A evolução do Nervo Vago no alívio da dor

A evolução do Nervo Vago no alívio da dor

Segundo Stephen Porges desenvolvedor da Teoria Polivagal, existem 3 estágios de desenvolvimento do sistema nervoso autônomo, com três estratégias comportamentais.

Essas três estratégias comportamentais neurais estão relacionadas à sobrevivência:

1. Fingir de morto

O Nervo vago, em sua porção primitiva, o Núcleo Dorsal do Vago, é o responsável por dirigir a estratégia “fingir de morto”. Possui como referência a imobilização, tática que está ligada ao nosso Córtex Reptiliano. Porém para a evolução da nossa espécie, foi necessário o desenvolvimento de uma segunda técnica.

2. Luta e fuga

O sistema de luta e fuga é gerido pelo Sistema Nervoso Simpático, que possui sua origem na coluna vertebral, entre as alturas vertebrais de T1 a L2, que uma vez ativado um estímulo de estresse (simpaticotonia) prepara e adapta todo o sistema para lutar ou fugir diante de um problema. 

Essa estratégia está ligada a uma referência de mobilização. 

3. Relacionamento ou envolvimento social

Para continuar a nossa evolução enquanto espécie, fez-se necessário aprimorarmos mais nosso sistema, e começarmos a nos comunicar entre a nossa espécie.

Isso nos permitiu ocupar todos os territórios do planeta, desenvolvendo nosso próprio vocabulário. 

Essa estratégia está intimamente relacionada ao Vago Mielinizado, conhecido como Vago Social Ele se origina no Núcleo Homúnculo, que também está interligado o Núcleo Ambíguo e Nervo Facial.

Vamos relembrar brevemente o que é o Núcleo Homúnculo e o Núcleo Ambíguo, antes de retornar à teoria de Porges. 

Núcleo Homúnculo 

É a representação diagramática proporcional do corpo animal, presentes no córtex Somestésico e Motor. 

Ou seja, é a representação visual do corpo dentro do cérebro, onde cada área neural possui uma representação corporal, a face por possuir muita inervação, é representada de forma grande, o tronco possui uma representação neural pequena, os braços são maiores com mãos enormes, pernas pequenas com pés médios.

Temos o homúnculo sensitivo na área somestésica, localizada no giro pós-central, e o homúnculo motor na área motora, no giro pré-central. 

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Núcleo Ambíguo 

É um núcleo motor, de onde partem referências viscerais para o IX par craniano (glossofaríngeo), X par craniano (vago) e XI par craniano (acessório). 

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Após uma breve relembrada neurológica, temos três estratégias neurais para a sobrevivência:

1.  Imobilização: vago primitivo;

2. Mobilização: simpático;

3.  Relacionamento: vago social ou mielinizado (núcleo ambíguo, nervo facial e glossofaríngeo). 

Tudo isso dependerá das Neurocepções (forma como eu percebo o ambiente), isto depende de como o indivíduo percebe o meio social que está, gerando uma resposta seu corpo, que poderá ser de: luta e fuga ou de relacionamento social.

Se a Neurocepção recebida for de segurança, as áreas límbicas de defesa da amígdala são inibidas e o sistema nervoso ativa a sobrevivência social através do Vago Social e com isso e o indivíduo se torna receptivo para as relações sociais. 

O corpo todo responde a com a liberação endócrina regulada pelo centro do sistema nervoso autônomo, por outro lado, se a Neurocepção for de perigo, as funções límbicas de defesa serão ativadas, o que gerará uma resposta de luta e fuga regulada pelo sistema nervoso simpático. 

Como eu percebo o ambiente como seguro ou não seguro 

Isso é gerido pelo nosso inconsciente, pois ele percebe o ambiente e através desta percepção ele adapta todas as respostas corporais, como por exemplo, para formar uma emoção.

Quando o inconsciente reconhece o ambiente como não seguro ele ativa o sistema nervoso simpático, que imediatamente muda a informação visceral e consequentemente muda as intercepções que seguem para o córtex insular, o grande centro regulatório das emoções, gerando uma emoção negativa.

O inconsciente interpreta um ambiente como seguro através do tom de voz e das expressões faciais, lembrando, essas informações estão adicionadas ao nervo facial e ao Glossofaríngeo que se integram no núcleo Ambíguo, local de origem do de nervo vago social.

É uma estratégia de sobrevivência porque usamos para começarmos a nos organizar em grupo, pois assim nos tornamos mais fortes. 

O agrupamento é uma estratégia importantíssima para sobrevivência da nossa espécie.

Sistema Nervoso Autônomo 

O sistema nervoso autônomo possui três divisões:

  1.  Simpático
  2.  Parassimpático
  3. Sistema Nervoso Entérico

O Sistema Nervoso Entérico tem por função controlar todas as funções do sistema digestivo, possui cerca de 100 milhões de neurônios. Já o número de fibras do vago que partem do intestino são em torno de mil. 

