Vem conhecer meu Novo Curso: Biomecânica do Pilates!

Vem conhecer meu Novo Curso: Biomecânica do Pilates!

Alguma vez durante uma aula de Pilates você se perguntou se precisamos ativar o assoalho pélvico durante o exercício, ou como podemos avaliar se a musculatura dessa região está rígida ou fraca?

Ou mais além, você já se preocupou em descobrir se seu aluno tem a pressão intracavitária aumentada, se deve ou não fortalecer o abdômen e como fazer para descobrir a PIA dele?

Então, você se preocupa muito com a Biomecânica do Pilates e em saber como os movimentos influenciam diretamente a saúde do seu aluno!

E eu tenho uma ótima notícia: eu, Janaína Cintas, criei um curso exatamente para falar sobre isso e tirar todas as suas dúvidas referente à Biomecânica do Pilates.

Mas eu já te aviso: os conceitos explicados e demonstrados em exercícios transformarão a forma como você vê o Método Pilates e como conduz suas aulas. Pronto? Vamos lá!

Novo Curso: Biomecânica do Pilates!

Mas então,  o que você aprenderá neste curso?

Eu gostaria de começar dizendo que ele é o primeiro e ÚNICO curso de Biomecânica do Pilates e por isso contém vagas limitadas. Isso mesmo, então corre para garantir a sua vaga!

Dominar a Biomecânica te fará entender quando, como e por que fazer (ou não) cada exercício do Método, e essa compreensão científica fará com que você alcance resultados mais rápidos e efetivos para seus alunos!

Além disso, estudar sobre cinemática, dinâmica, estática e outras disciplinas pode afetar a evolução das suas aulas de uma forma que você nem imagina.

Quando você compreende profundamente os conceitos da Biomecânica, você se torna capaz de dar uma aula 100% segura e eficiente para os seus alunos.

Apresentação do Curso

O que tem no Curso?

O que você, profissional do movimento vai encontrar neste curso 100% online?

Além da chance de assistir quando e onde quiser, o curso te fornece informações que eu garanto que você não aprendeu em eventos de Pilates e até na universidade.

Você aprenderá:

  • Análise Biomecânica detalhada dos 34 Exercícios Originais de MAT Pilates
  • Pilates Equipamentos: Aplicabilidade dos Conceitos de MAT
  • Posicionamento Correto da Coluna
  • Novo Conceito de Ativação do Power House
  • Como aplicar Estabilidade X Mobilidade
  • Dicas Mecânicas para facilitar os Movimentos
  • E muito mais!

Bônus Exclusivos

Além de todo o conhecimento necessário para aprimorar e melhorar a evolução das suas aulas e alunos, e esse preço incrível, o Curso de Biomecânica do Pilates ainda vem com 6 bônus exclusivos!

Mas lembre-se: as vagas são limitadas e estão quase acabando, você precisa correr para garantir a sua!

1) Curso Completo de Biomecânica do Pilates em Equipamentos

Material completo com informações avançadas sobre o tratamento de patologias em desvios posturais com o Método Pilates.

2) Atualização do Power House 2018

Módulo especial com conceitos atualizados (estudos de 2018) sobre a utilização do Power House no Método Pilates.

3) Livro Digital “A Ciência do Pilates” escrito por Janaína Cintas

Você receberá a versão digital do exemplar “A Ciência do Pilates: Como Otimizar suas Aulas de Pilates pela Biomecânica”, com 203 páginas escritas por mim, que contém teoria e prática!

4) Livro Digital “Pilates nos Desvios Posturais”

Material completo com informações avançadas sobre o tratamento de patologias em desvios posturais com o Método Pilates.

5) 4 Aulas Bônus (Online e Ao Vivo) Exclusivas para Alunos

Para conversar e tirar dúvidas frente a frente comigo. Estou pronta para responder tudo o que você queira saber sobre o Curso e sobre a Biomecânica do Pilates!

6) 2 Aulas Extras: Avaliação da PIA e Avaliação Postural

Conteúdo exclusivo muito procurado entre instrutores de Pilates e Educadores Físicos. Você receberá duas aulas completas com todo o conteúdo para você aplicar nas suas avaliações.

Valores

Concluindo…

E então, o que você achou do novo Curso de Biomecânica do Pilates?

Com tanta informação importante e necessária para o profissional do movimento é impossível ficar de fora, certo? Então não perca tempo e corre garantir a sua vaga, porque elas são limitadas.

Basta clicar no botão abaixo e se inscrever!

Tudo o que você precisa saber sobre a Histologia do Sistema Fascial

Tudo o que você precisa saber sobre a Histologia do Sistema Fascial

Vamos entender mais sobre o sistema fascial?

A Fáscia é composta fundamentalmente de “tecidos conectivos fibrosos, moles, colágenos, soltos e densos que permeiam (ou seja, são espalhados por todo o corpo)”.

Esta parte da definição é baseada no reconhecimento histológico estabelecido do tecido conjuntivo como tipo de tecido básico, que é anatomicamente subdividido em três categorias de tecido conjuntivo embrionário:

  1. Mesênquima
  2. Tecido Conjuntivo Mucoso
  3. Tecido Conjuntivo Propriamente Dito (Tecido Conjuntivo Solto e Denso)
  4. Tecido Conjuntivo Especializado (Sangue, Osso, Cartilagem, Tecido Adiposo, Tecido Hematopoiético, Linfático) (Ross e Pawlina, 2011)

A partir desta perspectiva classificatória, a fáscia é geralmente considerada como uma forma de tecido conjuntivo propriamente dito, embora sua sub-identificação específica como tecido conjuntivo solto e / ou “regularmente” ou “irregularmente” tenha disposição no tecido conjuntivo denso ainda não foi esclarecida.

O uso desta definição dos tecidos conjuntivos plurais reconhece que, em estudos histológicos, o sistema fascial é constituído por vários tipos de tecido conjuntivo, e não apenas um, por exemplo: areolar, denso regular/irregular e adiposo.

Novamente, o termo colágeno que contém distingue deliberadamente a fáscia do músculo, que é frequentemente categorizado separadamente como outra forma “especializada” de tecidos moles.

Esta referência geral ao colágeno inclui implicitamente os Tipos I e III, e deixa a porta aberta para qualquer outro colágeno que possa (no futuro) se caracterizar significativamente neste amplo grupo de tecidos.

Sistema Fascial: Formação da Fáscia

Dentro do sistema fascial, a fáscia é constituída de proteínas, tendo como sua principal constituição o colágeno.

Ele é uma proteína produzida pelo nosso organismo desde o nascimento e um dos mais importantes para a manutenção dos blocos de sustentação dos tecidos conjuntivos, responsável pela manutenção de sua estruturação matricial e força. Porém, sua produção começa a diminuir perto dos 28 anos de idade e, sobretudo, depois dos 35, diminui cerca de 1% ao ano.

Aos 50 anos, o organismo chega a apenas 35% do colágeno necessário para executar sua principal função, e começa a se utilizar do colágeno produzido até os 28 de idade de forma abundante, colágeno este que fica armazenado.

Esse processo leva à perda da elasticidade e firmeza do conjuntivo em geral, essa proteína participa ativamente da construção e constituição dos ossos, músculos, cartilagens, cabelos e unhas, por isso os benefícios do colágeno para a saúde são tão conhecidos.

Aliás, o colágeno representa cerca de 25% de toda proteína que existe em nosso corpo e sua função é dar sustentação às células, deixando-as firmes e juntas. Tem papel importante para a saúde em geral da fáscia, sendo seu principal componente proteico, fundamental para o funcionamento de todo tecido conjuntivo do sistema fascial.

 Tipos de Colágeno

  • Colágeno Hidrolisado: Passa por um processo de hidrólise, ou seja, é quebrado em partículas menores para ser absorvido mais facilmente e ter melhor aproveitamento pelo organismo.
  • Colágeno Tipo 2: É o mais abundante nas cartilagens.
  • Pepto Colágeno: É um colágeno altamente hidrolisado, que chega aos peptídeos de colágeno (conjunto de aminoácidos), ou seja, moléculas ainda menores e de mais fácil absorção. Diversos estudos apontam que o colágeno na forma de peptídeos possui benefícios potencializados.

