Iliopsoas: anatomia, biomecânica e o Pilates

Iliopsoas: anatomia, biomecânica e o Pilates

Neste artigo vamos discutir a intrigante mecânica do iliopsoas, seus esquemas de compensações mais comuns, e nossos principais equívocos durante a pratica do Pilates ligados a esse apaixonante músculo.

Onde fica o músculo iliopsoas? Entendendo a Anatomia…

O músculo iliopsoas se divide em três importantes porções:

Músculo Ilíaco

É um músculo plano e triangular que está situado na fossa ilíaca e é recoberto parcialmente pelo músculo psoas.

Este músculo origina-se na fossa ilíaca e na espinha ilíaca ântero-inferior, e em seu direcionamento de fibras segue paralelo ao psoas maior, para baixo e para frente, na altura da articulação coxo femoral.

Transmuta sua direção, dirigindo-se obliquamente para baixo, para fora e para trás, para se inserir no trocanter menor e na linha áspera, realizando assim, em sua ação a flexão do quadril e rotação lateral da coxa

Músculo Psoas

Um músculo volumoso e fusiforme.

Está situado ao lado da coluna lombar e na face posterior da cavidade abdominal.

É composto por duas porções, que também podem ser consideradas como músculos individuais.

A maior porção recebe o nome de Psoas Maior, que tem por origem os corpos vertebrais de T12 á L4 e processos costais de L1 á L4.

O trajeto de seus feixes musculares segue para baixo, para fora e para a frente, já o seu tendão curva-se na região anterior da articulação coxofemoral e dirige-se para baixo, para fora e para trás para inserir-se no trocanter menor.

Em sua ação, realiza a flexão e extensão da coluna lombar; flexão e rotação lateral da coxa.

Psoas Menor

A menor porção do psoas recebe o nome de Psoas Menor.

Esta porção menor geralmente está ausente, não sabemos exatamente o porquê.

Biomecânica

Apesar da literatura anatômica classificar o iliopsoas como um potente flexor e adutor do quadril, quero aqui discutir algumas questões únicas e pitorescas desse complexo músculo.

Segundo Philip J. Raschi, o mesmo pode ter uma ação paradoxal.

O paradoxo discutido e a inversão da função do músculo iliopsoas, quando em exercícios abdominais com os membros inferiores estendidos e elevados, as vértebras lombares são tracionadas para frente e para baixo pela contração do psoas.

Porém, se os músculos do abdômen estiverem fortes, eles evitarão a inclinação anterior da pelve.

Sendo assim, as vértebras lombares não serão hiperestendidas.

O mesmo acontecerá quando realizamos um exercício abdominal com os joelhos flexionados e os pés apoiados ao solo: o braço de alavanca do músculo iliopsoas estará bruscamente diminuído.

Para entendermos a ação paradoxal do iliopsoas, faremos uma breve, mas fundamental, revisão anatômica.

Anatomia do Iliopsoas

O músculo iliopsoas tem um formato em leque com suas origens distantes.

Isto nos diz que sua formação tem, por função, direcionar as forças do músculo iliopsoas em seu tendão, fazendo do quadril seu ponto fixo.

Essa disposição é importantíssima para diminuir a forca de contração desse potente músculo em sua origem, na região lombar.

Segundo Vladimir Janda, cadeista polonês descreveu a Síndrome Cruzada Inferior, o aumento da lordose lombar pode ser ativada através de uma inclinação da pelve anteriormente.

Isso ocorre por um desequilíbrio muscular, onde os músculos abdominais e glúteo máximo estarão fracos, em conjunto, com o encurtamento ou aumento de tensão dos músculos extensores lombares e flexores do quadril.

A esse conjunto de alterações mecânicas, Key, em 2008, deu o nome de Síndrome Pélvica Cruzada Posterior (SPCP).

Ou seja, os flexores do quadril estarão: hiperativos, encurtados ou em tensão excessiva; juntamente com o aumento de atividade, encurtamento ou tensão excessiva dos extensores do quadril.

No caso de um apagamento da curvatura lombar, a pelve estará inclinada posteriormente, retificando, portanto, a coluna lombar.

Será gerada por um padrão muscular em oposição onde: os músculos abdominais e glúteo máximo estarão hiperativados, encurtados, ou ainda, em tensão excessiva, em concomitância com a fraqueza ou hipoativacão dos músculos extensores lombares e flexores de quadril, Síndrome Pélvica Cruzada Anterior (SPCA).

Essas alterações mecânicas gerarão desequilíbrios em L4-L5 e L5-S1, além de alterações na sacro ilíaca.

Por isso, sempre oriento meus alunos de formação que, uma vez diante de uma dor lombar, a pelve deverá ser a primeira a ser investigada.

Qual a principal função do iliopsoas?

Na teoria de Leopold Busquet, a ação principal do iliopsoas é a de realizar a cifose lombar.

Isso porque, em cifose lombar, as vértebras lombares formam um arco romano.

Quanto mais a tensão sobre as vértebras forem maiores, mais essa tensão muscular do iliopsoas estará aumentada, alimentando essa tensão.

Dessa forma, aproximará as origens do iliopsoas, igualando o comprimento de suas fibras musculares e aumentando sua forca de contração.

Como ele é um flexor da articulação do quadril, faz parte da cadeia muscular de flexão do tronco (retos abdominais).

Portanto, funcionando em conjunto, a cadeia de flexão do troco será um cifosante lombar.

Essa combinação mecânica será complementada pelas cadeias musculares cruzadas posteriores, já que não podemos esquecer da função também rotatória do músculo iliopsoas.

O músculo grande dorsal também é muito interessante, e realizada de forma oposta, pois pode anular a forte tração em rotação realizada pelo músculo iliopsoas.

Esse padrão muscular conjunto potencializará a estabilidade do tronco, prevenindo lesões na coluna lombar na dinâmica.

A importância do iliopsoas na marcha

Durante o ciclo da marcha, o músculo iliopsoas tem a função de desacelerar a extensão do quadril, atenuando o impacto na fase de balanço da marcha.

Porém, em contrapartida, aumenta a tensão da panturrilha do lado homolateral.

Isso porque os músculos da panturrilha, com esse aumento de tensão, reduz a dorsiflexão do tornozelo, pois, uma vez tenso, o iliopsoas não permitirá uma extensão efetiva do quadril.

Por isso, encurta assim os músculos da panturrilha, alterando a fase de apoio da marcha e o contato de pé ao solo.

A tensão do iliopsoas durante a marcha diminuirá a dissociação das cinturas, reduzindo a rotação do tronco para o lado oposto.

