Utilizando a Hipopressiva no Tratamento da Constipação Intestinal

Utilizando a Hipopressiva no Tratamento da Constipação Intestinal

A Constipação Intestinal é a queixa digestiva mais comum na população geral, sendo responsável por milhões de visitas médicas aos hospitais no Brasil e no Mundo (COLLETE 2007).

Consiste, portanto, em um distúrbio caracterizado pela diminuição da frequência das evacuações a intervalos maiores que 48 horas, o que permite um aumento da absorção de água pelas paredes do cólon, resultando em fezes duras, pesando menos de 200 gramas (ANDRÉ et al, 2000).

Existem vários fatores epidemiológicos de risco para o desenvolvimento de constipação como:

  • Idade;
  • Sexo Feminino;
  • Baixo nível socioeconômico;
  • Baixo consumo de fibras na dieta alimentar;
  • Mal estilo de vida, no que diz respeito aos países industrializados, bem como o excesso de alimentos industrializados.
  • Aumento crônico da Pressão intra-abdominal (PIA)

A modificação dos hábitos alimentares gerada pela tecnologia tem introduzido o consumo de alimentos refinados desprovidos de fibras vegetais, contidas em maior quantidade nas cascas das frutas e legumes.

Por esse motivo, existem nos países desenvolvidos uma alta incidência de doenças que eram pouco frequentes no passado como o a constipação intestinal, as chamadas doenças da civilização.

Doenças resultantes da Constipação

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a constipação propriamente dita pode ser um sintoma inicial de doenças graves. Como por exemplo, o câncer colorretal, que é o quinto câncer mais frequente entre os homens e o quarto entre as mulheres no Brasil.

A cronicidade dos sintomas, a falta de orientação terapêutica adequada e o uso abusivo de laxantes podem ter como consequências o surgimento de outros problemas. Entre eles:

  • Doença diverticular do cólon;
  • Hemorroidas;
  • Fissuras Anais;
  • Fecalomas com impactação fecal (AMBROGINI 2001).

Funcionamento do Intestino

O intestino é um órgão de formato tubular que se estende desde o final do estômago até ao ânus, permitindo a passagem dos alimentos digeridos, facilitando a absorção dos nutrientes e a eliminação dos resíduos. Para fazer todo esse processo, o intestino tem cerca de 7 a 9 metros de comprimento.

O intestino é uma das partes mais importantes do sistema digestivo e pode ser dividido em 2 partes principais:

  • Intestino delgado: é a primeira porção do intestino, que liga o estômago ao intestino grosso. É a parte mais comprida do intestino, com cerca de 7 metros, onde ocorre uma parte da absorção de água e grande parte de absorção dos nutrientes como: açúcares e aminoácidos.
  • Intestino grosso: é a segunda porção do intestino, apresenta cerca de 2 metros de comprimento. É a menor parte do intestino, mas a mais importante na absorção de água. Mais de 60% da água que nosso corpo precisa é absorvida no intestino grosso.

Após as refeições podem ocorrer contrações colônicas de grande amplitude, denominadas reflexo gastrocólico, que se propagam a partir do sigmóide proximal em direção a sua porção terminal, empurrando a massa fecal para o interior do reto.

A continência fecal e as evacuações dependem do funcionamento perfeito da musculatura pélvica.

Movimentos pré-evacuatórios

Os esfíncteres interno e externo envolvem o ânus, sendo o primeiro um espessamento da musculatura lisa circular do intestino e o segundo de musculatura estriada sob controle voluntário.

Quando as fezes chegam ao reto, receptores sensíveis ao estiramento determinam o relaxamento reflexo do esfíncter interno do ânus, permitindo que o conteúdo retal, ao atingir a região anodérmica, seja percebido de modo discriminado para gases, líquidos ou fezes pastosas.

Neste momento, o indivíduo pode decidir pela eliminação de flatos ou pela contração voluntária do esfíncter externo até chegar ao local apropriado para ultimar a defecação.

O relaxamento do esfíncter interno do ânus em consequência da distensão retal é denominado reflexo retoanal que é transmitido através do plexo mioentérico. Este reflexo pode ser avaliado por meio da manometria anorretal.

Bactérias presentes no Intestino

Embora o tubo digestivo inteiro seja amplamente colonizado por bactérias, existe entre seus diversos segmentos uma grande variedade na concentração destas. (PINHO, 2008)

A presença de secreções ácidas e biliares no estômago e intestino delgado proximal, e a presença de um trânsito mais acelerado contribui para uma redução da quantidade de bactérias nestes segmentos. (PINHO, 2008)

A colonização bacteriana aumenta de forma exponencial no intestino delgado distal devido à ausência das referidas secreções e pelo retardo de trânsito pela ação da válvula ileocecal. No cólon iremos observar um aumento acentuado da flora bacteriana.

Portanto, ao longo de todo o intestino, existe uma flora de bactérias que ajudam no processo digestivo, assim como a manter o intestino saudável e livre de outras bactérias patogênicas que podem ser ingeridas com os alimentos.

Para manter uma flora intestinal saudável, deve-se apostar no consumo de probióticos, tanto através dos alimentos como de suplementação.

