MAH na Função Sexual Feminina: Como o MAH auxilia neste quesito

MAH na Função Sexual Feminina: Como o MAH auxilia neste quesito

A Musculatura do Assoalho Pélvico (MAP) sustenta os órgãos pélvicos e abdominais – mantendo as continências urinária e fecal -, e também participa da função sexual. O MAP, nada mais é, que um conjunto de partes moles que fecham a pelve. Formado por músculos, ligamentos e fáscias que são capazes de se distenderem ao máximo quando a mulher realiza o parto normal.

A MAP – localizada entre o púbis e o cóccix -, é formada por músculos estriados esqueléticos e exerce diversas funções importantes no organismo feminino. São os músculos perineais do terço externo da vagina que se contraem, reflexa e ritmicamente, para atingir o orgasmo. Quer entender mais sobre MAH na Função Sexual Feminina? Então, continue lendo este texto!

Qual a função da Musculatura do Assoalho Pélvico?

O assoalho pélvico tem a musculatura constituída por 70% de fibras do tipo I (fibras de contração lenta) e 30% de fibras do tipo II (fibras de contração rápida). Podendo ser acometido por diversas disfunções, como a incontinência urinária e fecal, disfunções sexuais, dor pélvica crônica, problemas menstruais, dentre outras.

A MAP é responsável pela contração vaginal, aumentando a sensação de prazer no momento do sexo. O treinamento desta musculatura tem efeito positivo na vida sexual das mulheres. O MAH na Função Sexual Feminina favorece a melhora da sensibilidade devido ao aumento da vascularização da região do períneo, sendo este um dos benefícios do método.

No trabalho da fisioterapia pélvica, utiliza-se técnicas simples, de baixo custo como a cinesioterapia, terapia manual e o abdominal hipopressivo para auxiliar a função sexual, entre outras técnicas. Inicialmente, é necessário realizar uma reeducação sobre a MAP e sobre a função sexual já que a grande maioria das mulheres desconhece o próprio corpo.

Ainda existem muitas dúvidas, tabus e desconhecimento por parte do corpo feminino. Muitas vezes indicamos a terapia psicológica que está fortemente ligada a relação sexual. Não é só uma questão anatômica, mas sim de conceitos pré-estabelecidos.

Dor da Cólica Menstrual

O Método Abdominal Hipopressivo também é efetivo na diminuição das dores menstruais. A dismenorreia (cólica menstrual) é provocada quando há a liberação de prostaglandina, substância que faz o útero contrair para eliminar o endométrio (camada interna do útero que cresce para nutrir o embrião), durante a menstruação, quando o óvulo não foi fecundado.

A dor da cólica menstrual pode variar de intensidade. O Método Abdominal Hipopressivo por ser um vasodilatador aumenta o fluxo menstrual fazendo com que a descamação do endométrio ocorra mais rápido.

A prática de atividades físicas regulares auxilia no alívio das cólicas porque libertam endorfinas, substâncias que atuam como analgésicos naturais do organismo. Técnicas de relaxamento e consciência corporal também auxiliam no tratamento.

A cólica menstrual pode ser primária ou secundária. Na primária trata-se de uma condição normal do ciclo menstrual, produzida pelas prostaglandinas.

Na secundária ocorre devido a alguma patologia como endometriose, miomas uterinos, cistos, entre outras doenças que podem afetar o sistema reprodutivo. Cerca de 65% das brasileiras sofrem com a dismenorreia e 70% delas observam uma queda na produtividade durante a menstruação.

Estrutura do Assoalho Pélvico

O assoalho pélvico é dividido em duas camadas, superficial e profunda. Na camada superficial da MAP temos:

  • Bulboesponjoso;
  • Isquicavernoso;
  • Transverso superficial;
  • Profundo períneo;
  • Esfíncter uretral externo;
  • Esfíncter anal externo.

Na camada profunda temos:

  • Isquioscoccígeos;
  • Levantadores do ânus (puborretal, pubococcígeo);
  • Levantador da próstata e pubovaginal;
  • Iliococcígeo.

Nesta camada profunda, as estruturas formam o diafragma pélvico que permanece contraído sustentando os órgãos pélvicos.

Importância do MAP na Função Sexual Feminina

A literatura descreve a importância da MAP na função sexual feminina. Os músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso auxiliam na excitação devido as suas inserções no arco púbico e no clitóris que ao se contraírem na atividade sexual, facilitam a ereção e consequentemente a atingir o orgasmo.

