corpo.

Para ativar especificamente musculaturas do núcleo no movimento, seria necessário substituir os padrões naturais de ativação muscular do tronco. Isso seria impraticável, quase impossível e potencialmente perigoso.

O treinamento focado em um único músculo é ainda mais difícil. A ativação muscular por músculo não existe. Se você traz a mão para a boca, o sistema nervoso “pensa” na mão ao invés de flexionar o bíceps, depois os peitorais, etc.

O controle muscular único é relegado na hierarquia dos processos motores para os centros do motor espinhal. É um processo que está distante do controle consciente. Curiosamente, mesmo os neurônios motores de músculos particulares estão misturados em vez de serem grupos anatômicos distintos na medula espinhal.

Na verdade, demonstrou-se que ao tocar os tendões do reto abdominal, oblíquo externo e oblíquo interno, as respostas reflexas de estiramento evocadas podem ser observadas no músculo, mas também se espalham extensivamente aos músculos nos lados ipsilateral e contralateral do abdômen.

Isso sugere que o feedback sensorial e o controle reflexo dos músculos abdominais estão funcionalmente relacionados. Portanto, seria impossível separa-lo pelo esforço consciente.

O que torna impossível contrair um único músculo ou grupo específico. Mesmo com treinamento extensivo (Beith et al., 2001). De fato, não há apoio da pesquisa de que o Tra pode ser ativado singularmente (Cholewicki et al., 2002a, b).

O paciente novato tem maior probabilidade de contrair grandes grupos de músculos abdominais (Sapsford et al., 2001; Urquhart et al., 2005a, b).  Logo, o controle do tronco (e do corpo) é total. Não há evidências de que existam músculos do núcleo que funcionem de forma independente de outros músculos do tronco durante o movimento funcional normal.

Controle Motor

O treinamento de CS parece entrar em conflito com três princípios importantes e básicos da aprendizagem e treinamento motor:

  • O princípio de similaridade (transferência) em aprendizagem motora e princípio de especificidade na formação
  • Princípios de foco externo-interno
  • Economia de movimento.

Princípio de similaridade e contexto

Treinar e praticar o movimento pode ser:

  • Diferente e fora do contexto;
  • Semelhante, mas fora do contexto;
  • Diferente no contexto;
  • Similar e dentro do contexto.

A organização neuromuscular ideal para o movimento ocorre quando o movimento está em padrões semelhantes ao movimento de objetivo e praticado no contexto do movimento particular.

A maioria dos regimes de treinamento de CS contém padrões de movimento que são diferentes e fora de contexto aos padrões de tronco usados nas atividades normais. Adaptado de Lederman E, reabilitação neuromuscular em terapia manual e fisioterapia, a ser publicado em 2010. London, Elsevier.

Parece que tais princípios básicos podem escapar de muitos dos defensores do CS. Isso se reflete em um estudo que avaliou o efeito do treinamento em uma bola suíça nos músculos de estabilidade de núcleo e na economia de corrida.

Os sujeitos realmente ficaram muito bons em ativar os músculos para sentar-se na bola suíça. Porém não se observou melhora em suas performances de corrida. Um estudo frequentemente citado por Tsao e Hodges mostra a transferência da aprendizagem do treinamento do CS para a atividade postural.

No entanto, este é um estudo de baixa qualidade, realizado em um pequeno número de sujeitos (nZ9) sem controle. A transferência observada neste estudo está em conflito com o vasto conhecimento do controle motor que sugere que essa transferência é altamente improvável (ver Schmidt e Lee, 2005, para uma extensa revisão da transferência de aprendizagem).

O controle do tronco irá mudar de acordo com a atividade específica que o sujeito está praticando. Jogar uma bola exigiria o controle do tronco, o que é diferente de correr. O controle do tronco em execução será diferente na escalada e assim por diante.