Logo, temos um grande centro que regula o funcionamento do sistema e que funciona de forma relativamente independente do Sistema Nervoso Central, porém modulado pelo vago e pelo Sistema Nervoso Simpático. 

Já o Sistema Nervoso Parassimpático está diretamente relacionado com o nervo vago sendo que 80% das fibras do Parassimpático são carregadas pelo nervo vago. 

O Simpático é o nosso sistema de luta e fuga e está ligado a estratégias animalescas geridas pelo Córtex Reptiliano. 

Basicamente, temos um centro no hipotálamo que se liga ao corno lateral da medula nele há um ramo comunicante branco, que sai e segue em conjunto para o gânglio paravertebral, seguindo por três caminhos:

  1. Primeira possibilidade: o segundo neurônio chega até o ramo comunicante cinza e volta para o nervo espinhal, os dois em conjunto inervam o soma (somática do corpo), onde encontram-se os vasos do soma, os vasos piloeretores e as glândulas sudoríparas. Uma vez ativado o simpático, teremos uma piloereção e o aumento da função das glândulas sudoríparas, para que o suor possa espantar o inimigo, além de uma vaso constrição periférica.
  2. Segunda possibilidade: uma característica importante do sistema nervoso simpático está ligado a sua falta de localização, pois o nervo Vago está difuso tendo respostas, portanto, mais difusas. 

Isso acontece por que ao ter uma resposta difusa diante de um perigo, temos uma amplificação das nossas defesas, entretanto, essa característica difusa exige mais perspicácia diante de um tratamento. 

Ficou claro até aqui que estamos falando de um sistema puramente visceral e essas respostas difusas podem dificultar diante de um tratamento. 

Por exemplo, um ovário ou um testículo pode estar gerando uma metâmera de T5 até T11, o que nos exige muito conhecimento para tratar o sistema visceral.

  1. Terceira possibilidade: o vago segue direto para os gânglios pré vertebrais: celíaco e mesentérico superior e inferior, onde fará nova sinapse seguindo para as vísceras efetoras.

Dentro desse complexo sistema temos uma exceção: a informação que vai para a medula da suprarrenal não faz sinapse, porque o corpo precisa de uma resposta muito rápida para a liberação de adrenalina diante de um perigo.    

Organização nervosa

Como essa organização varia muito de indivíduo para indivíduo. 

Este é um guia rápido de consulta das metâmeras e suas possíveis ligações:

 Do Sistema Simpático

  •  T1 a T4 – pode estar relacionado a inervação: da cabeça, do pescoço, coração e pulmão;
  •  T5 a T9 – inerva a região proximal no sistema digestivo, e T2 pode inervar: útero testículo e ovários;
  • T10 a T11 – inervação intermediária do intestino começando em D3 até a metade do mesocólon transverso, mesentérico inferior até o final dos intestinos inervando também as vísceras ou órgãos pélvicos.   

 Do sistema Parassimpático

  • Vago até metade do cólon transverso e a partir de S2, S3 e S4 do plexo sacral.

Conclusão 

Como vimos, a Teoria Polivagal é de extrema importância para nós profissionais do movimento, pois podemos estar diante de uma dor sacral ou torácica de origem não musculoesquelética, sendo importante conhecermos toda a interligação desse sistema e do gerenciamento do sistema nervoso para sermos mais eficazes e complexos em nossos atendimentos. 

Uma metâmera presente em T11, poderá gerar falta de mobilidade e dor na região torácica, e nada ter a ver com o sistema musculoesquelético.

Sistema Nervoso Entérico: nosso segundo cérebro?

Sistema Nervoso Entérico: nosso segundo cérebro?

O trato gastrointestinal possui um sistema nervoso próprio, o sistema nervoso entérico (SNE), localizado em toda a parede intestinal, começando no esôfago e estendendo-se até o ânus.

Esse sistema possui uma complexa rede de neurônios, capazes de agir de forma independente com relação ao encéfalo, desempenhando uma função autonômica na liberação de substancias digestivas e nos movimentos peristálticos.

Esses neurônios intestinais, são capazes de produzir neurotransmissores importantíssimos para a regulação do trato gastrointestinal e também para a sensação de bem estar.

Podemos citar alguns deles: acetilcolina (excita a atividade gastrointestinal), noradrenalina (inibe a atividade gastrointestinal), além da dopamina e da farta produção de serotonina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem estar e prazer, mas também importantes para o bom funcionamento dos órgãos desse sistema.

Divisões do Sistema Nervoso Entérico

O sistema nervoso entérico é dividido em:

Plexo mioentérico

Disposto entre as camadas musculares no sentido longitudinal e circular, controlando quase todos os movimentos gastrointestinais, participando no controle da atividade muscular, aumentando assim o tônus da parede desse trato, a intensidade de contrações e a velocidade de condução das ondas excitatórias. 