Isso irá gerar tensões, que alimentarão a cadeia muscular cruzada de flexão do tronco do lado em que a rotação gerada na dissociação das cinturas estiver limitada.

Durante a marcha, o iliopsoas tem ainda a função de diminuir a rotação interna do fêmur na fase de apoio.

A relação do iliopsoas com o tronco

Basta analisarmos as origens do iliopsoas para entendermos que sua conexão com o tronco e clara, tem pilares saindo de T12 até L4.

Por seu torque de forca ser muito potente, o músculo iliopsoas pode estender a coluna, podendo gerar padrões disfuncionais e dores lombares.

Porém, devo aqui lembrar que o iliopsoas em excesso de tensão também poderá flexionar a coluna lombar, de acordo com a cadeia muscular que estará em solidariedade de transmissão de contração tensional.

Além desse fator, o iliopsoas em tensão distal e unilateral, também realizará a inclinação da coluna lombar e elevar a asa ilíaca no lado tenso, atuando em solidariedade com os músculos ilíacos, quadrado lombar, ilíaco, obturadores, grande dorsal e diafragma.

Pode ser o músculo chave para o desencadeamento de uma escoliose de origem ascendente.

Como vimos, mecanicamente o músculo iliopsoas é um músculo ainda intrigante, e sempre tópico de muitas discussões.

Pilates e o iliopsoas

The Hundred

O Hundred é muito utilizado no início da aula de Pilates para aquecimento.

Nele, o aluno/paciente fica em decúbito dorsal, e começa a realizar o enrolamento da cabeça.

Os supra e infra hioideos flexionam a cabeça, sendo que até 35 graus o movimento é puro da cabeça.

Só acima de 35 graus é que se começa o enrolamento da coluna cervical, (cuidado com o auto crescimento).

Esse movimento de flexão da cabeça pode ser auxiliado pelo: ECOM (muita atenção, para a sua vocação rotatória) e Escalenos de forma excepcional, pois sua vocação é respiratória.

O enrolamento segue vértebra por vértebra, até o apoio da coluna estar sobre a borda superior das escápulas.

Caso seu aluno possua frouxidão ligamentar: nos cotovelos, solicitamos o acionamento do conjunto bíceps/tríceps para não sobrecarregar as articulações epicondilianas.

Esses movimentos devem ser realizados concomitantemente com a flexão do MMII.

Promovendo 90 graus de flexão de joelhos ativos até 90 graus, movimento realizado pelos isquiotibiais e flexão de quadril, que será imposto pelo nível do aluno:

Quanto menos graus de flexão de quadril, mais difícil o exercício se torna pela ação do Psoas, tracionando os discos intervertebrais anteriormente, tirando a pelve da posição neutra ideal.

O aluno deve saber seu nível de dificuldade para o trabalho do abdômen inferior e, com o quadríceps, realiza a extensão dos joelhos.

Eu solicito essa extensão com os pés Pilates em V position, para anular a forca dos adutores e a linha adutora do Psoas.

Caso o paciente possua o valgismo dinâmico, solicito a correção que será dada pelo sartório, por sua linha de tração.

Assim como no cotovelo, solicito a contração da dupla: quadríceps e isquiotibiais.

No caso de hiperextensão dos joelhos, já mandando a informação aferente para o Sistema Nervoso Central do posicionamento correto das articulações citadas.

Solicito, ainda, o afastamento das costelas inferiores das asas ilíacas, promovendo um alongamento excêntrico dos quadrados lombares e dos multifideos.

Nos ombros, solicitamos 90 graus de flexão dos MMSS.

Só assim, estaremos na posição inicial do exercício.

Começamos, então, com a ativação da cintura escapular de seu aluno. Ele deve realizar e flexão e extensão dos ombros.

Para a flexão, o Deltoide em sua parte clavicular e o córaco até aproximadamente 60 graus.

Depois disso, ele perde sua ação, devido a seu posicionamento anatômico.

Para a extensão, estarão contraídos o Deltoide parte espinhal, grande Dorsal, Redondo maior, cabeça longa do bíceps e peitoral maior.

Em sua porção ligamentar e muscular, por ser um exercício puro de cadeia de flexão, todos os ligamentos da cadeia de extensão estarão sob tensão.

Observações Mecânicas do Hundred

Costumo brincar nos meus cursos que no dia que o Psoas mandar em você, estará morto.

Portanto, evitemos ao máximo a tração da pelve anteriormente que pode ser efetuada pelo Psoas, ou eleve as duas pernas para diminuir a incidência da forca gravitacional sobre as pernas, facilitando o exercício.

Muitas dúvidas ainda surgem durante a respiração a ser realizada durante o exercício.

Cada ciclo inspiratório corresponde a 5 batidas vigorosas dos braços e, para cada ciclo expiratório, mais 5 batidas de braços.

Com essa respiração peculiar, Joseph acreditava poder ajudar bastante indivíduos com problemas respiratórios. 

Swan Dive

O Swan Dive é um exercício que trabalha muito a cadeia extensora de tronco e também os extensores de quadril.

É um exercício desafiador, requer alta capacidade de mobilização da coluna vertebral, a fim de reduzir ou anular a tensão da região lombar, alongando assim o músculo iliopsoas.

É muito importante construir o movimento fundamental de extensão do tronco* (veremos a seguir), não fazendo a hiperextensao a partir da lombar.

  1. Posição inicial: Decúbito ventral, mãos a frente, paralelas, próximas à cabeça, apoiando-se nos antebraços, portanto cotovelo flexionado.

    A pernas repousam no chão unidas, ativando adutores, com os pés em posição de flexão plantar.

    Imaginemos alguém puxando, tracionado as pernas para longe do quadril.
  2. Para ativar a extensão do tronco, comece com movimento pequeno pela cervical e, ao ativar pela torácica, imagine como se o peito fosse se abrir para o chão. Como se fossem faróis iluminando abaixo e mais ao longe.

    Desta forma, estará trabalhando a mobilidade e extensão torácica adequada*.

    Neste momento, estará subindo o tronco, esticando os cotovelos, apoiando-se pelas mãos.
  3. Solte os braços a frente, fazendo um movimento de balanceio a frente com o corpo. Acione os glúteos para tirar as pernas do chão numa extensão de quadril.
  4. Balanceie o corpo então para frente e para trás, buscando fluidez.

Dicas para o Swan Dive:

Como é um exercício que trabalha toda cadeia extensora, se faz necessário antes da execução deste, flexibilizar a coluna num movimento anterior de tronco.

Isso dará muito mais fluidez e melhor construção e execução do Swan Dive.

Pode ser utilizada uma bola ou no bozu, por exemplo, posicionamento o aluno sobre o acessório em decúbito dorsal, flexibilizando toda região anterior de tronco.

