Câncer de Mama e Método Pilates: sexualidade, autoestima e qualidade de vida

Câncer de Mama e Método Pilates: sexualidade, autoestima e qualidade de vida

Com o crescimento do Método Pilates, sua utilização foi além do objetivo de condicionamento físico, há estudos e evidências científicas sobre a sua aplicação e seus benefícios com mulheres que tiveram Câncer de Mama.

O câncer de mama é um dos tipos de câncer que representa maior índice de mortalidade na população feminina mundial e brasileira.

Diante do contexto que engloba o diagnóstico da doença, fases do tratamento e a sua cura, a mastectomia, que consiste na retirada total e/ou parcial do tecido mamário, traz para a mulher, grande incômodo físico e emocional, com experiências de depressão, ansiedade, distúrbios sexuais e limitações para realizar suas atividades diárias.

Portanto, todos estes episódios afetam a sexualidade, a autoestima e a qualidade de vida das mulheres submetidas ao tratamento do câncer.

Continue lendo esta matéria e veja os benefícios e influências do Método Pilates para o tratamento e reabilitação de mulheres com câncer de mama. Confira!

 O Câncer de Mama

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As mamas representam na cultura aspectos fisiológicos e psicológicos femininos. São glândulas formadas por estruturas anatômicas denominadas de lobos, lóbulos e ductos mamários com a principal função de produção e ejeção de leite.

Possuem, inclusive, uma resposta em relação a feminilidade e sexualidade feminina, representam sua condição como mulher.

Uma das diversas doenças que afetam as mamas e que representa a principal causa de mortalidade feminina no Brasil são as neoplasias malignas, ou mais conhecidas como, câncer de mama.

Segundo o Ministério da Saúde, os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama são: sexo feminino, menarca precoce (antes dos 11 anos), menopausa tardia (após os 55 anos), nuliparidade, gestação após os 30 anos, fatores hereditários, dieta rica em gordura e pobre em fibras, obesidade e exposição exagerada a raios ionizantes.

O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulos que na maioria dos casos são indolores, duros e irregulares. Estes possuem mais chances de serem malignos, porém há tumores que são macios e arredondados; portanto, um exame específico e detalhado torna-se essencial para o fechamento do diagnóstico clínico.

Quanto maior o tumor, menores são as chances de cura, logo, a detecção precoce é uma estratégia fundamental, com medidas de prevenção.

As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico das mamas e a mamografia que, complementados pela ultrassonografia, geralmente fornecem dados suficientes para o estadiamento clínico do tumor e as opções entre os tratamentos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo mais incidente, representando 25% do total de casos de câncer no mundo em 2012, com aproximadamente 1,7 milhão de casos novos naquele ano.

É a quinta causa de morte por câncer em geral (522.000 óbitos) e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres.

No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, e para o ano de 2017 foram estimados 57.960 casos novos, que representam uma taxa de incidência de 56,2 casos por 100.000 mulheres.

O tratamento inclui abordagem múltipla, que envolve cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, sendo que o método mais utilizado é a mastectomia- procedimento cirúrgico que consiste na retirada da mama total ou parcial, com ou sem a retirada dos gânglios linfáticos.

As diversas técnicas de cirurgia estão relacionadas com o tipo, localização e diâmetro do tumor que podem ser: conservadora, radical de Halted, radical modificada, radical modificada de Patey, radical modificada de Madden, Mastectomia total, ultraradical e subcutânea, portanto, a escolha da cirurgia dependerá de cada paciente.

Quanto mais precoce o diagnóstico as chances de sobrevivência são de 88% e apesar do aumento das taxas de sobrevida, o tratamento resulta em diversos efeitos como a diminuição da capacidade funcional, fadiga, disfunção do sistema imunológico, diminuição da massa óssea, força muscular e distúrbios em relação aos aspectos emocionais que inclui, depressão, diminuição do desejo sexual, vergonha, ansiedade e imagem corporal alterada.

Estudos demonstram que pacientes mastectomizadas, que realizam cirurgia conservadora ou reconstrução mamária criam alterações da imagem corporal e evitam se olhar no espelho para não se sentirem constrangidas.  

Como o Câncer de Mama afeta na sexualidade e autoestima feminina

Mulheres submetidas à cirurgia de mama tem seu estilo de vida modificado, não apenas mudanças musculoesqueléticas, mas também emocionais, na maioria das relações e interações familiares e sociais que participa.

Aspectos como distorções da autoimagem, autoestima e sexualidade ocorrem nestas mulheres que após uma mastectomia sentem que junto com aquela mama, houve a também a retirada da sua feminilidade e uma parte sua como mulher.

Além da fisioterapia, a abordagem multidisciplinar é de extrema importância no tratamento destas disfunções.

A abordagem fisioterapêutica nas disfunções sexuais e autoimagem, requer conhecimentos anatômicos, fisiológicos, psicológicos e específicos sobre a sexualidade.

Estudos mostram que, alterações emocionais importantes, permanecem por vários anos, naquelas pacientes sobreviventes após o tratamento da doença e um dos problemas que está relacionada aos aspectos emocionais é a resposta sexual.

As alterações sexuais podem ocorrer em qualquer fase da doença e incluem: falta de desejo, dispareunia, vaginismo, anorgasmia.

O ato sexual feminino, depende de estímulos físicos e psíquicos e um dos mecanismos que estão relacionados ao desejo, excitação e orgasmo é a eficiência da musculatura do assoalho pélvico.

A vagina possui poucas fibras nervosas sensoriais e os MAP conferem sensibilidade proprioceptiva que contribui para o prazer sexual e desempenham importante papel no momento da lubrificação e ereção femininas através de estímulos sensoriais e psíquicos, além de possuírem papel fundamental no orgasmo feminino, pois são estes músculos que se contraem ritmicamente auxiliando a contração uterina e favorecendo a motilidade dos espermatozoides até o óvulo.

As disfunções sexuais podem estar relacionadas as disfunções da musculatura do assoalho pélvico (MAP) que devido a alterações nos tônus podem provocar condições que afetem o ato sexual.

De acordo com queixa, a fisioterapia entrará com vários recursos com o objetivo de normalização da mobilidade da pelve e adequação dos tônus do MAP através de vários recursos e um dos recursos que podem ser utilizados para o tratamento é o Método Pilates.

Benefícios do Método Pilates para pacientes com Câncer de Mama

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Com a prática orientada dos exercícios há um aumento da contratilidade, resistência e flexibilidade dos músculos do assoalho pélvico, principalmente exercícios que estimulam o trabalho da região pélvica e consequentemente promove o aumento da lubrificação da região genital, desejo sexual e diminuição da dor.

A prática constante do Método libera vários hormônios e neurotransmissores que são substâncias químicas específicas fabricadas pelo nosso sistema endócrino; dentre elas a endorfina que está associada ao relaxamento, alívio e contentamento.

Quando este hormônio é liberado, aumenta a disposição física e mental e seu estímulo crônico com exercícios frequentes como o Pilates ajuda na mudança da percepção da imagem corporal e qualidade de vida.

Há uma melhora da consciência corporal, da concentração e respiração contribuindo assim para a qualidade das atividades diárias.