Plexo submucoso

Localizado na camada submucosa do TGI, controlando a secreção gastrointestinal e o fluxo sanguíneo local. Esse plexo interage com os sinais sensoriais originados do epitélio gastrointestinal, auxiliando no controle da secreção intestinal local, na absorção local e na contração local do músculo submucoso.

Mesmo funcionando de uma forma independente de nervos extrínsecos, os plexos desse sistema também fazem interação com o sistema nervoso simpático e parassimpático, inibindo ou potencializando as funções gastrointestinais  

Sistema Nervoso Entérico e o Sistema Nervoso Central

A comunicação entre o sistema nervoso entérico e o sistema nervoso central acontece através do nervo vago, conhecido também como nervo pneumogástrico. É o décimo par de nervo craniano, misto e essencialmente visceral, que percorre o pescoço e o tórax, terminando no abdome.

É uma estrutura nervosa que desempenha funções reguladoras, associada também ao bem estar integral do nosso organismo. Uma vez atuando como uma ponte de comum icação entre os dois sistemas, central e entérico, fica claro entender que, estados de estresse podem causar desequilíbrios intestinais, afetando nossas emoções.

E, consequentemente, nosso comportamento, pois as células nervosa do intestino, assim como as do cérebro, produzem neurotransmissores que podem afetar nosso estado de humor. 

O nervo vago também informa ao sistema nervoso central quando comer e quando estamos saciados, ou quando esse mesmo conjunto de fibras nervosas oferece ao sistema nervoso central a sensação de prazer quando se consome o alimento que gostamos.

Sistema Nervoso Entérico e a Serotonina

A serotonina é um neurotransmissor responsável por várias funções corporais, e também desempenha funções no sistema gastrointestinal. Estudos revelam que 90% da serotonina encontrada no organismo vem do intestino.

Por ser um neurotransmissor ligado ao bem estar, níveis aumentados de estresse, podem levar a uma diminuição desse neurotransmissor, e uma vez que o sistema nervoso entérico é sensível a esses estados, gerará mudanças no organismo.

Sistema Nervoso Entérico e a Microbiota Intestinal

A Microbiota intestinal (flora intestinal) é um complexo de micro-organismos (bactérias) que vivem no trato gastrointestinal e ajudam no metabolismo da digestão, na absorção de vitaminas e ainda contribuem para fortalecer o sistema imunológico, mas que também podem provocar efeitos em determinadas áreas do nosso cérebro.

Em 2011 na Irlanda, cientistas realizaram um experimento com ratos e puderam comprovar que, a bactéria lactobacillus rhamnosus encontrada em iogurtes, eram capazes de alterar o comportamento desses ratos.

Os que foram alimentados com o iogurte contendo essa bactéria, tiveram o dobro de disposição para realizar o percurso dentro do labirinto e também ficaram mais relaxados, pois em exame de sangue foi possível analisar que eles tinham 50% menos corticosterona, uma substância ligada ao estresse, e uma melhora na porcentagem do GABA (ácido gama- aminobutirico) um neurotransmissor inibidor do sistema nervoso central, que ajuda a conter a ansiedade.

Desse experimento podemos concluir que, o sistema nervoso entérico, considerado nosso segundo cérebro, pode alterar os níveis de várias substâncias no nosso organismo através das células nervosas que são influenciadas por bactérias encontradas em vários alimentos e, que por sua vez podem influenciar o nosso sistema nervo central.

Como dito anteriormente, essa ponte de comunicação estabelecida entre esses dois sistemas, ocorre através do nervo vago, fato comprovado nesse experimento, pois os ratos analisados tiveram seu nervo vago cortado, e o iogurte contendo a bactéria lactobacillus rhamnosus, deixou de fazer efeito.

Um outro estudo realizado com seres humanos em 2013 na Califórnia, também foi possível comprovar que, as alterações causadas no sistema digestivo podem provocar alterações no sistema nervoso central.

Nesse estudo 36 voluntárias foram divididas em três grupos: primeiro grupo tomou um iogurte com quatro tipos de bactérias ao longo de um mês; o segundo grupo consumiu uma bebida com gosto de iogurte, mas que não continha as mesmas bactérias do primeiro grupo; e o terceiro grupo não consumiu nada, mantendo a dieta alimentar como de costume.

Através de exame de ressonância magnética, o cérebro das participantes foram analisados antes e depois do experimento, e o resultado foi revelador.

As bactérias ativaram algumas áreas do cérebro que processam sensações, emoções e funções cognitivas no nosso corpo: diminuição da atividade no lobo da insula (região ligada ao sistema límbico que desempenha algumas funções como, coordenar quaisquer emoções e também responsável pelo paladar) e diminuição da atividade na área do córtex somatossensorial (que processa sensações no corpo como tato, temperatura, dor e outros sentidos).

Além de aumento nas conexões entre a substância cinzenta periaquedutal (principal núcleo de controle na modulação da dor) e o córtex pré-frontal (região relacionada com o planejamento de comportamentos e pensamentos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação do comportamento social).  