Essa pratica serve para todos, sobretudo para aqueles alunos que sentem muito medo de qualquer exercício de extensão, têm medo de travar como em outra ocasião.

Flexibilizando a coluna, relaxamos toda a cadeia anterior de tronco, possibilitando um movimento mais livre de tensões.

Uma ressalva: precisamos mostrar aos alunos que temem a extensão de tronco que, a falta de movimento se cura com movimento.

Músculos que participam do Swan Dive:

  • Eretores da espinha (espinhal, longuíssimo, ilioscostal), semiespinhal e multífidos enquanto extensores da coluna.
  • Glúteo Maximo, isquiotibiais enquanto extensores de quadril.
  • Transverso do abdômen enquanto estabilizador do tronco.
  • Gastrocnemio e soleo enquanto flexores plantares.
  • Tríceps braquial, fibras anteriores de deltoide enquanto extensores de ombro.

Neck Pull

Neck-Pull iliopsoas

Este exercício nos auxilia bastante a nível diagnóstico.

Ao observarmos o movimento em seu percurso, podemos notar onde há mais fraqueza muscular e diminuição de mobilidade em determinado segmento também.

  1. Posição inicial: Decúbito dorsal, pernas estendidas ao chão, unidas, ativando os adutores, pés em dorsiflexão. Mãos entrelaçadas atrás da cabeça estando os cotovelos flexionados e abduzidos.
  2. Comece afundando o osso esterno a fim de criar mobilidade na região torácica, e suba enrolando o tronco numa flexão de coluna que deverá partir da cabeça.
  3. Continue enrolando até que esteja em uma posição sentada, porém com a parte superior do tronco arredondada para frente em direção aos pés.
  4. Atente-se para que toda a coluna esteja num perfeito “C”, respeitando o movimento fundamental do tronco.

    Imagine que, sob suas costelas, exista uma barra e seu tronco superior deva enrolar-se no movimento final desta flexão, porém passando por cima desta barra
  5. Inspire, expire e comece a retornar o tronco como se fosse em posicionamento de sentar-se, porém novamente respeitando as curvas fisiológicas da coluna em suas lordoses e cifoses.

    Ainda aqui, afaste suas costelas das cristas ilíacas, crescendo seu corpo dessa forma e não pelo sistema antigravitacional onde ao crescer pela cervical, estará de certa forma bloqueando as cadeias cruzadas.
  6. Vá retornando ao solo, mobilizando vértebra a vértebra sem retroverter a pelve.

Dicas para o Neck Pull:

Ao flexionar a coluna subindo para sentar-se e seguir em direção ao enrolamento sobre as pernas, concentre-se nos músculos abdominais, além de focar no afundamento das costelas, maximizando assim a flexão da coluna vertebral ao enrolar-se, mantendo uma curvatura em “C”.

Isso impede que a região lombar se achate ou arqueie-se como num movimento de hiperestender neste momento, tendo maior ativação dos flexores do quadril.

Assim, não deixamos, por exemplo, o músculo psoas comandar o movimento.

Se fechar os cotovelos a frente ao enrolar-se para subir, estará minimizando a ação dos abdominais.

Portanto, tente manter os cotovelos abertos com as mãos atrás da cabeça.

Ao retornar e estar numa posição sentada, verifique se há retificação da coluna, a nível torácico.

Inspire jogando o ar para os pulmões atrás, pensando em cifosar a coluna, porém não enrolando os ombros, curvando o tronco a frente.

Este comando é algo sutil, porém com muita ênfase, ao expirar afunde bem o osso esterno.

Ainda pode-se organizar a cintura escapular de forma a ativar o serratil anterior, fazendo um sutil movimento lembrando o da cifose.

Caso encontre uma hipercifose torácica, a inspiração já se dará na frente, no peito, e a organização da cintura escapular será a de encaixar as escapulas (ativando romboides e depressores da escapula) como se quisesse guardá-las no bolso de trás da calça.

Músculos que participam:

  • Reto do abdômen, oblíquo externo e oblíquo interno enquanto flexores da coluna.
  • Transverso do abdômen enquanto estabilizador da coluna.
  • Eretores da espinha enquanto extensores da coluna.
  • Iliopsoas e reto femoral enquanto flexores de quadril.
  • Tibial anterior enquanto dorsiflexor de tornozelo.

Hip Circles

Exercício muito potente para flexores de quadril, muito desafiador pois requer uma estabilização rotacional complexa.

Trabalha flexibilização dinâmica de isquiotibiais e flexores de quadril, é um exercício bem avançado.

  1. Posição inicial: Sentado apoiado para trás dobre os ísquios, com os braços atrás do tronco, cotovelos esticados e a palma das mãos espalmada com rotação externa, apoiando então os dedos para trás.

    Joelhos flexionados com os pés no chão.

    Verifique se não está caindo o corpo sobre os ombros. Imagine-se empurrado o chão com os cotovelos e abrindo o peito a frente, mantendo costelas fechadas.

    Mantenha seu tronco o mais afastado do chão o possível.
  2. Inspire e, ao expirar, leve uma perna estendida, com os joelhos estendidos e flexão de quadril. Repita com a outra perna, mantendo então um posicionamento em “V”.
  3. Ao expirar, leve as duas pernas ativas e unidas contornando um semicírculo no ar, descendo-as e chegando a posição central da pelve.

    Volte as pernas, subindo-as neste semicírculo até o centro da pelve.

    Repita a descida para o outro lado. Estabilizando o tronco e a pelve.

Dicas para o Hip Circle:

Como este é um exercício muito avançado, pode ser realizado de forma adaptada:

Ao invés de estar com cotovelos esticados, mãos para trás, manter os cotovelos flexionados, apoiando-se então sobre os cotovelos e as mãos e antebraços ao lado do corpo.

Se tiver algum cisto ou dor/limitação que impeça rotação externa de braço com mãos apoiadas e dedos apontados para trás, pode-se então manter o apoio sobre rotação interna de braço.

Atente-se para fazer círculos menores, a fim de estabilizar o tronco e não inclinar a pelve anteriormente.

A cada círculo, realize uma forca de afastamento das pernas do centro do corpo, afim de abrir os flexores do quadril.

Músculos que participam:

  • Reto do abdômen, oblíquo interno e oblíquo externo do abdômen enquanto flexores e rotadores anterior da coluna vertebral.
  • Iliopsoas, sartório, tensor da fáscia lata, reto femoral e pectíneo enquanto flexores do quadril.
  • Transverso do abdômen enquanto estabilizador de tronco.
  • Adutor magno, adutor longo, adutor curto e grácil enquanto adutores de quadril.
  • Quadríceps femoral enquanto extensor de joelho.
  • Gastrocnêmio e soleo enquanto flexores de tornozelo.
  • Grande dorsal, redondo maior, parte média de deltoide enquanto extensores de ombro.
  • Trapézio, serrátil anterior em suas fibras inferiores enquanto depressores da escapula.
  • Tríceps braquial enquanto extensor de cotovelo.