O aumento na vascularização pélvica nesta região e na sensibilidade do clitóris, promove ainda uma melhor excitação e lubrificação. Acredita-se que o fortalecimento desta musculatura justificaria os relatos de melhora sexual após o treinamento. Esta função suposta do treinamento ainda se faz especulativa.

Os exercícios perineais são a primeira escolha por oferecerem uma opção menos invasiva no tratamento conservador, aumentando a circulação sanguínea e tonicidade, sendo eficaz no fortalecimento da MAP.

Alguns estudos apontam que uma pressão vaginal menor que 30 mmHg pode ocasionar em disfunção sexual e possivelmente existe uma relação entre a intensidade orgástica e uma boa tonicidade do períneo.

No tratamento da fisioterapia pélvica, a cinesioterapia da MAP consiste em contrações com número de repetições e frequências pré-definidas, associando a posturas e ritmos respiratórios.

É possível aumentar a consciência, a percepção e controle corporal desta musculatura nas mulheres em diferentes posturas, recrutando de diversas formas os músculos do períneo que participam constantemente dos movimentos do nosso corpo, mas raramente são treinados.

Benefícios do MAH na Função Sexual Feminina

Os exercícios do MAH na Função Sexual Feminina são praticados em conjunto com a respiração diafragmática promovendo uma pressão negativa na cavidade abdominal tracionando a fáscia abdominal ativando reflexamente a MAP. Esta mobilidade pélvica, facilita a contração correta.

O abdominal hipopressivo é um treino com benefício para a faixa abdominal, sem efeitos negativos sobre o assoalho pélvico. Melhora as tensões musculares desativando as séries musculares, diminuindo as tensões conjuntivas, podendo ser associado ou não a outras terapias.

Ainda acaba melhorando a propriocepção. Consequentemente, os exercícios visando o assoalho pélvico aumentam a coordenação com as contrações melhorando a função da musculatura durante o ato sexual.

Se os músculos do períneo estiverem com boa vascularização e tonicidade, eles aumentam a satisfação na relação sexual para ambos os parceiros. A vitalidade do períneo está relacionada à consciência, coordenação, relaxamento, resistência e força para que possa exercer as suas funções com vigor.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que a sexualidade é um dos principais pontos que asseguram a qualidade de vida do ser humano, sendo vivida e expressa em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relacionamentos. Ainda é influenciada por vários fatores biológicos e psicológicos que interagem entre si.

Como funciona a sexualidade feminina?

A resposta sexual feminina é expressada por fases que estão interligadas fisiologicamente sendo dividida em quatro fases: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Cada fase tem suas características próprias e um comprometimento durante o ciclo é definido como disfunção sexual.

Existem vários questionários que ajudam a qualificar esta disfunção, podendo ser multifatoriais. Podem ser divididos em fatores orgânicos e psicológicos. Entre as alterações estão os problemas no intercurso vaginal, como a dispareunia e vaginismo, entre outros…

Relaxamento demasiado da muscular vaginal, prolapsos e a incontinência urinária durante o sexo, dificultando a atividade sexual e fazendo com que a mulher passe a sentir-se constrangida. Muitas vezes acaba se privando por completo do contato sexual.

O tratamento para as alterações da função sexual exige uma abordagem multidisciplinar e atualmente vem sendo mais discutida entre os profissionais de saúde. Existe uma grande quantidade de mulheres que precisam de atendimento, mas a procura por ajuda ainda é pequena devido ao estigma social.

A fisioterapia pélvica atua diretamente com estas mulheres por meio do tratamento conservador na reabilitação da MAP buscando melhorar a propriocepção, coordenação, diminuir os pontos gatilhos miofasciais, aumentar a força e a resistência muscular.

Uma boa função sexual não depende somente de um músculo forte, mas de todo um trabalho correlacionado a vários fatores objetivos e subjetivos. A fisioterapia pélvica desempenha importante papel na melhora da relação entre o casal e também desmistificando a relação.

Também proporciona um alívio da dor muscular quando existente. A sexualidade é complexa e deve ser tratada individualmente, pois é um processo amplo envolvendo muitas questões pessoais que não se restringem somente aos órgãos genitais ou ao puro ato sexual.

Conclusão

Por fim, podemos compreender que a MAP, apesar de representar grande participação na função sexual feminina, não é a única responsável pelo ciclo. A função sexual pode ser influenciada por diversos fatores biológicos como depressão, medicações e alterações hormonais.

