A Importância dos Dermátomos para o diagnóstico de Hérnica Discal

A Importância dos Dermátomos para o diagnóstico de Hérnica Discal

Impossível falar da região cervical sem citar sua ligação neurológica que também deverá ser avaliada caso o aluno apresente alterações de sensibilidade, típicas em herniações.

Com relação às alterações neurológicas geradas por hérnias cervicais de C5 até T1, os sintomas se manifestarão por meio do plexo braquial, que inerva todo o membro superior, segue a distribuição sensitiva do plexo braquial e de todos os dermátomos corporais.

Os dermátomos são as regiões da pele inervadas pelos diferentes pares de nervos que emergem da coluna vertebral. Portanto, existem 31 pares diferentes de nervos e, por conseguinte, também 31 dermátomos espalhados por todo o corpo:

  • Membros inferiores: contêm as regiões inervadas pelos nervos mais baixos, de L1 a S1;
  • Membros superiores: são inervados pelos nervos de C3 a T1;
  • Tórax: são as regiões enervadas por nervos de T2 a T12;
  • Rosto e cervical: são especialmente inervados pelo nervo trigêmeo de C1, mas também possuem inervação de C2.

Os dermátomos são utilizados para identificar a presença de alterações ou compressões na medula, pois, caso surjam alterações anormais na pele, é mais fácil identificar qual o local da medula em que pode estar o problema, de acordo com a região da pele afetada.

A figura abaixo mostra a distribuição dos dermátomos que indicará as verdadeiras hérnias de disco.

Dor Pélvica Crônica: Saiba tudo sobre essa patologia pouco conhecida

Dor Pélvica Crônica: Saiba tudo sobre essa patologia pouco conhecida

A Dor Pélvica Crônica (DPC) não é muito conhecida pela população, principalmente por afetar uma região em que as pessoas ainda tem limitações em falar.

Além disso, o profissional de saúde sente dificuldades em avaliar o assoalho pélvico, tanto em homens como mulheres.

Como em qualquer quadro de dor, a DPC altera a postura, qualidade de vida e até afastamento das atividades pessoais e diárias de quem sofre com ela.

Neste artigo iremos abordar esse assunto, com o objetivo de alertar os profissionais a avaliar a região de assoalho de seus pacientes pois temos que olhar globalmente para eles.

Além de que pode-se achar alterações posturais em que apresenta a dor pélvica crônica e como esses achados são importantes para o processo de reabilitação de nossos pacientes.

Quer saber mais sobre o assunto? Então continue lendo o texto!

Entendendo a Dor Pélvica Crônica (DPC)

A dor pélvica crônica (DPC) é definida como dor pélvica não menstrual ou não cíclica, com duração de pelo menos seis meses, suficientemente intensa para interferir em atividades habituais e que necessita de tratamento clínico ou cirúrgico.

A etiologia não é clara e, usualmente, resulta de uma complexa interação entre os sistemas gastrintestinais, urinário, ginecológico, músculo-esquelético, neurológico, psicológico e endócrino, influenciado ainda por fatores socioculturais. (1)

Nos Estados Unidos a prevalência maior se dá em mulheres na faixa etária de 15 a 73 anos de idade.

Dessas, 60% nunca receberam o diagnóstico de forma correta e 20% não receberam qualquer investigação sobre a causa da dor. Com isso, são gastos cerca de 2 bilhões de dólares por ano para o tratamento – seja clínico ou cirúrgico.

No Brasil não se tem um número exato dessa prevalência, provavelmente pela falta de diagnóstico preciso e também pela falta de tratamento a esse tipo de queixa, mas estima-se que seja superior do que nos países desenvolvidos.

Alguns estudos tentam identificar fatores de risco para a doença, mas os resultados são conflitantes, o que é, em parte, explicado pela particularidade dos dados epidemiológicos de cada localidade e pela falta de qualidade no acesso as informações de estudos. (1)

De etiologia multifatorial, a dor pélvica crônica (DPC) vem sendo associada a várias patologias pela interação de múltiplos sistemas e pelo fato da pelve ser composta de inúmeras vísceras.