Conclusão

Chamado de nosso “segundo cérebro” o sistema nervoso entérico vem desempenhando muitas funções além das quais concluíamos que fosse apenas o processo de digestão dos alimentos.

É um sistema independente, capaz de produzir neurotransmissores que atuam no sistema nervoso central através da comunicação estabelecida pelo nervo vago, e muito sensível a estados de estresse e emoções, capaz de regular inúmeras funções para manter o bem estar do nosso organismo. Portanto, o nosso “segundo cérebro” não pensa, mas sente. Cuidemos bem dele!

Tecido Fascial: Tudo o que você precisa saber sobre o assunto

Tecido Fascial: Tudo o que você precisa saber sobre o assunto

Quando falamos no tecido fascial o grande desafio para o profissional do movimento é sair do movimento mecânico, pois o mesmo não explica o conceito das fáscias.

Entendendo que a resposta é neural, ou seja, a partir do sistema nervoso autônomo, e não pelas propriedades mecânicas do tecido conjuntivo.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue lendo!

No que consiste o trabalho fascial

O objetivo do trabalho fascial é favorecer a transmissão de tensão e não alongar, isto só poderá ser realizado através do toque mínimo, límbico, gerando resultados mais rápidos, devemos fugir do estímulo viscoelastico.

Porque esse princípio, gerara ganho de flexibilidade momentâneo, porém ele se perderá ao longo de pouco tempo. Quando alongamos algum músculo do corpo, estamos trabalhando na resposta aferência e eferência com as fáscias. Mais profundamente a fáscia profunda e epimisal.

Estudos de anatomia, de Stecco dizem que a maior parte dos tendões do corpo são inseridos para transmitir tensão, 40% do tendão do bíceps não insere na cabeça do rádio, saindo do conceito que tendão somente está ligado ao osso, este tendão está inserido na fáscia antibraquial anterior que é tecido fascial e não ósseo.

Parte dos tendões do corpo seguem este conceito, chamado de bandas fasciais (massetosfibrossos) para transferência de tensão do bíceps para a mão e vice e versa. A fáscia e contínua, ela continua por todo o corpo.

O princípio da fáscia e a Biotensegridade, onde a matriz extracelular a todo momento está em tensão ativa na fáscia e não no músculo, como pensávamos anteriormente, ela se comporta de forma dinâmica e adapta o indivíduo o tempo todo para aumentar as chances de sobrevivência com o máximo de economia energética. A isto damos o nome de tônus miofascial, que é o somatório das forcas ativas, mais passivas do corpo.

Os estudos de Guimbertau

Em estudos um médico francês e osteopata chamado Jean Claude Guimbertau, com indivíduos vivos e anestesiados, observou a fáscia viva e seu comportamento, concluindo que a fáscia não segue um padrão linear, cartesiano, newtoniano, quando colocado no tecido vivo e realiza o movimento, pesquisado em nível microscópico, ela se remodela conforme a necessidade/ tensão do sistema, a biotensegridade.

Após os estudos de Guimbertau uma janela se abriu, perante conceitos que quebram drasticamente vários paradigmas anteriores.

O tecido conjuntivo é composto por células e sua matriz extracelular. Presente em todas as células e tecido fascial do corpo, sendo um tecido de conexão.

O que mantém esta tensão e a manutenção da Biotensegridade é a dinâmica dos líquidos, que são os componentes das células de musculatura lisa soltas na matriz extracelular e água, esta matriz liga todo o corpo a maioria dos receptores neurais do corpo, células modificadas que mandam informações por axônios, as aferências sobem informando o corpo como ele está.

Nas células existem dois pontos os fibroblastos, miofibroblastos, osteoblastos, condroblastos, condroclastos. Separadas por células fixas e células móveis.

As células móveis têm liberdade de transitar neste rio que é o tecido conjuntivo. Estes líquidos vão para todo o corpo, são células do sistema imunológico. Havendo um bom fluxo da matriz extracelular em especial os líquidos do tecido linfático e do tecido conjuntivo, temos uma boa chegada das células de defesa do corpo.

Já na matriz extra celular, não temos células, temos água, a famosa substancia fundamental Amorfa (não tem forma é líquido), em conjunto com o ácido hialurônico que é um, glicosamino, proteoglicano e glicosaminoglicano não sulfatado.

Ele tem a propriedade de atrair água para o tecido fascial, porém com a aglomeração de várias de moléculas de acido hialurônico, formando várias macromoléculas, acontecendo a diminuição dos fluidos e tensão do todo sistema (densificação).

Manobra de Creeping

Stecco e colaboradores, em seu método diante uma densificação no tecido, geramos um processo inflamatório local, quebrando assim, as grandes moléculas de ácido hialurônico, melhorando a transmissão de tensão da matriz extracelular.

A esta manobra dá-se o nome de Creeping que age na matriz extracelular, quebrando assim, as grandes moléculas. Este processo inflamatório será tratado pelo movimento.