Qual a relação do MAH com a Constipação Intestinal?

As posturas propostas no Método Abdominal Hipopressivo (MAH) têm como objetivo trabalhar a mobilidade diafragmática.

O diafragma é o musculo primário da respiração e tem ligação intima com os intestinos. Ligações essas através de cadeias musculares, fáscias e biomecânica.

Quando esse músculo trabalha com menor esforço e com a pressão intra-abdominal normalizada ele potencializa a sua ação de massagear o mesocólon transverso e assim melhora a mobilidade visceral. Esse aumento da mobilidade facilitará o fluxo fecal prevenindo e/ou tratando da constipação intestinal.

Além disso a técnica (MAH) trabalha na reprogramação do córtex cerebral onde proporcionará um estimulo das cadeias miofasciais e das vias do sistema neurovegetativo. Onde acontecerá uma perfeita sincronia entre acetil colina (colinérgicos) e noradrenalina (adrenérgicos).

Essas substâncias irão fazer ajustes neurodinâmicos afim de melhorar o funcionamento intestinal. Um estudo recente mostra que cerca de 90% da serotonina existente no corpo humano é produzido no intestino (OLIVEIRA 2013).

A serotonina é um neurotransmissor que atua diretamente no cérebro regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções intelectuais e por isso, quando este hormônio se encontra numa baixa concentração, pode causar mau humor, dificuldade para dormir, ansiedade ou mesmo depressão.

O MAH como visto acima, ajudará no funcionamento dos intestinos. O mesmo estudo proposto por Oliveira 2013, mostra que: quando o intestino funciona bem, temos menores riscos de ocorrências de ansiedade e de depressão.

Conclusão

Uma das formas de aumentar a concentração de serotonina na corrente sanguínea é consumindo alimentos ricos em triptofano, praticar exercícios físicos com regularidade e em casos mais severos, tomar remédios.

Portanto, além da técnica MAH ser de extrema importância no tratamento da constipação intestinal é muito importante orientar o consumo de água.

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Escrito por Marlon Bluner

Fisioterapeuta com formação completa no Método Pilates, Pilates Avançado, Pilates aplicado ás Patologias da Coluna e Método Pilates em Suspensão. É palestrante recorrente dos eventos do Grupo VOLL, assim como treinador do Curso de Formação Completa em Pilates e Método Abdominal Hipopressivo.

 

 

Bibliografia
  • Ambrogini Junior O, Miszputen SJ. Constipação intestinal crônica. In: Borges DR, Rothschild HA, organizadores. Atualização terapêutica. 20ª São Paulo: Editora Artes Médicas; 2001. p. 411-3.
  • André SB, Rodriguez TN, Filho SPPM, Constipação Intestinal, RBM, Dezembro 2000, V 57, N12
  • Collete VL; Araújo CL; Madruga SW. Prevalência e fatores associados à constipação intestinal: um estudo de base populacional em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2007
  • Instituto Nacional de Câncer. Incidência de câncer no Brasil, 2006. http://www.inca.gov.br/estimativa/2006
  • Mauro Batista de Morais1, Helga Verena L. Maffei, Constipação intestinal, Revisão, 0021-7557/00/76-Supl.2/S147 Jornal de Pediatria
  • Pinho, Mauro. Rev bras Coloproct, 2008;28(1): 119-123. A Biologia Molecular das Doenças Inflamatórias Intestinais, 120 Vol. 28 Nº 1 Rev bras Coloproct Janeiro/Março, 2008
  • Sonnenberg A, Koch TR. Physician visits in the United States for constipation: 1958 to 1986. Dig Dis Sci 1989; 34:606-11
  • Vanessa Louise Collete; Cora Luiza Araújo; Samanta Winck Madruga. Prevalência e fatores associados à constipação intestinal: um estudo de base populacional em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, 2007
Melhores do Ano 2018 – 5 Matérias Mais Acessadas Sobre Hipopressiva

Melhores do Ano 2018 – 5 Matérias Mais Acessadas Sobre Hipopressiva

Quando estava pensando no que eu poderia fazer para comemorar, no final de 2018, o sucesso do meu blog, várias opções especiais passaram pela minha cabeça.

Não posso deixar de comentar que foram 629.450 visualizações durante todo o ano! Mais de meio milhão em 12 meses, dá pra acreditar? É muito acesso em tão pouco tempo!

Isso me deixa extremamente feliz e, por esse motivo, preparei 4 especiais com os Melhores de Ano em 2018!

Cada especial é dedicado à uma categoria diferente do meu blog. São elas:

  • Hipopressiva;
  • Biomecânica;
  • Avaliação Postural;
  • Cadeias Musculares.

Abaixo, você pode encontrar os textos mais acessados e comentados da categoria Hipopressiva! Espero que você aproveite todo o conhecimento que esse Top 5 pode trazer para a sua vida profissional.

Um feliz ano novo, e até o ano que vem! Aproveitem!

#5 – Pressão intra abdominal: mitos e realidade

Nos últimos anos, em diversas áreas da ciência da saúde, o interesse sobre a pressão intra abdominal e suas variações vem aumentando, e estão sendo estudados os efeitos que tais variações podem causar na saúde humana.

