A fáscia é um tema polêmico muitas vezes. Sabia que até seu nome causa confusão? O uso indiscriminado do termo fáscia gera confusão, forçando a Fascia Research Society (FRS) a estabelecer um comitê só para ele.

O Comitê de Nomenclatura da Fáscia (FNC) foi criado para esclarecer e registrar a terminologia correta relacionada à fáscia. Esse comitê tenta desenvolver e definir os termos:

  • Fáscia;
  • Sistema fascial.

Fáscia é um termo anatômico amplamente usado, mas cuja definição ambígua confunde o reconhecimento dessa parte fundamental do corpo. Ao longo do tempo o termo foi descrito por diversos pesquisadores como:

  • Um tendão membranoso (Crooke, 1651);
  • Uma parte membranosa (Hall, 1788);
  • Uma forte banda aponeurótica (Cruveilhier, 1844);
  • Uma seção distinta de tecido fibroso denso e tecido membranoso envolvendo órgãos internos (Godman, 1840);
  • Uma camada distinta, superficial ou profunda de tecido conjuntivo (Ellis, 1840);
  • Um tipo de tecido conjuntivo distinto (isto é, Aponeurótico ou fibro-areolar) (Gray, 1858);
  • Um sistema global de tecido conectivo (Still, 1899);
  • “Uma bainha, folha ou outra massa dissecável de tecido conjuntivo” (FCAT, 1998);
  • “O componente de tecido mole do sistema de tecido conjuntivo que engendra pelo corpo humano formando uma matriz tridimensional contínua de todo corpo estrutural” (Findley e Schleip, 2007).

Note, então que o termo fáscia identifica vários tipos diferentes de partes do corpo. Faz sentido a afirmação de Standring (2016) de que a fáscia é efetivamente uma expressão anatômica “genérica”, e, portanto, não cientificamente precisa.

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Problemas com as definições de fáscia

o que realmente é a fáscia

Concordando ou não com as descrições acima, a ciência se preocupa com a forma indiscriminada com que a palavra fáscia vem sendo determinada. Para Robert Schleip, seu principal pesquisar na Universidad de Ulm, é o fato da mídia e muitos clínicos começarem a usar o termo de maneiras pouco convencionais. Isso gera confusões científicas precisas no que se refere ao termo fáscia.

Em contextos profissionais é vital que todo termo anatômico (como a fáscia) se relacione de maneira inequivocamente, a mesma parte corporal. Recentemente um editorial destacou enorme preocupação e atraiu comentários de vários membros da comunidade interdisciplinar de pesquisa sobre a fáscia. Todos reconheceram que a linguagem usada para descrever a fáscia requer muita atenção corretiva.

A FRS estabeleceu então uma força-tarefa e o FNC para melhorar a linguagem da fáscia. Mas os envolvidos não conseguiram chegar a um consenso preciso sobre a definição da fáscia.

Suas discussões concluíram que a fáscia é simultaneamente estudada de duas maneiras principais dentro da comunidade científica:

  • Morfológicas;
  • Funcionais.

Consequentemente, como explicam Stecco e Schleip (2016), os pesquisadores morfológicos são mais adequados por uma definição de “fáscia”. Eles buscam investigar aspectos funcionais e, sobretudo, como a transmissão de força.

 

Também pesquisam capacidades aspectos funcionais e, sobretudo, como a transmissão de força ou ainda, capacidades sensoriais do tecido. Logo, uma definição mais ampla para a fáscia pode nos ser a mais útil.

Assim reconheceu-se que a linguagem convencional (anatômica) relacionada à fáscia não possui a capacidade linguística necessária para efetivamente discutir as seguintes características da fáscia:

  • Morfologia;
  • Distribuição arquitetônica;
  • Propriedades dos materiais;
  • Papéis fisiológicos (como transmissão de força mecânica, capacidade sensorial, outros).