Hidratação e Renovação

É essencial perceber que cerca de dois terços do volume de tecidos do sistema fascial é constituído por água.

Durante a aplicação da carga mecânica – seja de forma esticada ou através de compressão local – uma quantidade significativa de água é expulsa das zonas mais estressadas, semelhante à espremendo uma esponja (Schleip et al., 2012a). Com o lançamento que se segue, esta área é novamente preenchida com novo fluido, que vem do tecido circundante, bem como a rede vascular local.

O tecido conjuntivo tipo esponja pode faltar hidratação adequada em locais negligenciados. A aplicação do carregamento externo aos tecidos fasciais pode resultar em uma hidratação atualizada desses lugares no corpo (Chaitow, 2009).

Muitas patologias – como condições inflamatórias, edema ou o aumento de acúmulo de radicais livres e outros produtos de resíduos tende a acompanhar uma mudança para uma maior porcentagem de água em massa dentro da substância moída.

As indicações recentes de Sommer e Zhu (2008) sugerem que quando o tecido conjuntivo local é espremido como uma esponja e subsequentemente reidratado, algumas das anteriores zonas de água em massa podem então ser substituídas por moléculas de água ligadas, o que poderia levar a uma hidratação mais saudável para a fáscia.

Fáscia Sólida

O colágeno compõe mais do que os 30% da massa protéica no corpo humano.

Sua apresentação mais comum é a fibrila de colágeno, composta de cerca de 300 nm de tropocolágeno (hices triplas polipepticas). A fibrila é altamente organizada e fornece o quadro para a matriz extracelular (MEC), tendões, ossos e outras estruturas de suporte. Fibrilas de colágeno se assemelham a auto-montagem cabos em escala nanométrica.

A biossíntese do colágeno ocorre graças a diferentes tipos de células, dependendo no tipo de tecido. Por exemplo, os osteoblastos formam colágeno nos ossos, enquanto fibroblastos formam colágeno em tendões. Existem diferentes tipos de conectivos tecido, classificado de acordo com alguns critérios morfológicos e funcionais.

Nós achamos tecidos conjuntivos densos (fibrosos ou elásticos), onde o colágeno é organizado em regular e estruturas irregulares, e solto conectivo estruturas irregulares, e solto conectivo tecidos (fibrosos, reticulares ou elásticos), que se destaca por causa da abundância de substâncias amorfas em comparação com quantidade de componentes fibrosos.

Em tecido conjuntivo denso, encontramos principalmente colágeno tipos I, III, XII e XIV, e elastina, enquanto em tecido conjuntivo frouxo, encontramos colágeno tipos I, III, IV, V, VII, XII e XIV.

Fibroblastos são o principal componente celular de tecidos conjuntivos e separam os componentes da MEC, como colágeno e matriz, glicosaminoglicano (GAG), elástico e fibras reticulares e glicoproteínas. Os fibroblastos comunicam-se entre si e são fundamentais para a gestão percebida e produção de tensão.

Eles possuem um papel fundamental na transmissão de tensão, e pode afetar dinamicamente a tensão mecânica, remodelando rapidamente seus citoesqueletos. O citoesqueleto de fibroblastos é feito de microtúbulos, nomeadamente filamentos de actina e filamentos intermediários.

Especificamente, a flexibilidade da actina permite que os fibroblastos se adaptem mais rapidamente na presença de compressão forças, devido ao alongamento da fáscia.

Se a informação mecânica estiver presente por um curto período, a variação morfológica é reversível, e o citoesqueleto do fibroblasto pode ser restaurado ao seu estado original.

Os fibroblastos desempenham um papel significativo e ativo na estimulação dos processos inflamatórios, porque eles são responsáveis pela limpeza, reparação, e substituindo os elementos do fascial continuam o que foram e são afetados por traumas.

Cerca de 70% dessas fibrilas são constituídos por colágeno tipo I, III e IV, e cerca de 20% por elastina, com cerca de 4% lípidos. Os microvacuados são ricos em água, graças às propriedades hidrofílicas dos lípidos e, em particular, de proteoglicanos (aproximadamente 72%).

O núcleo destas moléculas é uma proteína com uma ou mais ligações covalentes com polissacarídeos (glicosaminoglicanos – GAGs); o negativo carga de GAGs atrai moléculas de água, facilitando sua passagem pela membrana assegurando a hidratação.

A hidratação ajuda a manutenção da pressão e do volume. Os tecidos conjuntivos são derivados do mesênquima. Durante o desenvolvimento do embrião, os tecidos conjuntivos provavelmente influenciam a morfogênese das estruturas que eles irão conter e conectar.

Mesênquima embrionário ou embrionário mesênquima conectivo ou indiferenciado tecidos são feitos de forma de estrela ramificada células com alta taxa mitótica (alta capacidade reprodutiva); elas são consideradas células-tronco pluripotentes, porque eles têm a capacidade de diferenciar em tecidos diferentes.

O mesênquima é a fonte não só de muitas estruturas conectivas, mas também de estruturas estromais células-tronco. Ao longo do curso do processo de desenvolvimento, eles ocupam os espaços entre camadas de germes, conectando várias estruturas, e constituindo o estroma de órgãos.

O mesênquima está presente e deriva das três camadas embriológicas (ectoderme, mesoderme, endoderme) e a partir delas, a fáscia que faz parte da cabeça (músculos, ossos, pele, e assim por diante) e parte da coluna cervical derivam do mesoderma e do ectoderma.

Os tecidos fasciais são descritos como em camadas, mas é um hábito generalizado que vem de dissecção anatômica. As camadas são inseparáveis e eles se movem e respondem, reagem em uníssono à presença de informação mecânica e/ou metabólica.

Fáscia Líquida

Sangue e linfa que derivam da mesoderme e são considerados tecidos conectivos. Vasos sanguíneos e linfáticos são estruturas fasciais sólidas; o que eles carregam é fáscia líquida.

Além da sua função nutritiva, o sangue também fornece uma importante comunicação dos vários órgãos uns com os outros com hormônios mediadores químicos, garantindo a integração das funções do organismo.

É o veículo das células imunes e plaquetas, e pode chegar a lugares onde sua presença é necessário (por exemplo, áreas de inflamação), de anticorpos e proteínas de o sistema de coagulação e das numerosas proteínas de transporte (como as lipoproteínas, transferrina, ceruloplasmina e albumina) a quais os compostos insolúveis em água que circulam no sangue são anexados.

O sangue é um líquido que pode ser vermelho rubi (limpo), ou vermelho purpúreo (sujo). Sua viscosidade está ao redor quatro vezes maior que a viscosidade da água, seu peso específico é de 1.041-1.062 g / cm. isto perfaz cerca de 7,7% do corpo humano peso, sua temperatura é em torno de 37/38 ° C e varia dependendo do interno e externo fatores) e seu pH (nas artérias) é de 7,38-7,42 (o pH de uma solução salina ideal deve ser 7.383).

Nos homens, é feito de um líquido parte (55%) chamada plasma, e um corpuscular parte (45%) que consiste em células ou células fragmentos (valores médios para um adulto saudável masculino).

Nas mulheres, a parte líquida ocupa 60% e a parte corpuscular ocupa 40%. Essa relação é chamada de hematócrito e avalia o volume de elementos sanguíneos corpusculares em condições normais.

Plasma é um líquido amarelo pálido composto por água (90%), substâncias orgânicas e sais dissolvidos (10%). O sangue é um tecido conjuntivo, composto em sua consistência de células e fragmentos de células em suspensão em matriz extracelular de composição complexa. Dentro sangue, existem dois componentes diferentes que podem ser separados por centrifugação: matriz fluida chamada plasma e corpúsculos, que são células ou fragmentos celulares.

