MAH e a relação de seus efeitos com a Bioenergia Corporal

MAH e a relação de seus efeitos com a Bioenergia Corporal

Os praticantes do MAH já conhecem seus resultados, fazendo-os diariamente após o programa de ativação e modificação cortical dos 12 treinos, avaliações e normalizações.

O Método Abdominal Hipopressivo é potente – vai muito além da barriga negativa -, contribui de forma efetiva na saúde preventiva, reabilitativa e na melhora da saúde do seu praticante em diversos sistemas corporais.

Em sua teoria, há a importância das questões pressóricas, respiratórias, fisiológicas, postural, sexual, faciais e também emocional – como efeito das liberações tensionais corporais.

Agora vamos conhecer este novo universo que acerca a Bioenergia Corporal e entender sua relação com o MAH? Começaremos pela a sua origem.

O criador da Bioenergia Corporal e suas influências

Os conceitos de Bioenergia Corporal, foram desenvolvidos a partir de 1953 pelo norte-americano Alexander Lowen. Ele criou a análise/terapia Bioenergia Corporal, baseando-se nos fundamentos teóricos de Wilhelm Reich.

Este autor acumulou profundo conhecimento além de uma clara e vasta experiência ao longo dos seus 50 anos de trabalho, registrado em 13 livros. Por meio de sua obra fica evidente que ele soube amar o que escolheu realizar pro resto da vida. Na compreensão de que o corpo expressa nossos pensamentos, sentimentos e emoções.

Para isso desenvolveu, inicialmente com o psiquiatra John Pierrakos e, mais tarde, com outros colaboradores, uma série de posturas e exercícios corporais associados a expressões de emoções e sentimentos.

“Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade” – Alexander Lowen

Dedicou-se a estudo do corpo, da mente e da energia. Reich se destacou pela a sua obra psicanalítica e pesquisas pioneiras nas áreas da biologia, física, política e antropologia.

De caráter social e psicológico, a terapia Reichiana atenta simultaneamente aos processos orgânicos e energéticos do corpo humano.

“Amor, trabalho e sabedoria são as fontes da nossa vida. Deviam também governá-la” – Wilhelm Reich

O que é a Bioenergética?

Sabe-se que tanto o pensar quanto o sentir são condicionados por fatores de energia e os processos energéticos do corpo  estão relacionados ao estado de vitalidade do corpo. A Bioenergia Corporal é uma maneira de entender a personalidade da pessoa e, neste processo, a produção de energia através da respiração, do metabolismo e da descarga de energia no movimento.

A Terapia Bioenergética une os níveis psíquicos e somáticos, partindo da compreensão da personalidade em termos de corpo e energia, trabalha com o modelo de fluxo energético num movimento pendular ao longo do corpo.

O princípio central para o criador da Análise Bioenergética é tornar o corpo vivo, que para ele significa vibrante, e devolver-lhe a graça natural. Para isso é necessário desmanchar os congelamentos, áreas do corpo frias, pálidas, sem movimento ou sem expressão, em que o sangue e a energia circulam pouco ou muito lentamente.

Toda pressão (estresse) produz um estado de tensão no corpo. Normalmente a tensão desaparece quando a pressão é aliviada. Porém tensões crônicas, podem persistir após a remoção desta pressão, que assumirá a forma de atitude física inconsciente ou de um endurecimento muscular.

Estas tensões perturbam a saúde emocional, diminuindo sua vitalidade, restringindo sua motilidade (ação espontânea do movimento da musculatura), limitando sua auto-expressão.

Contudo a Terapia Bioenergética é um caminho do alivio da tensão crônica, da vitalidade de energia e bem estar emocional.

Quando percebemos que 10% de nossos movimentos são conscientemente dirigidos e que 90% são inconscientes, a importância torna-se evidente, no trabalho corporal e movimento.

Estudos Avançados

Reich, discípulo de Freud e Lowen, compreende que a história de cada indivíduo está registrada na estrutura no corpo. Todas as experiências vividas, o impacto das relações da primeira infância e os traumas físicos e emocionais são armazenados e mantidos no corpo na forma de padrões de tensão muscular crônica.

Nós, profissionais do movimento, lidamos diariamente com estas tensões e entender a Bioenergia Corporal é compreender melhor o paciente/cliente que nos cerca com todo seu universo corporal. O auxílio pode vir como opção de estratégias dentro deste trabalho, assim especializado.

A análise de caráter, mapeada por Reich é uma ferramenta no entendimento dentro deste universo corpo, mente, emoção e comportamento. Navarro, discípulo de Reich, catalogou estes setes segmentos corporais – conhecidos também de couraças musculares -, e Lowen criou seu método produzindo novos conceitos por meio da bioenergética, obtendo grande destaque na sua área.

