Dor no ombro? Quer algo mais comum em um Studio de Pilates? Dores no ombro só perdem para dores na coluna no número de pacientes que encontramos. Esse é um problema bastante incapacitante para o aluno que limite seus movimentos e atividades diárias. Para te ajudar no tratamento desses pacientes separei algumas dicas sobre uma patologia importante: a capsulite adesiva.

O que é capsulite adesiva?

Essa é a uma patologia que começa com uma inflamação na cápsula articular do ombro. Os motivos para que essa inflamação comece são muitos, mas sempre com características autoimune que traz todas as complicações relacionadas.

Por ser autoimune você dificilmente conseguirá descobrir o que realmente a causou, limitando bastante as opções de tratamento. Além disso, ela é bastante limitante em todas suas fases, seja ela na dor ou na diminuição da amplitude de movimento. Como não conseguimos reverter a patologia precisaremos aprender a trabalhar de maneira limitada para garantir que o retorno às atividades diárias.

Fases da capsulite adesiva

A capsulite adesiva possui algumas fases que sempre devemos considerar durante o tratamento. A primeira delas é caracterizada pela inflamação da cápsula articular. Apesar de existir inflamação, é fácil diferir essa fase da capsulite adesiva de outras patologias como tendinites ou a síndrome do impacto. Sua maior característica é a dor em qualquer amplitude de movimento do ombro.

No início da fase inflamatória o aluno pode sentir uma dor suave e ignorar o problema. Mas não se engane, ela rapidamente vai evoluir para uma dor forte e limitante. A fase pode permanecer por 8 a 10 meses em nosso aluno. É comum encontrarmos ombros que, apesar da dor, ainda não têm seus movimentos limitados.

A limitação só começa a acontecer na segunda fase da patologia, a fase da rigidez ou congelamento. Sua principal característica é a perda progressiva da amplitude de movimento do ombro, porém a dor é bastante amenizada. Ela pode permanecer por 12 a 18 meses.

Por fim, chegamos à fase do descongalamento. Ela é caracterizada pela melhora progressiva dos movimentos do ombro e sua duração é inespecífica. É normal que um indivíduo que sofreu da patologia e chegou à fase final acabe com sequelas e perde entre 15% e 20% dos seus movimentos no ombro afetado.

Como tratar de acordo com as fases da capsulite adesiva

  • Fase inflamatória: durante essa fase a dor forte impedirá muitos exercícios e deixará o trabalho do profissional do movimento complicado. Portanto, nosso único objetivo estará na analgesia e alívio da dor, assim poderemos trabalhar de maneira mais livre com o ombro afetado.
  • Fase da rigidez ou congelamento: essa é a fase em que o ombro começa a perder sua amplitude de movimento. Mesmo que o profissional tente forçar alongamentos ou incentivar os movimentos não conseguiremos reverter a patologia. Nossa intensão nessa fase é evitar ou ganhar um pouco de amplitude de movimento para melhorar a qualidade de vida do aluno.
  • Fase do descongelamento: conforme o ombro retorna a sua amplitude de movimento anterior, precisaremos trabalhar para evitar que o aluno tenha sequelas, evite ao máximo a perda de funcionalidade do ombro acometido.

Conclusão

A capsulite adesiva é uma patologia extremamente limitante e que confunde também muitos profissionais do movimento. A única maneira de fazer uma boa reabilitação é considerar bem as fases da capsulite adesiva e respeitá-las. Teremos um objetivo diferente em cada uma delas para conseguir melhorar ao máximo a situação do aluno.