Ou ainda por fatores psicológicos como acontecimentos variados da vida diária, medo de engravidar, doenças sexualmente transmissíveis, infertilidade, experiências sexuais dolorosas ou mesmo inexperiência e constrangimentos em relação ao próprio corpo. De modo geral, é uma situação complexa de entendimento, experiências e confiança.

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Este artigo foi escrito por Larissa Ribeiro

Fisioterapeuta. Pós-Graduada em Fisioterapia Pélvica. Mestranda em Ginecologia e Obstetrícia.  Formação em Pilates, Water Pilates, Hidroterapia, MIT – Movimento Inteligente, Treinamento Funcional, Formação no Método Abdominal Hipopressivo – MAH, Treinadora Grupo VOLL, ministra cursos Espaço Vida Pilates e Pilates Avançado. Porto Alegre/ RS.

 

Bibliografia
  • AZEVEDO, Maria A. R. Avaliação da Função Sexual em Mulheres com Incontinência Urinária Mista Antes e Após um Protocolo de Treinamento Para Musculatura do Assoalho Pélvico. UFRN, 2017.
  • BARACHO, Elza. Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher. 5ª ed. Guanabara Koogan, 2014.
  • BATISTA, Nina M. T. L. et al. Força e coordenação motora da musculatura do assoalho pélvico e a função sexual feminina. Interdisciplinary Journal of Health Education, 2017.
  • DELGADO, Alexandre M.; et. al. Recursos Fisioterapêuticos Utilizados no Tratamento das Disfunções Sexuais Femininas. Revista Científica da Escola de Saúde, 2015.
  • DRIUSSO, Patrícia; BELEZA, Ana Carolina S. Avaliação Fisioterapêutica da Musculatura do Assoalho Pélvico Feminino. 1ª ed. Manole, 2018.
  • MORENO, Adriana L. Fisioterapia em Uroginecologia. – 2ª ed. rev. Manole, 2009.
Resistência no MAH: Entenda os conceitos Respiratórios e Físicos

Resistência no MAH: Entenda os conceitos Respiratórios e Físicos

O Método Abdominal Hipopressivo (MAH) é um método que reúne vários exercícios para trabalhar com posturas e ativações específicas. Estas ativações podem ser tanto dinâmicas quanto estáticas – ou, até mesmo, as duas combinadas -, e são otimizadas por uma sequência respiratória pré-determinada.

Através das neurodivergências (posturas do MAH, das respirações e das apneias, por exemplo) conseguimos a ativação do Sistema Nervoso Somático (SNS). Que tal saber mais sobre Resistência no MAH? Basta continuar lendo este texto incrível sobre o tema!

Resistência no MAH
hipopressiva no tratamento de diástase abdominal

No Método Abdominal Hipopressivo, trabalhamos durante todo tempo com respirações (que vão ser organizadas em dois tempos de inspiração e quatro tempos de expiração) predominando a expiração associando, ainda, períodos de apneias respiratórias.

O MAH é fundamentado nos princípios da Yoga, que utiliza a respiração com pausas respiratórias cada vez maiores. A Resistência no MAH tem objetivo de melhorar as trocas gasosas, a resistência respiratória e a concentração (domínio e consciência de si mesmo).

Os autores MIYAMURA et al.(2002) analisaram as respostas químicas de um indivíduo altamente treinado em Yoga que realizava um ciclo respiratório por minuto e manteve assim durante uma hora!

Concluindo que este sujeito é capaz de suportar condições de baixa pO2 arterial, alta pCO2 arterial e baixo pH arterial, sugerindo uma reduzida quimossensorialidade a hipercapnia.

Conclusão
qual é a origem da hipopressiva

Sendo assim, conclui-se que pessoas saudáveis treinadas na realização de respirações profundas e lentas (yoguicas) estão mais aptas a tolerar as condições como hipóxia e hipercapnia, melhorando seu condicionamento físico e a resistência respiratória.

Essa condição auxilia muito profissionais como mergulhadores, atletas que precisam de grande resistência física e respiratória assim como não atletas que precisam iniciar atividades físicas e melhorar sua resistência.

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Este texto foi escrito por Maria Lina 

Por que hipertensão está entre as contraindicações da hipopressiva?

Por que hipertensão está entre as contraindicações da hipopressiva?

Gosto tanto da hipopressiva que até ministro um curso especialmente voltado para o assunto. Apesar de ser muito eficiente, não existe como afirmar que a hipopressiva é para todos. A maioria das pessoas consegue seus benefícios, mas existem contraindicações.