A dor pode ser irradiada para toda a pelve, refletindo-se em dor vaginal, perineal ou nas articulações sacroilíacas, o que pode induzir ao desenvolvimento de trigger points e dor miofascial.

Principalmente na musculatura do assoalho pélvico. Além disso, a dor pélvica crônica (DPC) pode receber influência de fatores psicológicos e socioculturais. (2)

Fisiopatologia

Há fortes indícios de que a fisiopatologia da dor pélvica crônica (DPC) e de outras condições dolorosas crônicas envolve a presença de fatores geradores de dor periféricos, muitas vezes não identificados no momento do diagnóstico.

Além da sensibilização do Sistema Nervoso Central (SNC), no qual ocorre uma alteração do processo central da dor.

Observa-se a amplificação da percepção da dor, alodinia, sensibilização de outras estruturas anatômicas, e uma série de respostas emocionais e cognitivas que participam da manutenção da dor. (3)

Vários são os mecanismos que corroboram para a manutenção e/ou evolução da dor pélvica crônica (DPC). Entre eles podemos citar:

  1. Mudanças neuroplásticas que ocorrem no corno posterior da medula espinhal em consequências das mudanças eletrofisiológicas, bioquímicas e metabólicas promovidas pelo estímulo nocivo inicial, o que leva a inflamação neurológica devido a liberação de fator de crescimento neural e substância P na periferia, local de origem do estímulo, exacerbando o mesmo; (1)
  2. Sensibilidade cruzada entre vísceras que compartilham uma mesma inervação ( reflexo víscero-visceral); (1)
  3. Desenvolvimento de um reflexo víscero-muscular que pode culminar não só em repercussões disfuncionais, como dificuldade miccional ou incontinência urinária, mas também no desenvolvimento de síndrome miofascial e geração de novos pontos de dor. (1)

Diagnóstico

Quem sofre com a dor pélvica crônica pode chegar até o profissional do movimento quando indicado pelo médico, ou já é nosso cliente e relata queixas como dor em locais como lombar, cócxix, quadril – por exemplo -, e o profissional, trata e ao reavaliar ver que não houve melhora do quadro.

E isso nos intriga, não é verdade ?

Como falado anteriormente, por ser de etiogenia multifatorial, o diagnóstico fica difícil, mas sabemos que deve ter um diferencial, para retirar doenças e começar a tratar de forma que traga benefício ao paciente.

A seguir, você pode conferir um quadro com essas patologias que inserem a dor pélvica crônica como sintoma.

No caso da dor pélvica crônica, o profissional do movimento deve encaminhar seu paciente ao médico para ter um diagnóstico nosológico mais preciso e trabalhar em equipe. Pois em casos mais graves pode entrar a ajuda do psicólogo quando afeta o dia a dia do paciente.

É de extrema importância que o profissional do movimento faça a consulta que seja composta de:

  1. Entrevista com toda história clínica;
  2. Mensuração do quadro de dor (seja por escala visual de dor ou através de questionários);
  3. Exame físico e avaliação postural – pois devido a dor podemos encontrar alterações posturais por proteção, como também  pode ser a causa da dor em caso da dor miofascial, por exemplo.

Devemos encaminhar se possível ao fisioterapeuta que possua formação em uroginecologia para um exame mais detalhado do assoalho em caso de dúvida (recomendo esse encaminhamento), pois o tratamento será mais bem direcionado.

Tratamento da Dor Pélvica Crônica

Após todas a avaliações, a dor pélvica crônica pode ser tratada, com :

Conclusão

A dor pélvica crônica (DPC) tem que ser levada a sério por todos os profissionais do movimento, ao se fazer uma avaliação adequada e trabalhar em equipe a qualidade de vida de nossos pacientes melhorará, fazendo que realizem suas atividades diárias e profissionais.