Cirurgiões, médicos urgentistas, fisioterapeutas, osteopatas, professores de educação física, cada um na própria área, precisam conhecer a fisiopatologia da pressão intra abdominal, entender como ela age e quais benefícios ou danos ela pode provocar no ser humano, através de suas variações.

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  • Data da Publicação: 8 de novembro de 2017
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#4 – Tratamento da diástase abdominal: como a hipopressiva ajuda

Nas principais musculaturas do abdômen encontramos seis aponeuroses no total, três para cada músculo. Elas saem unidas e são redistribuídas em seguida. As aponeuroses envolvem o reto do abdômen se unindo novamente na linha alba. É uma distribuição bastante complexa.

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  • Data da Publicação: 26 de fevereiro de 2018
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#3 – Como a Ginástica Hipopressiva pode deixar sua aula perfeita

A ginástica hipopressiva começou a aparecer na mídia há pouco tempo entre as modinhas fitness do momento.  Os blogs anunciavam que era um novo método para perder peso e diminuir a cintura.

Claro que muitas das informações divulgadas eram mitos ou confusas, mas de qualquer maneira a hipopressiva virou moda. O que ninguém mencionava é que a hipopressiva é um método importante para resolvermos diversos problemas inclusive trabalhando com o movimento.

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  • Data da Publicação: 10 de julho de 2017
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#2 – Chegou o guia completo do Método Abdominal Hipopressivo – faça o download gratuito

A mídia começou a focar muito no Método Abdominal Hipopressivo recentemente. Mas será que você, como profissional está pronto para lidar com esse método e aplicá-lo nas suas sessões?

Pensando nisso preparei um material muito especial (e gratuito!) que te ajudará a entender o método, suas aplicações práticas e como ele ajuda nas nossas aulas. Quer entender muito mais sobre o Método Abdominal Hipopressivo? Confira meu e-book.

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#1 – Bases Científicas do Método Abdominal Hipopressivo – MAH

Método Abdominal Hipopressivo (MAH) vem baseado em estudos de publicações científicas de nível ouro, que atualmente, somam-se quase 300 artigos, nos quais os objetivos da técnica são apresentados não somente no sentido de normalizar as pressões na cavidade abdominal, mas também na cavidade torácica.

Nos últimos anos, em diversas áreas da ciência da saúde, o interesse sobre a pressão intra abdominal (PIA) e suas variações vem aumentando, e os efeitos que tais variações podem causar na saúde humana estão sendo estudados.

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*Dados computados até o dia 11/12
Por que hipertensão está entre as contraindicações da hipopressiva?

Por que hipertensão está entre as contraindicações da hipopressiva?

Gosto tanto da hipopressiva que até ministro um curso especialmente voltado para o assunto. Apesar de ser muito eficiente, não existe como afirmar que a hipopressiva é para todos. A maioria das pessoas consegue seus benefícios, mas existem contraindicações.

Nesse artigo entenderemos um pouco melhor como o MAH atua nos indivíduos hipertensos, fazendo com que seja contraindicado para esse público. Também quero mostrar uma alternativa de atividade para quem sofre com hipertensão: o Pilates.

O que é o MAH?

Quem já leu meu artigo a respeito das colunas de pressão do corpo entende: a pressão intracavitária influencia muito no movimento! Por isso, sempre devemos estar em busca de métodos que nos ajudem na normalização dessas pressões, como o Método Abdominal Hipopressivo (MAH).

O MAH é um método que utiliza diversas posturas estáticas e dinâmicas, utilizando a respiração para potencializar seus efeitos. Durante a postura, o aluno expulsa todo o ar com o diafragma em alta, o que leva ao aumento de CO2.

Para conseguir relaxar e alongar corretamente, o diafragma torácico precisa estar em posição de expiração. Portanto, podemos concluir que a hipopressiva é um método que potencializa suas posturas através da apneia expiratória.

Existem diversos benefícios de utilizar a hipopressiva nas suas aulas. Um deles é a produção de dopamina pelo corpo, que ocorre com a prática de qualquer atividade física. O grande diferencial de utilizar o MAH é a não produção de ácido lático.

O segredo de parte da eficiência da hipopressiva está na apneia expiratória. Ela gera aumento de CO2 que, consequentemente, estimulam o centro pneumotáxico através do ácido carbônico. Isso significa que a apneia gera um estímulo à inspiração.

O organismo compreende a apneia expiratória como falência respiratória, acionando o neurotransmissor simpático (adrenalina). Assim, conseguimos todos seus efeitos, que incluem aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial para resgatar o organismo.

Contraindicações da hipopressiva: hipertensão

O Método Abdominal Hipopressivo é extremamente benéfico, porém não pode ser utilizado com todos nossos pacientes. A ativação da adrenalina gerada no corpo faz com que a frequência cardíaca e a pressão arterial variam. Para quem já é hipertenso, esses efeitos são bastante nocivos.