Não existe um exercício universal para o controle do tronco que atenda às necessidades específicas de todas as atividades. É possível treinar o controle do tronco para uma atividade específica? Sim, e é simples e apenas treinar nessa atividade e não se preocupe com o tronco. A beleza de tudo isso é que, não importa a atividade desenvolvida, os músculos do tronco sempre serão exercitados especificamente.

Foco interno e externo em treinamento

O CS evoluiu ao longo do tempo em resposta a muitas das limitações do modelo descritas acima. Atualmente, o controle de TrA é tentado em diferentes padrões de pé e em movimento.

A velocidade de movimento, equilíbrio e coordenação foi introduzida nos primeiros elementos básicos da CS. Os novos modelos incentivam os sujeitos a “pensar no seu núcleo” durante as atividades funcionais.

Pergunta-se se David Beckham pensa sobre o “núcleo” antes de um chute livre ou Michael Jordan quando ele faz enterrada ou, nesse caso, nossa paciente que está correndo atrás de um ônibus, cozinhando ou durante qualquer outra atividade diária. Quanto tempo eles podem manter esse pensamento durante a multitarefa em atividades funcionais complexas?

Talvez pensar sobre o núcleo não seja uma boa ideia para treinamento esportivo. Ao aprender o movimento, uma pessoa pode ser instruída a se concentrar em sua técnica (chamada foco interno) ou no objetivo de movimento (chamado foco externo).

Para uma pessoa qualificada, o desempenho melhora se o treinamento se concentrar em tarefas fora do corpo (foco externo). Nesse mesmo tipo de pessoa o desempenho reduz quando o foco se dá nos processos internos do corpo.

Por exemplo, há uma maior precisão em serviços de tênis e tiros de futebol quando os sujeitos usam foco externo ao invés de estratégias de foco interno. Este princípio sugere fortemente que o foco interno no Tra ou em qualquer outro grupo muscular irá reduzir o desempenho atlético qualificado.

Curiosamente, a tensão do músculo do tronco mostrou-se potencialmente degradante ao controle postural.

E quanto à reabilitação do movimento para pacientes com CLBP?

O foco interno em músculos específicos melhoraria o uso funcional dos músculos do tronco? Vamos imaginar dois cenários em que estamos ensinando um paciente a levantar um peso do chão usando uma posição de agachamento.

No primeiro cenário, podemos dar conselhos simples de foco interno, como dobrar os joelhos e aproximar seu corpo, etc. (van Dieen et al., 1999; Kingma et al., 2004). Este tipo de instrução contém uma mistura de focagem externa (por exemplo, mantenha o objeto próximo ao seu corpo e entre os joelhos) e foco interno sobre a posição do corpo durante o levantamento.

No segundo cenário que é semelhante à abordagem de treinamento de CS, o paciente recebe as seguintes instruções:

  • Concentre-se na co-contração dos isquiotibiais e dos quadríceps;
  • Solte suavemente os glúteos;
  • Deixe os músculos da panturrilha alongar;
  • Enquanto simultaneamente encurta o tibial anterior.

Essa focagem interna complexa é a essência do treinamento CS, mas aplicado aos músculos do tronco. Seria quase impossível para uma pessoa aprender tarefas simples usando uma abordagem tão complicada de foco interno.

Economia de movimento

O conselho dado aos formandos do CS é apertar continuamente os músculos abdominal e das costas. Isso poderia reduzir a eficiência do movimento durante as atividades diárias e esportivas.

Nossos corpos são projetados para despesas ótimas de energia durante o movimento. Está bem estabelecido que, quando um iniciante aprende uma nova habilidade motora, eles tendem a usar uma estratégia de co-contração até que aprendam a refinar seu movimento.

A co-contração é conhecida por ser um “desperdício de energia” em situações iniciais de aprendizagem motora. Para introduzir isso, o movimento qualificado surte em desperdício similar na economia de movimento.

Minetti (2004) afirma:

“para melhorar a locomoção (e o movimento), o trabalho mecânico deve limitar-se apenas ao tipo indispensável e a eficiência muscular deve ser mantida perto do seu máximo. Assim, é importante evitar: … usando co-contração (ou força isométrica inútil) ”.