Alexander Lowen, que era um associado de Reich, resumiu esse efeito global:

“O carácter do indivíduo como ele se manifesta no seu padrão típico de comportamento, também é retratado ao nível somático pela forma e o movimento do corpo. A expressão corporal é a visão somática da expressão emocional típica que é vista a nível psíquico como carácter. Defesas aparecem em ambas as dimensões, no corpo como couraça muscular”. (Lowen: 1976).

Na idade adulta, as defesas emocionais que foram construídas na infância afetam a relação da pessoa consigo mesma e com os outros, traduzindo-se no caráter.

Na Terapia Bioenergética, a história e as defesas são compreendidas com a ajuda de um terapeuta, ao mesmo tempo em que as emoções a elas associadas são mais uma vez experimentadas a fim de que a restrição à sua expressão seja elaborada.

Mas na análise energética Reichiana tais reações são vistas como parte da estrutura de caráter do paciente, uma realidade tanto física quanto psicológica.

Assim, tais atitudes estão associadas a tensões musculares crônicas do corpo do paciente e também derivam delas. Nem seus sentimentos nem seu comportamento mudarão enquanto as tensões não forem significativamente resolvidas e liberadas.

Como é realizado o trabalho de Bioenergia Corporal?

O trabalho compõe-se de exercícios corporais e também de análise verbal.

Partindo-se do conteúdo verbal trazido pelo paciente, chega-se ao trabalho com o corpo, que, junto à respiração, ao movimento, aos padrões de tensão, contam uma história. Tal caráter está igualmente ancorado na mente e no corpo.

A partir do ano 2000 a Análise Bioenergética foi definida como uma psicoterapia somato-psico-relacional.

Integração entre terapeuta e cliente

Como proposta de promoção do reencontro entre o indivíduo, seu corpo e sua história. A Terapia Bioenergética une expressão do corpo e caráter psíquico, propondo um resgate da história pessoal do paciente, levando-o a compreender a função de sobrevivência de seus bloqueios e padrões de comportamento.

As bases biológicas das neuroses está centrada nos processos biológicos envolvidos na saúde e na energia que alimenta esses processos, ou seja, se fundamenta na proposta de identidade funciona essa psicoterapia (OELMAN, 1988; WEIGAND 1998, 1999; VENTLING 2002; GUDAT 2002).

Qual o profissional que atende a Teoria da Bioenergética?

O profissional mais adequado para trabalhar com a Bioenergética é o profissional de Psicologia, o único habilitado para atendimento clínico e existe a especialização dos terapeutas corporais que incluem em seus trabalhos os conhecimentos da bioenergética.

Com base nestes fundamentos, a análise bioenergética oferece ao psicólogo um instrumental adicional ao trabalho analítico, por meio do uso de exercícios e técnicas que permitem ao cliente alcançar uma profunda compreensão de seus estados emocionais, liberar padrões de tensão e alterar a forma como se relaciona consigo e com o mundo.

Exercício de enraizamento, na conquista do prazer e alivio corporal, estimulando assim o contato com a realidade do praticante (do corpo e do mundo ao redor de si) e da entrega (surrender) construindo os níveis saudáveis dentro desta realidade.

Quando nos puxamos para cima, exemplo muitos estímulos cognitivos, muita energia na parte superior do corpo e pouca energia nos membros inferiores, perdemos nossa graça instintiva primitiva natural. O grounding é uma alternativa para esta inversão deste deslocamento ascendente.

O prazer e a satisfação se dá pela progressão da pratica e interação dos exercícios corporais. Nesta pratica corporal  a viagem ao inconsciente  é ancorado pelo corpo, pela energia e na personalidade.

Relação do MAH com Bioenergia Corporal

O Método Abdominal Hipopressivo é um método postural e respiratório, que utiliza diversas posturas estáticas, dinâmicas e a respiração para potencializar seus efeitos. Para conseguir relaxar e alongar corretamente, o diafragma torácico precisa estar em posição de expiração. Portanto, podemos concluir que a hipopressiva é um método que potencializa suas posturas através da apneia expiratória.

Com os estudos de Bernadet de Gasquet, sabemos que se você tem uma boa postura vai respirar melhor, tudo vai bem no seu corpo. É a postura que vai determina a respiração. A respiração funciona para crescer e alongar, não para pressionar.

Na Bioenergética, a respiração deve ser natural é preciso entender como liberar as tensões que desviam o padrão respiratório do seu estado natural. O MAH contribui tanto na visão de Gasquet, quanto de Lowen.

Contudo os estudos demonstram e as diversas teorias corporais comprovam a relação benéfica entre a postura e a respiração, dando a flexibilização das tensões corporais, retornando a fluência natural dos movimentos, a liberação do livre fluxo energético e a conquista da graça natural, conhecida como o movimento da dança da vida.