Este artigo foi escrito por: Waleska Braga Buarque

  • Formação superior em Fisioterapia – Universidade de Ciências da Saúde (Maceió/AL)
  • Termoscopia e Termografia Clínica – Mundo da Fisioterapia – 2019.
  • Cadeias Musculares e Avaliação Postural – Voll Pilates – 2019.
  • Biomecânica do Pilates – Janaína Cintas – 2018
  • Programa de Educação e Treinamento em Dor – Artur Padão – 2018
  • Congresso Norte Nordeste de Ortopedia e Traumatologia – SBOT – 2018
  • Congresso Voll Pilates – Voll Pilates – 2018
  • Formação em Fisioterapia Uroginecológica – Clinfis – 2018
  • Terapia Psicosomática da Dor – Mundo da Fisioterapia – 2018
  • Formação em Liberação Miofascial por Instrumentos – Mundo da Fisioterapia – 2017
  • Ventosaterapia – Mundo da Fisioterapia – 2017
  • Crochetagem Mioaponeurótica – Mundo da fisioterapia – 2016
  • Dry Needling – Mundo da Fisioterapia – 2016
  • Pilates Kids – Fisiociência Pilates – 2012
  • Pilates na Saúde da Mulher – CECC Cursos – 2011
  • Pilates Clássico Científico – Fisiociência Pilates –  2008
  • Massagem Ayuvérdica – Senac Cursos – 2008
  • Drenagem Linfática manual – Senac Cursos – 2008

Bibliografia

1 – NOGUEIRA, AA; REIS FJC: POLI NETO OB. Abordagem da Dor Pélvica Crônica em mulheres. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 2006; 28 (12); p733-740.
2- RIBEIRO, Larissa Loyola Pereira; FORNARI, Cristiane Carbori. A Importância da Fisioterapia na Dor Pélvica Crônica Miofascial : Uma Revisão de Literatura. Revista Biomotriz, v.11, n.3, p.33-50, dez/2017.
3-  BRASIL, Ana Patrícia Avancini; ABDO, Carmita Helena Najjar. Transtornos Sexuais Dolorosos Femininos. Revista Diagnóstico e Tratamento, 2016; 21(2);89-92.
4- MIRANDA, Renata; SCHOR, Eduardo; GIRÃO, Manoel João Batista Castello. Avaliação Postural em mulheres com Dor Pélvica Crônica. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia,2009; 31(7);p.353-360.

Entenda a relação entre o MAH e as Couraças Musculares

Entenda a relação entre o MAH e as Couraças Musculares

Reich, medico austríaco e cientista natural (1897-1957) dedicou-se ao estudo do corpo, da mente e da energia. O autor destacou-se por sua obra psicanalítica e pesquisas pioneiras nas áreas da biologia, física, política e antropologia.

De caráter social e psicológico, a terapia Reichiana atenta simultaneamente aos processos orgânicos e energéticos do corpo humano.

“Amor, trabalho e sabedoria são as fontes da nossa vida. Deviam também governá-la”.


Wilhelm Reich

Os primórdios da pesquisa sobre mente-corpo

Wilhelm Reich, contribuiu no desenvolvimento das ciências da mente-corpo do início do século XX. Ao contrário de Freud, pai da psicanalise, que apoiava-se somente na questão mente.

Quando Reich agregou seus conhecimentos da mente integralizando os estudos do corpo ele se tornou reconhecido como o principal investigador científico no Ocidente até a década de 40.

Reich propôs um modelo da condição humana, que postulou uma teoria da energia como sendo uma componente fundamental de toda a matéria e espaço, um conceito que ele chama de energia “orgone”.

Teoria da Couraça Muscular

Reich afirmou que desenvolvemos uma couraça muscular que bloqueia a nossa energia. Ele afirmou que “Blindagem é a condição que ocorre quando a energia é ligada pela contração muscular e não flui através do corpo” (Reich, 1936).

Nesta blindagem existia o carácter que ele definiu como “a soma total das atitudes típicas de caráter, que um indivíduo desenvolve como um bloqueio contra a sua excitação emocional, resultando em rigidez no corpo e falta de contato emocional”.