Exercícios de Pilates para paciente com Câncer de Mama

1. Bent knee follout

Posição Inicial: Decúbito dorsal com membros superiores estendidos ao lado do corpo e membros inferiores com joelhos em flexão e pés apoiados no chão.

 Execução: Inspirar para preparar e expirar realizando uma abdução da coxa e extensão do joelho (solo). Inspirar para preparar e expirar retornando à posição inicial.

 2. Pelvic clock

Posição Inicial: Decúbito dorsal com membros superiores estendidos ao lado do corpo e membros inferiores com joelhos em flexão e pés apoiados no chão.

Execução: Realizar anteversão, retroversão e lateralização do quadril movimentando no sentido do ponteiro de um relógio (cicatriz umbilical – l12h, espinha ilíaca esquerda – 3h, púbis – 6h; espinha ilíaca direita – 9h) .

3. Dead bugs

Posição Inicial: Decúbito dorsal com os membros inferiores em 90º com joelho em flexão.

Execução: Inspirar para preparar e expirar descendo um membro em direção ao solo e retornar (não estender o joelho).

 4. Aductor squeeze

Posição Inicial: Decúbito dorsal com joelhos em flexão e pés apoiados no solo.

Execução: Colocar o magic circle entre as coxas, inspirar para preparar e expirar apertando o círculo.

5. Abductor squeeze

Posição Inicial: Decúbito dorsal com joelhos em flexão e pés apoiados no solo.

Execução: Colocar o círculo por fora da coxa (na linha da lateral dos joelhos) inspirar para preparar e expirar realizando o movimento de afastar os joelhos.

6. Shoulder bridge

Posição Inicial: Um joelho em flexão com pé apoiado no solo e o outro membro inferior em extensão para o teto.

 Execução: Inspirar para preparar e expirar levantando quadril e coluna do solo. Inspirar e expirar voltando a posição inicial.

 7. Leg circle

Posição Inicial: Um joelho em flexão com pé apoiado no solo e o outro membro inferior em extensão para o teto.

Execução: Inspirar para preparar e expirar realizando um círculo com o membro inferior no sentido horário e anti-horário.

8. Roll up

Posição Inicial: Decúbito dorsal com joelhos em extensão e membros superiores estendidos com os dedos apontando para o teto.

Execução: Inspire para preparar e expire levando membros superiores para frente e realizando a flexão da coluna. Inspire para preparar e expire retornando a posição inicial articulando a coluna.

9. Side kick

Posição Inicial: Decúbito lateral com membro inferior embaixo em flexão e o membro de cima em extensão (pé em dorsiflexão).

 Execução: Realizar a abdução de quadril e a flexão de quadril (com joelho estendido).

10. Legwork

Posição Inicial: Em pé

Execução: Colocar o círculo entre os tornozelos e sempre quando expirar apertar o círculo. Realizar com o magig circle entre as coxas e com o mesmo comando.

Conclusão

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Conforme foi visto, mulheres que foram submetidas à cirurgia de mastectomia tem seu estilo de vida modificado tanto por mudanças musculoesqueléticas, quanto por mudanças emocionais.

E fisioterapeutas, quando possui conhecimentos anatômicos, fisiológicos, psicológicos e específicos sobre a sexualidade feminina, pode exercer grande colaboração para a restauração da autoimagem e autoestima.

Isso sem contar que, os exercícios do Método Pilates podem ser aliados para a melhora da qualidade das atividades diárias exercidas por estas mulheres através da consciência corporal, da concentração e respiração.

Referências

ABREU, F. E. A.; NOGUEIRA, V. M.; NOGUEIRA, M. M. Método Pilates na Reeducação Postural de Mulheres Mastectomizadas. CORPVS-Revista dos Cursos de Saúde da Faculdade Integrada do Ceará, Fortaleza, n. 25, p. 13-19, Jan/Mar 2013

CARVALHO, D, M.; MARTINS, C.; REZENDE, L. F. Sexualidade no Pós- Operatório de câncer de mama. Revista científica da UNIFAE, v. 5, n. 2, 2011.

EYIGOR, S.; KARAPOLAT, H.; YESIL, H.; USLU, R.; DURMAZ, B. Effects of pilates exercises on functional capacity, flexibility, fatigue, depression and quality of life in female breast cancer patients: a randomized controlled study. European Journal of Physical and Rehabilitation Medicine, v. 46, n. 4, 2010.

GUYTON A C, Hall JE.Tratado de Fisiologia Médica. 11ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2006.

GRANJA, Cristiane Fátima. O impacto físico-funcional do câncer de mama em mulheres submetidas a tratamento cirúrgico: uma abordagem fisioterapêutica. [Monografia]. Cascavel, PR: UNioeste; 2004

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ISACOWITZ, R.; CLIPPINGER, K. Anatomia do Pilates. São Paulo: Manole; 2013

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MORENO, A. L. Fisioterapia em Uroginecologia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2009

PILATES, J.H; MILLER,W.J. A obra completa de Joseph Pilates: Sua Saúde-O retorno à vida pela Contrologia. São Paulo:Phorte ;2010

VASCONCELOS, A. P. B.; RIBEIRO, F. G.; TORRES, W. C. Câncer de Mama: Mastectomia e suas complicações pós operatórias- Um enfoque no linfedema e na drenagem Linfática Manual, 2012

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6 mitos e verdades sobre o Método Abdominal Hipopressivo

6 mitos e verdades sobre o Método Abdominal Hipopressivo

O Método Abdominal Hipopressivo (MAH) é muito mais do que uma técnica para gerar a tão famosa barriga negativa, é também uma maneira de prevenção e reabilitação para a ativação da faixa abdominal.

Através dos estímulos somático-sensoriais, o conceito MAH busca proporcionar a melhora: postural, respiratória, sexual e metabólica, propiciando a normalização das pressões corporais internas e produzindo melhorias corporais a fim de gerar melhor qualidade de vida.

Esse conceito transita a nível sistêmico, a qual todos sistemas são alimentados pelo conjunto de células que cumprem funções especificas, porém estão todos interligados pelo tecido conjuntivo, a fáscia.

Contudo, existem diversos mitos em torno do Método Abdominal Hipopressivo que geram dúvidas nos profissionais e praticantes. Pensando nisso, preparei um texto para desmistificar e esclarecer todos os conceitos.

Continue lendo esta matéria e confira!

1. O Método Abdominal Hipopressivo é capaz de gerar a tão sonhada barriga definida ou negativa?

Sim e não. Primeiro preciso deixar claro que para ter um abdômen definido é imprescindível uma alimentação correta.

Eu diria que 80% do processo se dá por uma dieta de baixa ingestão de gorduras, ou seja, o indivíduo deve possuir um baixo índice de massa gorda corporal. Porém, se esse indivíduo possuir a pressão intracavitária aumentada, se faz necessário normalizar essa pressão a fim de obter o abdômen dos sonhos.

Deste modo, o Método Abdominal Hipopressivo através da normalização da pressão intra-abdominal pode sim ajudar desde que esteja somado à alimentação balanceada.