O MAH por ser um método postural, respiratório e pressórico, contribui para a liberação das tensões musculares e visto em pratica estes efeitos em seus praticantes, por meio da liberação da energia, metabolismo contido nesta atividade física e não adotando como regra.

Mas incluindo o olhar do entendimento em conjunto com as abordagens terapêuticas estudadas, as tensões representariam as defesas deste organismo emocional.

Descrito pelos autores Willian e Fine (coluna de pressão), o desacionamento da serie muscular que cronicamente instalou-se decorrente a pressão intra-abdominal no seu tempo depende crônico é necessário a estimulação a nível cortical, favorecendo a neuroplasticidade, com as neurodivergencias, com o gatilho elétrico dado pela acidose respiratória do ciclo respiratório do método, a hipóxia e da hipercapenia.

Se adicionarmos o conhecimento da relação diafragma/nervo vago/emoções em conjunto com as tensões musculares e o conhecimento das couraças de caráter, a visão amplia no conceito corpo, mente e comportamento, existindo a conexão corporal, seguido pelos atuais estudos faciais, que avançam diariamente, comprovando a relação das interocepções com as exterocepções, os ambientes internos e externos, como agente modificador e ressignificação de traumas dos estímulos guardado no corpo de uma maneira não verbal.

Quando é dito o corpo fala eis uma verdade, externando assim as emoções e  a liberação dessas emoções produz o alívio das tensões aprisionadas .São métodos que se complementam e se interligam, contribuindo como uma estratégia inteligente de auto regulação corporal.

Sabedores destas interligações é notável que as práticas físicas sejam uma ferramenta poderosa de manifestações e curas orgânicas (autorregulação) se bem dirigidas e estimuladas, em especial as que se utilizam e consideram os exercícios posturais, respiratórios e/ou toques sutis como o trabalho do sistema facial, resinificando este corpo e sua história, porque no corpo integral não há desconexão entre corpo e mente, somos movimento e também fluxo de energia.

As Couraças musculares podem atingir órgãos e provocar um estado de contração no corpo, as questões pressóricas também dificultam este processo natural de nutrição, produzindo manifestações psico-somáticas.

O MAH sendo um método pressórico, postural, respiratório, metabólico, sexual é uma ferramenta potente,  haja visto pelos seus  diversos benefícios e por sua pratica, estimular também o nervo vago a nível cortical, nervo frênico por meio da respiração.

Ligação com nervo intercostal e também o nervo pudendo, pélvico e Reich estuda a ênfase à importância de desenvolver uma livre expressão dos sentimentos sexuais e emocionais dentro do relacionamento amoroso maduro.

Reich enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias com as quais lidava e descobriu que a energia orgone (organismo) era bloqueada de forma mais intensa na pélvis.

Conclusão

O Método Abdominal Hipopressivo faz a liberação da tensão hidrostática do assoalho pélvico, trazendo saúde física e também energética e com o Grounding. A medida que o centro da gravidade do corpo desce para a pelve e os pés servem de suporte energético, a pessoa pode se sentir centrada.

Analisando os efeitos da respiração no ato sexual sobre o indivíduo, Reich chegou à conclusão que seu uso harmonizaria o corpo físico, com implicações na própria mente, normalizando o fluxo de trocas com o meio, pela absorção do orgônio.

O MAH contribuirá com a normalização/diminuição  da pressão das cavidades, sabedores que a variação da PIA é um mecanismo automático e com um maior aporte sanguíneo (vasodilatação) nas região sexual auxiliará  em uma sensação orgástica mais efetiva, mas existe a necessidade do desejo para que isto aconteça.

Cuide se bem!

O nosso corpo é a nossa casa  é a nossa história e  ele nos revela, olhe para ele e ele olhará para você.

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Este artigo foi escrito por Sinuê Hendgel

Profissional de Educação Física Bacharel e Licenciatura, pós Graduada como Fisiologista do Exercício e prescrição do exercício, especialista em Pilates, CrossPilates e Professora de Dança desde de 2002. Master Trainer do MAH e integrante da equipe Janaína Cintas em parceria com a VOLL Pilates Group.

 

 

Bibliografia
MAH na Função Sexual Feminina: Como o MAH auxilia neste quesito

MAH na Função Sexual Feminina: Como o MAH auxilia neste quesito

A Musculatura do Assoalho Pélvico (MAP) sustenta os órgãos pélvicos e abdominais – mantendo as continências urinária e fecal -, e também participa da função sexual. O MAP, nada mais é, que um conjunto de partes moles que fecham a pelve. Formado por músculos, ligamentos e fáscias que são capazes de se distenderem ao máximo quando a mulher realiza o parto normal.

A MAP – localizada entre o púbis e o cóccix -, é formada por músculos estriados esqueléticos e exerce diversas funções importantes no organismo feminino. São os músculos perineais do terço externo da vagina que se contraem, reflexa e ritmicamente, para atingir o orgasmo. Quer entender mais sobre MAH na Função Sexual Feminina? Então, continue lendo este texto!