Esse desperdício de energia provavelmente ocorrerá durante o uso excessivo de músculos do tronco como ensinado em CS. Na atividade esportiva, isso teria um efeito prejudicial sobre o desempenho. Anderson (1996) em um estudo sobre a economia dos estados correntes:

“Nos níveis mais altos de competição, é provável que a” seleção natural “tende a eliminar os atletas que não conseguiram herdar ou desenvolver características que favoreçam a economia”.

CS na prevenção de lesões e valor terapêutico

Terapeutas e treinadores têm exaltado as virtudes da CS como uma abordagem para melhorar o desempenho esportivo (Kibler et al., 2006), evitando lesões e como solução para a dor lombar. Não importando o mecanismo fisiopatológico para a queixa. No entanto, essas afirmações não são suportadas por estudos clínicos:

Exercício abdominal / estacionário como prevenção de dor nas costas

estabilidade de núcleo para prevenir lombalgiaEm um estudo, sujeitos assintomáticos (n=402) receberam educação posterior ou educação posterior + exercício de fortalecimento abdominal (Helewa et al., 1999).

Eles foram monitorados pela dor lombar por um ano e o número de episódios de dor nas costas foi registrado. Não foram encontradas diferenças significativas entre os dois grupos.

Havia um aspecto curioso para este estudo, o que é importante para a questão da força em CS. Este estudo foi realizado em sujeitos assintomáticos que foram identificados como tendo músculos abdominais fracos. Quatrocentos indivíduos com músculos abdominais fracos e sem dor nas costas!

Outro estudo em larga escala examinou a influência de um programa de fortalecimento de núcleo na dor lombar em atletas colegiados (n=257). Também neste estudo, não houve vantagem significativa do fortalecimento do núcleo na redução da dor lombar.

CS um tratamento para Dor Lombar (DL) recorrente e Dor Lombar Crônica (DLC)(h2)

estabilidade de núcleo e dor lombarInicialmente, os exercícios CS para o tratamento de CLBP recorrentes são promissores para melhorias quando comparadas a outras formas de terapia.

De fato, as análises sistemáticas consideraram que o exercício de estabilização era melhor do que o atendimento de médicos de clínica geral. Isso só não valia para qualquer outra forma de fisioterapia..

No entanto, pode-se argumentar que nenhum desses estudos realmente mostrou uma relação entre melhora na dor lombar, na estabilização da coluna vertebral ou no controle central.

Em todos os estudos, não houve tentativa de identificar efetivamente os pacientes que tiveram problemas de tempo ou de controle ou tinham instabilidade subjacente. Não houve tentativa de avaliar quão bem os sujeitos aprenderam manobras CS e se eles conseguiram manter essa aprendizagem ao longo da duração dos estudos.

Além disso, não houve tentativa de avaliar se houve correlação entre a melhoria da condição e a recuperação da estabilização. Também deve notar-se que muitos desses estudos não possuíam um grupo de controle.

Isso significa que, embora o treinamento do CS possa ser melhor quando comparado a outra forma de terapia, ainda não sabemos se é melhor do que um tratamento com placebo.

Uma tendência interessante surge quando o exercício CS é comparado ao exercício geral. Ambas abordagens de exercício são demonstradas como sendo igualmente eficazes (Ariyoshi et al., 1999; van der Velde e Mierau, 2000; Franke et al., 2000; Reeves, 2006; Nilsson-Wikker et al., 2005; Koumantakis et al., 2005; Cairns et al., 2006). Revisões sistemáticas repetem esta mensagem (van Tulder et al., 2000; Abenhaim et al., 2000; Hurwitz et al., 2005).