Nesse artigo entenderemos um pouco melhor como o MAH atua nos indivíduos hipertensos, fazendo com que seja contraindicado para esse público. Também quero mostrar uma alternativa de atividade para quem sofre com hipertensão: o Pilates.

O que é o MAH?

Quem já leu meu artigo a respeito das colunas de pressão do corpo entende: a pressão intracavitária influencia muito no movimento! Por isso, sempre devemos estar em busca de métodos que nos ajudem na normalização dessas pressões, como o Método Abdominal Hipopressivo (MAH).

O MAH é um método que utiliza diversas posturas estáticas e dinâmicas, utilizando a respiração para potencializar seus efeitos. Durante a postura, o aluno expulsa todo o ar com o diafragma em alta, o que leva ao aumento de CO2.

Para conseguir relaxar e alongar corretamente, o diafragma torácico precisa estar em posição de expiração. Portanto, podemos concluir que a hipopressiva é um método que potencializa suas posturas através da apneia expiratória.

Existem diversos benefícios de utilizar a hipopressiva nas suas aulas. Um deles é a produção de dopamina pelo corpo, que ocorre com a prática de qualquer atividade física. O grande diferencial de utilizar o MAH é a não produção de ácido lático.

O segredo de parte da eficiência da hipopressiva está na apneia expiratória. Ela gera aumento de CO2 que, consequentemente, estimulam o centro pneumotáxico através do ácido carbônico. Isso significa que a apneia gera um estímulo à inspiração.

O organismo compreende a apneia expiratória como falência respiratória, acionando o neurotransmissor simpático (adrenalina). Assim, conseguimos todos seus efeitos, que incluem aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial para resgatar o organismo.

Contraindicações da hipopressiva: hipertensão

O Método Abdominal Hipopressivo é extremamente benéfico, porém não pode ser utilizado com todos nossos pacientes. A ativação da adrenalina gerada no corpo faz com que a frequência cardíaca e a pressão arterial variam. Para quem já é hipertenso, esses efeitos são bastante nocivos.

Além disso, existe o problema da hipopressiva utilizar posturas geralmente em isometria. Durante essas posições o indivíduo precisa manter-se em postura por um certo período de tempo. Assim, geramos algumas vasoconstrições através da contração muscular. Isso leva a um aumento de resistência periférica e também aumento de pressão arterial diastólica.

As apneias adotadas pelo MAH fazem com que o nível de gás carbônico aumente em relação ao nível de oxigênio. Os ciclos de apneia utilizados durante toda a sessão fazem com que a frequência cardíaca e pressão arterial fiquem alteradas.

Para entender melhor esses efeitos, perceba que usamos cerca de 18 apneias para cada posição adota. Ou seja, o aluno passa mais de 90 segundos nesse ciclo, o que geraria sérios danos para os hipertensos.

Percebemos dessa maneira que, apesar de sua eficiência em outras questões, o MAH não consegue auxiliar nossos pacientes hipertensos. Sempre avalie o histórico clínico do seu aluno porque os resultados da hipopressiva nesses indivíduos são pouco ou quase nunca reversíveis.

Qualquer método que utilize o conceito hiperpressórico é contraindicado para hipertensos. Então, o que podemos fazer por eles?

Como ajudar pacientes hipertensos

Existem diversas maneiras de prevenir ou tratar a hipertensão através do movimento. Para conseguir isso, precisamos começar evitando métodos que trabalham com conceitos hiperpressóricos, como o MAH. Felizmente, ainda podemos utilizar um método extremamente eficiente e benéfico para o corpo, o Pilates.

Além disso, nosso paciente precisa utilizar uma combinação de novos hábitos de vida que auxiliem no controle da pressão arterial. O desenvolvimento de hipertensão acontece por causa de diversos fatores, inclusive ambientais. Portanto, é preciso adotar mudanças na alimentação, reduzir o peso, evitar o estresse e deixar de fumar para conseguir verdadeira melhora.

No quesito alimentação, é importante adotar uma alimentação saudável e diversificada. O ideal é incluir frutas, legumes e vegetais divididos em 6 refeições diárias. Além disso, o paciente deve moderar no consumo de sal, álcool, embutidos, enlatados e alimentos pré-preparados.

Adotar essas alterações na dieta é excelente para a saúde de qualquer um, não só de hipertensos. A alimentação mais balanceada combinada com atividade física ajuda também a diminuir o peso. Considerando que a obesidade é um importante fator de risco para desenvolver hipertensão, isso é essencial.