Além de obter a definição do abdômen, é capaz também de diminuir cerca de 3 a 5 cm, em média, a circunferência abdominal.  

A explicação para que isso aconteça é bem simples e segue o princípio físico da Lei da Blaise Pascal, em que diz que um componente líquido hermeticamente fechado (o saco visceral, hoje em dia conhecido como fáscia transversalis) que sofre qualquer variação de pressão será distribuída de forma homogênea por todo conjunto.

Entenda melhor a conformação dos músculos do abdômen:

Músculos do Abdômen

Reto abdominal

O reto abdominal são músculos que ficam à frente do tronco e compõem a camada muscular superficial dos músculos abdominais. Suas fibras são predominantemente vermelhas, porém entrecortadas por áreas não contráteis fasciais.

Esses músculos estão recobertos pela bainha do reto do abdome, cuja função é manter os músculos em sua posição. Ela é formada pelo entrelaçamento da camada bilaminar das fáscias profundas dos seguintes músculos:

  • Oblíquo externo;
  • Oblíquo interno;
  • Transverso do abdômen.

O músculo reto do abdômen é longo e aplanado, recobre toda a face anterior do abdome. Ele é intercedido por faixas fibrotendinosas chamadas interseções tendíneas. Os números dessas interseções variam de pessoa para pessoa.

  • Origem: da 5ª a 7ª cartilagens costais, processos xifoides e ligamento costoxifoide;
  • Inserção: púbis e sínfise púbica;
  • Inervação: sete últimos nervos intercostais;
  • Ação: flexão do tronco, comprime o abdome e auxilia a expiração forçada.

Os retos do abdômen são os responsáveis pelo enrolamento da unidade tronco. Eles realizam a elevação do púbis em direção ao umbigo e abaixam o esterno em direção ao umbigo.

Essa nos parece ser uma zona de convergências de forças importantes. Com esse enrolamento indiretamente mobilizaremos a coluna vertebral de forma retificadora em sua região torácica baixa e lombar.

Não raramente, há necessidade de flexibilização desses músculos. A falta de flexibilidade acontece por influências viscerais centrípetas que nos puxam para o enrolamento. Outra opção são nossos atuais hábitos de vida:

  • Sedentarismo;
  • Predominância das atividades de vida diária para alavancas flexoras, dentre outros.

O que precisamos saber é que são os retos abdominais que ao se contrair empurram as vísceras abdominais para dentro. Portanto, sendo responsáveis por aumentar a pressão intracavitária.

Os músculos largos

São os músculos nas laterais do tronco que se opõe ao longilíneo reto do abdômen, e segundo Balndine, são chamados de músculos largos. São três deles dispostos em camadas:

  • Transverso do abdômen
  • Oblíquo interno
  • Oblíquo externo

Transverso do abdômen

É o músculo mais profundo dentre todos os músculos largos e tem sua origem na:

  • Crista ilíaca;
  • Fáscia toracolombar;
  • 2/3 laterais do ligamento inguinal.

Sua inserção fica nas bordas inferiores das últimas 3 costelas e linha alba estendendo-se inferiormente sobre o ligamento inguinal acompanhando a prega inguinal.

Como vimos na figura, ele é cortado pela frente pela potente linha alba e por trás pela fáscia tóraco lombar. O periódico JOSPT já fala sobre a interdependência dos transversos abdominais há cerca de 15 anos.

Não há fibras musculares do Transverso a frente do umbigo, temos somente todo tecido fascial da linha alba, não contrátil. Além disso, há um engano sobre a contração do Transverso.

Olhemos bem a figura do Transverso. Em suas linhas de tração, origem e inserção, analisemos agora uma contração concêntrica destes músculos.

Esse músculo tem uma atuação importante sobre as vísceras. Ao se contrair ele diminui o diâmetro da cintura, podendo aumentar consideravelmente a pressão intra-abdominal.

Somada a esse aumento de pressão, a ação da alavanca flexora, o Transverso do abdômen é o grande responsável por gerar o aumento da estabilidade do tronco, conhecido como Reflexo Antecipatório Postural, pelo fato de contrair-se 5 miliseg antes de qualquer movimento do tronco, segundo Paul Hodges.

Sua ação também está relacionada às contrações da musculatura lisa:

  • Fonação;
  • Vômito;
  • Tosse;
  • Espirro;
  • Entre outras.

Ações do transverso e suas fibras

Quando em contração forma uma cintura fininha realizada pelas fibras médias do Transverso que são horizontais.

Suas fibras inferiores são responsáveis pela proteção dos órgãos da pelve menor das diferenças pressóricas ocorridas a todo momento, quando contraídas são responsáveis pelo alargamento das cristas ilíacas.

Já as fibras superiores têm um direcionamento dado para baixo e para fora sendo responsáveis pelo sutil fechamento das costelas. Por ter um ventre e um comprimento muscular pequeno essas fibras não conseguem realizar um grande fechamento das costelas.

E no caso de um diafragma hipertônico, trabalhando em posição baixa, somado a contração dos músculos do abdômen e a força gravitacional empurraram as vísceras para baixo, aumentando a PIA fadigando, assim os músculos perineais.

Alguns autores identificaram um aumento da atividade eletroneuromiografia dos músculos abdominais durante a contração do assoalho pélvico. A contração ocorreu sem qualquer contração da musculatura abdominal.

Existe entre eles uma ação de sincronia, isto é, a contração do músculo abdominal leva a uma contração recíproca do músculo pubococcigeo. Isso estabiliza e mantém o colo vesical na posição retropubica, facilitando a igualdade das pressões transmitidas da cavidade abdominal ao colo vesical e uretra proximal. Essas ações mantém a continência urinária.

A atividade sinérgica entre os Músculos do Assoalho Pélvico e os abdominais possibilita o desenvolvimento de uma pressão de fechamento adequada e importante para manter:

  • Continência urinária;
  • Continência fecal;
  • Pressão no abdômen;
  • Suporte aos órgãos pélvicos.

Alguns estudos demonstram que, durante a contração voluntária dos Músculos do Assoalho Pélvico, ocorre uma co-ativação dos músculos transversos abdominais, oblíquo interno, oblíquo externo e reto abdominal. A pressão esfincteriana aumenta com essa ativação.

Um estudo realizado a respeito da sinergia abdômino pélvica diz que aumentos repentinos na pressão intra-abdominal, levam a uma rápida atividade reflexa dos músculos do assoalho pélvico (reflexo guardião).

Deve-se considerar, no entanto, que “o aumento repentino da pressão intra-abdominal”, se causada por uma manobra intrínseca (tosse, por exemplo) incluem a ativação via retroalimentação da musculatura do assoalho pélvico como parte de um complexo padrão de ativação muscular.

Acredita-se que a tosse e o espirro são gerados por um padrão individual dentro do tronco cerebral. Assim, a ativação dos Músculos do Assoalho Pélvico é uma co-ativação prévia, e não primariamente uma reação “reflexa” ao aumento da pressão intra-abdominal.

Porém, além disso, pode haver uma resposta reflexa adicional dos Músculos do Assoalho Pélvico em relação ao aumento da pressão abdominal devido à distensão dos fusos musculares dentro dessa musculatura.