Além disso, existe o problema da hipopressiva utilizar posturas geralmente em isometria. Durante essas posições o indivíduo precisa manter-se em postura por um certo período de tempo. Assim, geramos algumas vasoconstrições através da contração muscular. Isso leva a um aumento de resistência periférica e também aumento de pressão arterial diastólica.

As apneias adotadas pelo MAH fazem com que o nível de gás carbônico aumente em relação ao nível de oxigênio. Os ciclos de apneia utilizados durante toda a sessão fazem com que a frequência cardíaca e pressão arterial fiquem alteradas.

Para entender melhor esses efeitos, perceba que usamos cerca de 18 apneias para cada posição adota. Ou seja, o aluno passa mais de 90 segundos nesse ciclo, o que geraria sérios danos para os hipertensos.

Percebemos dessa maneira que, apesar de sua eficiência em outras questões, o MAH não consegue auxiliar nossos pacientes hipertensos. Sempre avalie o histórico clínico do seu aluno porque os resultados da hipopressiva nesses indivíduos são pouco ou quase nunca reversíveis.

Qualquer método que utilize o conceito hiperpressórico é contraindicado para hipertensos. Então, o que podemos fazer por eles?

Como ajudar pacientes hipertensos

Existem diversas maneiras de prevenir ou tratar a hipertensão através do movimento. Para conseguir isso, precisamos começar evitando métodos que trabalham com conceitos hiperpressóricos, como o MAH. Felizmente, ainda podemos utilizar um método extremamente eficiente e benéfico para o corpo, o Pilates.

Além disso, nosso paciente precisa utilizar uma combinação de novos hábitos de vida que auxiliem no controle da pressão arterial. O desenvolvimento de hipertensão acontece por causa de diversos fatores, inclusive ambientais. Portanto, é preciso adotar mudanças na alimentação, reduzir o peso, evitar o estresse e deixar de fumar para conseguir verdadeira melhora.

No quesito alimentação, é importante adotar uma alimentação saudável e diversificada. O ideal é incluir frutas, legumes e vegetais divididos em 6 refeições diárias. Além disso, o paciente deve moderar no consumo de sal, álcool, embutidos, enlatados e alimentos pré-preparados.

Adotar essas alterações na dieta é excelente para a saúde de qualquer um, não só de hipertensos. A alimentação mais balanceada combinada com atividade física ajuda também a diminuir o peso. Considerando que a obesidade é um importante fator de risco para desenvolver hipertensão, isso é essencial.

Benefícios do Pilates para hipertensos

As atividades físicas devem estar presentes na vida de todos para conseguir prevenir doenças crônicas e patologias musculoesqueléticas. Pacientes hipertensos conseguem diminuir os níveis da pressão arterial e controlar seu peso através da prática.

Os pacientes com a condição crônica precisam escolher atividades físicas cíclicas que não sejam intensas. Muita intensidade no exercício pode ter o efeito contrário ao desejado, aumentando a pressão arterial.

Portanto, é importante realizar pelo menos 30 minutos de atividade física moderada de 5 a 7 dias por semana, garantindo um corpo mais equilibrado. Já comentei anteriormente que o Pilates é uma excelente modalidade para esses pacientes.

Assim como na hipopressiva, o Pilates trabalha com controle da respiração, porém sem apneia. No método, expirar e inspirar seria uma forma de potencializar os efeitos dos exercícios e garantir maior qualidade de movimento. Além disso, essa respiração correta tem outro efeito para os hipertensos: alívio do estresse.

O relaxamento muscular resultante das aulas de Pilates também tem a capacidade de influenciar na pressão arterial, diminuindo-a. O exercício também possui um efeito vasodilatador importante para esses pacientes.

Conclusão

É importante lembrar que os efeitos benéficos do Pilates para hipertensos consistem, em sua maioria, de efeitos agudos. Ou seja, o paciente não mantém esses efeitos por muito tempo após a prática da atividade física.

Portanto, quem deseja manter a pressão arterial controlada através do uso do Pilates e de alterações no estilo de vida precisa participar sempre das aulas.

 

Bibliografia

 

3 dúvidas comuns de Instrutores do Método Abdominal Hipopressivo

3 dúvidas comuns de Instrutores do Método Abdominal Hipopressivo

Se você acompanha o meu blog diariamente, provavelmente você já deve lido sobre o Método Abdominal Hipopressivo (MAH). Os exercícios de MAH trazem inúmeros benefícios maravilhosos para quem o pratica, benefícios estes que vão muito além da tão famosa barriga negativa! Existem inúmeras dúvidas sobre o método e vou falar sobre elas neste texto!

Muitos profissionais chegam até mim com dúvidas bastante pertinentes sobre as aulas do MAH. Há alguma contraindicação do método? O Método Abdominal Hipopressivo realmente gera barriga definida? O Método Abdominal Hipopressivo emagrece?

Estas questões já foram sanadas em outras matérias! Hoje eu vou falar especificamente de dúvidas dos instrutores em relação às aulas do MAH. Separei 3 das inúmeras dúvidas que os profissionais do movimento possuem ao se deparar com esse método tão incrível! Abaixo você confere uma listinha com os questionamentos sobre a aula do MAH. Olha só que demais!    