Conclusão

Como vimos, a função do psoas ainda e muito questionada, já que o músculo iliopsoas pode alterar padrões funcionais de movimento, o tornando muito complexo.

Porém, uma dica que vale para todos instrutores de Pilates é que, de maneira alguma podemos, permitir que os flexores de quadril trabalhem em tensão.

O afastamento da cabeça do fêmur, levando os pés ao longe, é comando obrigatório nos exercícios em que os membros inferiores são retirados em conjunto do solo.

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A Biomecânica do Método Pilates: entendendo os equipamentos e exercícios

A Biomecânica do Método Pilates: entendendo os equipamentos e exercícios

Infelizmente, a Biomecânica do Método Pilates é um tema que poucos profissionais dominam e entendem como, porque, quando e com qual intensidade deve ser aplicado cada exercício.

Os estudos dos movimentos baseados no corpo estático já nos proporcionaram um grande conhecimento sobre os ligamentos, músculos, ossos e várias estruturas corporais, contudo, pouco da biomecânica do Método Pilates foi explorado até os dias de hoje.

Nesta matéria você irá compreender a importância da biomecânica dos movimentos realizado dentro do Pilates e saber como eles influenciam diretamente a saúde do seu aluno. Vamos lá?

Descrição Mecânica dos exercícios de Pilates

Spine Strech Forward

O Spine Strech Forward tem como objetivo a mobilidade da Coluna Vertebral. Quando realizado corretamente, o comando solicita o enrolamento de toda coluna, entretanto exige alguns cuidados: os primeiros 35 graus de flexão de cabeça se dá sem a atuação da cervical, solicitando somente a flexão da cabeça com os infra-hióideos e leve contração do masseter para manter a boca fechada, a partir daí o enrolamento será favorecido pela ação gravitacional, a mobilização segue vértebra por vértebra, afim de alongar toda a coluna vertebral.

O enrolamento se dá sentido caudal, gerando leve inclinação da pelve em direção do umbigo. Na fase 4 do movimento deve-se observar na coluna um C perfeito e profundo, durante a expiração solicitamos a descida do esterno e das costelas, caso seu paciente possua frouxidão ligamentar de cotovelos, solicita-se o acionamento do conjunto bíceps/tríceps para não sobrecarregar as articulações epicondilares.  

O mesmo é solicitado nos joelhos, a ativação do conjunto isquiotibiais/quadríceps com o objetivo de não sobrecarregar os ligamentos posteriores dos joelhos, já mandando uma informação aferente ao Sistema Nervoso Central da propriocepção correta dessas duas articulações.

Solicita-se ainda o afastamento das costelas inferiores das asas ilíacas, promovendo um alongamento excêntrico dos quadrados lombares e multífideos; muita observação para não haver linhas de quebra no movimento fundamental do tronco.

Um bom comando a ser dado para nosso aluno e de que ele imagine que entre sua lombar e sua coluna torácica exista uma barra e que, portanto, ele deve sobrepujar essa barra com sua coluna torácica, ou seja, sem a retificação da coluna lombar, não podendo de nenhuma forma aproximar seus membros inferiores do abdômen. E por fim os pés flexionados e a solicitação do deslocamento dos calcanhares para frente fecham a cadeia, com acréscimo da abdução dos MMII, alongando também os opositores adutores: magno, médio e pequeno.

O aluno não poderá de forma alguma sentir o alongamento nos isquiotibiais, e aí segue uma dica minha de orientação aos instrutores, devemos sempre nos orientar pelo nome do exercício em si, ele tem muito a nos dizer: Spine Strech, em sua tradução, alongamento da coluna e não alongamento dos isquiotibiais.

Cuidado para não realizar o imprint lombar durante a execução do exercício, no decorrer da pratica do Spine Stretch temos que descomprimir ativamente ao máximo as vertebras lombares, como se estivéssemos ultrapassando uma barra.

Lembre-se que a cadeia de extensão gera alongamentos enganosos e possíveis encurtamentos poderão ser encontrados durante a execução desse exercício.

Compensações observadas durante a prática do exercício:

  1. Encurtamento do quadrado lombar não irá permitir que o aluno se sente sobre seus ísquios;
  2. Encurtamento do tríceps solicitará uma hiperextensão dos joelhos;
  3. Encurtamento dos isquiotibiais, solicitará a flexão dos joelhos;
  4. Encurtamento do quadrado lombar irá gerar uma retificação lombar durante a execução do exercício;
  5. Encurtamento do piramidal do esterno, peitorais e rotadores internos dos ombros, gerarão um aumento da cifose torácica;
  6. Encurtamento do longuíssimo do pescoço retificará a cervical.

Leg Pull Front

O aluno inicia em posição de prancha, apoiando as mãos e os dedos dos pés no chão, pernas abertas no alinhamento da pelve, com o tronco elevado do solo através da efetiva contração dos eretores da coluna, sem permitir a anteversão pélvica, de forma a aumentar a lordose lombar.

As mãos se encontram diretamente sob os ombros, empurrando o chão e não caindo sobre ele. Ativar o serrátil anterior a fim de abduzir a escapula, atentando-se sobretudo para que não observemos o aparecimento de uma escapula alada. A incapacidade de estabilizar as escapulas diminui potencialmente o valor deste exercício.

Estenda um dos membros inferiores ativando os músculos do glúteo máximo e isquiotibiais, mantendo estabilidade pélvica, através da contração do transverso do abdômen, oblíquos interno e externo e reto abdominal.

Realize uma extensão vigorosa do quadril com um dos membros inferiores, porém curta, repetida por três vezes.

Retorne a posição inicial com os músculos iliopsoas e reto femoral controlando o apoio do pé novamente ao solo. Troque de perna e repita o movimento com o membro inferior oposto.

Durante o exercício o tornozelo estará com o tibial anterior ativado para a dorsiflexão, o quadríceps manterá a extensão do joelho e o tríceps braquial irá manter a extensão do cotovelo.

Dicas Mecânicas:

  • Mantenha a pelve em posição neutra e estabilizada, sem permitir que seu aluno desabe sobre ela, aumentando a sobrecarga mecânica na lombar.