Os estudos sugerem que as melhorias aconteceram devido aos efeitos positivos da prática do exercício físico. Portanto, elas não seriam resultado das melhorias na estabilidade da coluna vertebral (é sabido que o exercício geral também pode melhorar o DLC) (Ariyoshi et al., 1999; van der Velde E Mierau, 2000). A partir de todos os estudos citados o autor concluiu que:

  • O exercício CS pode ser melhor que o atendimento medicamentoso (o que não é difícil de alcançar).
  • O exercício CS não é melhor do que outras formas de terapia manual ou de qualquer outro exercício.
  • Descubra o exercício que o paciente sente prazer e adicione-o ao seu plano de treinamento.

CS em relação à etiologia da dor lombar

Por que o CS não funcionou melhor do que qualquer outro exercício?

Em parte, devido a todas as questões que foram discutidas acima. Mais importante ainda, na última década, a nossa compreensão da etiologia da dor lombar mudou drasticamente.

Os fatores psicológicos, alimentares e psicossociais tornaram-se fatores importantes de risco e prognóstico para a disfunção recorrente e a transição dos estados de dor aguda para crônica.

Fatores genéticos e comportamento / ” uso do corpo ” também são fatores contribuintes. Fatores estruturais localizados, tais como as assimetrias do tronco / coluna vertebral, foram reduzidos em sua importância como fatores contribuintes para a dor lombar.

Dano potencial com CS?

Padrões contínuos e anormais de uso dos músculos do tronco também podem ser uma fonte de danos potenciais para doenças da dor lombar ou pélvica. Sabe-se que, quando os músculos do tronco se contraem, exercem uma força compressiva na coluna lombar (van Dieen et al., 2003a, b) e que os pacientes com CLBP tendem a aumentar sua força de co-contração durante o movimento (Cholewicki et al., 1997).

Isso resulta em novos aumentos da compressão da coluna vertebral (Marras et al., 2005; Brown et al., 2006). Outro estudo recente examinou os efeitos das manobras de estabilização abdominal no controle do movimento da coluna vertebral e estabilidade contra perturbações repentinas do tronco (Vera-Garcia et al., 2007).

As manobras de estabilização abdominal foram: abdominal hollowing (Afundar o umbigo), abdominal bracing (Ativar o Power House afinando a cintura) e a estratégia “natural” dada pelo sistema nervoso central. O abdominal hollowing foi o mais ineficaz e não aumentou a estabilidade.

O abdominal bracing melhorou a estabilidade, mas veio a um custo de aumento da compressão da coluna vertebral. O grupo de estratégia natural parece empregar a melhor estratégia, pois gerou estabilidade ideal sem compressão lombar excessiva.

Um aumento na pressão intra-abdominal pode ser uma complicação adicional da tensão do músculo do tronco (Cresswell et al., 1994a, b). Estima-se que, em pacientes com dor de cintura pélvica, o aumento da pressão intra-abdominal poderia exercer forças potencialmente prejudiciais em vários ligamentos pélvicos (Mens et al., 2006).

Talvez nossos pacientes deveriam ser encorajados a relaxar o músculo do tronco em vez de mantê-los rígidos?

Conclusão

  • Os músculos do tronco fracos, os abdominais fracos e os desequilíbrios entre os grupos de músculos do tronco não são uma patologia apenas uma variação normal.
  • A divisão do tronco em core e sistema muscular global é uma fantasia reducionista, que serve apenas para promover CS.
  • Músculos abdominais fracos ou disfuncionais não levarão a dor nas costas.
  • Tencionando o músculo do tronco é improvável que forneçamos qualquer proteção contra dor lombar reduzindo sua recorrência.
  • Os exercícios de estabilidade de núcleo não são mais eficazes, e não evitarão mais lesões do que quaisquer outras formas de exercício físico ou fisioterapia.
  • Os exercícios de estabilidade de núcleo não são melhores do que outras formas de exercício na redução da dor lombar crônica.
  • Pode haver risco potencial de danificar a coluna vertebral com tensão contínua dos músculos do tronco durante atividades diárias e esportivas.
  • Os pacientes que foram treinados para usar manobras complexas de abaixamento abdominal e de apoio devem ser desencorajados de usá-los.

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