Benefícios do Pilates para hipertensos

As atividades físicas devem estar presentes na vida de todos para conseguir prevenir doenças crônicas e patologias musculoesqueléticas. Pacientes hipertensos conseguem diminuir os níveis da pressão arterial e controlar seu peso através da prática.

Os pacientes com a condição crônica precisam escolher atividades físicas cíclicas que não sejam intensas. Muita intensidade no exercício pode ter o efeito contrário ao desejado, aumentando a pressão arterial.

Portanto, é importante realizar pelo menos 30 minutos de atividade física moderada de 5 a 7 dias por semana, garantindo um corpo mais equilibrado. Já comentei anteriormente que o Pilates é uma excelente modalidade para esses pacientes.

Assim como na hipopressiva, o Pilates trabalha com controle da respiração, porém sem apneia. No método, expirar e inspirar seria uma forma de potencializar os efeitos dos exercícios e garantir maior qualidade de movimento. Além disso, essa respiração correta tem outro efeito para os hipertensos: alívio do estresse.

O relaxamento muscular resultante das aulas de Pilates também tem a capacidade de influenciar na pressão arterial, diminuindo-a. O exercício também possui um efeito vasodilatador importante para esses pacientes.

Conclusão

É importante lembrar que os efeitos benéficos do Pilates para hipertensos consistem, em sua maioria, de efeitos agudos. Ou seja, o paciente não mantém esses efeitos por muito tempo após a prática da atividade física.

Portanto, quem deseja manter a pressão arterial controlada através do uso do Pilates e de alterações no estilo de vida precisa participar sempre das aulas.

 

Bibliografia

 

3 dúvidas comuns de Instrutores do Método Abdominal Hipopressivo

3 dúvidas comuns de Instrutores do Método Abdominal Hipopressivo

Se você acompanha o meu blog diariamente, provavelmente você já deve lido sobre o Método Abdominal Hipopressivo (MAH). Os exercícios de MAH trazem inúmeros benefícios maravilhosos para quem o pratica, benefícios estes que vão muito além da tão famosa barriga negativa! Existem inúmeras dúvidas sobre o método e vou falar sobre elas neste texto!

Muitos profissionais chegam até mim com dúvidas bastante pertinentes sobre as aulas do MAH. Há alguma contraindicação do método? O Método Abdominal Hipopressivo realmente gera barriga definida? O Método Abdominal Hipopressivo emagrece?

Estas questões já foram sanadas em outras matérias! Hoje eu vou falar especificamente de dúvidas dos instrutores em relação às aulas do MAH. Separei 3 das inúmeras dúvidas que os profissionais do movimento possuem ao se deparar com esse método tão incrível! Abaixo você confere uma listinha com os questionamentos sobre a aula do MAH. Olha só que demais!    

Dúvida 1: Quanto tempo dura a aula do MAH?

Essa está no Top 3 das mais perguntadas pelos profissionais do movimento! A aula do MAH, na maioria das vezes, dura em torno de 40 a 45 minutos. Tempo este, suficiente para ativar os músculos da faixa abdominal normalizando suas pressões.

Vale ressaltar que as aulas do MAH devem ser realizadas duas vezes por semana na clínica. Porém, o aluno/paciente precisa fazer a manutenção dos exercícios em casa, por cerca de 5 minutos diários.

Dúvida 2: Quantos alunos/pacientes eu posso ter em cada aula?

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) definiu que um fisioterapeuta deve trabalhar com no máximo 6 alunos por aula. Já o profissional de Educação Física, normalmente, pode trabalhar com um grupo maior de alunos por classe.

Particularmente, eu não gosto muito dessas definições! Sempre procuro trabalhar com 4 alunos, sabe por quê? Porque nós trabalhamos com o toque! É imprescindível que você tenha uma boa conduta e um bom domínio sobre a aula.

Você precisa ter as pessoas – seus alunos e pacientes -, na palma da mão durante toda a aula! Os movimentos precisam ser corrigidos, você precisa comandar a aula com precisão!  

Dúvida 3: Qual valor eu posso cobrar?

Por último – mas não menos importante, é claro -, está o valor da aula! Quanto devo cobrar por uma aula do Método Abdominal Hipopressivo? Pois bem, a resposta é variável pois depende muito da cidade onde está montado o seu studio ou a sua clínica. Em São Paulo, por exemplo, nos studios de classe nível A, os instrutores costumam cobrar até R$180 por cada hora.