Outros autores também afirmaram que o aumento da pressão de fechamento da uretra e do ânus ocorre imediatamente antes do aumento da pressão intra-abdominal. Nos eventos de tossir e espirrar, o diafragma, os músculos abdominais e o assoalho pélvico são ativados de forma pré-programada pelo sistema nervoso central.

Este fato parece sugerir que a ativação dos músculos do períneo não acontece em resposta ao aumento da pressão intra-abdominal, sendo antes produzida por mecanismos nervosos centrais que podem ser eventualmente regulados pela vontade.

Algumas investigações demonstram que o aumento da PIA precede a contração automática do Assoalho Pélvico. A contração prévia desses músculos antes do aumento intra-abdominal indica que esta resposta é pré-programada.

Oblíquo interno

O oblíquo interno pertence a camada intermediaria dos músculos largos e são dois: direito e esquerdo.

Tem sua origem na:

  • Crista ilíaca;
  • Fáscia toracolombar;
  • Dois terços laterais do ligamento inguinal.

Sua inserção é nas bordas inferiores das últimas 3 costelas e linha alba. Sua ação inclui fletir e rodar o tronco para o mesmo lado. Ele também auxilia na expiração forçada.

Seu direcionamento de fibras tônicas e fásicas circundam a cintura, numa direção para cima e de trás para a frente da pelve até as costelas. Sua ação mais potente está exatamente acima do umbigo e ao se contrair comprimira as vísceras.

Por fim, também reforça a borda do ligamento inguinal contribuindo para a contenção inferior do abdômen.

Oblíquo externo

É um músculo amplo, plano e quadrangular. Mais extenso em sua parte ventral que na parte dorsal.

Recobre a face lateral do abdome com sua porção muscular. Tem a sua origem: da 5° a 12° costelas (bordas inferiores). Sua inserção está na: crista ilíaca, ligamento inguinal e lâmina anterior da bainha do reto abdominal.

Em sua ação: comprime o abdome, flete e roda o tronco para o lado oposto; auxiliando também na expiração forçada. Além disso, os oblíquos externos são capazes de direcionar as vísceras de cima para baixo pelo seu direcionamento de fibras.

Ação dos músculos largos sobre a linha alba

São eles os responsáveis em sua contração simétrica pela diástase pois tracionam a linha alba em sentidos opostos. A contração do Transverso traciona a linha alba num direcionamento horizontal, por sua disposição de fibras.

O oblíquo externo afasta a linha alba obliquamente em sua região superior para baixo e para fora da linha alba. E o obliquo interno atua na região infra umbilical tracionando a linha alba num direcionamento cefálico.

Logo, a ativação dos músculos largos do abdômen, com suas potentes fáscias realizam a separação da linha alba e dos retos do abdômen, onde se entrecruzam, por serem paralelos a ela.

Solicitar contrações mantidas à pacientes que já possuam pressão intracavitária elevada, pode ser muito perigoso. Esta elevação acentuada da pressão intra-abdominal, pode gerar um efeito compressivo sobre os feixes vásculo-nervosos, prejudicando assim o funcionamento de todo o sistema visceral.

Esse excesso de pressão intracavitária também acontece sobre o assoalho pélvico, facilitando, a longo prazo, a instalação de mecanismos de fuga, empurrando as vísceras para baixo.

Como vimos, vários autores e pesquisadores contemporâneos já se atentaram para as questões das variações pressóricas e vem buscando novas propostas para o conforto de um corpo viscerado, sem desrespeitar as três leis corporais: conforto, equilíbrio e economia.

Contudo, sabemos também que nos mantemos em bipedestação graças às pressões intracavitárias e as potentes fáscias posteriores, o problema está quando essas pressões se mantem elevada.

Segundo o físico francês Blaise Pascal, já citado anteriormente, essa pressão elevada distribuirá toda essa tensão de forma igualitária para o antigo peritônio parietal anterior, hoje chamado de fáscia transversalis, por isso as vísceras estariam sob o risco de não conseguirem realizar seus movimentos que são vitais a nossa sobrevivência, sendo a víscera prioridade ante os músculos, esses se relaxarão, sendo assim quanto mais abdominais tradicionais apliquemos a esse corpo, mais pressão na fascia transversalis geraremos então, um abdômen mais globoso.

Visto isso, o Método Abdominal Hipopressivo propõe a normalização dessas pressões, e mais uma vez recorremos a física, sendo a pressão igual a força dividida pela área, quanto menos pressão na fáscia tranversalis, menos área externa teremos na conformação desse abdômen; logo o MAH é capaz sim, de a médio prazo, diminuir a circunferência abdominal, e respeitando todo o conceito osteopático, sem interferir no movimento visceral, sendo este, prioridade.

2. O Método Abdominal Hipopressivo emagrece?

De novo a resposta é sim e não. Somente com uma dieta equilibrada o emagrecimento será possível, porém o Método é capaz de a médio e longo prazo aumentar o metabolismo basal do indivíduo, já que os exercícios trabalham numa faixa interessante de frequência respiratória gerada pela noradrenalina produzida pelo sistema nervoso simpático.

Alguns exercícios da série dinâmica podem chegar a atingir 85% da frequência cardíaca máxima de um indivíduo. Porém, deve estar acompanhada de exercícios específicos de Treinamento Funcional, Pilates, corrida, musculação, dentre outras atividades.

Aqui reitero, o Método Abdominal Hipopressivo vem somar a outras técnicas e formas de exercício físico quando falamos das questões estéticas. Além, de ser extremamente eficaz na capacidade de produzir Dopamina, por trabalhar em hipercapnia.

3. O Método Abdominal Hipopressivo trata incontinência urinaria?

O MAH auxilia na disfunção, que deverá ser acompanhada, por um fisioterapeuta pélvico, pois através das sucções viscerais, o método é capaz de retirar o peso das vísceras sobre os músculos do assoalho pélvico; melhorando assim, a circulação local e favorecendo também, na irrigação dos músculos do períneo, e por consequência a melhora do prazer sexual.

4. O Método Abdominal Hipopressivo melhora a constipação?

Sim, se a constipação for gerada por um aumento pressórico, somado a tensão de um diafragma trabalhando em baixa, diminuindo a movimentação normal do mesocolon transverso durante a inspiração, além dos movimentos peristálticos do intestino. Sempre seguido da melhoria da ingestão de água e reeducação alimentar.

5. O Método Abdominal Hipopressivo melhora as dores na coluna?

Já existe um método belga, conhecido como colunas de pressão de Finet e Williane,  que trabalha justamente as pressões intra-abdominais, diminuindo a dissipação dessas forças para a região posterior da fáscia transversalis (coluna vertebral e músculos da fáscia toraco-lombar). O Método Abdominal Hipopressivo também auxiliará na retirada dessas pressões, normalizando os tônus muscular da região, tirando a sobrecarga desses músculos, favorecendo a transmissão de forças, extremamente necessárias nessa região.

6. O Método Abdominal Hipopressivo trata diástase?

Sim, pois entendida a relação e ação dos músculos da faixa abdominal, nos fica claro, que o MAH, normaliza a pressão sobre os músculos largos, retirando a pressão exercida sobre os retos do abdômen.

