Como a Hipopressiva aumenta a Pressão Arterial?

Como a Hipopressiva aumenta a Pressão Arterial?

De acordo com o Ministério da Saúde, um em cada quatro brasileiros é hipertenso. Portanto, as chances de encontrar um aluno com pressão arterial aumentada em sua prática profissional é grande. Para evitar piorar os sintomas de sua condição precisamos conhecer muito bem as técnicas que são indicadas e contra indicadas para esse público.

Hoje venho explicar um pouco sobre o Método Abdominal Hipopressivo (MAH) e como ele influencia a pressão arterial. Já aviso que o método é completamente contraindicado para esses pacientes.

Como funciona a pressão arterial?

O corpo é percorrido por vasos sanguíneos que têm como função carregar sangue rico em oxigênio ou nutrientes, ou em gás carbônico e resíduos, para várias áreas. Esse sistema é bastante complexo e precisa estar em completa harmonia para funcionar.

O sistema arterial, em especial, é delicado. As artérias são vasos de maior calibre que possuem paredes mais espessas e resistentes para aguentar a pressão do sangue que é bombeado. Essa pressão que o sangue exerce sobre a parede arterial é a pressão arterial. Ela é dividida em dois tipos:

  • Pressão sistólica: força exercida pelo sangue dentro das artérias durante a sístole ventricular (quando o coração se contrai para enviar sangue para as artérias). Seu valor normal em adultos costuma ser de 120mmHg;
  • Pressão diastólica: força exercida pelo sangue nas artérias durante a diástole ventricular (quando o coração se contrai para enviar sangue aos pulmões).

Quando os valores da pressão arterial estão dentro do normal, o corpo possui seu funcionamento fisiológico. No entanto, em alguns casos eles podem estar acima do esperado, causando hipertensão.

O que causa a hipertensão?

Pacientes com hipertensão arterial têm tanto a pressão sistólica quanto a diastólica aumentada. Pessoas com a condição estão no grupo de risco para sofrerem de problemas vasculares, como acidente vascular cerebral e ruptura de aneurisma e insuficiência cardíaca.

Em casos de hipertensão o coração precisa esforçar-se mais que o comum para distribuir o sangue pelo corpo. Assim, seu tecido muscular torna-se fadigado e suscetível aos problemas que mencionei acima.

Boa parte dos pacientes com histórico familiar de pressão arterial aumentada também desenvolverão o problema ao longo da vida. Por ser uma doença crônica, a hipertensão exige atenção especial do paciente, familiares e todos os profissionais envolvidos no seu tratamento. Isso inclui os profissionais do movimento, que devem tomar medidas para evitar o aumento da pressão durante as sessões de treinamento.

Quem trabalha com alunos hipertensos deve estar sempre atento a alguns sinais de que a pressão aumentou muito, como:

  • Dor de cabeça;
  • Dor no peito;
  • Zumbido no ouvido;
  • Fraqueza;
  • Visão embaçada.

Como o Método Abdominal Hipopressivo influencia na pressão?

Todos concordamos que é importantíssimo ter cuidado com nossos alunos e pacientes hipertensos, mas o que isso tem a ver com a hipopressiva? Ela é completamente contraindicada para pacientes hipertensos, como comentei em outro artigo.

Sua prática traz efeitos que consideramos benéficos quando realizada em alunos saudáveis, como a liberação de adrenalina. Em pessoas com a doença crônica, no entanto, esse hormônio causa aumento de frequência cardíaca e pressão arterial.

Um estudo apresentado no XXVI Congresso de Iniciação Científica da Unicamp com mulheres praticantes do MAH mostrou algumas alterações causadas pelo método. Durante o experimento, a pressão arterial das voluntárias foi medida 10 minutos antes da sessão (em repouso), ao final de cada série e 5, 10, 15 e 20 minutos após a sessão.

Durante a sessão a pressão sistólica e diastólica das mulheres em estudo aumentou significativamente. Após a sessão de hipopressiva não existiu efeito hipotensor.

Um outro agravante para o aumento da pressão arterial durante a hipopressiva são as posturas utilizadas. A maioria delas é em isometria, causando vasoconstrição e aumento da pressão arterial diastólica.

Por isso, precisamos sempre conhecer o histórico clínico de um aluno. Os resultados da hipopressiva em hipertensos são extremamente prejudiciais e raramente reversíveis.

Cuidados que devemos ter em aula com hipertensos

O público hipertenso precisa de atenção especial. A doença é bastante comum no Brasil, especialmente entre a terceira idade, mas também pode ser encontrada em pessoas mais jovens. Lembra que sempre falo sobre a importância da entrevista para os resultados de nossas aulas? Ela também ajuda a identificar condições crônicas, como a “pressão alta”, que poderiam colocar nosso aluno em risco.

Mesmo sendo incapazes de usar o Método Abdominal Hipopressivo em aula, ainda podemos ajudar esses alunos através do movimento. Uma forma excelente de auxiliar no controle da pressão arterial está em outra técnica sobre a qual falo bastante aqui no blog: o Pilates.

Durante uma aula direcionada a esse público precisamos tomar muito cuidado com a intensidade. Recomenda-se praticar atividades leves a moderadas. Intensidade em excesso pode ter o efeito contrário ao desejado e aumentar a pressão.

A respiração no Pilates não utiliza apneia, como acontece com o MAH, proporcionando relaxamento. O alívio do estresse também traz benefícios para o restante do dia do paciente hipertenso.

Conclusão

Para garantir que nosso paciente hipertenso mantém sua saúde não podemos utilizar o método abdominal hipopressivo em aula. Apesar de ser extremamente benéfico em diversas situações, ele é contraindicado no caso de “pressão alta”. A apneia gerada pela respiração e as posições isométricas levam ao aumento tanto da pressão sistólica quanto diastólica, podendo causar danos graves.