Qual a função da Musculatura do Assoalho Pélvico?

O assoalho pélvico tem a musculatura constituída por 70% de fibras do tipo I (fibras de contração lenta) e 30% de fibras do tipo II (fibras de contração rápida). Podendo ser acometido por diversas disfunções, como a incontinência urinária e fecal, disfunções sexuais, dor pélvica crônica, problemas menstruais, dentre outras.

A MAP é responsável pela contração vaginal, aumentando a sensação de prazer no momento do sexo. O treinamento desta musculatura tem efeito positivo na vida sexual das mulheres. O MAH na Função Sexual Feminina favorece a melhora da sensibilidade devido ao aumento da vascularização da região do períneo, sendo este um dos benefícios do método.

No trabalho da fisioterapia pélvica, utiliza-se técnicas simples, de baixo custo como a cinesioterapia, terapia manual e o abdominal hipopressivo para auxiliar a função sexual, entre outras técnicas. Inicialmente, é necessário realizar uma reeducação sobre a MAP e sobre a função sexual já que a grande maioria das mulheres desconhece o próprio corpo.

Ainda existem muitas dúvidas, tabus e desconhecimento por parte do corpo feminino. Muitas vezes indicamos a terapia psicológica que está fortemente ligada a relação sexual. Não é só uma questão anatômica, mas sim de conceitos pré-estabelecidos.

Dor da Cólica Menstrual

O Método Abdominal Hipopressivo também é efetivo na diminuição das dores menstruais. A dismenorreia (cólica menstrual) é provocada quando há a liberação de prostaglandina, substância que faz o útero contrair para eliminar o endométrio (camada interna do útero que cresce para nutrir o embrião), durante a menstruação, quando o óvulo não foi fecundado.

A dor da cólica menstrual pode variar de intensidade. O Método Abdominal Hipopressivo por ser um vasodilatador aumenta o fluxo menstrual fazendo com que a descamação do endométrio ocorra mais rápido.

A prática de atividades físicas regulares auxilia no alívio das cólicas porque libertam endorfinas, substâncias que atuam como analgésicos naturais do organismo. Técnicas de relaxamento e consciência corporal também auxiliam no tratamento.

A cólica menstrual pode ser primária ou secundária. Na primária trata-se de uma condição normal do ciclo menstrual, produzida pelas prostaglandinas.

Na secundária ocorre devido a alguma patologia como endometriose, miomas uterinos, cistos, entre outras doenças que podem afetar o sistema reprodutivo. Cerca de 65% das brasileiras sofrem com a dismenorreia e 70% delas observam uma queda na produtividade durante a menstruação.

Estrutura do Assoalho Pélvico

O assoalho pélvico é dividido em duas camadas, superficial e profunda. Na camada superficial da MAP temos:

  • Bulboesponjoso;
  • Isquicavernoso;
  • Transverso superficial;
  • Profundo períneo;
  • Esfíncter uretral externo;
  • Esfíncter anal externo.

Na camada profunda temos:

  • Isquioscoccígeos;
  • Levantadores do ânus (puborretal, pubococcígeo);
  • Levantador da próstata e pubovaginal;
  • Iliococcígeo.

Nesta camada profunda, as estruturas formam o diafragma pélvico que permanece contraído sustentando os órgãos pélvicos.

Importância do MAP na Função Sexual Feminina

A literatura descreve a importância da MAP na função sexual feminina. Os músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso auxiliam na excitação devido as suas inserções no arco púbico e no clitóris que ao se contraírem na atividade sexual, facilitam a ereção e consequentemente a atingir o orgasmo.

O aumento na vascularização pélvica nesta região e na sensibilidade do clitóris, promove ainda uma melhor excitação e lubrificação. Acredita-se que o fortalecimento desta musculatura justificaria os relatos de melhora sexual após o treinamento. Esta função suposta do treinamento ainda se faz especulativa.

Os exercícios perineais são a primeira escolha por oferecerem uma opção menos invasiva no tratamento conservador, aumentando a circulação sanguínea e tonicidade, sendo eficaz no fortalecimento da MAP.

Alguns estudos apontam que uma pressão vaginal menor que 30 mmHg pode ocasionar em disfunção sexual e possivelmente existe uma relação entre a intensidade orgástica e uma boa tonicidade do períneo.

No tratamento da fisioterapia pélvica, a cinesioterapia da MAP consiste em contrações com número de repetições e frequências pré-definidas, associando a posturas e ritmos respiratórios.

É possível aumentar a consciência, a percepção e controle corporal desta musculatura nas mulheres em diferentes posturas, recrutando de diversas formas os músculos do períneo que participam constantemente dos movimentos do nosso corpo, mas raramente são treinados.