Corpúsculos são de três tipos:

  1. Eritrócitos
  2. Plaquetas
  3. Leucócitos

Apenas leucócitos são células completas. Os eritrócitos são células anucleadas e plaquetas são células de fragmentos. Os eritrócitos estão presentes em quantidades que os outros elementos, pelo fato que influenciam o valor do hematócrito muito mais do que os leucócitos ou plaquetas, que perfazem cerca de 1% do volume total.

Eritrócitos, assim como os outros elementos, são gerados por haste pluripotente células localizadas na medula óssea, particularmente nas costelas, esterno, pelve e vértebras. Existem diferentes tipos de leucócitos.

Os granulócitos são caracterizados pela presença de grandes grânulos no citoplasma. Eles são visíveis sob um microscópio óptico, e depois de colorir pode ser dividido em neutrófilos (com uma afinidade ao neutro coloração), eosinófilos (afinidade ao ácido coloração), eosinófilos (afinidade ao ácido coloração) e basófilos (afinidade para coloração).

Linfócitos, que incluem linfócitos T, linfócitos B e naturais células assassinas, participam de papéis de defesa: eles reconhecem um agente patogênico e o ataca. Esta segmentação implica quase sempre a produção de proteínas que circulam no sangue, chamadas anticorpos.

Os monócitos são os maiores leucócitos, caracterizados por um grande núcleo em forma de ferradura. O sistema linfático remove eficazmente o excesso de fluidos intersticiais, solutos e várias células, orientando-as para a corrente sanguínea, mantendo o volume de fluidos de plasma e intersticial em constante equilíbrio.

O sistema linfático origina do tecido intersticial chamado “inicial linfáticos”, pequenos capilares delimitados endotélio e embasamento descontínuos membrana, oferecendo resistência ao fluxo de fluidos e substâncias (hidrófilos moléculas, células, vírus e bactérias). Eles anexam-se à superfície externa das células através fibrilas de colágeno (colágeno tipo VII).

Este colágeno permite a transmissão de forças mecânicas em direção ao lúmen do vaso linfático; existem contrações autônomas, graças à presença de filamentos semelhantes à actina. Estes linfáticos iniciais se tornam mais largos, criando ductos coletores que consistem em colágeno e células musculares lisas e fibras elásticas.

Vasos linfáticos têm seu próprio tom e, provavelmente, sua própria contração intrínseca autonômica; de acordo com dados recentes, eles também exibem sensibilidade para variação de fluxo (funções sensoriais). Eles estão cercados por nervos do sistema autônomo (principalmente fibras simpáticas), o que poderia ajudar a coordenar o transporte linfático.

Conclusão

Como vimos, no sistema fascial, a fáscia é uma janela infinita de informações novas que se abrem ante nossos olhos, e com certeza, esse tecido fascinante, está só começando a aparecer perante nossas profissões do movimento.

 

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Como podemos Melhorar os Problemas da Marcha em Idosos?

Como podemos Melhorar os Problemas da Marcha em Idosos?

Como resultado dos problemas da marcha há uma maior incidência de lesões e quedas nessa população. A queda em especial é um problema comum e preocupante porque está relacionada ao aumento da morbidade e mortalidade na terceira idade.

Para entender como esses episódios são comuns, estima-se que entre 25% e 40% das quedas anuais aconteçam com idosos. Do total de quedas que afetam idosos, 6% causaram fraturas e 5% levam a outros tipos de lesões.

Depois de uma queda, a tendência é que o idoso volte a cair, tornando-se o que a literatura chama de caidores recorrentes. Cerca de 50% dos idosos que sofrem quedas voltam a cair posteriormente, o que aumenta a probabilidade de desenvolver lesões e fraturas graves.

Um grande agravante relacionado à queda durante a marcha em idosos é a osteoporose. Essa doença causa perda gradual de massa óssea, tornando os ossos mais frágeis e fáceis de fraturar. Mesmo uma queda pequena pode gerar uma fratura grave por conta da fragilidade das trabéculas ósseas.

Em muitos casos, as estruturas corporais não conseguem suportar a carga axial do corpo (massa corporal do indivíduo), e um exemplo disso, é que faz-se muito comum a fratura da cabeça do fêmur ocorrer espontaneamente, antes mesmo, da queda.

É comum indivíduos idosos apresentarem lesões ou problemas da coluna vertebral causados por micro lesões nas vértebras com osteoporose. Por isso, qualquer impacto nesses indivíduos é um possível causador de lesão. Lembrando aqui, que o maior número de fraturas em vértebras osteopênicas se dá durante o abdominal do tipo crunch.

Obviamente, um idoso que sofreu uma queda e consequentemente fratura ou lesão sofre com diversas consequências. A cinesiofobia é uma delas, o medo de sofrer uma nova queda faz com que o idoso se movimente menos, até mesmo andar pela sua própria casa. Pequenos fatores e diferenças de terreno são o suficiente para causar desequilíbrio.

O indivíduo torna-se extremamente dependente, por suas dificuldades para caminhar. Ele também deixa de praticar atividades físicas e se isola socialmente, aumentando as chances de desenvolver desequilíbrios psicológicos.

Alterações e Problemas da Marcha em Idosos

Cerca de 55% das quedas em idosos acontecem por conta de consequências da marcha. Para compreender como isso acontece, precisamos primeiro entender os fatores envolvidos na marcha.

Basicamente, essa é uma série de movimentos rítmicos que realizam a locomoção progressiva do corpo para a frente. Para isso, o corpo reage a forças externas através da ação de:

  • Músculos
  • Ossos
  • Ligamentos
  • Tendões
  • Cápsulas Articulares

Durante o processo de envelhecimento a pessoa costuma diminuir a velocidade da marcha. O grande culpado é a perda da capacidade de flexibilização e mobilidade do corpo.

Para manter-se mais estável, o idoso tende a manter uma passada menor e ficar por muito mais tempo na fase de duplo apoio, o que é extremamente perigoso, pois não tendo mobilidade, não consegue realizar seu reequilíbrio trazendo-o para dentro do polígono de sustentação.

Alguns indivíduos perdem parte de seu controle motor, o que leva a uma variação no tamanho das passadas e período do tempo de apoio duplo durante a marcha.

Um estudo com 52 idosos relatou que esse seria um fator de risco importante que aumenta a chance de quedas nos indivíduos idosos. Portanto, além de buscarmos melhorar a mobilidade articular e a flexibilidade muscular, também precisamos melhorar o controle motor e postural relacionado à marcha.

O envelhecimento também leva a alterações biomecânicas significativas. A perda de mobilidade está especialmente relacionada à probabilidade de quedas e lesões. Idosos caidores tendem a ter uma menor mobilidade de quadril ou tornozelo. Isso também aumenta as chances de desenvolver lesões ou patologias articulares.

A falta de mobilidade de tornozelo também está relacionada à perda de estabilidade.

A fraqueza muscular é outro evento que ocorre durante o envelhecimento e que prejudica, sendo um dos problemas da marcha. Idosos perdem força muscular e massa muscular conforme a idade avança. Assim, eles perdem a estabilização articular realizada por essas estruturas e têm maior dificuldade para se mover.

Na marcha, os músculos gastrocnêmio e sóleo estão entre os principais prejudicados. Essas musculaturas garantem estabilidade para o corpo durante todo o ciclo da marcha e também estão envolvidas na transferência de forças que impulsionam o corpo à frente.

Alterações Visuais em Idosos

Além de estarmos atentos aos problemas da marcha na terceira idade, também devemos ter em mente a probabilidade de alterações visuais nessa fase da vida.

Um idoso geralmente não é capaz de enxergar com tanta clareza quando um indivíduo jovem.

Isso faz com que ele tenha maior dificuldade de identificar obstáculos no seu caminho e realizar as compensações posturais necessárias para manter a estabilidade dinâmica.

Tratamento para Melhorar os Problemas da Marcha em Idosos

Ao contrário do que alguns pensam, idosos devem praticar atividades físicas para melhorar e garantir sua qualidade de vida. Muito de nosso tratamento estará focado em recuperar a independência, mobilidade e estabilidade do aluno na terceira idade.

Devemos utilizar exercícios que consigam melhorar seu controle postural e motor, permitindo realizar as alterações necessárias para prevenir quedas.