Os proponentes dessa perspectiva funcional abordam diversa estruturas fibrosas que originalmente eram separadas da fáscia. Para eles essas são retratadas como diferentes aspectos de uma rede de tecido fibroso global unitário (sistema fascial). Alguns deles são:

Para muitos proponentes dessa perspectiva “funcional”, várias estruturas fibrosas que tradicionalmente foram escritas como separadas da fáscia agora s]ao retratadas como diferentes aspectos de uma rede de tecido fibroso global unitário. Cortar

  • Aponeuroses;
  • Ligamentos;
  • Tendões;
  • Retináculos;
  • Cápsulas articulares.

Sem o idioma para diferenciá-los, a palavra fáscia é atualmente aplicada a cada uma dessas duas maneiras muito diferentes de compreendê-la. Ou seja, a redução descritiva e holística (Adstrum, 2015).

O fato mais preocupante é que este fato vem gerando grande confusão e invalidando várias pesquisas.

Novas definições

novas definições da fáscia

A descoberta preliminar deste grupo foi relatada por Robert Schleip. Ela foi discutida na reunião do FNC em Washington D.C. em 2015. O evento aconteceu imediatamente antes do IV Congresso de Pesquisa Fáscia (FRC4).

Participaram da votação 15 pesquisadores de diversas partes do mundo e 4 observadores sem direito a voto. A importância da criação de duas novas definições sobre a fáscia foi reconhecida de maneira unânime.

Essas novas definições deveriam, juntas, representar de forma equitativa a forma como a fáscia é amplamente conhecida na comunidade interdisciplinar de pesquisa.

A primeira delas foi obrigada a relacionar-se com as seções distintas (dissecíveis) do tecido fascial tradicionalmente conhecidas como fasciae (fáscia, no singular). Precisava ser um termo científico precisamente concebido e racional para identificar fáscias individuais dentro do discurso acadêmico.

De acordo com Carla Stecco, esse tipo de definição é essencial porque:

Permite que alguém saiba exatamente sobre o que estamos falando quando usamos um termo específico. Permite o estudo in vivo das camadas fasciais com tecnologia de imagem. Permite o isolamento dessas camadas em cadáveres e a realização de estudos histológicos e mecânicos. Além da amostragem dessas camadas durante a cirurgia para avaliar alterações patológicas. Além, de permitir a comparação de resultados de estudos realizados por diferentes grupos.

A outra definição teve um foco mais expansivo. A intenção era atender a necessidade recém-conhecida da comunidade de pesquisa de fáscia para explicar um sistema fascial global hipotetizado em termos funcionais. O uso desse termo foi discutido por Luigi Stecco que sugeriu que poderia relacionar-se precisamente ao:

“Sistema de tecidos conjuntivos fibrosos que se influenciam reciprocamente em todo o corpo.” (2004, p. 19 e 20).

Ao final da reunião da FNC, a maioria dos membros concordou com uma definição precisa para um novo termo anatômico, uma fáscia.

Uma fáscia é uma bainha, uma folha ou qualquer outra agregação dissecável de tecido conjuntivo que se forma sob a pele para anexar, fechar e separar músculos e outros órgãos internos.

Na conclusão da reunião da FNC de Washington, um subcomitê de cinco membros foi nomeado e encarregado de progredir o desenvolvimento de uma definição mais ampla e funcional do sistema fascial. Reconheceu-se, então, que este termo precisava:

  1. Refletir os desenvolvimentos no conhecimento científico acumulado da fáscia.
  2. Corresponder às formas como a fáscia é diversamente percebida e discutida dentro de um campo interdisciplinar emergente de discurso fasciarelating (relação fascial).
  3. Referir-se especificamente a “uma rede de tecidos interdependentes que interagem, formando um todo complexo, colaborando para realizar o movimento” (Stecco e Schleip, 2016)
  4. Ser preciso, anatomicamente coerente e livre de ambiguidade
  5. Relacionar-se logicamente com o sistema preexistente de nomenclatura anatômica, que foi cuidadosamente desenvolvido de maneira muito valiosa pela Federação Internacional de Associações de Anatomistas ao longo do século passado. O processo de desenvolvimento desta nova definição é relatado abaixo.