Benefícios do MAH na Função Sexual Feminina

Os exercícios do MAH na Função Sexual Feminina são praticados em conjunto com a respiração diafragmática promovendo uma pressão negativa na cavidade abdominal tracionando a fáscia abdominal ativando reflexamente a MAP. Esta mobilidade pélvica, facilita a contração correta.

O abdominal hipopressivo é um treino com benefício para a faixa abdominal, sem efeitos negativos sobre o assoalho pélvico. Melhora as tensões musculares desativando as séries musculares, diminuindo as tensões conjuntivas, podendo ser associado ou não a outras terapias.

Ainda acaba melhorando a propriocepção. Consequentemente, os exercícios visando o assoalho pélvico aumentam a coordenação com as contrações melhorando a função da musculatura durante o ato sexual.

Se os músculos do períneo estiverem com boa vascularização e tonicidade, eles aumentam a satisfação na relação sexual para ambos os parceiros. A vitalidade do períneo está relacionada à consciência, coordenação, relaxamento, resistência e força para que possa exercer as suas funções com vigor.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que a sexualidade é um dos principais pontos que asseguram a qualidade de vida do ser humano, sendo vivida e expressa em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relacionamentos. Ainda é influenciada por vários fatores biológicos e psicológicos que interagem entre si.

Como funciona a sexualidade feminina?

A resposta sexual feminina é expressada por fases que estão interligadas fisiologicamente sendo dividida em quatro fases: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Cada fase tem suas características próprias e um comprometimento durante o ciclo é definido como disfunção sexual.

Existem vários questionários que ajudam a qualificar esta disfunção, podendo ser multifatoriais. Podem ser divididos em fatores orgânicos e psicológicos. Entre as alterações estão os problemas no intercurso vaginal, como a dispareunia e vaginismo, entre outros…

Relaxamento demasiado da muscular vaginal, prolapsos e a incontinência urinária durante o sexo, dificultando a atividade sexual e fazendo com que a mulher passe a sentir-se constrangida. Muitas vezes acaba se privando por completo do contato sexual.

O tratamento para as alterações da função sexual exige uma abordagem multidisciplinar e atualmente vem sendo mais discutida entre os profissionais de saúde. Existe uma grande quantidade de mulheres que precisam de atendimento, mas a procura por ajuda ainda é pequena devido ao estigma social.

A fisioterapia pélvica atua diretamente com estas mulheres por meio do tratamento conservador na reabilitação da MAP buscando melhorar a propriocepção, coordenação, diminuir os pontos gatilhos miofasciais, aumentar a força e a resistência muscular.

Uma boa função sexual não depende somente de um músculo forte, mas de todo um trabalho correlacionado a vários fatores objetivos e subjetivos. A fisioterapia pélvica desempenha importante papel na melhora da relação entre o casal e também desmistificando a relação.

Também proporciona um alívio da dor muscular quando existente. A sexualidade é complexa e deve ser tratada individualmente, pois é um processo amplo envolvendo muitas questões pessoais que não se restringem somente aos órgãos genitais ou ao puro ato sexual.

Conclusão

Por fim, podemos compreender que a MAP, apesar de representar grande participação na função sexual feminina, não é a única responsável pelo ciclo. A função sexual pode ser influenciada por diversos fatores biológicos como depressão, medicações e alterações hormonais.

Ou ainda por fatores psicológicos como acontecimentos variados da vida diária, medo de engravidar, doenças sexualmente transmissíveis, infertilidade, experiências sexuais dolorosas ou mesmo inexperiência e constrangimentos em relação ao próprio corpo. De modo geral, é uma situação complexa de entendimento, experiências e confiança.

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Este artigo foi escrito por Larissa Ribeiro

Fisioterapeuta. Pós-Graduada em Fisioterapia Pélvica. Mestranda em Ginecologia e Obstetrícia.  Formação em Pilates, Water Pilates, Hidroterapia, MIT – Movimento Inteligente, Treinamento Funcional, Formação no Método Abdominal Hipopressivo – MAH, Treinadora Grupo VOLL, ministra cursos Espaço Vida Pilates e Pilates Avançado. Porto Alegre/ RS.