Ao invés de utilizar o MAH, podemos optar por técnicas que auxiliem no relaxamento do paciente e a melhorar sua respiração. Sempre tome cuidado com técnicas que envolvam respirações similares à manobra de valsalva, que de acordo com estudos, leva ao aumento da pressão arterial.

 

 

Bibliografia
MAH e a relação de seus efeitos com a Bioenergia Corporal

MAH e a relação de seus efeitos com a Bioenergia Corporal

Os praticantes do MAH já conhecem seus resultados, fazendo-os diariamente após o programa de ativação e modificação cortical dos 12 treinos, avaliações e normalizações.

O Método Abdominal Hipopressivo é potente – vai muito além da barriga negativa -, contribui de forma efetiva na saúde preventiva, reabilitativa e na melhora da saúde do seu praticante em diversos sistemas corporais.

Em sua teoria, há a importância das questões pressóricas, respiratórias, fisiológicas, postural, sexual, faciais e também emocional – como efeito das liberações tensionais corporais.

Agora vamos conhecer este novo universo que acerca a Bioenergia Corporal e entender sua relação com o MAH? Começaremos pela a sua origem.

O criador da Bioenergia Corporal e suas influências

Os conceitos de Bioenergia Corporal, foram desenvolvidos a partir de 1953 pelo norte-americano Alexander Lowen. Ele criou a análise/terapia Bioenergia Corporal, baseando-se nos fundamentos teóricos de Wilhelm Reich.

Este autor acumulou profundo conhecimento além de uma clara e vasta experiência ao longo dos seus 50 anos de trabalho, registrado em 13 livros. Por meio de sua obra fica evidente que ele soube amar o que escolheu realizar pro resto da vida. Na compreensão de que o corpo expressa nossos pensamentos, sentimentos e emoções.

Para isso desenvolveu, inicialmente com o psiquiatra John Pierrakos e, mais tarde, com outros colaboradores, uma série de posturas e exercícios corporais associados a expressões de emoções e sentimentos.

“Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade” – Alexander Lowen

Dedicou-se a estudo do corpo, da mente e da energia. Reich se destacou pela a sua obra psicanalítica e pesquisas pioneiras nas áreas da biologia, física, política e antropologia.

De caráter social e psicológico, a terapia Reichiana atenta simultaneamente aos processos orgânicos e energéticos do corpo humano.

“Amor, trabalho e sabedoria são as fontes da nossa vida. Deviam também governá-la” – Wilhelm Reich

O que é a Bioenergética?

Sabe-se que tanto o pensar quanto o sentir são condicionados por fatores de energia e os processos energéticos do corpo  estão relacionados ao estado de vitalidade do corpo. A Bioenergia Corporal é uma maneira de entender a personalidade da pessoa e, neste processo, a produção de energia através da respiração, do metabolismo e da descarga de energia no movimento.

A Terapia Bioenergética une os níveis psíquicos e somáticos, partindo da compreensão da personalidade em termos de corpo e energia, trabalha com o modelo de fluxo energético num movimento pendular ao longo do corpo.

O princípio central para o criador da Análise Bioenergética é tornar o corpo vivo, que para ele significa vibrante, e devolver-lhe a graça natural. Para isso é necessário desmanchar os congelamentos, áreas do corpo frias, pálidas, sem movimento ou sem expressão, em que o sangue e a energia circulam pouco ou muito lentamente.

Toda pressão (estresse) produz um estado de tensão no corpo. Normalmente a tensão desaparece quando a pressão é aliviada. Porém tensões crônicas, podem persistir após a remoção desta pressão, que assumirá a forma de atitude física inconsciente ou de um endurecimento muscular.

Estas tensões perturbam a saúde emocional, diminuindo sua vitalidade, restringindo sua motilidade (ação espontânea do movimento da musculatura), limitando sua auto-expressão.

Contudo a Terapia Bioenergética é um caminho do alivio da tensão crônica, da vitalidade de energia e bem estar emocional.

Quando percebemos que 10% de nossos movimentos são conscientemente dirigidos e que 90% são inconscientes, a importância torna-se evidente, no trabalho corporal e movimento.

Estudos Avançados

Reich, discípulo de Freud e Lowen, compreende que a história de cada indivíduo está registrada na estrutura no corpo. Todas as experiências vividas, o impacto das relações da primeira infância e os traumas físicos e emocionais são armazenados e mantidos no corpo na forma de padrões de tensão muscular crônica.

Nós, profissionais do movimento, lidamos diariamente com estas tensões e entender a Bioenergia Corporal é compreender melhor o paciente/cliente que nos cerca com todo seu universo corporal. O auxílio pode vir como opção de estratégias dentro deste trabalho, assim especializado.

A análise de caráter, mapeada por Reich é uma ferramenta no entendimento dentro deste universo corpo, mente, emoção e comportamento. Navarro, discípulo de Reich, catalogou estes setes segmentos corporais – conhecidos também de couraças musculares -, e Lowen criou seu método produzindo novos conceitos por meio da bioenergética, obtendo grande destaque na sua área.

Alexander Lowen, que era um associado de Reich, resumiu esse efeito global:

“O carácter do indivíduo como ele se manifesta no seu padrão típico de comportamento, também é retratado ao nível somático pela forma e o movimento do corpo. A expressão corporal é a visão somática da expressão emocional típica que é vista a nível psíquico como carácter. Defesas aparecem em ambas as dimensões, no corpo como couraça muscular”. (Lowen: 1976).

Na idade adulta, as defesas emocionais que foram construídas na infância afetam a relação da pessoa consigo mesma e com os outros, traduzindo-se no caráter.