Além disso, o profissional do movimento deve identificar quais são as estruturas comprometidas e sem mobilidade no corpo do idoso. Depois de descobrir as disfunções, focamos em recuperar a mobilidade, que eventualmente proporcionará uma melhor marcha para o indivíduo.

O Pilates é um método excelente para trabalhar todas as habilidades que a terceira idade precisa. Sua prática está relacionada à melhora na força muscular, mobilidade e estabilidade, além de melhor equilíbrio e propriocepção.

Assim, o idoso consegue melhorar sua marcha, evitar quedas e recuperar a independência. Devemos ficar muito atentos também, a confusões mentais e disfunções da orientação espacial.

Conclusão

Conforme o corpo envelhece encontramos uma série de problemas da marcha, assim como outros.

A partir da quarta década de vida o indivíduo começa a perder massa e força muscular e a desenvolver problemas de controle motor e ajustes posturais. Inicialmente, essas alterações podem ser imperceptíveis, mas pessoas acima dos 60 anos as percebem bem.

Todas as alterações no corpo do idoso levam ao surgimento de problemas da marcha.

Indivíduos mais velhos têm maior dificuldade de andar, diminuindo a velocidade e tamanho da passada. Além disso, seus músculos não possuem força ou controle o suficiente para proporcionar a estabilização necessária para prevenir quedas.

Portanto, devemos sempre dar muita atenção aos nossos alunos idosos. Eles precisam da atividade física para melhorar sua vida cotidiana, ganhar independência, recuperar autoestima e melhorar sua vida social. Os exercícios utilizados em aula têm sempre como objetivo garantir essas melhorias para a vida do indivíduo e ainda prevenir lesões e fraturas.

Bibliografia
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  • https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/view/102265
  • http://www.redalyc.org/pdf/4038/403838778005.pdf
  • KIRKWOOD, R.N.; ARAÚJO, P.A.; DIAS, C.S. Biomecânica da marcha em idosos caidores
  • Uma revisão da literatura. R. bras. Ci e Mov. 2006; 14(4): 103-110.
Você sabe a Importância da Biomecânica da Vértebra?

Você sabe a Importância da Biomecânica da Vértebra?

A coluna vertebral é constituída da vértebra, que são pequenos segmentos. Cada um deles é formado por um anel oco posteriormente, que é o arco neural ou vertebral, além de processos ósseos. O suporte do peso da coluna é realizado pelo corpo vertebral.

Essa porção é mais volumosa e é feita de tecido esponjoso e também uma camada de osso compacto. A região anterior da vértebra possui um segmento cilíndrico irregular e suas faces superiores e inferiores são aplanadas. Elas também têm um contorno saliente que auxilia na implantação do disco intervertebral.

A face anterior da vértebra é limitada pelos lábios superiores e inferiores. Eles também fornecem inserção para o ligamento longitudinal anterior. A face posterior é uma estrutura côncava no sentido transverso com um orifício que limita o forame vertebral. Ela é utilizada para fixar o ligamento longitudinal posterior.

Por último, a face posterior é côncava no sentido transverso. Também tem orifício para limitar o forame vertebral e fixa o ligamento longitudinal posterior. Outra estrutura da vértebra é o arco vertebral, que possui:

  • 2 Pedículos
  • 4 Processos Articulares
  • 2 Processos Transversos
  • 1 Processo Espinhoso

Como funcionam as Unidades Funcionais?

A vértebra em si possui pouca mobilidade.

Além dela existem as unidades funcionais, que é o conjunto de duas vértebras separadas pelo disco intervertebral. O disco é responsável por suportar o peso da coluna e do corpo. É graças a ele que a estrutura vertebral pode realizar movimentos de inclinação, rotação e balanceio.

O tecido contido dentro da coluna vertebral é sensível. Quando ocorrem lesões, estresse ou irritação ele gera dor no paciente. Imagino que você já sabe como dores na coluna são um caso comum nos Studios de Pilates e consultórios de fisioterapia.

As vértebras que formam a unidade funcional são separadas por um disco intervertebral. Essas são articulações do tipo sínfise, que possuem discos fibrocartilaginosos intercalando. Eles são projetados para suportar peso e resistência que ocorrem com o movimento.

São os discos intervertebrais que absorvem os choques que o corpo realiza.

Quando o tronco está ereto são as diferenças de espessura das partes anterior e posterior do disco que geram as curvaturas fisiológicas da coluna. Portanto, é graças a seu bom funcionamento que existem a curvatura lombar, torácica e cervical.

A composição do disco intervertebral é:

  1. Uma parte fibrosa externa – composta de lamelas concêntricas de fibrocartilagem, denominada de anel fibroso.
  2. Uma massa central e gelatinosa – o núcleo pulposo.

O anel fibroso é uma estrutura composta por ao redor de 90 faixas de tecido de colágeno que são ligadas entre si. Essas fibras do anel são dispostas em camadas, elas aparecem de maneira parecida ao que existe numa cebola. As camadas envolvem o núcleo do disco intervertebral.

Quando observadas lateralmente, as fibras estão dispostas fazendo com que a primeira camada vá em direção oblíqua da vértebra. Na mesma vista, a segunda camada vai de uma vértebra a outra em direção oposta. Assim, as camadas se cruzam e entrelaçam para fortalecer o anel do disco e permitir o movimento em qualquer direção.

Quase todo o núcleo do disco intervertebral é composto de 90% de água, pelo menos enquanto ele ainda é jovem e saudável. Todo o resto é feito de colágeno e proteoglicanos, que são materiais especializados para atrair água quimicamente.

Observando o aspecto mecânico do anel fibroso percebe-se que ele atua como uma mola em espiral. Sua tensão mantém os corpos vertebrais unidos contra a resistência do núcleo pulposo. O núcleo pulposo possui uma função diferente, servindo como um gel incompressível.

Diferentes Tipos de Vértebra

A estrutura que observamos até agora é conhecida como vértebra padrão. Ela sofre alterações de acordo com o segmento da coluna no qual está localizada para se adaptarem melhor a suas funções.

A coluna cervical e lombar, por exemplo, possuem mais mobilidade. Suas vértebras são adaptadas para isso. Para entender como essas alterações funcionam é preciso falar de cada segmento da coluna vertebral.

Coluna Cervical

Já sabemos que o corpo vertebral normalmente possui uma forma cilíndrica com todas as estruturas que mencionei anteriormente.

A região cervical é um pouco diferente e possui uma forma retangular. Suas extremidades laterais se prolongam para cima e formam um unco, as formas inferiores são incisadas para conseguirem um ajuste articular perfeito.

A forma das vértebras cervicais é responsável por fornecer estabilidade para a região. Isso é importante já que a região cervical possui naturalmente mais mobilidade. Os processos espinhosos da vértebra são maiores na parte inferior da coluna cervical.

Essa alteração limita os movimentos de extensão do pescoço. A C7 possui o maior processo espinhoso da coluna cervical.

Existem duas vértebras atípicas que são responsáveis pela mobilidade da coluna cervical. Elas são o atlas e o áxis da cervical. Elas não possuem disco intervertebral, produzem movimentos de:

  • Rotação
  • Flexo-Extensão
  • Lateralização

Isso é comprovado pela possibilidade de flexionar a cabeça em 35º sem precisar da participação do pescoço. Em pacientes que realizam cirurgias cervicais os estabilizadores são retirados, inserindo hastes em algumas vértebras. Por isso a amplitude de movimento total fica prejudicada, mas ainda é possível fazer movimentos.

Os discos que estão localizados entre C2 e C7 são responsáveis pelos movimentos de flexo-extensão e lateralização, também podem realizar um pouco de rotação.

Coluna Torácica

Apesar de poder realizar todos os movimentos, a coluna torácica possui menor amplitude de movimento e mobilidade.

Isso acontece por causa da conexão com a caixa torácica, que é diminuída entre TI e TVII. É nessa região que encontra-se a fixação com escápulas e costelas. As estruturas formam um arco costal junto ao esterno, que está localizado anteriormente.