 

Bibliografia
  • AZEVEDO, Maria A. R. Avaliação da Função Sexual em Mulheres com Incontinência Urinária Mista Antes e Após um Protocolo de Treinamento Para Musculatura do Assoalho Pélvico. UFRN, 2017.
  • BARACHO, Elza. Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher. 5ª ed. Guanabara Koogan, 2014.
  • BATISTA, Nina M. T. L. et al. Força e coordenação motora da musculatura do assoalho pélvico e a função sexual feminina. Interdisciplinary Journal of Health Education, 2017.
  • DELGADO, Alexandre M.; et. al. Recursos Fisioterapêuticos Utilizados no Tratamento das Disfunções Sexuais Femininas. Revista Científica da Escola de Saúde, 2015.
  • DRIUSSO, Patrícia; BELEZA, Ana Carolina S. Avaliação Fisioterapêutica da Musculatura do Assoalho Pélvico Feminino. 1ª ed. Manole, 2018.
  • MORENO, Adriana L. Fisioterapia em Uroginecologia. – 2ª ed. rev. Manole, 2009.
Resistência no MAH: Entenda os conceitos Respiratórios e Físicos

Resistência no MAH: Entenda os conceitos Respiratórios e Físicos

O Método Abdominal Hipopressivo (MAH) é um método que reúne vários exercícios para trabalhar com posturas e ativações específicas. Estas ativações podem ser tanto dinâmicas quanto estáticas – ou, até mesmo, as duas combinadas -, e são otimizadas por uma sequência respiratória pré-determinada.

Através das neurodivergências (posturas do MAH, das respirações e das apneias, por exemplo) conseguimos a ativação do Sistema Nervoso Somático (SNS). Que tal saber mais sobre Resistência no MAH? Basta continuar lendo este texto incrível sobre o tema!

Resistência no MAH
hipopressiva no tratamento de diástase abdominal

No Método Abdominal Hipopressivo, trabalhamos durante todo tempo com respirações (que vão ser organizadas em dois tempos de inspiração e quatro tempos de expiração) predominando a expiração associando, ainda, períodos de apneias respiratórias.

O MAH é fundamentado nos princípios da Yoga, que utiliza a respiração com pausas respiratórias cada vez maiores. A Resistência no MAH tem objetivo de melhorar as trocas gasosas, a resistência respiratória e a concentração (domínio e consciência de si mesmo).

Os autores MIYAMURA et al.(2002) analisaram as respostas químicas de um indivíduo altamente treinado em Yoga que realizava um ciclo respiratório por minuto e manteve assim durante uma hora!

Concluindo que este sujeito é capaz de suportar condições de baixa pO2 arterial, alta pCO2 arterial e baixo pH arterial, sugerindo uma reduzida quimossensorialidade a hipercapnia.

Conclusão
qual é a origem da hipopressiva

Sendo assim, conclui-se que pessoas saudáveis treinadas na realização de respirações profundas e lentas (yoguicas) estão mais aptas a tolerar as condições como hipóxia e hipercapnia, melhorando seu condicionamento físico e a resistência respiratória.

Essa condição auxilia muito profissionais como mergulhadores, atletas que precisam de grande resistência física e respiratória assim como não atletas que precisam iniciar atividades físicas e melhorar sua resistência.

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Este texto foi escrito por Maria Lina 

3 Erros na Avaliação Postural que você não pode cometer!

3 Erros na Avaliação Postural que você não pode cometer!

Erros na avaliação postural são extremamente problemáticos para você e seu aluno. Quer garantir um trabalho com qualidade e resultados? Então continue lendo para entender esses erros e conseguir preveni-los ao avaliar seu aluno.

Por que não podemos cometer erros na avaliação postural?

Só existe um motivo para seu aluno estar trabalhando com você: ele quer resultados. Pode ser para a recuperação de alguma lesão ou dor, retorno às atividades físicas ou melhorar a qualidade de vida, por exemplo. Para conseguir isso, você precisa entender exatamente o que está acontecendo no seu corpo.

Sem esse conhecimento torna-se impossível realizar um tratamento realmente eficiente. Então por que muitos profissionais tratam a avaliação como parte de um protocolo que precisam fazer rapidamente?

Erros na avaliação postural são extremamente prejudiciais para seu aluno ou paciente. Todo o resultado do tratamento pode ser perdido porque você esqueceu de observar alguns detalhes durante esse processo! Quer evitar isso? Separei alguns erros que ninguém pode cometer durante a avaliação.

1. Não avaliar cadeias musculares do movimento

Se você acompanha meu trabalho sabe a importância que dou para as cadeias musculares no atendimento. Inclusive tenho um curso inteiro sobre esse tema, se você quer detalhes mais aprofundados recomendo conferir.

Um dos erros na avaliação postural que não pode acontecer é deixar de lado a avaliação das cadeias musculares. As cadeias cruzadas são as cadeias do movimento. Portanto, solicitamos que o indivíduo, que está em pé, leve seus membros superiores a noventa graus de flexão em adução complementar. Portanto, as duas mãos ficam na linha média corporal do aluno.

Nesse momento, observe qual mão está à frente. É ela que indica uma tensão na cadeia cruzada anterior do lado oposto. Ela segue do quadril oposto da mão à frente e segue até o ombro do mesmo lado.

Outra possibilidade é que exista uma tensão na cadeia cruzada posterior do mesmo lado. Essa cadeia sai do ombro oposto até o ilíaco do mesmo lado. Ela gera a rotação do tronco para o lado da cadeia muscular cruzada anterior do tronco, movimento de rotação complementado pela cadeia muscular de abertura na unidade tronco.