Na matriz temos ainda proteínas estruturais que são o colágeno, em maior abundância, além da reticulina e a elastina.

Para dor aguda tem que se mexer, subaguda mexer ainda mais e para dor crônica movimentar é fundamental, a dor é multifatorial e o movimento é essencial para esta questão multifatorial.

OS riscos da falta de mobilidade

A falta de mobilidade deixa o corpo doente. Quem remodela colágeno no corpo é o movimento. A célula que produz o colágeno são os fibroblastos, o colágeno tem uma vida útil, em média de 300 dias no corpo, o movimento, a tensão ou não produz o colágeno. Automaticamente ele é destruído ou renovado.

O fibroblasto produz tudo o que a matriz extra celular precisa.

O Colágeno, a proteína mais importante do corpo representa 60% a 70 % da massa total do tecido conjuntivo, cerca de 25% a 30% de massa total de proteínas dos mamíferos, eles são remodelados e são produzidos através de tensão e quem os produz são os fibroblastos.

O colágeno se dispõe na matriz extracelular de forma ondulada e na prática é preciso realizar a pré tensão (leve estiramento) para ativar a fáscia, ativar os mecanorreceptores. 30% das fibras se renovam com 6 meses e 75% das fibras tem uma renovação total em 2 anos.

A Dor Lombar

Paul Hodges, criador da estabilização segmentar, visão mecânica e rotulador, hoje já se respeita a visão multisistemica. Em um dos estudos verificou a alteração no córtex frontal, quem tem dor lombar e alteração no padrão do movimento.

Pessoas com dor lombar não acontece a antecipação do movimento, ativação do transverso e do multifídeo. Existe a reprogramação do córtex frontal, o principal responsável pelo movimento.

Constatou se em pesquisa que o corpo precisa de movimento e não bloqueio ou isolamento muscular. Entendendo que o corpo é uma unidade. Pessoas com alteração crônica, tem problemas em mais de um sistema.

Quando os fibroblastos são tensionados/esticados, eles são multiplicados por mitoses e quando comprimidos sofrem apoptoses, eles morrem, estudos em vivos comprovam este achado.

Parte Citológica

Na parte citológica, nós temos os microtúbulos rígidos que não tem contato, um com outro e que são ligados por cadeias flexíveis que geram tensão, são filamentos proteicos contráteis, são os microfilamentos, proteínas com poder de contração com comunicação com os microtúbulos que transmitem um campo eletromagnético dentro da célula, também existem os filamentos intermediários e os miofilamentos de actina. Este conjunto é o citoesqueleto celular. O comportamento celular se dá de forma igual ao meio extracelular.

Temos uma célula, um meio extracelular onde estão os colágenos e na membrana celular, temos uma proteína chamada Integrina, ela capta tensão do meio extracelular, dos fibroblastos, miofibroblastos e células de musculatura lisa, que ficam soltas na matriz extracelular, contrai e tensiona o colágeno.

Este colágeno chega na integrina, quando ela recebe o estímulo de aumentar tensão ela abre a membrana e deixa entrar cálcio dentro da célula.

Este mecanismo chamado de mecanotransdução, e gerado por uma tensão mecânica é alterado o componente químico por conta da entrada de cálcio, logo os miofilamenos contrateis dentro da célula, atingindo o núcleo celular e está tensão celular que faz o DNA produzir tudo que o meio extra celular está precisando, como por exemplo, colágeno para o movimento.

Se for alterado a tensão extracelular, tensão passiva de repouso (tônus miofascial), altera-se a tensão que chega dentro do núcleo, alterando toda a programação do DNA da célula. Esta ciência chama-se epigenética.

Alterações comportamentais as formas das tensões do corpo que vão alterar a tensão que chegam ano núcleo celular remodelando todo o meu sistema.

Conclusão

A cada dia, novas pesquisas, destroem antigos conceitos e nos comprova que a importância do tecido fascial e muito maior do que imaginávamos.

Pilates na Obesidade: Saiba quais os benefícios para alunos acima do peso

Pilates na Obesidade: Saiba quais os benefícios para alunos acima do peso

Já é de conhecimento público que o Método Pilates faz bem para a mente e o corpo, que é uma ótima alternativa no quesito atividade física regular ou reabilitação.

Mas o que poucas pessoas sabem é que o Pilates também pode agir de forma significativa, colaborando com a redução de peso e vários benefícios físicos e mentais.

É por esse motivo que, muitas vezes, utilizar o Método Pilates na Obesidade pode garantir ao seu aluno uma ótima evolução corporal! Que tal saber como isso é possível? Continue lendo o texto!

Características da Obesidade

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como meta amenizar o maior mal de todos os tempos, a obesidade. Um problema que afeta adultos e crianças que só vem crescendo devido aos maus hábitos como:

  • Sedentarismo;
  • Consumo de alimentos inadequados;
  • Poucas horas de sono;
  • Estresse gerado pela excitação emocional das rotinas;
  • Falta de exercícios regulares.