Na Terapia Bioenergética, a história e as defesas são compreendidas com a ajuda de um terapeuta, ao mesmo tempo em que as emoções a elas associadas são mais uma vez experimentadas a fim de que a restrição à sua expressão seja elaborada.

Mas na análise energética Reichiana tais reações são vistas como parte da estrutura de caráter do paciente, uma realidade tanto física quanto psicológica.

Assim, tais atitudes estão associadas a tensões musculares crônicas do corpo do paciente e também derivam delas. Nem seus sentimentos nem seu comportamento mudarão enquanto as tensões não forem significativamente resolvidas e liberadas.

Como é realizado o trabalho de Bioenergia Corporal?

O trabalho compõe-se de exercícios corporais e também de análise verbal.

Partindo-se do conteúdo verbal trazido pelo paciente, chega-se ao trabalho com o corpo, que, junto à respiração, ao movimento, aos padrões de tensão, contam uma história. Tal caráter está igualmente ancorado na mente e no corpo.

A partir do ano 2000 a Análise Bioenergética foi definida como uma psicoterapia somato-psico-relacional.

Integração entre terapeuta e cliente

Como proposta de promoção do reencontro entre o indivíduo, seu corpo e sua história. A Terapia Bioenergética une expressão do corpo e caráter psíquico, propondo um resgate da história pessoal do paciente, levando-o a compreender a função de sobrevivência de seus bloqueios e padrões de comportamento.

As bases biológicas das neuroses está centrada nos processos biológicos envolvidos na saúde e na energia que alimenta esses processos, ou seja, se fundamenta na proposta de identidade funciona essa psicoterapia (OELMAN, 1988; WEIGAND 1998, 1999; VENTLING 2002; GUDAT 2002).

Qual o profissional que atende a Teoria da Bioenergética?

O profissional mais adequado para trabalhar com a Bioenergética é o profissional de Psicologia, o único habilitado para atendimento clínico e existe a especialização dos terapeutas corporais que incluem em seus trabalhos os conhecimentos da bioenergética.

Com base nestes fundamentos, a análise bioenergética oferece ao psicólogo um instrumental adicional ao trabalho analítico, por meio do uso de exercícios e técnicas que permitem ao cliente alcançar uma profunda compreensão de seus estados emocionais, liberar padrões de tensão e alterar a forma como se relaciona consigo e com o mundo.

Exercício de enraizamento, na conquista do prazer e alivio corporal, estimulando assim o contato com a realidade do praticante (do corpo e do mundo ao redor de si) e da entrega (surrender) construindo os níveis saudáveis dentro desta realidade.

Quando nos puxamos para cima, exemplo muitos estímulos cognitivos, muita energia na parte superior do corpo e pouca energia nos membros inferiores, perdemos nossa graça instintiva primitiva natural. O grounding é uma alternativa para esta inversão deste deslocamento ascendente.

O prazer e a satisfação se dá pela progressão da pratica e interação dos exercícios corporais. Nesta pratica corporal  a viagem ao inconsciente  é ancorado pelo corpo, pela energia e na personalidade.

Relação do MAH com Bioenergia Corporal

O Método Abdominal Hipopressivo é um método postural e respiratório, que utiliza diversas posturas estáticas, dinâmicas e a respiração para potencializar seus efeitos. Para conseguir relaxar e alongar corretamente, o diafragma torácico precisa estar em posição de expiração. Portanto, podemos concluir que a hipopressiva é um método que potencializa suas posturas através da apneia expiratória.

Com os estudos de Bernadet de Gasquet, sabemos que se você tem uma boa postura vai respirar melhor, tudo vai bem no seu corpo. É a postura que vai determina a respiração. A respiração funciona para crescer e alongar, não para pressionar.

Na Bioenergética, a respiração deve ser natural é preciso entender como liberar as tensões que desviam o padrão respiratório do seu estado natural. O MAH contribui tanto na visão de Gasquet, quanto de Lowen.

Contudo os estudos demonstram e as diversas teorias corporais comprovam a relação benéfica entre a postura e a respiração, dando a flexibilização das tensões corporais, retornando a fluência natural dos movimentos, a liberação do livre fluxo energético e a conquista da graça natural, conhecida como o movimento da dança da vida.

O MAH por ser um método postural, respiratório e pressórico, contribui para a liberação das tensões musculares e visto em pratica estes efeitos em seus praticantes, por meio da liberação da energia, metabolismo contido nesta atividade física e não adotando como regra.

Mas incluindo o olhar do entendimento em conjunto com as abordagens terapêuticas estudadas, as tensões representariam as defesas deste organismo emocional.

Descrito pelos autores Willian e Fine (coluna de pressão), o desacionamento da serie muscular que cronicamente instalou-se decorrente a pressão intra-abdominal no seu tempo depende crônico é necessário a estimulação a nível cortical, favorecendo a neuroplasticidade, com as neurodivergencias, com o gatilho elétrico dado pela acidose respiratória do ciclo respiratório do método, a hipóxia e da hipercapenia.

Se adicionarmos o conhecimento da relação diafragma/nervo vago/emoções em conjunto com as tensões musculares e o conhecimento das couraças de caráter, a visão amplia no conceito corpo, mente e comportamento, existindo a conexão corporal, seguido pelos atuais estudos faciais, que avançam diariamente, comprovando a relação das interocepções com as exterocepções, os ambientes internos e externos, como agente modificador e ressignificação de traumas dos estímulos guardado no corpo de uma maneira não verbal.

Quando é dito o corpo fala eis uma verdade, externando assim as emoções e  a liberação dessas emoções produz o alívio das tensões aprisionadas .São métodos que se complementam e se interligam, contribuindo como uma estratégia inteligente de auto regulação corporal.