2. Esquecer o teste renal

Sabemos que questões viscerais regulam o corpo. Toda a estrutura se adapta para corrigir um problema causado pelas vísceras. Por isso, precisamos realizar uma avaliação completa que considere as vísceras, entre elas os rins.

Para evitar os erros na avaliação postural, realize testes específicos. O avaliado deve estar em pé, nós nos posicionamos atrás dele e apoiamos nosso polegar abaixo das últimas costelas flutuantes de um lado, paralelo a coluna vertebral e fora dos processos transversos. É aí que se encontram os rins.

Exercemos uma leve pressão na região, realizando passivamente uma flexão lateral do tronco do aluno para o mesmo lado do polegar. Caso o paciente reclame de dor no local onde o polegar está posicionado, estaremos diante de uma tensão renal que se reflete para os quadrados lombares.

O teste deve ser realizado de ambos os lados, testando assim os dois possíveis pontos de tensão renal. O teste provoca tensão na cadeia muscular de extensão. É importante lembrar que testes viscerais não são um diagnóstico para doenças, mas sim possíveis tensões geradas por questões viscerais de um corpo que guarda tudo em sua memória. O aluno também precisa estar ciente disso para evitar preocupações desnecessárias.

3. Não avaliar a pressão intra cavitária (PIA)

A pressão intra cavitária pode alterar diversos processos no organismo. Muitos alunos possuem problemas relacionados a ela e o profissional não consegue resolvê-los por problemas de avaliação.

Durante a avaliação das cadeias musculares, seguimos o conceito de um corpo viscerado. Portanto, proponho a vocês uma avaliação da pressão intra cavitária (PIA) para identificarmos um possível aumento de pressão interna nas vísceras e órgãos internos.

Para isso, começamos posicionando o avaliado em decúbito dorsal na maca com os membros superiores ao longo do corpo. Os membros inferiores ficam relaxados e, a partir desse posicionamento, apoiamos uma de nossas mãos sobre a região infra umbilical da região abdominal do paciente ou aluno e exercermos uma pressão em direção a maca.

Quando o resultado do teste é normal, a mão penetra sem tensões ou qualquer tipo de restrição bloqueando-a. O paciente também não pode sentir dor para um exame normal.

Também devemos testar a região supra umbilical do avaliado. O resultado normal é caracterizado por um resultado idêntico ao anterior, sem restrição ou dor durante o exame. Se observarmos algum tipo de resistência ou dor na região supra umbilical, estamos diante de tensões dos órgãos da cavidade peritoneal. Caso o teste se apresente positivo para a região infra umbilical, estamos diante de tensões dos órgãos da cavidade pélvica.

Se, durante a avaliação estática, observarmos pregas cutâneas indicativas de um aumento de tensão na cadeia muscular de flexão e o teste de avaliação da PIA for positivo, teremos um pouco de trabalho à frente. Nesse caso, estamos lidando com retrações dos órgãos por causa de forças centrípetas.

Também é possível que as pregas cutâneas não sejam observadas durante a avaliação estática. Nesse caso, se o teste de avaliação da PIA estiver positivo, temos uma tensão de cadeia de extensão. Ela acontece pela congestão abdominal.

Na cadeia de extensão podemos ainda encontrar um ponto de retração visceral, gerado pela tensão dos rins, caso o avaliado tome muitos medicamentos, suplementação protéica, ou simplesmente pelo fato de beber pouca água.

Conclusão

Percebeu como nunca podemos cometer erros na avaliação postural? Eles podem alterar completamente nossa visão sobre o aluno, fazendo com que deixemos de identificar causas musculares ou viscerais para problemas de movimento.

Quer evitar possíveis erros na avaliação postural? Recomendo que você continue estudando a respeito do assunto. Conhecimento nunca é demais e só pode nos tornar profissionais mais completos. Por isso, recomendo meu artigo com mais 4 erros que você talvez esteja cometendo sem perceber.

Como encontrar a zona primária da lesão?

Como encontrar a zona primária da lesão?

Um problema de joelho ou quadril pode surgir por causa de falta de mobilidade de tornozelo. Da mesma forma, lesões que identificamos em membros superiores podem estar relacionadas a uma tensão em outra região da cadeia muscular. É isso que chamamos de zona primária da lesão.

O corpo humano possui um interessante esquema de compensações. Ele possui dois objetivos: garantir o movimento necessário para a vida e o conforto visceral, assim como economizar energia preciosa. Por isso, quando algo atrapalha um desses objetivos, o organismo realizará alterações para continuar se movendo e com as vísceras acomodadas.