Ele definiu a couraça muscular como “a soma total de musculares (espasmos musculares crônicos) que um indivíduo desenvolve como um bloco contra a irrupção de emoções e sensações de órgão, particularmente ansiedade, raiva e excitação sexual” (Reich, 1936).

Como recurso de sobrevivência e uma adaptação inteligente, o corpo se contrai até atingir estados crônicos e produzir doenças, por falta de flexibilização do seu condicionamento emocional inconsciente, decorrente ao seu traço de caráter.

Tal destino costuma ser o sistema de couraças musculares, ou seja, contrações em diferentes sistemas do organismo, que com o passar do tempo se cronificam e passam a ser percebidas como a própria identidade ou maneira de ser.

O que é blindagem?

“Blindagem é a condição que ocorre quando a energia é ligada pela contração muscular e não flui através do corpo”.


Wilhelm Reich

Alexander Lowen, resumiu esse efeito global: “O carácter do indivíduo como ele se manifesta no seu padrão típico de comportamento, também é retratado ao nível somático pela forma e o movimento do corpo. A expressão corporal é a visão somática da expressão emocional típica que é vista a nível psíquico como carácter. Defesas aparecem em ambas as dimensões, no corpo como couraça muscular”. (Lowen, 1976).

Na teoria de Reich estabeleceu as sete segmentações da blindagem para explicar como o corpo estabelece o seu equilíbrio psíquico, nestas blindagens muito é visto sobre a história pessoal porque está expresso no corpo.

Onde existem tensões, é justamente a energia retida na musculatura. Se desenvolve a blindagem muscular, é onde as contrações segmentares são perpendiculares ao fluxo de força vital ou energia orgone no corpo.

Os sete segmentos de couraças musculares que foram delineados por Reich no mapeamento do corpo:

  1. Ocular ou visual;
  2. Oral;
  3. Cervical;
  4. Torácica;
  5. Diafragma;
  6. Abdominal;
  7. Pélvica.

MAH e as Couraças Musculares

Podemos observar que as regiões mapeadas por Reich no corpo, utiliza-se da relação entre estes os mesmos seguimentos corporais do Mah.

O acionamento respiratório, a retroalimentação das cavidades, torácica, diafragmática, faixa abdominal e perinear, a melhora dos sistemas que o MAH premia através da normalização e diminuição da PIA com a  modificação cortical (neuroplasticidade).

Além da desativação da série muscular, liberação das tensões musculares e também deste contato com as sensações corporais emocionais através da auto percepção.

O MAH ajuda na liberação das descargas corporais também.  O contato do praticante com a raiva, a tristeza, a melancolia e a euforia até mesmo pela sua via de acesso simpática que é acionado o método, coma concentração da Dopamina.

Estes bloqueios realizam no corpo sinais físicos de manifestação, um dos 7 segmentos em excesso, descarga, tensão e sobrecarga.

Essa interação dos 7 segmentos constitui a etiologia das 5 estruturas de carácter primárias, que não são formadas de forma isolada um segmento, mas sim relacionam-se com a economia de energia e a regulação entre os segmentos.

Por meio da manipulação direta das couraças musculares (tensões corporais), Reich conseguiu alcançar memórias “aprisionadas” nessas couraças de forma a liberá-las.

Os quais cada segmento retém uma história particular decorrente de estresses sofridos durante as etapas do desenvolvimento psicoafetivo pela qual todos os seres humanos passam desde a gestação. A esse trabalho de manipulação das couraças musculares, Reich deu o nome de Vegetoterapia.

A Terapia Reichiana é um processo psicoterapêutico, que analisa a história e o comportamento do paciente, buscando tornar consciente seus conflitos inconscientes por meio de um trabalho verbal.

Associado ao trabalho com o corpo, passando a analisar o caráter do paciente como um todo, o resultado é um trabalho mais rápido, dinâmico e profundo.

Na continuidade de seus trabalhos, Reich também descobriu que a energia que circula dentro do corpo humano é a mesma que se encontra no cosmos, porém, em concentrações e formas diferentes.