Que levam o organismo a um processo devastador aumentando a gula e por consequência a obesidade, que nada mais é que uma doença grave que precisa ser tratada.

Nos países mais desenvolvidos cerca de 60% da população está acima do peso ou obesa, fazendo com que a administração pública e hospitalar fique em alerta. Podemos dizer que é o mal do século XXI e mais uma vez o analfabetismo motor se faz presente.

Não podemos ficar reféns de pequenos botões para se conectar com o mundo exterior, temos que ir além!

Precisamos colocar o corpo em movimento para aumentar o gasto calórico, somente desta forma evitaremos o excesso de peso e gozaremos de uma vida mais saudável.

Meu corpo minha casa

Pessoas informadas já sabem que a obesidade é doença e influencia vários tipos de câncer, problemas ortopédicos, diabetes tipo 2, doença do coração, pedra na vesícula, varizes de membros inferiores, artrite, derrame, apneia, refluxo esofágico, tumores de intestino e pressão alta (70% dos obesos possuem pressão alta).

A principal causa desta doença está relacionada a ingestão em excesso de grandes quantidades calóricas. Mais do que é recomendado diariamente para cada indivíduo.

A obesidade nada mais é do que o acumulo de gordura corporal ingerida ao longo de meses/anos sem nenhum tipo de controle ou cuidado com a saúde.

Pessoas que dormem tarde tem a tendência de comer até o horário de deitar. Neste caso é recomendado dormir mais cedo para não ficar assaltando a geladeira a cada 15 ou 30 segundos, comendo coisas com alta concentração calórica e baixa qualidade nutritiva.

Consequências da Obesidade

Com a obesidade o cansaço é mais presente, o metabolismo fica mais lento, o indivíduo perde a vontade de viver a vida e fica refém da comida, do sofá e do sedentarismo. Todos nós precisamos de uma pratica regular de exercícios físicos, principalmente as pessoas obesas.

A pratica do Pilates na Obesidade, como exercício físico nessas condições, é mega recomendado juntamente com uma dieta bem balanceada. Somente desta forma que sua gordura reduzira afastando o fantasma da obesidade.

O ponto crucial para esta pratica regular é tirar o indivíduo da sua zona de conforto e mantê-lo incentivado.

Tipos de Gordura do Corpo Humano

Encontramos 6 tipos de gorduras em nosso corpo, sendo elas:

Gordura essencial

Ela regula a temperatura corporal, faz absorção de vitaminas e ajuda na produção de hormônios, entre outras coisas.

Gordura branca

Transforma calorias em células adiposas. São aqueles pneuzinhos que ficam caindo para fora das nossas calça.

Gordura marrom

Sua principal função é estimular o corpo a usar energia, ela queima calorias para gerar calor, ao contrário da gordura branca. Uma descoberta recente prova que em ambientes mais frios, acelera a atividade da gordura marrom queimando o excesso das gorduras brancas mais rapidamente.

Gordura bege

É bem parecido com a gordura marrom que queima calorias para manter a temperatura corporal. A gordura bege tem a sua origem na gordura branca quando o organismo sofre um estresse saudável com a pratica regular de atividade física.

Gordura subcutânea

Fica localizada sob a pele e não é tão prejudicial como as outras, a atividade física aliada a uma alimentação saudável com baixa caloria, faz com que você mantenha bons níveis dessa gordura.

Gorduras viscerais

É a mais prejudicial para o organismo, fica depositada entre as vísceras (órgãos), está relacionada ao aumento da diabetes, colesterol, infarto, derrame e hipertensão.

O que mais pode levar um indivíduo a obesidade?

  1. Genética – Está relacionada a família;
  2. Costumes – Pais e mães que comem demasiadamente e transfere para seus filhos este vicio de gula;
  3. Ansiedade – Quando a pessoa tem problemas e não consegue resolvê-los, tem mal estar e aflição. Ficam impacientes e acabam descontando na comida;
  4. Depressão – Persiste na perda de interesse por algo, é o mais comum dos transtornos mentais, deixa o indivíduo triste e pessimista. É uma doença tratável;
  5. Síndrome de Cushing – É o aumento de grandes quantidades de cortisol no corpo;
  6. Hipotireoidismo – A glândula não produz quantidade de hormônio suficiente da tireoide (T3 e T4) podendo ganhar peso.

Vantagens de praticar o Pilates na Obesidade

  • Melhora a respiração;
  • Diminui o excesso de gordura;
  • Aumenta a autoestima;
  • Melhora a postura;
  • Melhora o equilíbrio;
  • Força;
  • Flexibilidade;
  • Aumenta o gasto energético;
  • Desenvolve o gosto pela sua pratica regular.