Sabedores destas interligações é notável que as práticas físicas sejam uma ferramenta poderosa de manifestações e curas orgânicas (autorregulação) se bem dirigidas e estimuladas, em especial as que se utilizam e consideram os exercícios posturais, respiratórios e/ou toques sutis como o trabalho do sistema facial, resinificando este corpo e sua história, porque no corpo integral não há desconexão entre corpo e mente, somos movimento e também fluxo de energia.

As Couraças musculares podem atingir órgãos e provocar um estado de contração no corpo, as questões pressóricas também dificultam este processo natural de nutrição, produzindo manifestações psico-somáticas.

O MAH sendo um método pressórico, postural, respiratório, metabólico, sexual é uma ferramenta potente,  haja visto pelos seus  diversos benefícios e por sua pratica, estimular também o nervo vago a nível cortical, nervo frênico por meio da respiração.

Ligação com nervo intercostal e também o nervo pudendo, pélvico e Reich estuda a ênfase à importância de desenvolver uma livre expressão dos sentimentos sexuais e emocionais dentro do relacionamento amoroso maduro.

Reich enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias com as quais lidava e descobriu que a energia orgone (organismo) era bloqueada de forma mais intensa na pélvis.

Conclusão

O Método Abdominal Hipopressivo faz a liberação da tensão hidrostática do assoalho pélvico, trazendo saúde física e também energética e com o Grounding. A medida que o centro da gravidade do corpo desce para a pelve e os pés servem de suporte energético, a pessoa pode se sentir centrada.

Analisando os efeitos da respiração no ato sexual sobre o indivíduo, Reich chegou à conclusão que seu uso harmonizaria o corpo físico, com implicações na própria mente, normalizando o fluxo de trocas com o meio, pela absorção do orgônio.

O MAH contribuirá com a normalização/diminuição  da pressão das cavidades, sabedores que a variação da PIA é um mecanismo automático e com um maior aporte sanguíneo (vasodilatação) nas região sexual auxiliará  em uma sensação orgástica mais efetiva, mas existe a necessidade do desejo para que isto aconteça.

Cuide se bem!

O nosso corpo é a nossa casa  é a nossa história e  ele nos revela, olhe para ele e ele olhará para você.

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Este artigo foi escrito por Sinuê Hendgel

Profissional de Educação Física Bacharel e Licenciatura, pós Graduada como Fisiologista do Exercício e prescrição do exercício, especialista em Pilates, CrossPilates e Professora de Dança desde de 2002. Master Trainer do MAH e integrante da equipe Janaína Cintas em parceria com a VOLL Pilates Group.

 

 

Bibliografia
MAH na Função Sexual Feminina: Como o MAH auxilia neste quesito

MAH na Função Sexual Feminina: Como o MAH auxilia neste quesito

A Musculatura do Assoalho Pélvico (MAP) sustenta os órgãos pélvicos e abdominais – mantendo as continências urinária e fecal -, e também participa da função sexual. O MAP, nada mais é, que um conjunto de partes moles que fecham a pelve. Formado por músculos, ligamentos e fáscias que são capazes de se distenderem ao máximo quando a mulher realiza o parto normal.

A MAP – localizada entre o púbis e o cóccix -, é formada por músculos estriados esqueléticos e exerce diversas funções importantes no organismo feminino. São os músculos perineais do terço externo da vagina que se contraem, reflexa e ritmicamente, para atingir o orgasmo. Quer entender mais sobre MAH na Função Sexual Feminina? Então, continue lendo este texto!

Qual a função da Musculatura do Assoalho Pélvico?

O assoalho pélvico tem a musculatura constituída por 70% de fibras do tipo I (fibras de contração lenta) e 30% de fibras do tipo II (fibras de contração rápida). Podendo ser acometido por diversas disfunções, como a incontinência urinária e fecal, disfunções sexuais, dor pélvica crônica, problemas menstruais, dentre outras.

A MAP é responsável pela contração vaginal, aumentando a sensação de prazer no momento do sexo. O treinamento desta musculatura tem efeito positivo na vida sexual das mulheres. O MAH na Função Sexual Feminina favorece a melhora da sensibilidade devido ao aumento da vascularização da região do períneo, sendo este um dos benefícios do método.

No trabalho da fisioterapia pélvica, utiliza-se técnicas simples, de baixo custo como a cinesioterapia, terapia manual e o abdominal hipopressivo para auxiliar a função sexual, entre outras técnicas. Inicialmente, é necessário realizar uma reeducação sobre a MAP e sobre a função sexual já que a grande maioria das mulheres desconhece o próprio corpo.

Ainda existem muitas dúvidas, tabus e desconhecimento por parte do corpo feminino. Muitas vezes indicamos a terapia psicológica que está fortemente ligada a relação sexual. Não é só uma questão anatômica, mas sim de conceitos pré-estabelecidos.

Dor da Cólica Menstrual

O Método Abdominal Hipopressivo também é efetivo na diminuição das dores menstruais. A dismenorreia (cólica menstrual) é provocada quando há a liberação de prostaglandina, substância que faz o útero contrair para eliminar o endométrio (camada interna do útero que cresce para nutrir o embrião), durante a menstruação, quando o óvulo não foi fecundado.

A dor da cólica menstrual pode variar de intensidade. O Método Abdominal Hipopressivo por ser um vasodilatador aumenta o fluxo menstrual fazendo com que a descamação do endométrio ocorra mais rápido.

A prática de atividades físicas regulares auxilia no alívio das cólicas porque libertam endorfinas, substâncias que atuam como analgésicos naturais do organismo. Técnicas de relaxamento e consciência corporal também auxiliam no tratamento.