Denominou-a de energia orgone. Assim desenvolveu uma nova técnica de trabalho denominada Orgonoterapia,

O que atualmente chamamos de Terapia Reichiana engloba as técnicas da Análise do Caráter, da Vegetoterapia e da Orgonoterapia.

Para nós profissionais do movimento

Antes mesmo de se preocupar com uma análise do caráter, ou seja, do sistema de resistências do cliente, a priorização é  observar as áreas congeladas ou dissociadas no corpo.

Nós profissionais do movimento temos contato com este corpo congelado. Um exemplo diário é  a falta de mobilidade de tronco. Existe uma relação emocional com esta rigidez porque quando tocamos este corpo, tocamos a história deste cliente.

Nas terapias corporais englobam-se as técnicas de respiração, movimentos específicos e toques sutis são utilizados com o objetivo de torná-lo consciente dessas áreas de seu corpo e do seu significado emocional ligado à sua história de vida.

Como o MAH é um método respiratório quando o praticamos, liberamos a tensão por meio da diminuição da pressão (liberação do estresse) há a correlação da liberação do bloqueio corporal e consequentemente do bloqueio emocional.

Dentre os vários seguidores de Reich, chamamos a atenção para os méritos do neuropsiquiatra italiano Dr. Federico Navarro, os quais, com sabedoria e dedicação, deu a sua contribuição.

Que até hoje é de fundamental importância, principalmente pela criação de uma metodologia para o desbloqueio dos sete segmentos de couraça.

A sessão de Análise Reichiana mescla uma parte verbal, buscando sempre aprofundar na queixa e conhecer a história do paciente, e uma parte corporal, por meio de pequenos movimentos sutis propostos ao paciente.

A intenção é buscar os pontos de tensão (couraça) e fazer com que a energia possa circular novamente, restabelecendo dessa forma a saúde física e psíquica da pessoa.

É uma forma de psicoterapia rápida e profunda que busca atuar em conjuntos sobre a mente, o corpo, as emoções e a energia. Portanto, pode ser utilizada tanto a nível de tratamento profilático quanto preventivo.

Como adultos, nós temos muitas inibições quanto a chorar. Nós sentimos que é uma expressão de fraqueza, ou feminilidade ou infantilidade. A pessoa que tem medo de chorar está com medo do prazer. Isto porque a pessoa que tem medo de chorar se mantém conjuntamente rígida para não chorar; ou seja, a pessoa rígida está tão com medo do prazer quanto está com medo de chorar. Em uma situação de prazer ela vai ficar ansiosa. (…) Sua ansiedade nada mais é do que o conflito entre seu desejo de se soltar e seu medo de se soltar. Este conflito surgirá sempre que o prazer é forte o suficiente para ameaçar a sua rigidez.

Desde que a rigidez se desenvolve como um meio para bloquear as sensações dolorosas, a liberação de rigidez ou a restauração da mobilidade natural do corpo vai trazer essas sensações dolorosas à tona.

Em algum lugar em seu inconsciente o indivíduo neurótico está ciente de que o prazer pode evocar os fantasmas reprimidas do passado. Pode ser que tal situação seja responsável pelo ditado. Não há prazer sem dor.


Alexander Lowen, A Voz do Corpo 

Conclusão

Para Reich, uma das descobertas prováveis em terapia é que o ser humano almeja, sobretudo, o amor, não o poder, embora possa usar o poder para alcançar o amor.


Este artigo foi escrito por Sinuê Hendgel

Profissional de Educação Física Bacharel e Licenciatura, pós Graduada como Fisiologista do Exercício e prescrição do exercício, especialista em Pilates, CrossPilates e Professora de Dança desde de 2002. Master Trainer do MAH e integrante da equipe Janaína Cintas em parceria com a VOLL Pilates Group.