Conclusão

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Como vimos o Método Abdominal Hipopressivo se associado a outros métodos podem somar muitos ganhos estéticos ao praticante, desde supervisionado e avaliado por um profissional do movimento, pois como toda técnica também possui contraindicações.

Devido ao marketing e a cultura da beleza estarem fortemente inseridas em nossa sociedade, fique atento, o método já está tendo grande procura no mercado fitness. Porém, lembre-se seus benefícios vão muito além da estética somente.

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Trabalhando o relaxamento das Cadeias Musculares da Unidade Tronco através do Método Pilates

Trabalhando o relaxamento das Cadeias Musculares da Unidade Tronco através do Método Pilates

No Método Pilates sempre iniciaremos o trabalho das cadeias musculares através de uma preparação, afim de normalizar as pressões internas intracavitárias (PIA), além do alongamento excêntrico do músculo diafragmático através da ginástica hipopressiva. A partir de então, seguiremos nosso trabalho com as manobras específicas que serão propostas baseados em nossa avaliação, portanto o trabalho é único e individual.

Os exercícios serão trabalhados no intuito do relaxamento das cadeias musculares, não podemos proporcionar nenhum desconforto de quebras de fibras musculares aos nossos pacientes, logo, os exercícios são realizados com base na respiração, ganhamos crédito de relaxamento durante a expiração e tentamos evoluir com a flexibilização da cadeia muscular em questão, proporcionando ao músculo um crédito de relaxamento durante a fase inspiratória.

Quer saber mais? Continue lendo e confira!

Exercício para ganho de Mobilidade Torácica

Para que o relaxamento das Cadeias Musculares do tronco seja eficaz e duradouro faz-se necessário anteriormente que as articulações vertebrais estejam em condições de mobilidade saudáveis.

Propõe-se uma visão não somente muscular ao tratamento, mas também articular e visceral, baseada nisto, proponho um trabalho de mobilidade torácica a seguir.

Indivíduo em quatro apoios, com as angulações de membros inferiores mantidas a 90 graus de joelho e quadril, e mãos posicionadas abaixo dos ombros. Solicitamos o deslizamento por baixo do tronco de um dos membros superiores rotacionando o tronco, trabalhamos essa movimentação nos mais diversos ângulos possíveis, repetindo o mesmo movimento do outro lado.

Quanto mais detalhistas formos nesse trabalho, melhor serão os resultados obtidos.

É extremamente importante que a pelve esteja estável para que a mobilidade do tronco seja otimizada.

Relaxamento das Cadeias Musculares presentes na Unidade Troco

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Na unidade tronco encontraremos as seguintes cadeias musculares: cadeia de flexão, cadeia de extensão, cadeias cruzadas anteriores e cadeias cruzadas posteriores. O tensionamento nessas cadeias gerará assimetrias no tronco: inclinação, rotação ou uma translação.

Relaxamento das Cadeias Flexoras

Para o relaxamento das cadeias musculares flexoras do tronco proponho alguns exercícios clássicos do Pilates, como: Swan Dive, Swiming, ou ainda, simplesmente o relaxamento dos músculos flexores do tronco, posicionando o aluno em decúbito dorsal, sobre a bola suíça, com os membros inferiores estendidos, e os membros superiores cruzados no tórax.

O terapeuta posicionará uma mão na região cefálica, no início da cadeia de flexão, portanto abaixo do mento, e a outra na região caudal, posicionada próxima ao púbis, inserção dos retos abdominais. Solicite que seu aluno inspire e ao expirar realize uma leve pompage em sentidos opostos das duas mãos, no próximo ciclo inspiratório de ao seu aluno um crédito de relaxamento para na próxima expiração voltar ao exercer a leve pompage.

Repita por 4 ou 5 ciclos respiratórios e solicite que seu aluno saia da bola na posição de 4 apoios afim de não estimular a ação dos músculos que acabaram de ser relaxados.

Relaxamento das Cadeias Extensoras

Para o relaxamento das tensões das cadeias de extensão proponho exercícios clássicos como o: Monkey, Spine Strech no Cadillac, ou ainda o Short Box Series. Todos esses exercícios deverão respeitar os posicionamentos iniciais e fielmente as descrições mecânicas que se seguiram anteriormente.

A única adaptação consta de que quando trabalhamos no intuito do relaxamento das cadeias musculares, não podemos proporcionar nenhum desconforto de quebras de fibras musculares aos nossos pacientes, logo, os exercícios são realizados com base na respiração, ganhamos credito de relaxamento durante a expiração e tentamos evoluir para a flexibilização das cadeias de extensão, proporcionando ao músculo um credito de relaxamento durante a fase inspiratória.

Relaxamento das Cadeias de Flexão e Extensão Unilateralmente

Paciente apoiado sobre os joelhos ou em pé, solicitamos o relaxamento das cadeias musculares retas unilaterais para o lado oposto do qual o Teste de Flexão em Pé (TFP) estiver facilitado, através da solicitação da inclinação lateral do tronco, onde nosso paciente manterá as mãos relaxadas junto ao tronco e a deslizará pelo quadril até a primeira barreira motriz, paramos nela e damos início ao nosso trabalho de relaxamento, incluindo a respiração e os créditos de relaxamento que deverão ser permitidos as cadeias.

Mantemos o paciente em ciclos respiratórios leves de relaxamento que propiciarão ao músculo oxigenação necessária para que relaxe suas tensões, aqui repito, nenhum desconforto de alongamento poderá ser percebido pelo paciente, trata-se de um exercício de relaxamento, nenhum movimento de inclinação do tronco ou báscula de quadril poderá ser permitido.

Contraindicação para esse relaxamento: presença de cálculo renal.

Relaxamento das Cadeias Cruzadas de Flexão do Tronco

Usamos o mesmo relaxamento proposto na bola suíça das cadeias de flexão com uma única alteração que será o posicionamento das mãos.

Caso queiramos relaxar a cadeia cruzada de flexão esquerda, posicionamos nossa mão cefálica no ombro direito do nosso aluno, enquanto nossa mão caudal estará sobre o ilíaco esquerdo, o processo de relaxamento se dará através da respiração como na manobra da cadeia de flexão proposta.

Caso queiramos o relaxamento da cadeia cruzada de flexão a direita, posicionamos nossa mão cefálica no ombro esquerdo do nosso paciente, logo a mão caudal estará sobre o ilíaco direito, o relaxamento será dado através da respiração e créditos de relaxamento proporcionados aos músculos.

Relaxamento das Cadeias Cruzadas de Extensão do Tronco

Nesse caso gosto muito do exercício Butterfly, mais um da série clássica de Joseph Pilates, a qual aproveitaremos o movimento de rotação do tronco proposto no exercício clássico com uma única alteração, como estamos na busca do relaxamento das cadeias musculares cruzadas de extensão do tronco, freamos a rotação do tronco em sua primeira barreira motriz, e a partir daí trabalhamos com os ciclos respiratórios, proporcionando um crédito de relaxamento da cadeia durante a inspiração e tentamos evoluir na rotação durante a expiração.