A Terminologia Anatômica e Funcional da Fáscia

terminologia anatômica e funcional da fáscia

Terminologia Anatômica: diz que a fáscia consiste em bainhas, folhas ou outras agregações de tecido conjuntivo dissecáveis, termo que inclui não apenas as bainhas dos músculos, mas também os investimentos de vísceras e estruturas dissecáveis relacionadas a eles. (FIPAT, 2011, p.36)

Grey’s Anatomy: Fáscia é um termo aplicado a massas de tecido conjuntivo suficientemente grande para ser visível a olho nu. Sua estrutura é altamente variável, mas, em geral, as fibras de colágeno na fáscia tendem a ser entrelaçadas e raramente mostram a orientação compacta e paralela observada nos tendões e aponeuroses. (Standring, 2008, pág. 39)

Dicionário Médico Ilustrado de Dorland: Fáscia é uma folha ou faixa de tecido fibroso, como entranhas profundas na pele ou forma um revestimento para músculos e vários outros órgãos do corpo. (Anderson, 2012, pág. 679)

Dicionário Médico Stedman: Fáscia é uma folha de tecido fibroso que envolve o corpo embaixo da pele; também inclui músculos e grupos de músculos e separa suas várias camadas ou grupos. (Stegman, 2006, p. 700)

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Definições holísticas para a Fáscia

  • O Congresso de Pesquisa sobre a Fáscia (Fascia Research Congress) concluiu que fáscia é o componente de tecido mole do sistema de tecido conjuntivo que permeia o corpo humano formando uma matriz tridimensional contínua de corpo inteiro de suporte estrutural.

A fáscia penetra e se engendra por todos os órgãos, músculos, ossos e fibras nervosas, criando um ambiente único para o funcionamento do sistema corporal.

O escopo de interesse nessa definição se estende a todos os tecidos conjuntivos fibrosos, incluindo aponeuroses, ligamentos, tendões, retináculos, cápsulas articulares, túnicas de órgãos e vasos, epineuro, meninges, periosteo e todas as fibras endomisárias e intermusculares das miofáscias. (Findley e Schleip, 2007, página 2)

  • A fáscia é um tecido conectivo resistente que se expande por todo o corpo em uma rede tridimensional de cabeça aos pés funcionalmente e sem interrupção. O sistema fascial envolve e tem o potencial de influenciar profundamente todos os músculos, ossos, nervos, vasos sanguíneos, órgão e célula do corpo.

A Fáscia também separa, suporta, conecta e protege tudo. Esta teia tridimensional de tecido conjuntivo está viva e sempre mudando conforme o corpo exige.

Assim, é uma rede de intercâmbio de informações, influenciando e remodelando cada estrutura, sistema e célula no organismo. Como o ar e a gravidade, a sua influência é tão onipresente que tendemos a dar por certo. (Barnes, 1990; pp. Xi & 3)

  • As fáscias constituem uma folha ininterrupta de tecido que se estende da cabeça para os pés e do exterior para o interior. Este é um sistema perfeitamente contínuo que está suspenso das estruturas ósseas para formar uma estrutura de suporte totalmente integrada.

A fáscia onipresente não apenas reveste a superfície externa de todas as estruturas diversas do corpo e músculos, órgãos, nervos, vasos e também formam as matrizes internas que sustentam essas estruturas e mantêm sua integridade. (Paoletti, 2006, p. Xiii)

  • Fáscia é um tecido visco elástico ininterrupto que forma uma matriz funcional de colágeno tridimensional. Envolve e penetra todas as estruturas do corpo que se estendem da cabeça aos pés, tornando difícil isolar e desenvolver a sua nomenclatura.

É virtualmente inseparável de todas as estruturas do corpo e atua para criar continuidade entre os tecidos para melhorar suas funções e o suporte. (Kumka e Bonar, 2012.