Jumping

A posição inicial para o Jumping é feita com o aluno em decúbito dorsal com seus joelhos e quadril em flexão, o ante pé deve estar apoiado na plataforma do Reformer, os membros superiores estarão apoiados no carrinho ao longo do corpo.

O aluno realizará saltos através da extensão do quadril e joelhos com os pés em flexão plantar.

Para empurrar o carrinho o aluno deve ativar os isquiotibiais e os glúteos, além do tríceps sural, tibial posterior, fibulares e flexor longo do halux e a volta deverá ser amortizada pelos quadríceps.

O mais importante do Jumping é ensinarmos nosso aluno a saltar, porque muitos adultos não conseguem realizar essa volta sem sobrecarregar as articulações, e sendo assim, não aproveitam a energia cinética a seu favor.

Esse exercício é fundamental para que eles aprendam a utilizar a energia cinética em suas atividades diárias, como marchar, correr, subir e descer escadas.

Existem, inúmeras variações do Jumping que pode ser realizado com um único membro inferior, com abduções rápidas, na posição do Frog dentre outras. Para cada variação o aluno usara músculos específicos já descritos anteriormente.

Podemos ainda deixar o Reformer com a mola de menor resistência, sendo assim a volta do carrinho será lenta dando prioridade aos músculos abdominais, além da propriocepção para toda a unidade dos membros inferiores – é importante que as últimas costelas se mantenham afastadas das cristas ilíacas e que a pelve neutra seja respeitada.

Sugiro um trabalho proprioceptivo, da seguinte maneira, deixe todas as molas para dez repetições, e vá retirando uma mola a cada dez saltos.

Monkey

O aluno inicia o Monkey em decúbito dorsal voltado para a barra torre com o quadril e joelhos em flexão, os ante pés e as mãos estão apoiados na barra torre, mantendo os punhos neutros.

O exercício consiste em realizar a extensão do quadril com os isquiotibiais e joelhos com os quadríceps, as mãos não podem soltar a barra torre, e nem tão pouco perder sua organização escapular (ombros decoaptados e os olecranos internos dos cotovelos voltados internamente, sem que ocorra o desalinhamento das mãos).  

Todo o conjunto de ações organizadoras partem do ombro, portanto, nosso aluno deve também ser capaz de manter uma contração efetiva nas axilas, parecida com aquela força que fazemos para segurar um termômetro quando estamos mensurando nossa temperatura corporal.

Começamos essa ativação através do Serrátil para alunos retificados com o ar da inspiração sendo levado até as costas e já para os alunos hipercifoticos, solicitamos que o ar da inspiração seja direcionado ao peito.

 Com a mesma posição dos cotovelos solicitamos que as escapulas sejam guardadas nos bolsos das calças, e então, a partir do acionamento iniciamos o movimento proporcionando o enrolamento da coluna vertebral.

Além de ser um excelente exercício para flexibilização da coluna, há também o alongamento dos isquiotibiais, tríceps sural, tibial posterior, fibulares longo e curto dos dedos e os flexores longo do halux e dos dedos.

O exercício pode ser dificultado com o incremento de carga (EPOL) através do acréscimo de molas que partem da direção vertical (de baixo para cima) e do módulo inclinado. Ou podemos facilitar colocando molas que devem partir da direção vertical (de cima para baixo) e também de módulo inclinado.

A mecânica dos aparelhos de Pilates

Reformer

Biomecânica-do-método-pilates-reformer

No Reformer lidamos com várias forças físicas atuantes, quando falamos das molas existentes embaixo do carrinho estamos lidando com a Energia Potencial Elástica (EPOL).

E o que seria a EPOL?

Ao esticarmos uma mola ou um elástico, sabemos que quando soltarmos ele tenderá a voltar a sua posição neutra (ou comprimento inicial). Isso acontece devido a energia que fica armazenada na mola, na medida em que ela é esticada ou comprimida.

A esta energia damos o nome de Energia Potencial Elástica que é representada pela seguinte formula física: Epol = k.x² dividido por 2.

É claro que a Epol pode ser uma forca somatória, logo quanto mais molas posicionamos embaixo do Reformer mais difícil irá ficar o exercício.

O reformer é também reconhecido fisicamente como uma máquina de força simples, que se utiliza de roldanas para facilitar a execução de um trabalho (energia).  A roldana do Reformer é acionada por uma corda que está posicionada num eixo central, transferindo movimento e energia para o exercício que se deseja realizar.

Com as roldanas lidamos com dois tipos de forças:

  • Força potente: força aplicada para mover o corpo físico, no caso, nosso aluno.
  • Força resistente: força representada pela massa do corpo, peso do nosso aluno.

Na roldana fixa do Reformer o eixo central é preso ao suporte de tal forma que se estabeleça um equilíbrio entre as duas forças, sendo assim, a força potente (P) e a força resistente (R) são iguais: P=R

Uma roldana fixa como a do Reformer facilita a realização de um esforço por mudar a direção da força que seria necessária. Para facilitar o trabalho que no Reformer puxamos para baixo, as roldanas fixas somente alteram a direção e o sentido da força, sem alterar a força aplicada, somente modifica sua direção deixando-o mais cômodo, ou seja, inverte o sentido da força de cima para baixo numa das extremidades da corda, a polia transmitirá a carga para levantá-la com uma força de baixo para cima.

Ou seja, no Reformer quando realizamos um exercício onde aproximamos o carrinho da roldana abaixando a extremidade da corda com as alças do Reformer em nossos pés, o exercício não se torna mais difícil, porém com a inversão de força realizada pela roldana, é muito mais confortável realizarmos esse exercício no Reformer, pois o faremos com os isquiotibiais, do que realizarmos no solo, onde faríamos com a força dos retos abdominais, pela inversão das forças realizada pelas roldanas.

A história do Reformer dentro da Biomecânica do Método Pilates

Joseph   Pilates   acreditava   que   realizar   exercícios   na   posição horizontal eram úteis no alívio do estresse e tensão das articulações, no alinhamento do corpo e mudando as forças gravitacionais nas várias posições. Aliás ele sempre começava suas aulas com o aluno deitado, pois seguia a lógica dos movimentos que realizamos durante o dia, acordamos deitados.

O Reformer é a peça central e o primeiro aparelho desenvolvido por ele.Tradicionalmente, existem mais de 100 movimentos criados para este aparelho.

Segundo Pilates, ao treinar com uma carga externa (molas do Reformer), o movimento humano tornar-se-ia mais eficiente e harmonioso para quando retirássemos a carga, ou seja, na sua condição habitual.  Além disso, a resistência oferecida incentiva uma adaptação mais rápida do sistema neuromuscular. Lembrando sempre que os aparelhos podem facilitar ou dificultar os exercícios.