Inicialmente essas alterações não costumam causar dor. Mas conforme elas acumulam encontraremos os problemas de movimento tão comuns em nossos espaços de trabalho. Para conseguir desvendá-los de forma a tratar o problema sem chances de retorno, precisamos encontrar a zona primária da lesão.

Conseguimos encontrá-la ainda durante a avaliação estática do paciente na maioria dos casos. Quer entender uma receita excelente para isso? Continue a leitura desse artigo e te darei todas as orientações necessárias.

O que é a zona primária da lesão?

Toda compensação começa a ser gerada num ponto que não é necessariamente o lugar onde ela se manifesta. Isso é o que chamamos de zona primária da lesão. Elas surgem como resultado das três leis que regem o corpo e sempre são obedecidas, não importa o problema:

  • Lei do conforto;
  • Lei do equilíbrio;
  • Lei da economia.

Em um corpo que mantém seu funcionamento fisiológico toda a estrutura consegue obedecer essas leis sem problemas. Ou seja, para isso a musculatura estabilizadora ou produtora de movimento deve funcionar de forma coesa, funcional e estruturada.

Sem esse funcionamento adequado, o organismo cria formas inteligentes para continuar movimentando-se. É o suficiente para gerar mecanismos compensatórios importantes, mas que a princípio são quase imperceptíveis.

No início, elas só servem para que o movimento continue, mas aos poucos exerce carga demais em certas estruturas corporais. Assim, surgem enfraquecimentos ou encurtamentos nos músculos.

Esse mecanismo é prejudicial para o corpo a longo prazo, mesmo que consiga suprir suas necessidades inicialmente. Com o tempo esse corpo desenvolverá diversificadas lesões.

Algumas estruturas começam a apresentar os primeiros sinais de desgaste mecânico. Caso o ajuste mecânico não seja realizado em tempo, essas serão estruturas que a médio prazo apresentarão algum tipo de desgaste articular.

O desgaste articular é inevitável?

Algumas doenças caracterizadas pelo desgaste articular são consideradas como fruto do envelhecimento. Realmente, o processo de envelhecer pelo qual o corpo humano passa causa problemas para o organismo e perda de habilidades, no entanto o desgaste doloroso das patologias e lesões articulares não precisa ser obrigatório.

Conseguimos evitar o desgaste mecânico excessivo e imagino que você já começou a imaginar a resposta: movimento. No entanto, para conseguir resultados, precisamos começar com uma investigação profunda da lesão. Precisamos descobrir onde está localizada a zona primária da lesão.

Como esse é o primeiro ponto de nossa estrutura corporal que desobedeceu algumas das três leites que citei acima. O motivo varia, podendo ser muscular, visceral ou articular. Trabalhando nos princípios da Osteopatia, daremos às alterações o nome de microlesões.

Como identificar a zona primária da lesão?

Encontrar a zona primária da lesão não é um processo tão complexo, especialmente para quem já aprendeu a identificar qual cadeia muscular está tensionada. Para saber mais sobre isso, recomendo consultar outros artigos aqui no blog a respeito de avaliação postural, onde falo mais a respeito.

Para começar a avaliação da zona primária da lesão, o indivíduo deve realizar o teste de flexão lateral (TFL). O lado que encontrar-se mais facilitado nos indica que as cadeias musculares de flexão e extensão do mesmo lado estão mais tensionadas.

A partir desse conhecimento, duas linhas imaginárias corporais: uma no trajeto das cadeias musculares de extensão e flexão do lado tenso e outra na cadeia muscular cruzada anterior que se encontra tensa. É usando essas linhas imaginárias que conseguimos encontrar o local onde iniciou-se o problema.

Avalie o lugar onde as linhas imaginárias se encontram. Se for no tronco superior, ou seja, caixa torácica, na unidade tronco inferior ou lombar, é aí que está localizada a zona primária da lesão.

A zona primária de lesão indica para o profissional onde a lesão teve início. Ela também indica os músculos que começaram a desorganização postural que, mais tarde, evoluiu para dor.

Caso a zona primária da lesão encontra-se no tórax, fazendo exames específicos para identificar quais os músculos que estão encurtados ou fracos. Para conseguir isso, precisamos compreender primeiro o funcionamento dos complexos articulares envolvidos na lesão. Ou seja, mais estudo para conseguir fornecer o melhor tratamento para seu aluno.

Conclusão

Através da avaliação postural conseguimos determinar os primeiros passos para o tratamento. Para isso, precisamos também encontrar a zona primária da lesão, que ajuda a determinar os músculos tensionados e tipos de compensação adotada por esse corpo.

Vale a pena lembrar que, apesar dessa investigação trazer insights importantes sobre o quadro do paciente, ela não é o suficiente sozinha. Invista numa avaliação completa para conseguir os melhores resultados possíveis. Quer saber mais sobre avaliação postural? Recomendo meu curso completo de avaliação postural.