Finalmente o comitê se decidiu pela definição a seguir:

O sistema fascial consiste no contínuo tridimensional de tecidos conectivos fibrosos flexíveis, colágeno, soltos e densos que permeiam o corpo. Ele incorpora elementos como:

  • Tecido adiposo;
  • Adventos;
  • Bainhas neurovasculares;
  • Aponeuroses;
  • Fasciae profundas e superficiais;
  • Epineuro;
  • Cápsulas articulares;
  • Ligamentos;
  • Membranas;
  • Meninges;
  • Expansões miofasciais;
  • Periosteo;
  • Retináculos;
  • Septos;
  • Tendões;
  • Fasciae viscerais;
  • Todos tecidos conjuntivos intramusculares e intermusculares incluindo endo-peri-epimísio.

O sistema fascial interpenetra e envolve todos os órgãos, músculos, ossos e fibras nervosas, dotando o corpo de uma estrutura funcional e proporcionando um ambiente que permite que todos os sistemas corporais operem de forma integrada.

De acordo com Jean-Claude Guimberteau perceber a fáscia (tecido fibroso) como uma “rede fibrilar contínua e em tensão” é importante. Esse conhecimento permite compreender a fáscia e o corpo de “uma nova maneira”.

Ele explica que no passo a pesquisa de anatomia e cirurgia baseada em dissecação centrou-se principalmente na identificação e descrição anatômica de partes fasciais distintas. O uso de novas tecnologias de pesquisa, como a micro-videografia endoscópica, revela a fáscia como uma “rede fibrilar caótica”.

Ela é uma estrutura arquitetônica poliédrica dinamicamente mutável, fascinante, não?

Histologia do Sistema Fascial

A fáscia é composta fundamentalmente de tecidos conectivos fibrosos, moles, colágenos, soltos e densos espalhados por todo o corpo. Essa parte da definição é baseada no reconhecimento histológico estabelecido do tecido conjuntivo como tipo de tecido básico.

Ele é anatomicamente subdividido em três quatro (NÃO SERIAM 4?) categorias de tecido conjuntivo embrionário:

  • Mesênquima;
  • Tecido conjuntivo mucoso;
  • Tecido conjuntivo propriamente dito (solto e denso);
  • Tecido conjuntivo especializado (sangue, osso, cartilagem, adiposo, tecido hematopoiético, linfático).

A partir dessa perspectiva classificatória, a fáscia geralmente é considerada como uma forma de tecido conjuntivo propriamente dito. A classificação se mantém mesmo que sua sub-identificação específica como tecido conjuntivo solto e/ou irregularmente ou irregularmente tenha disposição no tecido conjuntivo denso ainda não tenha sido esclarecida.

Uso desta definição dos tecidos conjuntivos plurais reconhece que, em estudos histológicos, o sistema fascial é constituído por vários tipos de tecido conjuntivo, e não apenas um, por exemplo:

  • Areolar;
  • Denso regular / irregular;
  • Adiposo.

A especialização da histologia mais recente anda favorecendo o termo tecido conectivo e de suporte sobre o tecido conjuntivo. (Young et al., 2014, Programa Anatômico Federativo sobre Terminologias Anatômicas [FAPAT] 2008 POSSO TIRAR DAQUI E COLOCAS NAS REFERÊNCIAS?). SimMas, a definição do “sistema fascial” relaciona-se mais com o termo tradicional, sistema conjuntivo.

Assim ele permite a discussão sobre o papel do sistema fascial na transmissão de força de tensão. Portanto, o termo fica mais completo ao invés de apenas relacionar-se com estabilização das compressões mecânicas para a qual ossos e outros elementos estão mais especializados. Outro motivo para o termo é por esse ser o tipo de tecido tipicamente conhecido na comunidade da FRS e FRC.

A palavra “suave” distingue o tecido conjuntivo fascial da cartilagem e do osso, embora ambos sejam formas de tecido conjuntivo tangivelmente mais difíceis e diferentemente especializados. O termo tecido macio foi escolhido ao invés de outros por ser o termo atualmente defendido na Terminologia Histológica (FAPAT 2008). Alguns dos termos alternativos descartados seriam:

  • Tecido fibroso;
  • Tecido conjuntivo adequado;
  • Tecido de suporte macio.