Caso desejemos relaxar a cadeia cruzada de extensão a direita realizamos a rotação do tronco a direita, e ao contrário, se a necessidade for o relaxamento da cadeia cruzada de extensão a esquerda realizamos a rotação do Butterfly à esquerda.

Ressaltando aqui que estamos na busca do relaxamento das cadeias musculares, logo nenhum tipo de alongamento poderá ser sentido pelo paciente e, deveremos estabilizar de forma objetiva a pelve para que ela não acompanhe a rotação do tronco.

Conclusão

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O Método das Cadeias Musculares aplicada ao Pilates traz uma ampla proposta de tratamento para um corpo que além de muscular, também é articular e visceral.

Unido ao pilates que é uma ciência do movimento, torna-se eficaz e benéfico para o trabalho das cadeias musculares que acontece no relaxamento das tensões, além do trabalho preparatório que busca normalizar as pressões intracavitárias.

Aqui mencionei alguns exercícios que podem servir como base para se começar a trabalhar as cadeias dentro do Pilates. Uma vez entendendo a proposta das cadeias musculares e identificando quais devem ser trabalhadas, fica fácil encaixar uma série de exercícios para que a proposta estabelecida seja eficaz.

Livre o corpo de suas tensões e movimente-se! Movimento é vida!

A Biomecânica do Método Pilates: entendendo os equipamentos e exercícios

A Biomecânica do Método Pilates: entendendo os equipamentos e exercícios

Infelizmente, a Biomecânica do Método Pilates é um tema que poucos profissionais dominam e entendem como, porque, quando e com qual intensidade deve ser aplicado cada exercício.

Os estudos dos movimentos baseados no corpo estático já nos proporcionaram um grande conhecimento sobre os ligamentos, músculos, ossos e várias estruturas corporais, contudo, pouco da biomecânica do Método Pilates foi explorado até os dias de hoje.

Nesta matéria você irá compreender a importância da biomecânica dos movimentos realizado dentro do Pilates e saber como eles influenciam diretamente a saúde do seu aluno. Vamos lá?

Descrição Mecânica dos exercícios de Pilates

Spine Strech Forward

O Spine Strech Forward tem como objetivo a mobilidade da Coluna Vertebral. Quando realizado corretamente, o comando solicita o enrolamento de toda coluna, entretanto exige alguns cuidados: os primeiros 35 graus de flexão de cabeça se dá sem a atuação da cervical, solicitando somente a flexão da cabeça com os infra-hióideos e leve contração do masseter para manter a boca fechada, a partir daí o enrolamento será favorecido pela ação gravitacional, a mobilização segue vértebra por vértebra, afim de alongar toda a coluna vertebral.

O enrolamento se dá sentido caudal, gerando leve inclinação da pelve em direção do umbigo. Na fase 4 do movimento deve-se observar na coluna um C perfeito e profundo, durante a expiração solicitamos a descida do esterno e das costelas, caso seu paciente possua frouxidão ligamentar de cotovelos, solicita-se o acionamento do conjunto bíceps/tríceps para não sobrecarregar as articulações epicondilares.  

O mesmo é solicitado nos joelhos, a ativação do conjunto isquiotibiais/quadríceps com o objetivo de não sobrecarregar os ligamentos posteriores dos joelhos, já mandando uma informação aferente ao Sistema Nervoso Central da propriocepção correta dessas duas articulações.

Solicita-se ainda o afastamento das costelas inferiores das asas ilíacas, promovendo um alongamento excêntrico dos quadrados lombares e multífideos; muita observação para não haver linhas de quebra no movimento fundamental do tronco.

Um bom comando a ser dado para nosso aluno e de que ele imagine que entre sua lombar e sua coluna torácica exista uma barra e que, portanto, ele deve sobrepujar essa barra com sua coluna torácica, ou seja, sem a retificação da coluna lombar, não podendo de nenhuma forma aproximar seus membros inferiores do abdômen. E por fim os pés flexionados e a solicitação do deslocamento dos calcanhares para frente fecham a cadeia, com acréscimo da abdução dos MMII, alongando também os opositores adutores: magno, médio e pequeno.

O aluno não poderá de forma alguma sentir o alongamento nos isquiotibiais, e aí segue uma dica minha de orientação aos instrutores, devemos sempre nos orientar pelo nome do exercício em si, ele tem muito a nos dizer: Spine Strech, em sua tradução, alongamento da coluna e não alongamento dos isquiotibiais.

Cuidado para não realizar o imprint lombar durante a execução do exercício, no decorrer da pratica do Spine Stretch temos que descomprimir ativamente ao máximo as vertebras lombares, como se estivéssemos ultrapassando uma barra.

Lembre-se que a cadeia de extensão gera alongamentos enganosos e possíveis encurtamentos poderão ser encontrados durante a execução desse exercício.

Compensações observadas durante a prática do exercício:

  1. Encurtamento do quadrado lombar não irá permitir que o aluno se sente sobre seus ísquios;
  2. Encurtamento do tríceps solicitará uma hiperextensão dos joelhos;
  3. Encurtamento dos isquiotibiais, solicitará a flexão dos joelhos;
  4. Encurtamento do quadrado lombar irá gerar uma retificação lombar durante a execução do exercício;
  5. Encurtamento do piramidal do esterno, peitorais e rotadores internos dos ombros, gerarão um aumento da cifose torácica;
  6. Encurtamento do longuíssimo do pescoço retificará a cervical.

Leg Pull Front

O aluno inicia em posição de prancha, apoiando as mãos e os dedos dos pés no chão, pernas abertas no alinhamento da pelve, com o tronco elevado do solo através da efetiva contração dos eretores da coluna, sem permitir a anteversão pélvica, de forma a aumentar a lordose lombar.

As mãos se encontram diretamente sob os ombros, empurrando o chão e não caindo sobre ele. Ativar o serrátil anterior a fim de abduzir a escapula, atentando-se sobretudo para que não observemos o aparecimento de uma escapula alada. A incapacidade de estabilizar as escapulas diminui potencialmente o valor deste exercício.

Estenda um dos membros inferiores ativando os músculos do glúteo máximo e isquiotibiais, mantendo estabilidade pélvica, através da contração do transverso do abdômen, oblíquos interno e externo e reto abdominal.

Realize uma extensão vigorosa do quadril com um dos membros inferiores, porém curta, repetida por três vezes.

Retorne a posição inicial com os músculos iliopsoas e reto femoral controlando o apoio do pé novamente ao solo. Troque de perna e repita o movimento com o membro inferior oposto.

Durante o exercício o tornozelo estará com o tibial anterior ativado para a dorsiflexão, o quadríceps manterá a extensão do joelho e o tríceps braquial irá manter a extensão do cotovelo.

Dicas Mecânicas:

  • Mantenha a pelve em posição neutra e estabilizada, sem permitir que seu aluno desabe sobre ela, aumentando a sobrecarga mecânica na lombar.

Jumping

A posição inicial para o Jumping é feita com o aluno em decúbito dorsal com seus joelhos e quadril em flexão, o ante pé deve estar apoiado na plataforma do Reformer, os membros superiores estarão apoiados no carrinho ao longo do corpo.