Originalmente, Pilates chamou a máquina Universal Reformer. Reformer porque “reformava” todo o corpo e “universal” pois poderiam ser feitos todos os movimentos possíveis de se imaginar (todos os planos de movimento).

Diz também a história, que esse equipamento teve como inspiração uma cama onde lhe foram adicionadas molas, com o intuito de reabilitar soldados feridos na guerra.

Cadillac

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O Cadillac é uma máquina física com uma única forca atuante que são as forças elásticas (EPOL).

O importante são os vetores, não é necessário sabermos calcular as forças vetoriais existentes no Cadillac através das assustadoras formulas de Pitágoras, nem temos tempo de fazê-los durante nossa aula, mas é necessário saber que os vetores existem e como podemos nos aproveitar deles da melhor maneira possível em nossas aulas. Portanto basta entendermos a Biomecânica do Método Pilates para sabermos o principal músculo do movimento, seu direcionamento e aonde a mola do Cadillac deve estar.

Já que estamos diante de vetores que partes das barras laterais, superiores ou inferiores do Cadillac, os vetores se dão em forma de paralelogramo sendo muito tranquilo e descomplicado o manuseio e a perfeita vetorização a ser realizada.

Entendendo as forças vetoriais, vetores nada mais são do que grandezas vetoriais versus grandezas escalares.

Vetor é um ente matemático que possui: intensidade ou modulo, direção e sentido:

A direção pode ser horizontal ou vertical e o sentido pode ser para a direita ou para a esquerda, o módulo ou intensidade é igual a 10 Newtons (N).

A grandeza vetorial precisamos de intensidade, direção e sentido (ex: forca, deslocamento, velocidade).

Os vetores podem ser iguais de mesmo módulo, direção e sentido, vetores opostos são os de mesmo módulo, mesma direção, porém sentidos opostos. Lidamos com os dois tipos de vetores, dependendo do sentido da mola, vou explicitar melhor para vocês:

  • Mesmo modulo: A=C=D
  • Mesma direção e/ou sentido: mesma direção e sentido
  • Mesma direção e sentidos opostos

Quando temos um sistema quadriculado que é o caso do Cadillac com suas barras horizontais e verticais estamos diante de um sistema de soma de vetores dentro do método poligonal, portanto, calculamos a forca resultante dos vetores através da formula de Pitágoras. A soma dos quadrados dos catetos é igual a hipotenusa ao quadrado, usamos essa formula quando estamos diante de ângulos de 90 graus, que é na maioria das vezes o caso dos exercícios no Cadillac.

A história do Cadillac dentro da Biomecânica do Método Pilates

A palavra Cadillac evoca luxo, inovação, conversível e com muitos extras que todo carro de grande porte pode oferecer. E não é à toa que Joseph Pilates chamou um de seus equipamentos de Cadillac.

É o maior e mais completo equipamento que ele criou: existem vários acessórios para braços e pernas, molas e barras de suspensão, que tornam este equipamento muito completo e versátil.

O Cadillac possibilita um treino específico, quer no âmbito da reabilitação, quer como preparação física de sedentários ou atletas. É mais utilizado em estúdios de treino personalizado, em treinos individuas e é indispensável um grande conhecimento por parte do instrutor no manuseio desse aparelho.

É um dos equipamentos mais comuns nos studios de Pilates ministrados por instrutores qualificados. É um grande equipamento de Pilates, que intimida à primeira vista, mas que é muito benéfico para trabalhar todo o corpo.

Ele foi criado com o objetivo de ajudar pacientes acamados e possibilitar que pudessem fazer um treino apenas deitado ou sentado. Além de ser fundamental para pessoas debilitadas, com idade avançada, portadores de dor, é também um aparelho essencial para alunos iniciantes com o intuito de ensinarmos os enrolamentos ou simplesmente para limparmos e aprimorarmos movimentos que mais tarde serão usados para exercícios mais elaborados.

 O primeiro Cadillac era um colchão com molas que se assemelha a um instrumento de tortura medieval. Permite o fortalecimento dos músculos, produz flexibilidade e mobilidade da coluna, bem como, tonificação muscular dos membros superiores e inferiores.

O treino no Cadillac combina os benefícios de um treino realizado no solo com a tensão das molas. O aparelho é frequentemente usado para as pessoas que não conseguem fazer com facilidade os exercícios de chão; por isso, o Cadillac  pode  ser  usado no âmbito da fisioterapia em pessoas com mobilidade reduzida, pois as molas dependendo de seu posicionamento vetorial pode facilitar muito os exercícios praticados no solo, assim como também pode dificultar bastante.

Se soubermos tirar o melhor da biomecânica do Método Pilates no Cadillac as melhoras serão significativas. .

A “Chair” ou Cadeira no Pilates

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Cerca de 100 anos se passaram desde que Joseph Pilates o implementou em seu Método. Apesar da sua forma original envolver exercícios realizados no Mat, os equipamentos foram rapidamente introduzidos na rotina de quem praticava Pilates.

Acima de tudo, sua principal função é proporcionar oportunidades de trabalhar com maior resistência contra o corpo. A chair oferece um trabalho de fortalecimento da parte superior do corpo (pescoço, braços, ombros), bem como, da parte inferior (glúteos e pernas).

A cadeira apelidada de “cadeira maravilha” faz realmente maravilhas pelo seu corpo, ela favorece o fortalecimento da metade inferior do tronco.

Embora o projeto da cadeira seja relativamente simples, existe uma infinidade de exercícios que podem  ser realizados nela, os exercícios são diferentes, pois as molas formam um ângulo de 90 graus com a parte posterior da cadeira no sentido contrário ao exercício, diferentemente do Reformer e do Cadillac, sendo aplicada na cadeira o mesmo tipo de resistência da EPOL, na Cadeira para calcularmos a resistência do movimento também necessitamos aplicar a formula matemática dos vetores de Pitágoras.

A cadeira oferece menor apoio e maior amplitude de movimento. Isto exige maior força e equilíbrio por parte do praticante. E dependendo do movimento a ser realizado, as molas dificultam ou facilitam os exercícios.

A história da Chair dentro da Biomecânica do Método Pilates

A Wunda Chair foi criada por Joseph Pilates que concebeu o equipamento a pensar num amigo que gostaria de ter um Reformer, mas que não tinha espaço no seu apartamento. O equipamento é na verdade uma espécie de poltrona (logo o nome de Chair) que se transforma num equipamento de Pilates quando deitada, tendo seu assento, removido.

Muitos dos exercícios do Reformer são adaptados para a Chair e muitos deles podem ser feitos em pé ou sentado.