Dúvida 1: Quanto tempo dura a aula do MAH?

Essa está no Top 3 das mais perguntadas pelos profissionais do movimento! A aula do MAH, na maioria das vezes, dura em torno de 40 a 45 minutos. Tempo este, suficiente para ativar os músculos da faixa abdominal normalizando suas pressões.

Vale ressaltar que as aulas do MAH devem ser realizadas duas vezes por semana na clínica. Porém, o aluno/paciente precisa fazer a manutenção dos exercícios em casa, por cerca de 5 minutos diários.

Dúvida 2: Quantos alunos/pacientes eu posso ter em cada aula?

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) definiu que um fisioterapeuta deve trabalhar com no máximo 6 alunos por aula. Já o profissional de Educação Física, normalmente, pode trabalhar com um grupo maior de alunos por classe.

Particularmente, eu não gosto muito dessas definições! Sempre procuro trabalhar com 4 alunos, sabe por quê? Porque nós trabalhamos com o toque! É imprescindível que você tenha uma boa conduta e um bom domínio sobre a aula.

Você precisa ter as pessoas – seus alunos e pacientes -, na palma da mão durante toda a aula! Os movimentos precisam ser corrigidos, você precisa comandar a aula com precisão!  

Dúvida 3: Qual valor eu posso cobrar?

Por último – mas não menos importante, é claro -, está o valor da aula! Quanto devo cobrar por uma aula do Método Abdominal Hipopressivo? Pois bem, a resposta é variável pois depende muito da cidade onde está montado o seu studio ou a sua clínica. Em São Paulo, por exemplo, nos studios de classe nível A, os instrutores costumam cobrar até R$180 por cada hora.

Lembrando que esses studios geralmente ficam em bairros nobres da capital do estado. Ouvi alguns instrutores dizendo, também, que costumam fechar pacotes com seus clientes para que as ofertas se tornem bem mais atrativas.

Por exemplo, um studio tem cobrado R$1800 por 12 sessões de MAH. Isso sai em torno de R$150 por cada sessão. Tudo fica ainda mais atrativo quando os clientes percebem que é possível dividir o pagamento em 3 ou 4 vezes. Isso, claro, na grande São Paulo!

No interior do estado e no Rio de Janeiro, os instrutores cobram por volta de R$150. E olhe só que interessante! Uma instrutora do MAH do interior do estado de Santa Catarina, me disse uma vez que se ela cobrar mais de R$100 em uma sessão do método na cidade dela, ninguém vai fazer a aula!

Então depende muito do mercado da cidade onde o seu studio ou a sua clínica está instalada. A economia do local é imprescindível na hora de você tabelar os preços de cada sessão do MAH.

Digo isto, porque não adianta nada você ter uma aula incrível – levando em consideração todos os conceitos de Biomecânica Muscular, ativação do Power House e trabalhar com o Assoalho Pélvico -, mas cobrar um valor acima do mercado da sua cidade!

Conclusão

O Método Abdominal Hipopressivo pode se tornar um diferencial incrível na sua formação profissional. Imagine quantos alunos/pacientes novos você não conseguirá atrair tendo o curso de MAH no seu currículo? Posso te dizer, por experiência própria, que são muitos!

No meu curso presencial sobre o Método Abdominal Hipopressivo (MAH) – que respeita as normas da Associação Wsacs – The abdominal Compartment Society -, você pode aprender ainda mais sobre esse método sensacional que trará benefícios incríveis para seu aluno!

São quatro módulos presenciais e online, com 10 profissionais sensacionais que entendem tudo sobre o método e estão dispostos a saciar todas as suas dúvidas sobre o MAH! Ficou interessado no curso em parceria com o VOLL Pilates Group? É só clicar aqui que você será redirecionado a página especial do curso!

Mulheres no Puerpério: Como realizar o atendimento com Hipopressiva?

Mulheres no Puerpério: Como realizar o atendimento com Hipopressiva?

Depois de três trimestres de adaptações biomecânicas, emocionais, hormonais e fisiológicas, a mulher passa pelo parto e entra no período do puerpério.

Nele, ela precisa enfrentar novamente uma série de alterações do seu corpo que está retornando ao estado anterior à gravidez. A fisioterapia é comprovadamente uma maneira de auxiliar mulheres no puerpério e oferecer-lhes uma melhor qualidade de vida.

Nesse artigo, quero propor um complemento ao atendimento fisioterápico: o uso do método abdominal hipopressivo. Aprenda como a técnica pode ajudar sua paciente e comece a aplicá-la.

Alterações no Corpo da Mulher no Puerpério

Durante a gestação, a mulher precisa passar por diversas adaptações físicas e hormonais para garantir a saúde e desenvolvimento do feto. Essas alterações se estendem pelo período dos três trimestres de gestação e chegam ao fim no momento do parto.

Mas o corpo não volta imediatamente ao seu estado anterior, afinal de contas, foram 9 meses de adaptações para receber aquela vida.

Durante a gestação, a parede abdominal sofre um estiramento para aumentar o espaço de desenvolvimento do bebê, tendo sua pressão intra abdominal (PIA) aumentada fisiologicamente. Como resultado, a linha alba estará sob os efeitos da relaxina afastando os dois feixes do músculo reto abdominal.