O aluno realizará saltos através da extensão do quadril e joelhos com os pés em flexão plantar.

Para empurrar o carrinho o aluno deve ativar os isquiotibiais e os glúteos, além do tríceps sural, tibial posterior, fibulares e flexor longo do halux e a volta deverá ser amortizada pelos quadríceps.

O mais importante do Jumping é ensinarmos nosso aluno a saltar, porque muitos adultos não conseguem realizar essa volta sem sobrecarregar as articulações, e sendo assim, não aproveitam a energia cinética a seu favor.

Esse exercício é fundamental para que eles aprendam a utilizar a energia cinética em suas atividades diárias, como marchar, correr, subir e descer escadas.

Existem, inúmeras variações do Jumping que pode ser realizado com um único membro inferior, com abduções rápidas, na posição do Frog dentre outras. Para cada variação o aluno usara músculos específicos já descritos anteriormente.

Podemos ainda deixar o Reformer com a mola de menor resistência, sendo assim a volta do carrinho será lenta dando prioridade aos músculos abdominais, além da propriocepção para toda a unidade dos membros inferiores – é importante que as últimas costelas se mantenham afastadas das cristas ilíacas e que a pelve neutra seja respeitada.

Sugiro um trabalho proprioceptivo, da seguinte maneira, deixe todas as molas para dez repetições, e vá retirando uma mola a cada dez saltos.

Monkey

O aluno inicia o Monkey em decúbito dorsal voltado para a barra torre com o quadril e joelhos em flexão, os ante pés e as mãos estão apoiados na barra torre, mantendo os punhos neutros.

O exercício consiste em realizar a extensão do quadril com os isquiotibiais e joelhos com os quadríceps, as mãos não podem soltar a barra torre, e nem tão pouco perder sua organização escapular (ombros decoaptados e os olecranos internos dos cotovelos voltados internamente, sem que ocorra o desalinhamento das mãos).  

Todo o conjunto de ações organizadoras partem do ombro, portanto, nosso aluno deve também ser capaz de manter uma contração efetiva nas axilas, parecida com aquela força que fazemos para segurar um termômetro quando estamos mensurando nossa temperatura corporal.

Começamos essa ativação através do Serrátil para alunos retificados com o ar da inspiração sendo levado até as costas e já para os alunos hipercifoticos, solicitamos que o ar da inspiração seja direcionado ao peito.

 Com a mesma posição dos cotovelos solicitamos que as escapulas sejam guardadas nos bolsos das calças, e então, a partir do acionamento iniciamos o movimento proporcionando o enrolamento da coluna vertebral.

Além de ser um excelente exercício para flexibilização da coluna, há também o alongamento dos isquiotibiais, tríceps sural, tibial posterior, fibulares longo e curto dos dedos e os flexores longo do halux e dos dedos.

O exercício pode ser dificultado com o incremento de carga (EPOL) através do acréscimo de molas que partem da direção vertical (de baixo para cima) e do módulo inclinado. Ou podemos facilitar colocando molas que devem partir da direção vertical (de cima para baixo) e também de módulo inclinado.

A mecânica dos aparelhos de Pilates

Reformer

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No Reformer lidamos com várias forças físicas atuantes, quando falamos das molas existentes embaixo do carrinho estamos lidando com a Energia Potencial Elástica (EPOL).

E o que seria a EPOL?

Ao esticarmos uma mola ou um elástico, sabemos que quando soltarmos ele tenderá a voltar a sua posição neutra (ou comprimento inicial). Isso acontece devido a energia que fica armazenada na mola, na medida em que ela é esticada ou comprimida.

A esta energia damos o nome de Energia Potencial Elástica que é representada pela seguinte formula física: Epol = k.x² dividido por 2.

É claro que a Epol pode ser uma forca somatória, logo quanto mais molas posicionamos embaixo do Reformer mais difícil irá ficar o exercício.

O reformer é também reconhecido fisicamente como uma máquina de força simples, que se utiliza de roldanas para facilitar a execução de um trabalho (energia).  A roldana do Reformer é acionada por uma corda que está posicionada num eixo central, transferindo movimento e energia para o exercício que se deseja realizar.

Com as roldanas lidamos com dois tipos de forças:

  • Força potente: força aplicada para mover o corpo físico, no caso, nosso aluno.
  • Força resistente: força representada pela massa do corpo, peso do nosso aluno.

Na roldana fixa do Reformer o eixo central é preso ao suporte de tal forma que se estabeleça um equilíbrio entre as duas forças, sendo assim, a força potente (P) e a força resistente (R) são iguais: P=R

Uma roldana fixa como a do Reformer facilita a realização de um esforço por mudar a direção da força que seria necessária. Para facilitar o trabalho que no Reformer puxamos para baixo, as roldanas fixas somente alteram a direção e o sentido da força, sem alterar a força aplicada, somente modifica sua direção deixando-o mais cômodo, ou seja, inverte o sentido da força de cima para baixo numa das extremidades da corda, a polia transmitirá a carga para levantá-la com uma força de baixo para cima.

Ou seja, no Reformer quando realizamos um exercício onde aproximamos o carrinho da roldana abaixando a extremidade da corda com as alças do Reformer em nossos pés, o exercício não se torna mais difícil, porém com a inversão de força realizada pela roldana, é muito mais confortável realizarmos esse exercício no Reformer, pois o faremos com os isquiotibiais, do que realizarmos no solo, onde faríamos com a força dos retos abdominais, pela inversão das forças realizada pelas roldanas.

A história do Reformer dentro da Biomecânica do Método Pilates

Joseph   Pilates   acreditava   que   realizar   exercícios   na   posição horizontal eram úteis no alívio do estresse e tensão das articulações, no alinhamento do corpo e mudando as forças gravitacionais nas várias posições. Aliás ele sempre começava suas aulas com o aluno deitado, pois seguia a lógica dos movimentos que realizamos durante o dia, acordamos deitados.

O Reformer é a peça central e o primeiro aparelho desenvolvido por ele.Tradicionalmente, existem mais de 100 movimentos criados para este aparelho.

Segundo Pilates, ao treinar com uma carga externa (molas do Reformer), o movimento humano tornar-se-ia mais eficiente e harmonioso para quando retirássemos a carga, ou seja, na sua condição habitual.  Além disso, a resistência oferecida incentiva uma adaptação mais rápida do sistema neuromuscular. Lembrando sempre que os aparelhos podem facilitar ou dificultar os exercícios.

Originalmente, Pilates chamou a máquina Universal Reformer. Reformer porque “reformava” todo o corpo e “universal” pois poderiam ser feitos todos os movimentos possíveis de se imaginar (todos os planos de movimento).

Diz também a história, que esse equipamento teve como inspiração uma cama onde lhe foram adicionadas molas, com o intuito de reabilitar soldados feridos na guerra.

Cadillac

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O Cadillac é uma máquina física com uma única forca atuante que são as forças elásticas (EPOL).