A mobilidade é maior entre TXI e TXII porque não existe conexão com o esterno.

Coluna Lombar

As vértebras lombares possuem corpos vertebrais um pouco maiores. O tamanho é necessário para possibilitar maior suporte para a carga axial de toda a coluna. Seus movimentos incluem a flexo-extensão, inclinação e um pouco de rotação.

Mas a mobilidade para rotação é bastante diminuída. Esses movimentos são essenciais para a anatomia e biomecânica da coluna vertebral.

A transição entre TXII e L1 também possui essa rotação. Tome cuidado com movimentos de rotação nessas regiões para seus alunos. Eles podem ser realizados, mas precisamos nos certificar de que as cadeias musculares estão completamente livres.

Conclusão

A coluna vertebral é composta por estruturas chamadas de vértebras que possuem a função de garantir mobilidade, estabilidade e proteção. Entre elas encontramos os discos intervertebrais, que absorvem o impacto gerado pelo movimento.

Quando existem compensações nas cadeias musculares, essas são as primeiras estruturas a sofrer com isso.

Compreender perfeitamente a biomecânica da coluna vertebral é parte do trabalho de qualquer profissional do movimento. Quer continuar aprendendo? Confira meu artigo completo sobre a biomecânica da coluna vertebral.

 

Bibliografia
● Liem, T. A. T. Still’s Osteopathic Lesion Theory and Evidence-Based Models Supporting the Emerged Concept of Somatic Dysfunction. JAOA 2016, 116 (10): 654-661.
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● Puntos gatillo y cadenas musculares funcionales en osteopatía y en terapia manual / Trigger Points and Muscle Chains in Osteopathy and Functional Manual Therapy (Espanhol) Capa Comum por Philipp Richter (Autor),‎ Eric Hebgen (Autor)
● Cadeias Musculares do Tronco Janaina Cintas
● LIZIER, D. T.; PEREZ, M. V.; SAKATA, R. K. Ejercicios para el Tratamiento de la Lumbalgia Inespecífica. Rev. Bras Anestesiol, v. 62, n. 6, nov./dez. 2012. MACHADO, G. F.; BIGOLIN, S. E. Estudo comparativo de casos entre a mobilização neural e um programa de alongamento muscular em lombálgicos crônicos. Fisioter. Mov., Curitiba, v. 23, n. 4, p. 545-554, out./dez. 2010.
● MOREIRA, M. R. et al. Estudo da estabilização lombar através da utilização stabilizer como instrumento de biofeedback de treinamento muscular. In: ENCONTRO LATINO AMERICANO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 9; ENCONTRO LATINO AMERICANO DE PÓS-GRADUAÇÃO, 5., 2011. Paraíba. Anais eletrônicos… Paraíba, 2011.
Por que aplicar o Treinamento da Fáscia durante as Aulas?

Por que aplicar o Treinamento da Fáscia durante as Aulas?

O treinamento de tecido conjuntivo deveria ser parte das suas aulas.

Isso porque ele pode trazer incríveis ganhos de desempenho e, em especial, auxiliar na prevenção de lesões. Aprenda nesta matéria como o treinamento da fáscia deve ser feito em aula.

Vamos lá?

O que é o Treinamento da Fáscia?

Em esportes convencionais vemos o treinamento de fibras musculares, condicionamento cardiovascular e coordenação neuromuscular. Apesar de serem treinamentos essenciais, eles não chegam perto de serem o suficiente para prevenirem lesões esportivas. Já mencionei o assunto em outro artigo a respeito do treinamento fascial para atletas.

A maioria das lesões que acontecem no esporte são por sobrecarga. Além disso, elas ocorrem em elementos da rede fascial do corpo. Portanto, durante o treinamento esportivo acabamos sobrecarregando estruturas fasciais que não foram treinadas.

O que chamamos de rede fascial é uma rede tensional de tecido fibroso composta por:

  • Envelopes Musculares
  • Aponeuroses
  • Ligamentos
  • Tendões
  • Outros

Conforme conseguimos estimular esses tecidos, os fibroblastos adaptam sua morfologia continuamente, mas lentamente. Por isso, é necessário utilizar uma abordagem de treinamento que seja direcionada ao trabalho fascial.

Tal metodologia deve incluir a utilização de:

  • Retrocessos Elásticos
  • Contra-Movimentos Preparatórios
  • Alongamento Lento e Dinâmico
  • Práticas de Reidratação
  • Refinamento Proprioceptivo

O treinamento da fáscia precisa ser praticado uma ou duas vezes por semana. Nós queremos produzir um corpo fascial mais resiliente que começará a surtir efeitos em 6 a 24 meses.

Esse corpo facial fortalecido ajudará nossos alunos atletas ou não atletas na prevenção de lesões e problemas musculoesqueléticos.

O que é Fáscia?

Ok, já conseguimos compreender que realizar o treinamento da fáscia auxilia o desempenho e prevenção em nossos alunos. Mas para começar a realizá-lo ainda precisamos entender o sistema fascial.

A fáscia é uma rede de tensão que recobre todo o corpo. Ela é formada pelos tecidos conectivos moles, colágenos e fibrosos. Sua arquitetura fibrosa é predominantemente moldada por tensão ao invés de compressão.

Podemos descrever a fáscia como uma rede contínua que envolve e conecta todos os músculos e órgãos. Apesar de todos os tecidos fibrosos serem parte do sistema fascial, é possível perceber uma distinção local de diferentes elementos de tecidos, como aponeuroses e ligamentos.

Algumas áreas que estão próximas a articulações também possuem transições entre diferentes tipos de tecido.

Anteriormente utilizava-se terminologias anatômicas que restringiam a abrangência do termo “fáscia”. Segundo essa denominação, a fáscia se restringia a folhas densas de tecido conectivo que tinham arquitetura similar a uma rede ou aparentemente irregular.

Congressos internacionais de pesquisa da fáscia mais recentes determinaram uma nova proposta de denominação da fáscia. Eles continuam a honrar essa proposta antiga através do termo “fáscia adequada”.

A nova denominação permite uma orientação perceptual que também inclui outros tecidos fibrosos.

Características dos Tecidos Fasciais

Os tecidos faciais diferem em termos de densidade e alinhamento direcional das fibras de colágeno.

A fáscia superficial, por exemplo, se caracteriza por uma densidade solta e alinhamento multidirecional ou irregular de fibras. Já os tendões ou ligamentos mais densos possuem fibras principalmente unidirecionais.

Os tipos de fáscia intramuscular e sept, perimísio e endomísio podem expressar diferentes graus de direcionalidade e densidade. O mesmo ocorre com a fáscia visceral, incluindo tecidos moles como o omentum majus e folhas mais duras, como o pericárdio.

O arranjo da fáscia também depende do histórico de carregamento local. A fáscia pode se adequar e demonstrar um arranjo bidirecional ou multidirecional.

Aplicações Práticas do Treinamento da Fáscia

Quer aprender a aplicar o treinamento da fáscia em aula?

Ele consegue auxiliar muito nossos alunos, especialmente os praticantes de esportes. Um corpo fascial bem treinamento pode desempenhar movimentos de maneira mais eficiente. Ao mesmo tempo, conseguimos uma excelente prevenção de lesões.

Mecanismo de Catapulta: Recuo Elástico de Tecidos Fasciais

Cangurus são capazes de pular muito mais alto do que conseguimos explicar através da contração dos músculos das pernas. Ao realizar um exame mais minucioso, cientistas descobriram o chamado “mecanismo de catapulta”.

De acordo com esse mecanismo, os tendões e a fáscia de membros inferiores serviriam como o elásticos de borracha. Para realizar os saltos surpreendentes eles fariam o lançamento dessa energia armazenada.

O mesmo ocorre em outros animais, como as gazelas. Elas também são capazes de saltar impressionantemente e correr, apesar de não terem musculaturas especialmente poderosas. Na verdade, elas geralmente são consideradas bastante delicadas, o que torna o mecanismo de catapulta ainda mais interessante.