Durante a gravidez, a diástase é normal e esperada para que o feto se desenvolva, porém, tal alteração também pode acontecer imediatamente após o parto ou nas primeiras semanas após o acontecimento, pois os músculos levam de 4 a 6 semanas para recuperar seu controle motor (Eyal Lederman).

Após, esse período considera-se que o estiramento do reto abdominal pode ser fator de risco para:

  • Falta de Estabilização para as Vísceras
  • Hérnia visceral no Abdômen
  • Disfunções Uroginecológicas

Todos esses são problemas que desejamos evitar em mulheres no puerpério para garantir uma melhor qualidade de vida no período.

Ainda no período de gravidez, a mulher passa por alterações importantes no sistema respiratório que também é influenciada pelo aumento da pressão intra-abdominal.

O aumento da área abdominal causado pelo crescimento do feto diminui a excursão do diafragma, o que o elevará cerca de 4cm a 5cm. A caixa torácica se expande para suprir essa demanda de aumento pressórico e a frequência respiratória fica aumentada.

O puerpério é caracterizado como o período de adaptação do corpo após a gestação e pode durar de 6 a 8 semanas, o retorno total da pelve após, leva exatamente 8 semanas para recuperar seu controle motor. Todas as alterações que o corpo sofreu durante a gestação podem manter-se nesse período, causando uma série de desconfortos para a mulher.

Trabalhar com mulheres no puerpério pode ser um trabalho delicado. Além de estar passando por adaptações físicas e hormonais novamente, elas também estão alterando seu estilo de vida para a convivência com o recém-nascido.

Portanto, devemos oferecer-lhes todo conforto possível.

Benefícios do Método Abdominal Hipopressivo para Mulheres no Puerpério

Se você leu corretamente o tópico anterior, percebeu que existem diversas alterações musculoesqueléticas no corpo das mulheres no puerpério. Entre elas, temos adaptações importantes na parede abdominal, que podem levar ao estiramento  de diversas musculaturas.

O assoalho pélvico também pode sofrer com as adaptações já que suportou um excesso de carga durante o período gestacional.

O Método Abdominal Hipopressivo é bastante recomendado para ativação das musculaturas abdominais e, para retirada do peso hidráulico do assoalho pélvico, devolvendo a esses músculos sua curva de comprimento e tensão.

Caso não tenha ocorrido laceração de fibras, nesses casos devemos estar acompanhados de uma fisioterapeuta uroginecológica. O método também pode ser utilizado para auxiliar no tratamento de mulheres no puerpério com incontinência urinária.

Os objetivos da hipopressiva aplicada à essas pacientes incluem:

  1. Ativar Musculatura Abdominal
  2. Devolver as Condições Fisiológicas ao Assoalho Pélvico
  3. Normalizar a PIA
  4. Desativar a Série Muscular de Williame e Finet – Normalizando as Pressões na Cavidade Torácica
  5. Realizar o Reposicionamento das Vísceras no Peritônio
  6. Alinhar os Ilíacos
  7. Recuperar sua Forma Estética mais rapidamente.

Existem também indicativos que as aulas hipopressivas para mulheres no puerpério diminuem o afastamento das porções do reto abdominal. Assim, seria possível prevenir uma possível diástase abdominal ou hérnia, mas falaremos a respeito disso mais à frente.

Um estudo realizado com 50 mulheres no puerpério imediato mostrou diminuição no afastamento das porções do reto abdominal 12,5% com uso da hipopressiva. No mesmo período estudado, entre 6 horas e 18 horas após o parto, o grupo de controle teve diminuição de 5,4%.

Também é possível utilizar os exercícios para melhorar o tônus da musculatura abdominal que costuma estar desativado em mulheres no puerpério. Além de corrigirmos também algumas alterações posturais desenvolvidas no período gestacional e evitar compressões mecânicas mais à frente.

Hipopressiva para Tratar Diástase Abdominal após a Gestação

A diástase abdominal é uma reclamação frequente em mulheres com uma gestação recente.

Durante a gravidez acontece o estiramento dos músculos abdominais que já mencionei anteriormente. Combinado com alterações posturais, como hiperlordose lombar e anteversão pélvica, essas mudanças geram alterações fisiológicas e biomecânicas nas musculaturas abdominais.

Lembrem-se que o corpo está sempre em busca de: equilíbrio, conforto e economia.

Para tanto,se utiliza de programações corticais, que são capazes de ativar e desativar músculos para cumprir principalmente o princípio da economia. Na gravidez, não se faz diferente. O córtex desativará os músculos da faixa abdominal a fim de diminuir a PIA, para que o feto possa crescer confortavelmente.

Levará os ilíacos em abertura e anterioridade, na tentativa clara de aumentar a área interna, com o mesmo objetivo. E as alterações musculoesqueléticas, sempre se adaptaram às necessidades viscerais.