Bibliografia
Babayan, A. et al . Um banco de dados mente-cérebro-corpo de MRI, EEG, cognição, emoção e fisiologia periférica em adultos jovens e idosos. Sci. Dados . 6: 180308 https://doi.org/10.1038/sdata.2018.308 (2019).
ttps://minasi.com.br/2017/12/couracas-musculares-como-nossas-emocoes-se-fixam-em-nosso-corpo
CHARACTER ANALYSIS, REICH WILHELM, 1975, 5TH ENLARGED EDITION, NEW YORK, FARRAR PUBLISHING.
BIOENERGETICS, LOWEN ALEXANDER, 1976, PENGUIN BOOKS, NEW YORK.
LANGUAGE OF THE BODY, LOWEN ALEXANDER, 1971, MACMILLAN, NEW YORK.
WILHELM REICH : THE EVOLUTION OF HIS WORK, BOADELLA DAVID, 1973, VISION PRESS, CHICAGO.
Fonte: BlogDaBiosintese
Entenda como se dá o funcionamento da bexiga

Entenda como se dá o funcionamento da bexiga

Segurar o xixi não é legal. Se você cresceu ouvindo sua mãe dizer que não deve segurar o xixi por muito tempo, saiba que ela estava certa!

E essa recomendação tem fundamento fisiológico, segurar a urina por muito tempo aumentam as chances de ter uma infecção urinária e de desenvolver uma incontinência urinária. Isso sem contar dos famosos cálculos renais, as nada bem vindas pedras nos rins!

Se fôssemos contar, o ideal seria irmos ao banheiro pelo menos seis vezes por dia. Esse esvaziamento permite que a bexiga não se sobrecarregue, por isso que não devemos prender o xixi. Continue lendo para saber mais!

Funcionamento da Bexiga

Nossa bexiga é um órgão muscular elástico e oco, que faz parte do aparelho urinário. Ela fica na parte inferior do abdômen, na sínfise púbica, mas muda de posição em corpos femininos e masculinos. Nos homens, situa-se logo à frente do reto, e nas mulheres, à frente da vagina e abaixo do útero.

É o órgão responsável por produzir, armazenar e eliminar a urina, a capacidade de armazenamento é de aproximadamente 400 a 500 ml para os homens e para as mulheres até 450ml. Sendo assim, ela se enche a cada três horas e deve ser esvaziada em quatro horas.

A capacidade de encher, armazenar e de esvaziar completamente a urina envolve várias etapas. Começa logo cedo, já no desfraldamento infantil.

Anatomia da bexiga

O processo de controlar a urina conscientemente e ou inconsciente pode parecer simples, mas envolve um esforço do Sistema Nervoso. O mecanismo de continência urinária possui um complexo de controle em vários níveis (JUC R.U., 2011).

O reflexo de fazer xixi é feito por neurotransmissores, é o processo miccional presente no funcionamento da bexiga. Ela recebe estímulos do Sistema Nervoso Central (SN), é dividida anatomicamente em quatro partes:

  • Superior (inferolaterais  e posterior – base);
  • Ápice da bexiga (ligamento umbilical mediano);
  • Colo vesical (faces inferolaterais, meato interno da uretra);
  • Corpo vesical (ápice-base) (GOMES M.C. 2011).

O Colo Vesical é a região do canal uretralmenos móvel, três ligamentos auxiliam na fixação:

  • Puboprostático medial (pubovesical medial, na mulher);
  • Puboprostático lateral (pubovesicallateral, na mulher);
  • Lateral da bexiga.

Outros ligamentos coadjuvantes são o Umbilical mediano e os Umbilicais mediais – que exercem a função antagônica ao corpo vesical.

O Corpo Vesical é praticamente toda musculatura da bexiga que chamamos de musculatura detrusora. Dentro da bexiga há uma um tecido que reveste-a, chamada de membrana mucosa.

Já o trígono da bexiga fica na região infero-posteriormente desta víscera. Neste trígono a túnica mucosa (o tecido epitelial) é sempre lisa, mesmo quando a bexiga está vazia, porque a túnica mucosa sobre o trígono é firmemente aderida à túnica muscular adjacente.

Papel do Sistema Nervoso

O funcionamento da bexiga é coordenado em diferentes níveis do sistema nervoso central (SNC), o simpático e o parassimpático.