O tecido fascial possui uma grande capacidade de armazenamento elástico. Exercícios oscilatórios regulares, como a corrida rápida diária, induzem a maior capacidade de armazenamento nos tecidos tendinosos de ratos, por exemplo.

Exames de ultrassom de alta resolução descobriram uma orquestração semelhante de carga entre músculo e fáscia no movimento humano. As fáscias humanas têm uma capacidade de armazenamento cinética semelhante a de cangurus e gazelas.

Isso não é usado somente para pular ou correr. Na verdade, até uma caminhada simples envolve parte significativa da energia do movimento da elasticidade que descrevi acima. Tal descoberta exige uma revisão ativa de princípios longamente aceitos no campo da ciência do movimento.

Anteriormente, imaginava-se que em movimentos articulares musculares ocorria uma diminuição dos músculos envolvidos. Assim, essa energia passava por tensões passivos levando ao movimento articular.

Essa forma clássica de transferência de energia permanece verdadeira. Ela se aplica a movimentos estáveis, como aqueles presentes no ciclismo. Neles, as fibras musculares alteram ativamente de comprimento. Os tendões e aponeuroses pouco crescem e os elementos fasciais permanecem bastante passivos.

Isso é um contraste com o movimento oscilatório que possui uma qualidade de mola elástica. Nele, o comprimento das fibras musculares pouco muda.

As fibras se contraem de forma quase isométrica, endurecendo temporariamente sem alterar significativamente seu comprimento. Nesses casos os elementos fasciais funcionam de forma elástica sem movimento. O alongamento e encurtamento de elementos fasciais é o principal responsável por produzir o movimento real.

Estiramento de Variações para a Saúde Miofascial

Normalmente, os métodos de alongamento estático lento são distinguidos dos alongamentos dinâmicos rápidos. O alongamento dinâmico pode ser familiar para muitas pessoas, pois fazia parte do treinamento físico no início e meio do século passado.

Durante as últimas duas ou três décadas, esse tipo de alongamento passou a ser considerado menos benéfico por educadores. Porém, pesquisas recentes confirmam os méritos do mérito e eles estão envolvidos com o treinamento da fáscia.

Esticar imediatamente antes da competição pode ser contraproducente.

Mas o uso de tais alongamentos prolongada e regularmente pode influenciar de maneira positiva a arquitetura do tecido conjuntivo. Quando usamos o alongamento dinâmico corretamente ele se torna mais elástico. Se forem usados regularmente, alongamentos dinâmicos e estáticos podem melhorar vigor, altura de salto e velocidade a longo prazo.

Devemos usar diferentes estilos de alongamento para atingir diferentes componentes de tecido fascial.

Temos, por exemplo, o treinamento clássico de peso, que carrega o músculo em sua amplitude de movimento normal. Assim conseguimos fortalecer tecidos fasciais dispostos em série com as fibras musculares ativas. Também treinamos as fibras transversais em todo o envelope muscular.

Porém, esse tipo de treinamento apresenta pouco efeito sobre as fáscias extramusculares e fibras intramusculares dispostas em paralelo com fibras musculares ativas.

Conclusão

A fáscia é uma estrutura do corpo que realiza a transferência de tensões e forças pelo sistema musculoesquelético.

Ao contrário do que se imaginava anteriormente, boa parte das lesões esportivas estão realizadas ao sistema fascial. Portanto, devemos começar a introduzir esse tipo de treinamento em aula.

Como treinar a Fáscia? Saiba tudo sobre esse Órgão Sensorial!

Como treinar a Fáscia? Saiba tudo sobre esse Órgão Sensorial!

Um treinamento focado da rede fascial é de grande importância para os atletas, dançarinos e outros defensores do movimento. Se o corpo fascial for bem treinado, isto é, otimamente elástico e resiliente, pode-se confiar para que ele se desempenhe efetivamente e ao mesmo tempo poder oferecer um alto grau de prevenção de lesões (Kjaer et al., 2009).

Até recentemente, a maior parte da ênfase no esporte se concentrou na tríade clássica da força muscular, condicionamento cardiovascular e coordenação neuromuscular (Jenkins, 2005).

Algumas atividades de treinamento físico alternativas, como Pilates, Yoga, Movimento Contínuo e Artes Marciais, já estão levando conta da rede de tecidos conjuntivos. Aqui, a importância da fáscia é muitas vezes discutida especificamente, embora as ideias modernas no campo da pesquisa da fáscia não tenham sido especificamente incluídas.

Por conseguinte, sugere-se que, para construir uma rede de órgãos fasciais resistentes à lesões e elásticos, é imprescindível traduzir os conhecimentos atuais do campo em desenvolvimento dinâmico da pesquisa da fáscia em programas de treinamento prático.

A intenção é encorajar fisioterapeutas, instrutores esportivos e outros professores de movimento a incorporar os princípios apresentados aqui e aplicá-los ao seu contexto específico.

A seguir, apresentam-se alguns fundamentos básicos biomecânicos e neurofisiológicos para uma abordagem de treinamento orientado à fascia, seguidas de sugestões para algumas aplicações práticas.

Fundamentos Básicos para Treinamento da Fáscia

1) Remodelação Fascial

Uma característica reconhecida do tecido conjuntivo é a sua impressionante adaptabilidade: quando regularmente colocados sob uma tensão crescente ainda fisiológica, os fibroblastos inerentes ajustam sua atividade de remodelação da matriz, de modo que a arquitetura do tecido atenda melhor a demanda.

Por exemplo, através da nossa locomoção bípede diária, a fáscia no lado lateral da coxa desenvolve uma firmeza mais palpável que no lado medial. Esta diferença na rigidez do tecido dificilmente é encontrada nos pacientes com cadeira de rodas.

Se nós preferíssemos gastar a maior parte de nossa locomoção com nossas pernas sobre um cavalo, então aconteceria o contrário, ou seja, depois de alguns meses a fáscia no lado interno das pernas se tornaria mais desenvolvida e forte (El-Labban et Al., 1993).

As variadas capacidades dos tecidos conectivos colágenos fibrosos permitem que estes materiais se adaptem continuamente às cepas regulares mais desafiadoras, particularmente em relação às mudanças de comprimento, força e capacidade de cortar. Não só a densidade das mudanças ósseas, por exemplo, como acontece com os astronautas que passam o tempo em gravidade zero, onde os ossos tornam-se mais porosos (Ingber, 2008).

Os tecidos fasciais também reagem aos seus padrões de carregamento dominantes. Com a ajuda dos fibroblastos, eles lentamente, mas constantemente reagem à tensão diária, bem como a treinamento específico, remodelando constantemente a disposição de sua rede de fibra colágena (Kjaer et al., 2009).

Por exemplo, com cada ano que passa, metade das fibrilas de colágeno são substituídas em um corpo saudável (Neuberger e Slack, 1953). A extrapolação dessas dinâmicas de renovação exponencialmente predispostas prevê uma substituição esperada de 30% de fibras de colágeno no prazo de 6 meses e de 75% em dois anos.

Curiosamente, os tecidos fasciais dos jovens mostram ondulações mais fortes e chamados de crimpagem – dentro das suas fibras de colágeno, remanescentes de molas elásticas, enquanto que em pessoas mais velhas as fibras aparecem como bastante achatadas (Staubesand et al., 1997).

A pesquisa confirmou a suposição anteriormente otimista de que o exercício apropriado carregando e se aplicado regularmente pode induzir uma arquitetura de colágeno mais jovem, o que mostra um arranjo de fibras mais onduladas (Wood et al., 1988; Jarniven et al., 2002) e que também expressa uma capacidade de armazenamento elástica aumentada significativa (Fig. 2) (Reeves et al., 2006; Witvrouw et al., 2007).

No entanto, parece importar que tipo de movimentos de exercício são aplicados: um estudo de exercício controlado com um grupo de mulheres seniores que utilizam contrações de baixa velocidade e baixa carga demonstrou apenas um aumento na força e volume musculares.

Contudo, não conseguiu produzir qualquer alteração na capacidade de armazenamento elástico das estruturas colágenas (Kubo et al., 2003).