A alteração mais importante para nós quando falamos de diástase abdominal ocorre nos retos abdominais. Suas duas porções separam-se na linha alba para permitir o crescimento do útero que abriga o feto. Apesar de ser mais comum no último trimestre de gestação, a diástase também pode afetar as mulheres no puerpério.

Um detalhe importante, nem toda diástase no período gestacional ou pós-parto é considerada patológica. Uma separação das porções do reto abdominal de até 2,5 cm é considerada fisiológica.

O corpo da gestante se recupera após o parto e volta ao estado normal, lembrando que o corpo da mulher pode levar até 2 anos para se recuperar de todas alterações: são as puérperas tardias. Precisamos garantir tratamento para mulheres puérperas que possuem alterações maiores, portanto patológicas.

Temos no Método Abdominal Hipopressivo um grande aliado no tratamento e prevenção da diástase dessa população.

O método possui uma grande vantagem sobre os exercícios convencionais, pois proporciona diminuição da PIA, enquanto que os abdominais tradicionais, seja o: holliwing, bracing ou crunch elevará a pressão intra-abdominal, que já encontra-se aumentada.

Nas diástases, seria pouco eficaz utilizar exercícios abdominais convencionais que podem aumentar a PIA ainda mais..

Portanto, usando a hipopressiva para tratamento de mulheres no puerpério conseguimos auxiliar com a diástase e fornecer todos os outros benefícios do método abdominal hipopressivo.

Conclusão

Já conhecemos o método abdominal hipopressivo e seus benefícios. Mencionei aqui mesmo nesse blog como ele pode ser usado para tratamento de incontinência urinária, dor lombar crônica e as próprias diástases abdominais. Agora, você também sabe que ele é excelente para trabalhar com mulheres no puerpério.

A hipopressiva auxilia o corpo da mulher puérpera a retornar ao seu estado anterior à gestação, estimulando neuro divergências, ou seja, novas redes neuronais para este retorno.

Para isso, precisamos realizar a ativação da musculatura abdominal, a retirada do peso hidráulico do saco visceral da região pélvica, aliviando assim, a tensão excessiva que foi exercida sobre os diminutos músculos do assoalho pélvico por meses, e a desativação da tensão excessiva dos músculos da caixa torácica, através de liberações fasciais, que incluem o diafragma.

A hipopressiva também obtém melhorias para a postura, controle muscular, postural e respiratória da paciente. Além disso, é um método que auxilia na prevenção de prolapso do útero após o parto e ptoses de bexiga.

Quer um atendimento eficiente para sua paciente que encontra-se no período pós-parto? Siga minha dica e comece a aplicar a hipopressiva!

 

Bibliografia
  • FRANCHI, Emanuele Farencena e RAHMEIER, Laura. Efeitos da Ginástica Abdominal Hipopressiva no puerpério imediato – Estudo de casos. Revista do Departamento de Educação Física e Saúde e do Mestrado em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul / Unisc. Ano 17 – Volume 17 – Número 2 – Abril/Junho 2016
  • FEITOSA, Gleiciane Zeferino, LOURENZI, Vaneska da Graça Cruz Martinelli e SOUZA, Vitória Regina Lima. Cadernos de graduação de ciências biológicas e da saúde. Alagoas. V. 4, .2, 2017.
  • MARQUES, Mariá do Carmo & BEZERRA, Rute da Silva. Protocolo De Exercício Para
  • Mulheres no Puerpério Imediato: Associação com o Tipo De Parto. Universidade São Francisco, dezembro de 2008.
  • Blandine, Abdominais sem riscos.
Como a Hipopressiva ajuda Pacientes com Constipação Intestinal

Como a Hipopressiva ajuda Pacientes com Constipação Intestinal

Logo que você leu o título desse artigo deve ter pensado: “Eu não trabalho com o sistema gastrointestinal, o que a constipação intestinal tem a ver com minha área?” Para ser sincera, tem tudo a ver.

Antes de falar exatamente da relação da constipação intestinal com o movimento e, mais especificamente, com a hipopressiva, precisamos entender mais sobre o problema.

A constipação atinge cerca de 35 milhões de pessoas só no Brasil. No mundo todo estima-se que de 15% a 35% da população sofra com o problema. Ou seja, existem grandes probabilidades que um dos seus pacientes está nessas estatísticas. E se não está, eventualmente pode ser afetado pela condição.

O que é Constipação Intestinal? (e porque você precisa saber disso)

Existem diversos motivos que levam ao desenvolvimento da constipação intestinal. Eles incluem:

  • Fatores Psicológicos
  • Aspectos Nutricionais e da Dieta
  • Doenças Gastrointestinais como Síndrome do Intestino Irritável
  • Problemas do Assoalho Pélvico

Viu o assoalho pélvico na lista? Logo voltaremos à ele, agora o nosso foco é na constipação intestinal em si.

Esse problema é caracterizado por uma dificuldade nos movimentos intestinais. Isso gera uma série de sintomas e muito desconforto para o paciente que vão bem além daqueles expressados pelo intestino.

O indivíduo constipado tem dificuldade na excreção das fezes, sente dores abdominais e inchaço na região. Além disso, a constipação intestinal prejudica as funções hormonais do intestino, como você verá a seguir.