Outra versão da história seria a de que Joseph Pilates teria observado manobras acrobáticas chinesas em uma “caixa”, que quando virada, transforma-se numa cadeira. E a base dessa história seria a preocupação de Pilates de como deveríamos sentar e deitar corretamente, e por isso, teria começado a pensar num mobiliário que fosse conhecido de uma coluna saudável.

Embora a cadeira tenha sido projetada há cerca de um século atrás, nos dias de hoje tem uma enorme popularidade nos studios de Pilates.

 A Chair possui um assento espaçoso com enchimento de espuma, pedais ligados a molas de diferentes tensões e estruturas de aço.

Comparativamente aos exercícios de solo, a cadeira oferece um treino diferente, nem mais fácil, nem tão pouco, mais difícil, funciona como um estimulo diferente, logo gerando sensações cinestésicas diversas.

Conclusão

Como profissionais do movimento é imprescindível que tenhamos domínio da Biomecânica do Método Pilates, pois só conhecendo a mecânica dos exercícios e dos equipamentos utilizados que iremos conquistar resultados mais objetivos e eficazes.

Nunca se esqueça, a falta de movimento sempre é curada com o movimento!

3 Leis Ergonômicas aplicadas à Biomecânica do Pilates

3 Leis Ergonômicas aplicadas à Biomecânica do Pilates

As leis ergonômicas são aplicadas em diversos ramos de atividade para conseguir melhoras. Na indústria, por exemplo, elas ajudam a diminuir a incidência de acidentes de trabalho e lesões por atividades laborais, além de gerar um aumento da produtividade. No escritório, servem para manter trabalhadores focados e confortáveis. Então, por que não podemos utilizá-las no Pilates?

Continue lendo esse artigo para aprender 3 leis ergonômicas e como elas têm tudo a ver com o Pilates. Uma dica rápida: Joseph Pilates, o criador do Método, já sabia disse, então não existe motivo para ignorar esse conhecimento.

O que Joseph Pilates tem a ver com Ergonomia?
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Sabemos que Joseph Pilates teve uma visão inovadora para sua época que permanece relevante até os dias de hoje. Considerando esse seu imenso conhecimento, ele não poderia ter ignorado fatores tão importantes como as leis ergonômicas. Realmente, Joseph aplicou tais princípios em especial na criação de seus equipamentos.

Encontramos um exemplo claro no Universal Reformer. O equipamento foi criado com a intenção de reformar todo o corpo e possibilitar a realização de todos os movimentos. Por isso, Pilates precisou considerar a anatomia e biomecânica do corpo humano. Ele precisava de um equipamento que, além de deixar o indivíduo realizar uma variedade de movimentos, também o ajudasse a melhorá-los.

Na sua concepção, a carga era um elemento essencial. Movimentos feitos com carga externa seriam um tipo de preparação para o corpo. Assim que a carga fosse retirada, esse corpo teria movimentos mais eficientes e harmoniosos, ou seja, com menos incidência de lesão.

A Eficiência das Molas

Ao contrário de outras atividades físicas, Pilates foi genial a ponto de desenvolver uma nova maneira de aplicar carga: as molas. As encontramos em diversos dos seus equipamentos, como o Cadillac, mas especialmente no Reformer. O conceito de molas é muito valioso para o Pilates por conta de sua eficiência.

Se Joseph Pilates precisou das leis ergonômicas para desenvolver seus equipamentos, por que podemos ignorá-las para aplicar uma aula de Pilates? Agora entenderemos como essas leis se relacionam ao Pilates e como melhorar as sessões com seu uso.

Tríade Básica da Ergonomia

As principais leis ergonômicas são conhecidas como tríade básica da ergonomia. Elas são: segurança, conforto e eficiência. Considere que a ergonomia surgiu do desejo do ser humano de diminuir o esforço físico e mental para a realização de certas tarefas. Portanto, esses princípios ergonômicos são utilizados em objetos e ferramentas do dia a dia para proporcionar maior bem-estar ao indivíduo.

Para entender melhor como essa tríade é importante para o Pilates, podemos ver outros exemplos da sua utilização. Nas duas Guerras Mundiais, a ergonomia ganhou importância para a fabricação de equipamentos de guerra. Existia uma grande dificuldade de fabricar equipamentos, veículos, armas e outros produtos bélicos adaptados às necessidades dos soldados.

Foi necessário aplicar essas Leis Ergonômicas para conseguir adaptá-los aos variados tipos de corpo de soldados de cada país. Ainda hoje utiliza-se a ergonomia para fabricar-se cadeiras, veículos e móveis capazes de garantir conforto e qualidade de trabalho para os indivíduos.

Leis Corporais do Pilates

No Pilates, a ergonomia é essencial na adaptação dos equipamentos e exercícios aos variados tipos de corpo, lesão e patologias encontradas na prática. Além disso, conseguimos relacionar a Tríade Básica da Ergonomia às Três Leis Corporais que usamos no Pilates.

  • Lei do conforto = conforto: A presença de um desconforto (dor) demonstra sempre um desequilíbrio do corpo ou da atividade, que deve ser investigado e tratado, para que este corpo volte a trabalhar no equilíbrio, logo no seu conforto.
  • Lei do equilíbrio = segurança: Um corpo em equilíbrio gera segurança para realização de uma atividade, enquanto uma atividade segura mantém o equilíbrio corporal.
  • Lei da economia = eficiência: Um trabalho corporal eficiente utilizará de toda sua energia potencial para gerar energia cinética, evitando sobrecargas em áreas e/ou regiões específicas.

Ou seja, as leis ergonômicas estão de acordo com princípios utilizados na prática do Pilates. Precisamos aproveitar isso a nosso favor.

Como as Leis Ergonômicas são aplicadas ao Pilates?

Além de relacionar a tríade básica da ergonomia às leis que regem o corpo, também conseguimos aplicar outras leis ergonômicas ao Pilates.

De acordo com a ergonomia, o corpo humano deve trabalhar numa posição neutra que forneça menor tensão muscular em geral, além de garantir o melhor ponto de equilíbrio. Consideramos essa lei ao adequar o posicionamento de nosso aluno em todos os exercícios de Pilates. Sempre ouvimos falar em coluna neutra durante a execução de exercícios de Pilates. A ergonomia apoia e fundamenta isso através dessa lei.

As leis ergonômicas também falam a respeito da postura ideal que o indivíduo deve adotar durante sua atividade de trabalho ou lazer. Elas enfatizam a necessidade de existir flexibilidade no corpo para evitar sobrecarga durante a realização de diversas atividades.