Embora a última resposta possivelmente possa estar também relacionada às diferenças de idade, estudos mais recentes de Arampatzis et al. (2010) confirmaram que, para produzir efeitos de adaptação nos tendões humanos, a magnitude da tensão aplicada deve exceder o valor que ocorre durante as atividades habituais.

Esses estudos fornecem evidências da existência de um limiar ou ponto de ajuste na magnitude da deformação aplicada na qual a transdução do estímulo mecânico influencia a homeostase tensional dos tendões (Arampatzis et al., 2007).

2) Mecanismo de Catapulta: Recuo Elástico de Tecidos Fasciais

Os cangurus podem pular muito mais do que podem ser explicados pela força da contração dos músculos das pernas.

Sob um exame mais minucioso, os cientistas descobriram o chamado “mecanismo de catapulta” (Kram e Dawson, 1998). Aqui, os tendões e a fáscia dos membros inferiores são tensionados como elásticos de borracha. O lançamento desta energia armazenada é o que torna possíveis os saltos surpreendentes.

Descobriram logo depois que as gazelas também utilizam o mesmo mecanismo e não era surpreendente. Esses animais também são capazes de saltar impressionantemente e correr, embora sua musculatura não seja especialmente poderosa. Pelo contrário, as gazelas são geralmente consideradas bastante delicadas, tornando ainda mais interessante a facilidade elástica de seus incríveis saltos.

Figura 2

Figura 2 – Maior capacidade de armazenamento elástico.

O exercício oscilatório regular, como a corrida rápida diária, induz uma maior capacidade de armazenamento nos tecidos tendinosos dos ratos, em comparação com seus pares não corredores.

Isso é expresso em um movimento de retrocesso semelhante a uma mola, como mostrado à esquerda. A área entre as respectivas curvas de carga versus descarga.

A possibilidade de exame de ultra-som de alta resolução possibilitou a descoberta de orquestração semelhante de carga entre músculo e fáscia no movimento humano.

Surpreendentemente, descobriu-se que as fáscias dos humanos têm uma capacidade de armazenamento cinética semelhante à dos cangurus e das gazelas (Sawicki et al., 2009). Isso não é apenas usado para pular ou correr, mas também em uma caminhada simples.

Uma parte significativa da energia do movimento vem da mesma elasticidade descrita acima. Esta nova descoberta levou a uma revisão ativa de princípios longamente aceitos no campo da ciência do movimento.

No passado, assumiu-se que, em um movimento articular muscular, os músculos esqueléticos envolvidos diminuem, e esta energia passa por tendões passivos, o que resulta no movimento da articulação.

Esta forma clássica de transferência de energia ainda é verdadeira e de acordo com essas medidas recentes é para movimentos estáveis, como o ciclismo. Aqui, as fibras musculares mudam ativamente de comprimento, enquanto os tendões e aponeuroses pouco crescem.

Os elementos fasciais permanecem bastante passivos. Isso contrasta com o movimento oscilatório com uma qualidade de mola elástica, em que o comprimento das fibras musculares muda pouco.

Aqui, as fibras musculares se contraem de forma quase isométrica (elas se endurecem temporariamente sem qualquer alteração significativa de seu comprimento), enquanto os elementos fasciais funcionam de forma elástica sem movimento. É esse alongamento e encurtamento dos elementos fasciais que principalmente “produzem” o movimento real (Fukunaga et al., 2002; Kawakami et al., 2002).

Figura 3

Figura 3 – Mudanças de comprimento de elementos fasciais e fibras musculares no treinamento muscular convencional (A) e em movimento oscilatório com propriedades elásticas de recuo (B).

Os elementos tendinosos elásticos (ou fascial) são mostrados como molas, as miofibras como linhas retas acima. Nota-se que durante um movimento convencional (A) os elementos fasciais não alteram significativamente o seu comprimento enquanto as fibras musculares mudam claramente o seu comprimento.

Durante movimentos como pular ou saltar, no entanto, as fibras musculares se contraem quase de forma isométrica, enquanto os elementos fasciais se alongam e encurtam como um elo elástico. Ilustração adaptada de Kawakami et al. (2002).

É interessante que a qualidade do movimento elástico em jovens esteja associada a um arranjo tipicamente bidirecional de sua fáscia, semelhante à meia de uma mulher (Staubesand et al., 1997). Em contraste, a medida que envelhecemos e geralmente perdemos a elasticidade em nossa marcha, a arquitetura fascial assume um arranjo de fibras mais aleatório e multidirecional.

Experimentos em animais também mostraram que a falta de movimento promove rapidamente o desenvolvimento de reticências adicionais nos tecidos fasciais. As fibras perdem a elasticidade e não se deslizam uma contra a outra como antes.

Em vez disso, eles ficam presos e formam adesões teciduais e, nos piores casos, realmente se tornam emaranhados juntos (Fig. 4) (Jarvinen et al., 2002).

O objetivo do treinamento fascial proposto é, portanto, estimular os fibroblastos fasciais a estabelecer uma arquitetura de fibra mais jovem com uma capacidade de armazenamento elástica semelhante a uma gazela. Isso é feito através de movimentos que carregam os tecidos fasciais em várias extensões enquanto utilizam a elasticidade elástica (Fukashiro et al., 2006).

Figura 4

Figura 4 – A arquitetura do colágeno responde ao carregamento.

Fáscia dos jovens (imagem à esquerda) expressa mais frequentemente uma clara orientação twodireccional (rede) da sua rede de fibra de colágeno. Além disso, as fibras de colágeno individuais mostram uma formação de crimpagem mais forte.

Conforme evidenciado por estudos em animais, a aplicação de exercícios apropriados pode induzir uma arquitetura alterada com maior crimpformação. A falta de exercício, por outro lado, demonstrou induzir uma rede de fibra multidirecional e uma formação de crimpagem reduzida (imagem direita).

3) Estiramento de Variações para Saúde Miofascial

Normalmente, os métodos de alongamento estático lento são distinguidos dos alongamentos dinâmicos rápidos. O alongamento dinâmico pode ser familiar para muitas pessoas, pois fazia parte do treinamento físico no início e meio do século passado.

Durante as últimas duas ou três décadas, esse alongamento “saltando” foi então assumido pela maioria dos educadores como menos benéficos, mas os méritos do método foram confirmados em pesquisas recentes.

Embora esticar imediatamente antes da competição pode ser contraproducente, parece que o uso prolongado e regular de tal alongamento dinâmico pode influenciar positivamente a arquitetura do tecido conjuntivo na medida em que ele se torna mais elástico quando executado corretamente (Decoster et al., 2005). Na verdade, quando praticados regularmente, o alongamento estático e dinâmico mostrou produzir melhorias de longo prazo em vigor, altura de salto e velocidade (Shrier, 2004).

Diferentes estilos de alongamento parecem atingir diferentes componentes do tecido fascial. FIG. 5 ilustra alguns desses diferentes tecidos alvo afetados por vários regimes de carga. O treinamento clássico de peso carrega o músculo em sua amplitude de movimento normal, fortalecendo assim os tecidos fasciais, que estão dispostos em série com as fibras musculares ativas.

Além disso, as fibras transversais em todo o envelope muscular são esticadas e estimuladas também. No entanto, pode-se esperar um pequeno efeito nas fáscias extramusculares, bem como nas fibras fasciais intramusculares dispostas em paralelo com as fibras musculares ativas (Huijing, 1999).

Figura 5

Figura 5 – Carregamento de diferentes componentes fasciais.

A) Posição Relaxada: As miofibras são relaxadas e o músculo está no comprimento normal. Nenhum dos elementos fasciais está sendo esticado.

B) Trabalho Muscular Habitual: Miofibras contraídas e músculos no intervalo de comprimento normal. São carregados lenços fasciais que estão dispostos em série com as miofibras ou transversais a eles.

C) Alongamento Clássico: Miofibras relaxadas e alongadas muscularmente. Os lenços fasciais estão sendo esticados e orientados paralelamente às miofibras, bem como a conexão extramuscular.