Índice de Massa Corporal (IMC)

Temos um bom parâmetro para diagnosticar a obesidade, o Índice de Massa Corporal (IMC), a Organização Mundial da Saúde (OMS) utiliza uma tabela como referência. Lembrete: esta tabela não é aplicada em crianças. Confira:

  • < 18,5: abaixo do peso
  • 18,5 – 24,9: normal
  • 25 – 29,9: excesso de peso
  • – 34,9: obesidade leve (grau I)
  • 35 – 39,9: obesidade severa (grau II)
  • > 40: obesidade mórbida (grau III).

É uma forma simples de verificar se tem ou não obesidade corporal.

Conclusão

A obesidade é uma doença que precisa ser tratada de forma sistemática. O indivíduo com sobre peso ou obeso, na maioria das vezes precisa de um profissional da saúde para auxiliar nesta tarefa. Acredite, é difícil seguir todos os protocolos para ter uma vida mais saudável, mas é possível.

Pilates é um método de condicionamento físico que visa integrar o corpo de forma eficiente, apresentando grande variedade nos exercícios que podem ser realizados de inúmeras formas:

Deitado, sentado, ajoelhado, de lado, cócoras e em pé que devem sempre ser passados e acompanhados de forma individual, respeitando os limites de cada um, somente desta forma vamos respeitar as dificuldades motoras relacionadas a mobilidade e as articulações.

O praticante do Método Pilates na Obesidade nem sempre chega a exaustão, mas as vezes é preciso.

Pessoas praticando Pilates na Obesidade terão melhores resultados no emagrecimento, qualidade de vida, melhora na mobilidade, descarga de peso, dissociação dos membros superiores e inferiores, melhor ativação do Power House e muito mais.

Antiginástica: Guia Completo sobre a Modalidade

Antiginástica: Guia Completo sobre a Modalidade

Você sabe o que é a Antiginástica?

A antiginástica ou antigym como também é conhecida, é um trabalho corporal feito com movimentos simples, que permitem ao praticante o autoconhecimento do seu corpo.

Fazendo-o entender que todas as partes desse corpo se conectam, buscando então, ativar áreas e estruturas que ao longo do tempo perderam sua mobilidade, sensibilidade ou função.

Quem criou a Antiginástica?

A antiginástica foi criada na década de 70 pela fisioterapeuta francesa Madame Thérèse Bertherat, autora dos livros “O Corpo tem suas Razões” e “O Correio do Corpo”, obras que ficaram mundialmente conhecidas por trazerem em seus capítulos a experiência pessoal e profissional da autora.

Na busca por conhecer ainda mais o funcionamento dessa complexa estrutura que é o nosso corpo, Madame Bertherat passou a enxergá-lo como uma totalidade no qual cada elemento depende do outro.

Seu trabalho com cadeias musculares foi inspirado no trabalho de Madame Françoise Meziérès. Estudou e analisou outras terapias corporais que complementaram seus conhecimentos, contribuindo assim para seus atendimentos e a criação do seu método, a antiginástica.

Madame Thérèse Bertherat, não aceitava que o corpo fosse tratado como uma máquina, para ela não era importante esculpir o corpo, mas sim resgatar a forma natural desse corpo.

No que baseia-se a Antiginástica?

A antiginástica baseia-se no equilíbrio muscular entre a frente e a parte de trás do corpo. Chamamos de cadeia muscular um conjunto de músculos de mesmo sentido e direção que se comportam com um só músculo.

A cadeia muscular posterior é um conjunto de músculos que saem desde a base do crânio até a ponta dos pés. São músculos muito bem organizados e que estão em constante ativação.

Para Madame Bertherat, ao trabalharmos esses músculos hiperativos na forma de alongá-los e relaxá-los, poderemos então, melhorar a ativação dos músculos da cadeia de flexão do corpo.

Uma vez que essa tem a sua ativação mal organizada ou anulada, devido a hiperatividade da cadeia muscular posterior (extensão). “É uma lei fisiológica: uma vez que se relaxa um lado do corpo, o outro se contrai”, explica Thérèse Bertherat.

Com a antiginástica é possível trabalhar a reorganização e o equilíbrio entre essas cadeias musculares, pois uma vez livre de suas tensões, o nosso corpo terá a capacidade de se restabelecer e de se transformar.

Quais os benefícios da Antiginástica?

Em sua obra “O Corpo tem suas Razões” a autora orienta-nos a ouvir o que o nosso corpo tem a dizer, orienta-nos a libertarmos das amarras e tensões que nele colocamos desde o nosso nascimento, para que assim possamos encontrar o equilíbrio e a perfeita harmonia.

Por ser um método que busca o autoconhecimento corporal e seu equilíbrio entre as estruturas, possui inúmeros benefícios para o corpo e a mente, uma vez que a parte emocional também é um fator para a predisposição de dores crônicas ou crenças limitantes.

São inúmeros os benefícios da antiginástica:

  • Diminuição da dor;
  • Melhora nas alterações posturais;
  • Melhora da ansiedade;
  • Sono;
  • Metabolismo;
  • Bem estar físico e mental;
  • Diminuição das tensões relacionadas ao trabalho, esportes ou atividades cotidianas;
  • Melhora das tensões e equilíbrio entres as cadeias musculares;
  • Melhora na mobilidade;
  • Flexibilidade e maior amplitude articular;
  • Entre outros benefícios.