Os princípios ergonômicos procuram uma adaptação do ambiente e do corpo para manter a qualidade de vida do trabalhador. Isso não se desvia do Pilates, pelo contrário, encontramos grande apoio neles para nossa aula. Os corpos que encontramos são sempre diferentes e precisam de adaptações únicas, seja nos exercícios ou no próprio uso de equipamentos.

Lembre-se que, quando os criou, Joseph Pilates já levou as leis ergonômicas em consideração. Portanto, seus equipamentos podem ser adaptados para qualquer porte físico de acordo com a necessidade.

Aplicação dos tipos de ergonomia em nossa aula

A ergonomia é dividida em alguns tipos, que são:

  • Ergonomia Física: estuda as reações do corpo humano as cargas físicas. Exemplos: a manipulação de materiais, o arranjo físico de estações de trabalho, as demandas do trabalho como repetição, vibração, força e postura estática.
  • Ergonomia Cognitiva: se preocupa com os processos mentais, tais como: percepção, atenção, cognição, controle motor e armazenamento e recuperação de memória, incluindo carga mental de trabalho, vigilância, tomada de decisão, desempenho de habilidades, e o erro humano.
  • Ergonomia Organizacional: esta analisa a estrutura organizacional, as políticas e os processos do trabalho. Neste item estão inclusos o trabalho em turnos, a hierarquia organizacional, o trabalho em equipe, a teoria motivacional, a ética profissional e o trabalho a distância.

Sabe como deixar sua aula de Pilates muito mais completa e eficiente? Basta utilizar esses três tipos de ergonomia no planejamento. Conseguimos aplicá-los em todas as áreas da aula, incluindo:

  • A designação da carga de cada exercício;
  • Posicionamento correto das molas para cada biótipo (ergonomia física);
  • Sequência de execução e metodologia do método (ergonomia organizacional);
  • Orientação do aluno para manter-se concentrado durante o exercício (ergonomia cognitiva).

Conclusão

Percebeu o quanto as Leis Ergonômicas contribuem para o bem-estar da população? Unindo elas ao Método Pilates, podemos proporcionar resultados incríveis aos nossos alunos!

Curso de Biomecânica do Pilates Presencial

Curso de Biomecânica do Pilates Presencial Sobre o Curso Neste curso você entenderá claramente os conceitos de Joseph Pilates sob a ótica mecânica descrita por vários autores, sob luz de suas pesquisas científicas. Você irá compreender a importância de dominar a...
Vem conhecer meu Novo Curso: Biomecânica do Pilates!

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Alguma vez durante uma aula de Pilates você se perguntou se precisamos ativar o assoalho pélvico durante o exercício, ou como podemos avaliar se a musculatura dessa região está rígida ou fraca?

Ou mais além, você já se preocupou em descobrir se seu aluno tem a pressão intracavitária aumentada, se deve ou não fortalecer o abdômen e como fazer para descobrir a PIA dele?

Então, você se preocupa muito com a Biomecânica do Pilates e em saber como os movimentos influenciam diretamente a saúde do seu aluno!

E eu tenho uma ótima notícia: eu, Janaína Cintas, criei um curso exatamente para falar sobre isso e tirar todas as suas dúvidas referente à Biomecânica do Pilates.

Mas eu já te aviso: os conceitos explicados e demonstrados em exercícios transformarão a forma como você vê o Método Pilates e como conduz suas aulas. Pronto? Vamos lá!

Novo Curso: Biomecânica do Pilates!

Mas então,  o que você aprenderá neste curso?

Eu gostaria de começar dizendo que ele é o primeiro e ÚNICO curso de Biomecânica do Pilates e por isso contém vagas limitadas. Isso mesmo, então corre para garantir a sua vaga!

Dominar a Biomecânica te fará entender quando, como e por que fazer (ou não) cada exercício do Método, e essa compreensão científica fará com que você alcance resultados mais rápidos e efetivos para seus alunos!

Além disso, estudar sobre cinemática, dinâmica, estática e outras disciplinas pode afetar a evolução das suas aulas de uma forma que você nem imagina.

Quando você compreende profundamente os conceitos da Biomecânica, você se torna capaz de dar uma aula 100% segura e eficiente para os seus alunos.

Apresentação do Curso

O que tem no Curso?

O que você, profissional do movimento vai encontrar neste curso 100% online?

Além da chance de assistir quando e onde quiser, o curso te fornece informações que eu garanto que você não aprendeu em eventos de Pilates e até na universidade.

Você aprenderá:

  • Análise Biomecânica detalhada dos 34 Exercícios Originais de MAT Pilates
  • Pilates Equipamentos: Aplicabilidade dos Conceitos de MAT
  • Posicionamento Correto da Coluna
  • Novo Conceito de Ativação do Power House
  • Como aplicar Estabilidade X Mobilidade
  • Dicas Mecânicas para facilitar os Movimentos
  • E muito mais!

Bônus Exclusivos

Além de todo o conhecimento necessário para aprimorar e melhorar a evolução das suas aulas e alunos, e esse preço incrível, o Curso de Biomecânica do Pilates ainda vem com 6 bônus exclusivos!

Mas lembre-se: as vagas são limitadas e estão quase acabando, você precisa correr para garantir a sua!

1) Curso Completo de Biomecânica do Pilates em Equipamentos

Material completo com informações avançadas sobre o tratamento de patologias em desvios posturais com o Método Pilates.

2) Atualização do Power House 2018

Módulo especial com conceitos atualizados (estudos de 2018) sobre a utilização do Power House no Método Pilates.

3) Livro Digital “A Ciência do Pilates” escrito por Janaína Cintas

Você receberá a versão digital do exemplar “A Ciência do Pilates: Como Otimizar suas Aulas de Pilates pela Biomecânica”, com 203 páginas escritas por mim, que contém teoria e prática!

4) Livro Digital “Pilates nos Desvios Posturais”

Material completo com informações avançadas sobre o tratamento de patologias em desvios posturais com o Método Pilates.

5) 4 Aulas Bônus (Online e Ao Vivo) Exclusivas para Alunos

Para conversar e tirar dúvidas frente a frente comigo. Estou pronta para responder tudo o que você queira saber sobre o Curso e sobre a Biomecânica do Pilates!

6) 2 Aulas Extras: Avaliação da PIA e Avaliação Postural

Conteúdo exclusivo muito procurado entre instrutores de Pilates e Educadores Físicos. Você receberá duas aulas completas com todo o conteúdo para você aplicar nas suas avaliações.

Valores

Concluindo…

E então, o que você achou do novo Curso de Biomecânica do Pilates?

Com tanta informação importante e necessária para o profissional do movimento é impossível ficar de fora, certo? Então não perca tempo e corre garantir a sua vaga, porque elas são limitadas.

Basta clicar no botão abaixo e se inscrever!