No entanto, os tecidos fasciais orientados em série com as miofibras não são suficientemente carregados, uma vez que a maior parte do alongamento naquela cadeia de força disposta em série é ocupada pelas miofibras relaxadas.

D) Alongamento Carregado Ativamente: Músculo ativo e carregado no alcance final longo. A maioria dos componentes fasciais estão sendo esticados e estimulados nesse padrão de carregamento.

Nota-se que existem várias misturas e combinações entre os quatro componentes fasciais diferentes. Esta abstração simplificada serve, portanto, apenas como uma orientação básica.

Por outro lado, os trechos clássicos de Hatha Yoga, nos quais as fibras musculares estendidas são relaxadas, mostrarão pouco efeito sobre os tecidos fasciais, que estão dispostos em série com as fibras musculares.

A razão é que, uma vez que as miofibras descontraídas são muito mais suaves do que suas extensões tendinosas dispostas em série, elas “engolirão” a maior parte do alongamento (Jami, 1992).

No entanto, esse alongamento lento e derretido promete proporcionar uma boa estimulação para os tecidos fasciais, que são dificilmente alcançados pelo treinamento muscular clássico, como a fáscia extramuscular e as fáscias intramusculares, orientadas em paralelo às miofibras.

Finalmente, um padrão de carregamento muscular dinâmico em que o músculo é ativado brevemente em sua posição prolongada promete a estimulação mais abrangente dos tecidos fasciais.

De acordo com exames recentes da síntese de colágeno em tendões carregados ciclicamente. O aumento resultante da produção de colágeno tende a ser amplo independente do volume de exercícios (repetições), o que significa que apenas algumas repetições são necessárias para produzir um bom efeito (Magnusson et al., 2010).

O treinamento de fáscia proposto, portanto, recomenda rebotes elásticos macios nas faixas finais do movimento disponível.

Além disso, recomenda-se a variação entre diferentes estilos de estiramento, incluindo alongamentos passivos lentos em diferentes ângulos, bem como trechos mais dinâmicos, para promover a facilidade de cisalhamento fácil entre camadas fasciais fisiologicamente distintas e para evitar a tendência de alcance de movimento limitado que geralmente acompanha envelhecimento (Beam et al., 2003).

4) Hidratação e Renovação

É essencial perceber que cerca de dois terços do volume de tecidos fasciais é constituído por água.

Durante a aplicação da carga mecânica – seja de forma esticada ou através de compressão local – uma quantidade significativa de água é expulsa das zonas mais estressadas, semelhante à espremendo uma esponja (Schleip et al., 2012a). Com o lançamento que se segue, esta área é novamente preenchida com novo fluido, que vem do tecido circundante, bem como a rede vascular local.

O tecido conjuntivo tipo esponja pode faltar hidratação adequada em locais negligenciados. A aplicação do carregamento externo aos tecidos fasciais pode resultar em uma hidratação atualizada desses lugares no corpo (Chaitow, 2009).

Muitas patologias – como condições inflamatórias, edema ou o aumento de acúmulo de radicais livres e outros produtos de resíduos, tende a acompanhar uma mudança para uma maior porcentagem de água em massa dentro da substância moída.

As indicações recentes de Sommer e Zhu (2008) sugerem que quando o tecido conjuntivo local é espremido como uma esponja e subsequentemente reidratado, algumas das anteriores zonas de água em massa podem então ser substituídas por moléculas de água ligadas, o que poderia levar a uma hidratação mais saudável para a fáscia.

Fáscia como Órgão Sensorial

A Fáscia contém um rico suprimento de nervos sensoriais, incluindo receptores proprioceptivos, receptores multimodais e terminações nervosas nociceptivas. Alguns tecidos fasciais, como as retináculas, contêm uma inervação sensorial mais rica do que outras.

Esses tecidos que foram encontrados para conter um fornecimento mais rico parecem poder detectar pequenas mudanças de direção angular no carregamento mecânico, enquanto que os tecidos menos densamente inervados, como o lacertus fibrosus (aponeurose bicipital), parecem estar especializados para um passivo mais unidirecional transmissões de força biomecânica apenas (Stecco et al., 2007, 2008).

Ao incluir os tecidos conjuntivos intramusculares, o periósteo e a fáscia superficial como parte da rede fascial do corpo largo como descrito acima, a fáscia pode então ser vista como um dos nossos órgãos sensoriais mais ricos.

É certamente nosso órgão mais importante para a propriocepção (Schleip, 2003).

É interessante notar que, durante a última década, os “receptores articulares” clássicos localizados em cápsulas articulares e ligamentos associados, têm demonstrado ser de menor importância para a propriocepção normal, uma vez que geralmente são estimulados apenas em intervalos extremos e não durante movimentos fisiológicos (Lu et al., 2005; Proske e Gandevia, 2009; Ianuzzi et al., 2011).

Pelo contrário, as terminações nervosas proprioceptivas localizadas nas camadas mais superficiais estão mais otimamente situadas, pois aqui mesmo pequenos movimentos da articulação angular levam a movimentos de estiramento ou cisalhamento relativamente distintos.

Os achados recentes indicam que as camadas fasciais superficiais do corpo são, de fato, muito mais densamente povoadas com terminações nervosas sensoriais do que os tecidos conjuntivos situados mais internamente (Benetazzo et al., 2011; Tesarz et al., 2011).

Em particular, a zona de transição entre a fáscia profunda e o tecido conjuntivo solto subdérmico parece ter a maior inervação sensorial (Tesarz et al., 2011).

Esta parece ser também a zona em que grandes movimentos de deslizamento ou cisalhamento entre as camadas fasciais parecem ocorrer durante movimentos extensivos multi-articulares, desde que não existam adesões patológicas nesta zona de transição (Goats e Keir, 1991).

Uma relação mutuamente antagônica entre dor miofascial e propriocepção freqüentemente foi descrita.

Expressões disso são a propriocepção local significativamente diminuída na dor lombar (Taimela et al., 1999) ou a diminuição do limiar de dor quando os nervos proprioceptivos são bloqueados experimentalmente (Lambertz et al., 2006). Além disso, foi mostrado por Moseley et al. (2008) que um aumento na propriocepção local pode diminuir significativamente a dor miofascial.

Muito provavelmente, a relação mutuamente inibidora entre a dor nos tecidos moles e a propriocepção fascial é facilitada através dos neurônios de dor ampla dinâmica (WDR) no corno dorsal da medula espinhal (Sandkuehler et al., 1997).

Curiosamente, a pesquisa de Moseley et al. (2008) também indicou que a entrada aferente periférica induzida terapêutica deve ser acompanhada por uma atenção consciente do paciente para produzir um efeito antinociceptivo de longo prazo.

Princípios de Treinamento

As seguintes orientações práticas são aplicações sugeridas com base nessas considerações biomecânicas e neurofisiológicas gerais.

Note-se que, dado as limitações básicas da anatomia humana e a longa e diversa história das explorações do movimento humano, nenhum dos movimentos sugeridos será completamente “novo”.

Na verdade, descobriu-se que muitos aspectos das práticas de movimento conhecidas – como ginástica rítmica, dança moderna, pliometria, gyrokinesis, chi corrida, yoga, Pilates ou artes marciais, apenas para citar alguns e conter elementos que são muito congruentes com as sugestões a seguir.

No entanto, essas práticas muitas vezes foram inspiradas por uma busca intuitiva de elegância, prazer e beleza, e/ou muitas vezes foram ligadas a conceitos de explicação teórica não relacionados à fáscia.

O novo aspecto da abordagem proposta é, portanto, desenvolver seletivamente as sugestões de treinamento, que visam especificamente uma renovação ótima da rede fascial (em vez de, por exemplo, tecidos musculares ou condicionamento cardiovascular) e que estão diretamente ligados aos pontos de vista específicos acima delimitados do campo de pesquisa da fáscia em rápido crescimento.

Conclusão

Como vimos na revisão traduzida na íntegra de vários artigos realizados por nomes incontestáveis do tecido fascial, o treinamento da fáscia traz o Pilates como uma excelente ferramenta de melhora para esse tecido. Portanto, abuse do Pilates!