Para as gestante, a antiginástica também pode trazer muitos benefícios para mãe e o bebê.

Como funciona as sessões de Antiginástica?

Por ser um método com movimentos sutis, realizados de acordo com o ritmo de cada aluno, que busca o autoconhecimento corporal e seu equilíbrio, suas sessões podem ser realizadas em qualquer idade.

Diferente das academias ou estúdios de Pilates, uma sessão de antiginástica é realizada em uma sala silenciosa, clara e confortável, sem qualquer tipo de aparelho e com um número pequeno de alunos.

As sessões são realizadas um vez por semana e ministradas por um profissional qualificado e certificado pelo método. Durante a prática da antiginástica, o profissional não toca ou demonstra qualquer movimento, apenas guia seus alunos através de seus comandos.

A proposta do método não é imitar, mas fazer com que o aluno conheça seu corpo, suas limitações, seus movimentos e seus medos, levando a pessoa a refletir por ela mesma.

Etapas de uma sessão de Antiginástica

Para facilitar os movimentos ou ajudar o aluno a perceber e a sentir as diferentes partes do seu corpo, são utilizados acessórios como: bastões de madeira, bolas médias e pequenas, rolos de toalha, almofadas entre outros.

Primeira Etapa

Essa etapa funciona como um teste de realidade. O aluno é colocado em uma situação física precisa e incomum que irá lhe permitir ficar frente a frente com as suas limitações, tensões e seus bloqueios, que até então, poderiam estar passando despercebidos.

A expressão das sensações e emoções desencadeadas por cada movimento, é extremamente importante dentro da antiginástica. A pedagogia do método é parte fundamental para que o aluno comece a conhecer seu corpo.

Segunda Etapa

Nessa etapa serão realizados exercícios com movimentos simples para que o aluno comece a explorar e a conhecer seu corpo. O profissional não irá demonstrar nenhum movimento, apenas guiará seus alunos através de uma comunicação precisa.

São movimentos sutis e que respeitam a fisiologia dos músculos sem forçar sua amplitude, capazes de trabalhar e explorar músculos e estruturas que há tempos permaneciam desativadas ou com pouca função.

Muitas vezes os movimentos são realizados primeiramente apenas de um lado do corpo, permitindo que o aluno observe e sinta a sensação e a diferença do lado que foi trabalho para o outro que ainda não foi.

No decorrer das sessões

Ao longo das sessões da antiginástica, as sensações e experiências descobertas será diferente para cada aluno. Segundo Bertherat “Os músculos têm uma memória, e nesta memória muscular encontra-se toda a história da pessoa, desde o seu nascimento até hoje”.

Progressivamente, nosso corpo vai aprendendo a se libertar das amarras, tensões e bloqueios que ao longo da vida ele se prendeu. Pouco a pouco é possível sentir que os músculos e suas estruturas vão se tornando mais flexíveis, e que seu corpo começa a se reorganizar e se autocurar.

Porque fazer a Antiginástica

Pois é um método que trabalha dentro das leis de um corpo: anatomia, fisiologia e embriologia (músculos, tendões e ligamentos), quanto a parte neurológica, com efeitos sobre o sistema nervoso (parte emocional e novas conexões).

A antiginástica trabalhará na compreensão desse corpo, seu funcionamento e sua capacidade de regeneração e de se autocurar. Com a antiginástica o praticante terá percepção para descobrir músculos que há tempos já não eram ativados.

E aos poucos nosso corpo se adaptará as novas mudanças e reorganizará as conexões desses músculos com o nosso sistema nervoso central, o cérebro.

Conclusão

Encontrada em várias cidades do Brasil e outros países, a antiginástica vem romper alguns padrões da atualidade na busca pelo corpo perfeito. Mas o que é um corpo perfeito?

Para Madame Thérèse Bertherat, a busca por esse corpo “perfeito” inicia-se pela busca em conhece-lo melhor e a respeitar sua fisiologia.

“Sempre nos dizem que é preciso fortificar o corpo, montamos numa bicicleta, nos penduramos num espaldar, corremos até perdemos o fôlego no jogging, empunhamos halteres. Que tristeza! Nossos músculos merecem muito mais do que essa domesticação forçada. O que é preciso fazer é, primeiro abrir os olhos e nos esforçarmos para olhar nosso corpo, a fim de compreendermos como ele funciona.”

Com uma proposta diferente, a antiginástica leva o aluno a conhecer melhor esse corpo que guarda tantos segredos. Conhecê-lo e reequilibrá-lo estruturalmente e emocionalmente é o primeiro passo para qualquer atividade ou exercício físico que leve ao o que é o corpo perfeito para você!


Referências:
Marie Bertherat: A Antiginástica®