A cólica menstrual pode ser primária ou secundária. Na primária trata-se de uma condição normal do ciclo menstrual, produzida pelas prostaglandinas.

Na secundária ocorre devido a alguma patologia como endometriose, miomas uterinos, cistos, entre outras doenças que podem afetar o sistema reprodutivo. Cerca de 65% das brasileiras sofrem com a dismenorreia e 70% delas observam uma queda na produtividade durante a menstruação.

Estrutura do Assoalho Pélvico

O assoalho pélvico é dividido em duas camadas, superficial e profunda. Na camada superficial da MAP temos:

  • Bulboesponjoso;
  • Isquicavernoso;
  • Transverso superficial;
  • Profundo períneo;
  • Esfíncter uretral externo;
  • Esfíncter anal externo.

Na camada profunda temos:

  • Isquioscoccígeos;
  • Levantadores do ânus (puborretal, pubococcígeo);
  • Levantador da próstata e pubovaginal;
  • Iliococcígeo.

Nesta camada profunda, as estruturas formam o diafragma pélvico que permanece contraído sustentando os órgãos pélvicos.

Importância do MAP na Função Sexual Feminina

A literatura descreve a importância da MAP na função sexual feminina. Os músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso auxiliam na excitação devido as suas inserções no arco púbico e no clitóris que ao se contraírem na atividade sexual, facilitam a ereção e consequentemente a atingir o orgasmo.

O aumento na vascularização pélvica nesta região e na sensibilidade do clitóris, promove ainda uma melhor excitação e lubrificação. Acredita-se que o fortalecimento desta musculatura justificaria os relatos de melhora sexual após o treinamento. Esta função suposta do treinamento ainda se faz especulativa.

Os exercícios perineais são a primeira escolha por oferecerem uma opção menos invasiva no tratamento conservador, aumentando a circulação sanguínea e tonicidade, sendo eficaz no fortalecimento da MAP.

Alguns estudos apontam que uma pressão vaginal menor que 30 mmHg pode ocasionar em disfunção sexual e possivelmente existe uma relação entre a intensidade orgástica e uma boa tonicidade do períneo.

No tratamento da fisioterapia pélvica, a cinesioterapia da MAP consiste em contrações com número de repetições e frequências pré-definidas, associando a posturas e ritmos respiratórios.

É possível aumentar a consciência, a percepção e controle corporal desta musculatura nas mulheres em diferentes posturas, recrutando de diversas formas os músculos do períneo que participam constantemente dos movimentos do nosso corpo, mas raramente são treinados.

Benefícios do MAH na Função Sexual Feminina

Os exercícios do MAH na Função Sexual Feminina são praticados em conjunto com a respiração diafragmática promovendo uma pressão negativa na cavidade abdominal tracionando a fáscia abdominal ativando reflexamente a MAP. Esta mobilidade pélvica, facilita a contração correta.

O abdominal hipopressivo é um treino com benefício para a faixa abdominal, sem efeitos negativos sobre o assoalho pélvico. Melhora as tensões musculares desativando as séries musculares, diminuindo as tensões conjuntivas, podendo ser associado ou não a outras terapias.

Ainda acaba melhorando a propriocepção. Consequentemente, os exercícios visando o assoalho pélvico aumentam a coordenação com as contrações melhorando a função da musculatura durante o ato sexual.

Se os músculos do períneo estiverem com boa vascularização e tonicidade, eles aumentam a satisfação na relação sexual para ambos os parceiros. A vitalidade do períneo está relacionada à consciência, coordenação, relaxamento, resistência e força para que possa exercer as suas funções com vigor.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que a sexualidade é um dos principais pontos que asseguram a qualidade de vida do ser humano, sendo vivida e expressa em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relacionamentos. Ainda é influenciada por vários fatores biológicos e psicológicos que interagem entre si.

Como funciona a sexualidade feminina?

A resposta sexual feminina é expressada por fases que estão interligadas fisiologicamente sendo dividida em quatro fases: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Cada fase tem suas características próprias e um comprometimento durante o ciclo é definido como disfunção sexual.

Existem vários questionários que ajudam a qualificar esta disfunção, podendo ser multifatoriais. Podem ser divididos em fatores orgânicos e psicológicos. Entre as alterações estão os problemas no intercurso vaginal, como a dispareunia e vaginismo, entre outros…

Relaxamento demasiado da muscular vaginal, prolapsos e a incontinência urinária durante o sexo, dificultando a atividade sexual e fazendo com que a mulher passe a sentir-se constrangida. Muitas vezes acaba se privando por completo do contato sexual.

O tratamento para as alterações da função sexual exige uma abordagem multidisciplinar e atualmente vem sendo mais discutida entre os profissionais de saúde. Existe uma grande quantidade de mulheres que precisam de atendimento, mas a procura por ajuda ainda é pequena devido ao estigma social.

A fisioterapia pélvica atua diretamente com estas mulheres por meio do tratamento conservador na reabilitação da MAP buscando melhorar a propriocepção, coordenação, diminuir os pontos gatilhos miofasciais, aumentar a força e a resistência muscular.

Uma boa função sexual não depende somente de um músculo forte, mas de todo um trabalho correlacionado a vários fatores objetivos e subjetivos. A fisioterapia pélvica desempenha importante papel na melhora da relação entre o casal e também desmistificando a relação.

Também proporciona um alívio da dor muscular quando existente. A sexualidade é complexa e deve ser tratada individualmente, pois é um processo amplo envolvendo muitas questões pessoais que não se restringem somente aos órgãos genitais ou ao puro ato sexual.

Conclusão

Por fim, podemos compreender que a MAP, apesar de representar grande participação na função sexual feminina, não é a única responsável pelo ciclo. A função sexual pode ser influenciada por diversos fatores biológicos como depressão, medicações e alterações hormonais.