Outras Funções do Intestino

Apesar de ser conhecido pela função de excretar as fezes, o intestino está muito relacionado com as emoções. Ele é rico em neurônios e possui cerca de 100 milhões deles. Para você entender sua importância, a única região com mais neurônios no corpo é o próprio cérebro.

Cerca de 98% da serotonina é produzida e armazenada no intestino além de mais outros 30 neurotransmissores. Essas substâncias são produzidas nos neurônios e são responsáveis por transmitir informações.

A serotonina é essencial e, como vimos, está muito relacionada ao intestino. É ela que produz a sensação de felicidade. Portanto, ela controla ou influencia sentimentos como:

  • Depressão
  • Felicidade
  • Ansiedade
  • Tranquilidade
  • Agressividade
  • Raiva
  • Irritabilidade

Ela também auxilia no controle da dor. É por isso que existem tantos medicamentos para sua reposição. Eles são usados para tratar variadas doenças relacionadas à dor crônica. Até boa parte dos antidepressivos usados atualmente possuem serotonina na fórmula.

Agora imagine o impacto que o mau funcionamento do intestino, mais especificamente a constipação intestinal, tem no indivíduo e suas emoções. Pesquisas já comprovaram essa relação. Na verdade, o termo enfezado que é usado para falar de alguém mal humorado está relacionado a isso.

Boa parte dos indivíduos com mau funcionamento do intestino sofre de problemas emocionais. Além disso, a eliminação pouco eficiente das fezes levam a um aumento da pressão intra-abdominal (PIA) e todas suas consequências.

Exercício Físico é Essencial para os Intestinos

Uma das melhores maneiras de prevenir a constipação intestinal e outros problemas dos intestinos é praticar exercícios físicos. Parece que eles nada têm a ver? Então você está bastante enganado. Só preste atenção: esses exercícios não devem aumentar a PIA.

Muitas vezes a contração errônea do Power House tem o efeito contrário do desejado. Ele pode ajudar a aumentar a pressão intra-abdominal, perdendo todos os benefícios da prática do Pilates e outras atividades físicas.

Quando a PIA está aumentada a área do saco visceral é diminuída e tensão no transverso do abdômen aumenta. A hipopressiva auxilia a prevenir esse aumento patológico de pressões intracavitárias. Além disso, ela se mostra como uma aliada eficiente no tratamento da constipação intestinal.

Hipopressiva no Tratamento de Constipação Intestinal

As posturas sistêmicas utilizadas no método abdominal hipopressivo são ótimas para nossos alunos constipados. Ela leva a uma ativação de diversos grupos musculares, incluindo antagonistas do diafragma.

Além disso, sua prática diminui a pressão abdominal, que está relacionada ao mau funcionamento do intestino.

Precisamos lembrar que a hipopressiva é um método eficiente não só para tonificação, mas também reeducação de musculaturas do assoalho pélvico.

Como vimos no início desse texto, disfunções do mesmo são importantes origens de constipação. Em pacientes com pouco controle muscular sobre o assoalho pélvico, a hipopressiva ajuda a tratar problemas como a constipação. Ela também deve ser realizada como método preventivo tanto para problemas intestinais como outros, que incluem a incontinência urinária de esforço.

O aumento da PIA consequente da constipação vem principalmente da ação evacuatória do indivíduo. Uma pessoa com dificuldade para excretar as fezes contrai o diafragma para fazer força, comprime as vísceras e gera um aumento da PIA. Ao invés de ajudar no caso, isso só prejudica os movimentos intestinais.

Para ajudar nosso paciente precisamos aliviar essa pressão sobre as vísceras através da diminuição da PIA. O método hipopressivo é uma ótima opção. Também podemos utilizá-lo ao fim da aula para evitar as consequências de contrair o Power House de maneira errada.

Conclusão

A constipação intestinal é um problema comum que está relacionado a dificuldades do sistema gastrointestinal e até emocionais. Precisamos sempre lembrar que o intestino é o nosso segundo cérebro. Ele é rico em neurônios e realiza a produção de neurotransmissores importantes, como a serotonina.

Por isso, devemos sempre encontrar maneiras de trabalhar o corpo do paciente sem prejudicar o funcionamento dos intestinos. Isso significa evitar um aumento da pressão intra-abdominal. A hipopressiva é ideal tanto para a prevenção como tratamento de pacientes constipados.

Também é importante lembrar que somente as alterações na prática de atividade física não são o suficiente para solucionar o caso. O paciente que quer realmente se “curar” das dificuldades do intestino precisa realizar mudanças de hábitos de vida. Portanto, ele também deve buscar o acompanhamento de um profissional da nutrição.

Aliando os aspectos nutricionais e esportivos da sua rotina, é possível encontrar um melhor estado de bem-estar. Mesmo profissionais que não estão trabalhando com pacientes constipados, podem utilizar a hipopressiva como meio de prevenção.

Ela nos ajuda a impedir que o aumento acidental da PIA numa aula de Pilates, por exemplo, evitando que passe do estágio acidental para o crônico levando assim ao prejuízo a saúde dos intestinos de nosso aluno.

 

Bibliografia