O importante são os vetores, não é necessário sabermos calcular as forças vetoriais existentes no Cadillac através das assustadoras formulas de Pitágoras, nem temos tempo de fazê-los durante nossa aula, mas é necessário saber que os vetores existem e como podemos nos aproveitar deles da melhor maneira possível em nossas aulas. Portanto basta entendermos a Biomecânica do Método Pilates para sabermos o principal músculo do movimento, seu direcionamento e aonde a mola do Cadillac deve estar.

Já que estamos diante de vetores que partes das barras laterais, superiores ou inferiores do Cadillac, os vetores se dão em forma de paralelogramo sendo muito tranquilo e descomplicado o manuseio e a perfeita vetorização a ser realizada.

Entendendo as forças vetoriais, vetores nada mais são do que grandezas vetoriais versus grandezas escalares.

Vetor é um ente matemático que possui: intensidade ou modulo, direção e sentido:

A direção pode ser horizontal ou vertical e o sentido pode ser para a direita ou para a esquerda, o módulo ou intensidade é igual a 10 Newtons (N).

A grandeza vetorial precisamos de intensidade, direção e sentido (ex: forca, deslocamento, velocidade).

Os vetores podem ser iguais de mesmo módulo, direção e sentido, vetores opostos são os de mesmo módulo, mesma direção, porém sentidos opostos. Lidamos com os dois tipos de vetores, dependendo do sentido da mola, vou explicitar melhor para vocês:

  • Mesmo modulo: A=C=D
  • Mesma direção e/ou sentido: mesma direção e sentido
  • Mesma direção e sentidos opostos

Quando temos um sistema quadriculado que é o caso do Cadillac com suas barras horizontais e verticais estamos diante de um sistema de soma de vetores dentro do método poligonal, portanto, calculamos a forca resultante dos vetores através da formula de Pitágoras. A soma dos quadrados dos catetos é igual a hipotenusa ao quadrado, usamos essa formula quando estamos diante de ângulos de 90 graus, que é na maioria das vezes o caso dos exercícios no Cadillac.

A história do Cadillac dentro da Biomecânica do Método Pilates

A palavra Cadillac evoca luxo, inovação, conversível e com muitos extras que todo carro de grande porte pode oferecer. E não é à toa que Joseph Pilates chamou um de seus equipamentos de Cadillac.

É o maior e mais completo equipamento que ele criou: existem vários acessórios para braços e pernas, molas e barras de suspensão, que tornam este equipamento muito completo e versátil.

O Cadillac possibilita um treino específico, quer no âmbito da reabilitação, quer como preparação física de sedentários ou atletas. É mais utilizado em estúdios de treino personalizado, em treinos individuas e é indispensável um grande conhecimento por parte do instrutor no manuseio desse aparelho.

É um dos equipamentos mais comuns nos studios de Pilates ministrados por instrutores qualificados. É um grande equipamento de Pilates, que intimida à primeira vista, mas que é muito benéfico para trabalhar todo o corpo.

Ele foi criado com o objetivo de ajudar pacientes acamados e possibilitar que pudessem fazer um treino apenas deitado ou sentado. Além de ser fundamental para pessoas debilitadas, com idade avançada, portadores de dor, é também um aparelho essencial para alunos iniciantes com o intuito de ensinarmos os enrolamentos ou simplesmente para limparmos e aprimorarmos movimentos que mais tarde serão usados para exercícios mais elaborados.

 O primeiro Cadillac era um colchão com molas que se assemelha a um instrumento de tortura medieval. Permite o fortalecimento dos músculos, produz flexibilidade e mobilidade da coluna, bem como, tonificação muscular dos membros superiores e inferiores.

O treino no Cadillac combina os benefícios de um treino realizado no solo com a tensão das molas. O aparelho é frequentemente usado para as pessoas que não conseguem fazer com facilidade os exercícios de chão; por isso, o Cadillac  pode  ser  usado no âmbito da fisioterapia em pessoas com mobilidade reduzida, pois as molas dependendo de seu posicionamento vetorial pode facilitar muito os exercícios praticados no solo, assim como também pode dificultar bastante.

Se soubermos tirar o melhor da biomecânica do Método Pilates no Cadillac as melhoras serão significativas. .

A “Chair” ou Cadeira no Pilates

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Cerca de 100 anos se passaram desde que Joseph Pilates o implementou em seu Método. Apesar da sua forma original envolver exercícios realizados no Mat, os equipamentos foram rapidamente introduzidos na rotina de quem praticava Pilates.

Acima de tudo, sua principal função é proporcionar oportunidades de trabalhar com maior resistência contra o corpo. A chair oferece um trabalho de fortalecimento da parte superior do corpo (pescoço, braços, ombros), bem como, da parte inferior (glúteos e pernas).

A cadeira apelidada de “cadeira maravilha” faz realmente maravilhas pelo seu corpo, ela favorece o fortalecimento da metade inferior do tronco.

Embora o projeto da cadeira seja relativamente simples, existe uma infinidade de exercícios que podem  ser realizados nela, os exercícios são diferentes, pois as molas formam um ângulo de 90 graus com a parte posterior da cadeira no sentido contrário ao exercício, diferentemente do Reformer e do Cadillac, sendo aplicada na cadeira o mesmo tipo de resistência da EPOL, na Cadeira para calcularmos a resistência do movimento também necessitamos aplicar a formula matemática dos vetores de Pitágoras.

A cadeira oferece menor apoio e maior amplitude de movimento. Isto exige maior força e equilíbrio por parte do praticante. E dependendo do movimento a ser realizado, as molas dificultam ou facilitam os exercícios.

A história da Chair dentro da Biomecânica do Método Pilates

A Wunda Chair foi criada por Joseph Pilates que concebeu o equipamento a pensar num amigo que gostaria de ter um Reformer, mas que não tinha espaço no seu apartamento. O equipamento é na verdade uma espécie de poltrona (logo o nome de Chair) que se transforma num equipamento de Pilates quando deitada, tendo seu assento, removido.

Muitos dos exercícios do Reformer são adaptados para a Chair e muitos deles podem ser feitos em pé ou sentado.

Outra versão da história seria a de que Joseph Pilates teria observado manobras acrobáticas chinesas em uma “caixa”, que quando virada, transforma-se numa cadeira. E a base dessa história seria a preocupação de Pilates de como deveríamos sentar e deitar corretamente, e por isso, teria começado a pensar num mobiliário que fosse conhecido de uma coluna saudável.

Embora a cadeira tenha sido projetada há cerca de um século atrás, nos dias de hoje tem uma enorme popularidade nos studios de Pilates.

 A Chair possui um assento espaçoso com enchimento de espuma, pedais ligados a molas de diferentes tensões e estruturas de aço.

Comparativamente aos exercícios de solo, a cadeira oferece um treino diferente, nem mais fácil, nem tão pouco, mais difícil, funciona como um estimulo diferente, logo gerando sensações cinestésicas diversas.

Conclusão

Como profissionais do movimento é imprescindível que tenhamos domínio da Biomecânica do Método Pilates, pois só conhecendo a mecânica dos exercícios e dos equipamentos utilizados que iremos conquistar resultados mais objetivos e eficazes.

Nunca se esqueça, a falta de movimento sempre é curada com o movimento!