Ou ainda por fatores psicológicos como acontecimentos variados da vida diária, medo de engravidar, doenças sexualmente transmissíveis, infertilidade, experiências sexuais dolorosas ou mesmo inexperiência e constrangimentos em relação ao próprio corpo. De modo geral, é uma situação complexa de entendimento, experiências e confiança.

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Este artigo foi escrito por Larissa Ribeiro

Fisioterapeuta. Pós-Graduada em Fisioterapia Pélvica. Mestranda em Ginecologia e Obstetrícia.  Formação em Pilates, Water Pilates, Hidroterapia, MIT – Movimento Inteligente, Treinamento Funcional, Formação no Método Abdominal Hipopressivo – MAH, Treinadora Grupo VOLL, ministra cursos Espaço Vida Pilates e Pilates Avançado. Porto Alegre/ RS.

 

Bibliografia
  • AZEVEDO, Maria A. R. Avaliação da Função Sexual em Mulheres com Incontinência Urinária Mista Antes e Após um Protocolo de Treinamento Para Musculatura do Assoalho Pélvico. UFRN, 2017.
  • BARACHO, Elza. Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher. 5ª ed. Guanabara Koogan, 2014.
  • BATISTA, Nina M. T. L. et al. Força e coordenação motora da musculatura do assoalho pélvico e a função sexual feminina. Interdisciplinary Journal of Health Education, 2017.
  • DELGADO, Alexandre M.; et. al. Recursos Fisioterapêuticos Utilizados no Tratamento das Disfunções Sexuais Femininas. Revista Científica da Escola de Saúde, 2015.
  • DRIUSSO, Patrícia; BELEZA, Ana Carolina S. Avaliação Fisioterapêutica da Musculatura do Assoalho Pélvico Feminino. 1ª ed. Manole, 2018.
  • MORENO, Adriana L. Fisioterapia em Uroginecologia. – 2ª ed. rev. Manole, 2009.
Resistência no MAH: Entenda os conceitos Respiratórios e Físicos

Resistência no MAH: Entenda os conceitos Respiratórios e Físicos

O Método Abdominal Hipopressivo (MAH) é um método que reúne vários exercícios para trabalhar com posturas e ativações específicas. Estas ativações podem ser tanto dinâmicas quanto estáticas – ou, até mesmo, as duas combinadas -, e são otimizadas por uma sequência respiratória pré-determinada.

Através das neurodivergências (posturas do MAH, das respirações e das apneias, por exemplo) conseguimos a ativação do Sistema Nervoso Somático (SNS). Que tal saber mais sobre Resistência no MAH? Basta continuar lendo este texto incrível sobre o tema!

Resistência no MAH
hipopressiva no tratamento de diástase abdominal

No Método Abdominal Hipopressivo, trabalhamos durante todo tempo com respirações (que vão ser organizadas em dois tempos de inspiração e quatro tempos de expiração) predominando a expiração associando, ainda, períodos de apneias respiratórias.

O MAH é fundamentado nos princípios da Yoga, que utiliza a respiração com pausas respiratórias cada vez maiores. A Resistência no MAH tem objetivo de melhorar as trocas gasosas, a resistência respiratória e a concentração (domínio e consciência de si mesmo).

Os autores MIYAMURA et al.(2002) analisaram as respostas químicas de um indivíduo altamente treinado em Yoga que realizava um ciclo respiratório por minuto e manteve assim durante uma hora!

Concluindo que este sujeito é capaz de suportar condições de baixa pO2 arterial, alta pCO2 arterial e baixo pH arterial, sugerindo uma reduzida quimossensorialidade a hipercapnia.

Conclusão
qual é a origem da hipopressiva

Sendo assim, conclui-se que pessoas saudáveis treinadas na realização de respirações profundas e lentas (yoguicas) estão mais aptas a tolerar as condições como hipóxia e hipercapnia, melhorando seu condicionamento físico e a resistência respiratória.

Essa condição auxilia muito profissionais como mergulhadores, atletas que precisam de grande resistência física e respiratória assim como não atletas que precisam iniciar atividades físicas e melhorar sua resistência.

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Este texto foi escrito por Maria Lina 

Utilizando a Hipopressiva no Tratamento da Constipação Intestinal

Utilizando a Hipopressiva no Tratamento da Constipação Intestinal

A Constipação Intestinal é a queixa digestiva mais comum na população geral, sendo responsável por milhões de visitas médicas aos hospitais no Brasil e no Mundo (COLLETE 2007).

Consiste, portanto, em um distúrbio caracterizado pela diminuição da frequência das evacuações a intervalos maiores que 48 horas, o que permite um aumento da absorção de água pelas paredes do cólon, resultando em fezes duras, pesando menos de 200 gramas (ANDRÉ et al, 2000).

Existem vários fatores epidemiológicos de risco para o desenvolvimento de constipação como:

  • Idade;
  • Sexo Feminino;
  • Baixo nível socioeconômico;
  • Baixo consumo de fibras na dieta alimentar;
  • Mal estilo de vida, no que diz respeito aos países industrializados, bem como o excesso de alimentos industrializados.
  • Aumento crônico da Pressão intra-abdominal (PIA)

A modificação dos hábitos alimentares gerada pela tecnologia tem introduzido o consumo de alimentos refinados desprovidos de fibras vegetais, contidas em maior quantidade nas cascas das frutas e legumes.

Por esse motivo, existem nos países desenvolvidos uma alta incidência de doenças que eram pouco frequentes no passado como o a constipação intestinal, as chamadas doenças da civilização.