Quando acionado o Sistema Nervoso Simpático (SNS) relaxamos o detrusor da bexiga (músculo liso da parede da bexiga) e enchemos a bexiga, a contração do detrusor só ocorre durante o ato de fazer xixi, pois é um músculo liso, ou seja, sua contração é involuntária.

Quando acionado a função do Sistema Nervoso Parassimpático (SNP) o músculo detrusor se contrai acionamos o ato de expelir a urina, contraindo o Trígono dando-se o início a micção.

A continência se dá pela perfeita função e coordenação da musculatura do períneo e da bexiga na fase de enchimento e esvaziamento.

A musculatura do períneo tem o papel de suportar os aumentos da pressão intra-abdominal e manter o posicionamento ideal para nossos órgãos pélvicos e manter a continência.

E para ter um controle consciente do sistema urinário, o assoalho pélvico merece atenção especial. Uma das formas de tratamento é a atividade física, o exercício físico especializado nesse processo evita disfunções e lesões.

Tratamento das disfunções urinárias

Uma das formas de tratamento começa com uma boa avaliação. Um profissional qualificado pode auxiliar a evitar um desiquilíbrio futuro, como o mau funcionamento da bexiga e dos órgãos pélvicos.

Muitas mulheres que praticam atividade física diariamente não sabem a importância de ter uma musculatura do assoalho pélvico (MAP) competente.

Algumas relacionam um abdômen forte a um assoalho pélvico forte também, mas na maioria das vezes o que ocorre é o inverso, exercícios abdominais aumentam a pressão sobre a bexiga e o períneo.

A pessoa que não tem a consciência e tem uma propensão de ter uma musculatura perineal enfraquecida, quando faz uma pressão constante sobre a bexiga pode causar uma incontinência urinária.

A perda de urina começa com gotejo e aos poucos pode evoluir, devido à sobrecarga e aumento da pressão intra-abdominal, a fraqueza muscular do assoalho pélvico pode aumentar e provocar grandes escapes.

Para resolver a questão com sucesso, existem atendimentos especializados, como fisioterapia pélvica que propõe tratamentos e reabilitação da bexiga com exercícios corretos para o assoalho pélvico, e para toda área que abriga os órgãos da parte inferior do abdômen.

Conclusão

A região do assoalho pélvico influencia as funções urinárias, digestivas e também reprodutoras.

Saber controlar seu corpo e sua mente de forma consciente exige treinamento com conectividade já que o nosso corpo trabalha em sinergia, quando estão equilibradas as disfunções desaparecem.


Este texto foi escrito por Manuele Pimentel Gomes

  • Bacharel em Fisioterapia – Universidade de Cruz Alta
  • Formação em Pilates Equipe Ivanna Henn
  • Formação em Neo Pilates Instituto Amanda Braz
  • Especialização Fase I e II CORE 360º
  • Curso de Pilates Avançado na Gestação
  • Curso de Pilates Avançado Modulo I e II
  • Curso de Formação Pilates Mamy Baby e Sling
  • Pós-Graduação Fisiologia do Exercício – UNINTER
  • Formação no Método Abdominal Hipopressivo – MAH
  • Curso Cadeias Musculares Janaina Cintas
  • Fisioterapia Aplicada á Saúde da Mulher Obstetrícia e Uroginecologia
  • Instrutora Master do MAH
  • Formação em MIT
Referências
JUC R.U.; COLOMBARI E.; SATO M.A. – IMPORTÂNCIA DO SISTEMA NERVOSO NO CONTROLEDA MICÇÃO E ARMAZENAMENTO URINÁRIO,
Arquivos Brasileiros de Ciências da Saúde, v.36, n.1, p. 55-60, Jan./Abr. 2011.
GOMES M.C.; HISANO M. – ANATOMIA E FISIOLOGIA DA MICÇÃO, Urologia Fundamental – CAPÍTULO 2., 2011.
BLOK BFM. CENTRAL PATHWAYS CONTROLLING MICTURATION AND URINARY CONTINENCE. Urology. 2002.