Novamente, o termo colágeno que contém distingue deliberadamente a fáscia do músculo, que é frequentemente categorizado separadamente como outra forma “especializada” de tecidos moles. Esta referência geral ao colágeno inclui implicitamente os Tipos I e III, e deixa a porta aberta para qualquer outro colágeno que possa (no futuro) se caracterizar significativamente neste amplo grupo de tecidos.

Formação da fáscia

formação da fáscia

A fáscia é constituída de proteínas. Sua principal constituição, o colágeno, é uma proteína produzida pelo organismo desde o nascimento. Essa também é uma das substâncias mais importantes para a manutenção dos blocos de sustentação dos tecidos conjuntivos.

O colágeno é responsável pela manutenção de sua estruturação matricial e força. Porém, sua produção começa a diminuir perto dos 28 anos de idade e, sobretudo, depois dos 35. A produção cai cerca de 1% ao ano.

Aos 50 anos o organismo chega a apenas 35% do colágeno necessário para executar sua principal função e começa a utilizar o colágeno armazenado produzido até os 28 anos de idade.

Esse processo leva a perda da elasticidade e firmeza do tecido conjuntivo em geral. Essa proteína participa ativamente da construção e constituição de:

  • Ossos;
  • Músculos;
  • Cartilagens;
  • Cabelos;
  • Unhas.

Aliás, o colágeno representa cerca de 25% de toda a proteína que existe em nosso corpo e sua função e dar sustentação às células, deixando-as firmes e juntas. Ele também tem papel importante para a saúde em geral da fáscia, sendo seu principal componente proteico. Portanto, o colágeno é fundamental para o funcionamento de todo tecido conjuntivo fascial.

Os tipos de colágeno:

  • Colágeno hidrolisado: passa por um processo de hidrólise, ou seja, é quebrado em partículas menores para ser absorvido mais facilmente e ter melhor aproveitamento pelo organismo.
  • Colágeno tipo 2: é o mais abundante nas cartilagens
  • Pepto colágeno: é um colágeno altamente hidrolisado, que chega aos peptídeos de colágeno (conjunto de aminoácidos), ou seja, moléculas ainda menores e de mais fácil absorção. Diversos estudos apontam que o colágeno na forma de peptídeos possui benefícios potencializados.

Função Fascial

O fraseio do reconhecimento da definição de que o sistema fascial “interpenetra e envolve todos os órgãos, músculos, ossos e fibras nervosas” é copiado da definição amplamente utilizada de FRAC de Findley e Schleip (2007), com seu conhecimento e permissão.

É amplamente aceito que o sistema fascial também pode preencher várias outras funções importantes no corpo e incluindo (mas não limitado) a funções:

  • Arquitetônicas / estruturais;
  • Neurológicas;
  • Transmissão de força biomecânica;
  • Morfogênese;
  • Transmissão de sinal celular (Schleip et al., 2012).

No entanto, no interesse da brevidade, a definição proposta do sistema fascial não tenta identificar todas as funções atualmente conhecidas da fáscia. Ele deliberadamente apenas alude a essas várias e amplas funções de maneira geral.

Ao invés de descrever todas as funções, é possível concentrar-se em seu objetivo de descrever o que e o sistema fascial. Isso é feito, por exemplo, identificando seus elementos básicos (partes essenciais) – a partir de uma perspectiva funcional.

Uma vez que esta tarefa de descrição inicial é realizada, outros podem decidir continuar a partir daqui e começar a tarefa muito útil, embora possivelmente aberta, de enumerar as funções atualmente conhecidas deste sistema dentro de um corpo complexo.

Conclusão

A intenção explícita da FRS / FNC em desenvolver e definir este novo termo (o sistema fascial) tem sido facilitar uma comunicação internacional, interdisciplinar e interprofissional clara e inequívoca sobre a fáscia.

Os autores desta revisão recomendam fortemente que os termos uma fáscia e o sistema fascial sejam amplamente adotados e utilizados nas comunicações orais e escritas sobre fáscia, tal como ocorrem em ambientes de saúde biocientíficos, clínicos e comunitários.

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