Doenças resultantes da Constipação

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a constipação propriamente dita pode ser um sintoma inicial de doenças graves. Como por exemplo, o câncer colorretal, que é o quinto câncer mais frequente entre os homens e o quarto entre as mulheres no Brasil.

A cronicidade dos sintomas, a falta de orientação terapêutica adequada e o uso abusivo de laxantes podem ter como consequências o surgimento de outros problemas. Entre eles:

  • Doença diverticular do cólon;
  • Hemorroidas;
  • Fissuras Anais;
  • Fecalomas com impactação fecal (AMBROGINI 2001).

Funcionamento do Intestino

O intestino é um órgão de formato tubular que se estende desde o final do estômago até ao ânus, permitindo a passagem dos alimentos digeridos, facilitando a absorção dos nutrientes e a eliminação dos resíduos. Para fazer todo esse processo, o intestino tem cerca de 7 a 9 metros de comprimento.

O intestino é uma das partes mais importantes do sistema digestivo e pode ser dividido em 2 partes principais:

  • Intestino delgado: é a primeira porção do intestino, que liga o estômago ao intestino grosso. É a parte mais comprida do intestino, com cerca de 7 metros, onde ocorre uma parte da absorção de água e grande parte de absorção dos nutrientes como: açúcares e aminoácidos.
  • Intestino grosso: é a segunda porção do intestino, apresenta cerca de 2 metros de comprimento. É a menor parte do intestino, mas a mais importante na absorção de água. Mais de 60% da água que nosso corpo precisa é absorvida no intestino grosso.

Após as refeições podem ocorrer contrações colônicas de grande amplitude, denominadas reflexo gastrocólico, que se propagam a partir do sigmóide proximal em direção a sua porção terminal, empurrando a massa fecal para o interior do reto.

A continência fecal e as evacuações dependem do funcionamento perfeito da musculatura pélvica.

Movimentos pré-evacuatórios

Os esfíncteres interno e externo envolvem o ânus, sendo o primeiro um espessamento da musculatura lisa circular do intestino e o segundo de musculatura estriada sob controle voluntário.

Quando as fezes chegam ao reto, receptores sensíveis ao estiramento determinam o relaxamento reflexo do esfíncter interno do ânus, permitindo que o conteúdo retal, ao atingir a região anodérmica, seja percebido de modo discriminado para gases, líquidos ou fezes pastosas.

Neste momento, o indivíduo pode decidir pela eliminação de flatos ou pela contração voluntária do esfíncter externo até chegar ao local apropriado para ultimar a defecação.

O relaxamento do esfíncter interno do ânus em consequência da distensão retal é denominado reflexo retoanal que é transmitido através do plexo mioentérico. Este reflexo pode ser avaliado por meio da manometria anorretal.

Bactérias presentes no Intestino

Embora o tubo digestivo inteiro seja amplamente colonizado por bactérias, existe entre seus diversos segmentos uma grande variedade na concentração destas. (PINHO, 2008)

A presença de secreções ácidas e biliares no estômago e intestino delgado proximal, e a presença de um trânsito mais acelerado contribui para uma redução da quantidade de bactérias nestes segmentos. (PINHO, 2008)

A colonização bacteriana aumenta de forma exponencial no intestino delgado distal devido à ausência das referidas secreções e pelo retardo de trânsito pela ação da válvula ileocecal. No cólon iremos observar um aumento acentuado da flora bacteriana.

Portanto, ao longo de todo o intestino, existe uma flora de bactérias que ajudam no processo digestivo, assim como a manter o intestino saudável e livre de outras bactérias patogênicas que podem ser ingeridas com os alimentos.

Para manter uma flora intestinal saudável, deve-se apostar no consumo de probióticos, tanto através dos alimentos como de suplementação.

Qual a relação do MAH com a Constipação Intestinal?

As posturas propostas no Método Abdominal Hipopressivo (MAH) têm como objetivo trabalhar a mobilidade diafragmática.

O diafragma é o musculo primário da respiração e tem ligação intima com os intestinos. Ligações essas através de cadeias musculares, fáscias e biomecânica.

Quando esse músculo trabalha com menor esforço e com a pressão intra-abdominal normalizada ele potencializa a sua ação de massagear o mesocólon transverso e assim melhora a mobilidade visceral. Esse aumento da mobilidade facilitará o fluxo fecal prevenindo e/ou tratando da constipação intestinal.

Além disso a técnica (MAH) trabalha na reprogramação do córtex cerebral onde proporcionará um estimulo das cadeias miofasciais e das vias do sistema neurovegetativo. Onde acontecerá uma perfeita sincronia entre acetil colina (colinérgicos) e noradrenalina (adrenérgicos).

Essas substâncias irão fazer ajustes neurodinâmicos afim de melhorar o funcionamento intestinal. Um estudo recente mostra que cerca de 90% da serotonina existente no corpo humano é produzido no intestino (OLIVEIRA 2013).

A serotonina é um neurotransmissor que atua diretamente no cérebro regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções intelectuais e por isso, quando este hormônio se encontra numa baixa concentração, pode causar mau humor, dificuldade para dormir, ansiedade ou mesmo depressão.

O MAH como visto acima, ajudará no funcionamento dos intestinos. O mesmo estudo proposto por Oliveira 2013, mostra que: quando o intestino funciona bem, temos menores riscos de ocorrências de ansiedade e de depressão.

Conclusão

Uma das formas de aumentar a concentração de serotonina na corrente sanguínea é consumindo alimentos ricos em triptofano, praticar exercícios físicos com regularidade e em casos mais severos, tomar remédios.

Portanto, além da técnica MAH ser de extrema importância no tratamento da constipação intestinal é muito importante orientar o consumo de água.

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Escrito por Marlon Bluner

Fisioterapeuta com formação completa no Método Pilates, Pilates Avançado, Pilates aplicado ás Patologias da Coluna e Método Pilates em Suspensão. É palestrante recorrente dos eventos do Grupo VOLL, assim como treinador do Curso de Formação Completa em Pilates e Método Abdominal Hipopressivo.

 

 

Bibliografia
  • Ambrogini Junior O, Miszputen SJ. Constipação intestinal crônica. In: Borges DR, Rothschild HA, organizadores. Atualização terapêutica. 20ª São Paulo: Editora Artes Médicas; 2001. p. 411-3.
  • André SB, Rodriguez TN, Filho SPPM, Constipação Intestinal, RBM, Dezembro 2000, V 57, N12
  • Collete VL; Araújo CL; Madruga SW. Prevalência e fatores associados à constipação intestinal: um estudo de base populacional em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2007
  • Instituto Nacional de Câncer. Incidência de câncer no Brasil, 2006. http://www.inca.gov.br/estimativa/2006
  • Mauro Batista de Morais1, Helga Verena L. Maffei, Constipação intestinal, Revisão, 0021-7557/00/76-Supl.2/S147 Jornal de Pediatria
  • Pinho, Mauro. Rev bras Coloproct, 2008;28(1): 119-123. A Biologia Molecular das Doenças Inflamatórias Intestinais, 120 Vol. 28 Nº 1 Rev bras Coloproct Janeiro/Março, 2008
  • Sonnenberg A, Koch TR. Physician visits in the United States for constipation: 1958 to 1986. Dig Dis Sci 1989; 34:606-11
  • Vanessa Louise Collete; Cora Luiza Araújo; Samanta Winck Madruga. Prevalência e fatores associados à constipação intestinal: um estudo de base populacional em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2007
Melhores do Ano 2018 – 5 Matérias Mais Acessadas Sobre Hipopressiva

Melhores do Ano 2018 – 5 Matérias Mais Acessadas Sobre Hipopressiva

Quando estava pensando no que eu poderia fazer para comemorar, no final de 2018, o sucesso do meu blog, várias opções especiais passaram pela minha cabeça.

Não posso deixar de comentar que foram 629.450 visualizações durante todo o ano! Mais de meio milhão em 12 meses, dá pra acreditar? É muito acesso em tão pouco tempo!

Isso me deixa extremamente feliz e, por esse motivo, preparei 4 especiais com os Melhores de Ano em 2018!

Cada especial é dedicado à uma categoria diferente do meu blog. São elas:

  • Hipopressiva;
  • Biomecânica;
  • Avaliação Postural;
  • Cadeias Musculares.

Abaixo, você pode encontrar os textos mais acessados e comentados da categoria Hipopressiva! Espero que você aproveite todo o conhecimento que esse Top 5 pode trazer para a sua vida profissional.

Um feliz ano novo, e até o ano que vem! Aproveitem!

#5 – Pressão intra abdominal: mitos e realidade

Nos últimos anos, em diversas áreas da ciência da saúde, o interesse sobre a pressão intra abdominal e suas variações vem aumentando, e estão sendo estudados os efeitos que tais variações podem causar na saúde humana.

Cirurgiões, médicos urgentistas, fisioterapeutas, osteopatas, professores de educação física, cada um na própria área, precisam conhecer a fisiopatologia da pressão intra abdominal, entender como ela age e quais benefícios ou danos ela pode provocar no ser humano, através de suas variações.

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  • Data da Publicação: 8 de novembro de 2017
  • Visualizações: 3.543

#4 – Tratamento da diástase abdominal: como a hipopressiva ajuda

Nas principais musculaturas do abdômen encontramos seis aponeuroses no total, três para cada músculo. Elas saem unidas e são redistribuídas em seguida. As aponeuroses envolvem o reto do abdômen se unindo novamente na linha alba. É uma distribuição bastante complexa.

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  • Data da Publicação: 26 de fevereiro de 2018
  • Visualizações: 4.554

#3 – Como a Ginástica Hipopressiva pode deixar sua aula perfeita

A ginástica hipopressiva começou a aparecer na mídia há pouco tempo entre as modinhas fitness do momento.  Os blogs anunciavam que era um novo método para perder peso e diminuir a cintura.

Claro que muitas das informações divulgadas eram mitos ou confusas, mas de qualquer maneira a hipopressiva virou moda. O que ninguém mencionava é que a hipopressiva é um método importante para resolvermos diversos problemas inclusive trabalhando com o movimento.

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  • Data da Publicação: 10 de julho de 2017
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#2 – Chegou o guia completo do Método Abdominal Hipopressivo – faça o download gratuito

A mídia começou a focar muito no Método Abdominal Hipopressivo recentemente. Mas será que você, como profissional está pronto para lidar com esse método e aplicá-lo nas suas sessões?

Pensando nisso preparei um material muito especial (e gratuito!) que te ajudará a entender o método, suas aplicações práticas e como ele ajuda nas nossas aulas. Quer entender muito mais sobre o Método Abdominal Hipopressivo? Confira meu e-book.

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#1 – Bases Científicas do Método Abdominal Hipopressivo – MAH

Método Abdominal Hipopressivo (MAH) vem baseado em estudos de publicações científicas de nível ouro, que atualmente, somam-se quase 300 artigos, nos quais os objetivos da técnica são apresentados não somente no sentido de normalizar as pressões na cavidade abdominal, mas também na cavidade torácica.

Nos últimos anos, em diversas áreas da ciência da saúde, o interesse sobre a pressão intra abdominal (PIA) e suas variações vem aumentando, e os efeitos que tais variações podem causar na saúde humana estão sendo estudados.

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*Dados computados até o dia 11/12