Lembrando que esses studios geralmente ficam em bairros nobres da capital do estado. Ouvi alguns instrutores dizendo, também, que costumam fechar pacotes com seus clientes para que as ofertas se tornem bem mais atrativas.

Por exemplo, um studio tem cobrado R$1800 por 12 sessões de MAH. Isso sai em torno de R$150 por cada sessão. Tudo fica ainda mais atrativo quando os clientes percebem que é possível dividir o pagamento em 3 ou 4 vezes. Isso, claro, na grande São Paulo!

No interior do estado e no Rio de Janeiro, os instrutores cobram por volta de R$150. E olhe só que interessante! Uma instrutora do MAH do interior do estado de Santa Catarina, me disse uma vez que se ela cobrar mais de R$100 em uma sessão do método na cidade dela, ninguém vai fazer a aula!

Então depende muito do mercado da cidade onde o seu studio ou a sua clínica está instalada. A economia do local é imprescindível na hora de você tabelar os preços de cada sessão do MAH.

Digo isto, porque não adianta nada você ter uma aula incrível – levando em consideração todos os conceitos de Biomecânica Muscular, ativação do Power House e trabalhar com o Assoalho Pélvico -, mas cobrar um valor acima do mercado da sua cidade!

Conclusão

O Método Abdominal Hipopressivo pode se tornar um diferencial incrível na sua formação profissional. Imagine quantos alunos/pacientes novos você não conseguirá atrair tendo o curso de MAH no seu currículo? Posso te dizer, por experiência própria, que são muitos!

No meu curso presencial sobre o Método Abdominal Hipopressivo (MAH) – que respeita as normas da Associação Wsacs – The abdominal Compartment Society -, você pode aprender ainda mais sobre esse método sensacional que trará benefícios incríveis para seu aluno!

São quatro módulos presenciais e online, com 10 profissionais sensacionais que entendem tudo sobre o método e estão dispostos a saciar todas as suas dúvidas sobre o MAH! Ficou interessado no curso em parceria com o VOLL Pilates Group? É só clicar aqui que você será redirecionado a página especial do curso!

Mulheres no Puerpério: Como realizar o atendimento com Hipopressiva?

Mulheres no Puerpério: Como realizar o atendimento com Hipopressiva?

Depois de três trimestres de adaptações biomecânicas, emocionais, hormonais e fisiológicas, a mulher passa pelo parto e entra no período do puerpério.

Nele, ela precisa enfrentar novamente uma série de alterações do seu corpo que está retornando ao estado anterior à gravidez. A fisioterapia é comprovadamente uma maneira de auxiliar mulheres no puerpério e oferecer-lhes uma melhor qualidade de vida.

Nesse artigo, quero propor um complemento ao atendimento fisioterápico: o uso do método abdominal hipopressivo. Aprenda como a técnica pode ajudar sua paciente e comece a aplicá-la.

Alterações no Corpo da Mulher no Puerpério

Durante a gestação, a mulher precisa passar por diversas adaptações físicas e hormonais para garantir a saúde e desenvolvimento do feto. Essas alterações se estendem pelo período dos três trimestres de gestação e chegam ao fim no momento do parto.

Mas o corpo não volta imediatamente ao seu estado anterior, afinal de contas, foram 9 meses de adaptações para receber aquela vida.

Durante a gestação, a parede abdominal sofre um estiramento para aumentar o espaço de desenvolvimento do bebê, tendo sua pressão intra abdominal (PIA) aumentada fisiologicamente. Como resultado, a linha alba estará sob os efeitos da relaxina afastando os dois feixes do músculo reto abdominal.

Durante a gravidez, a diástase é normal e esperada para que o feto se desenvolva, porém, tal alteração também pode acontecer imediatamente após o parto ou nas primeiras semanas após o acontecimento, pois os músculos levam de 4 a 6 semanas para recuperar seu controle motor (Eyal Lederman).

Após, esse período considera-se que o estiramento do reto abdominal pode ser fator de risco para:

  • Falta de Estabilização para as Vísceras
  • Hérnia visceral no Abdômen
  • Disfunções Uroginecológicas

Todos esses são problemas que desejamos evitar em mulheres no puerpério para garantir uma melhor qualidade de vida no período.

Ainda no período de gravidez, a mulher passa por alterações importantes no sistema respiratório que também é influenciada pelo aumento da pressão intra-abdominal.

O aumento da área abdominal causado pelo crescimento do feto diminui a excursão do diafragma, o que o elevará cerca de 4cm a 5cm. A caixa torácica se expande para suprir essa demanda de aumento pressórico e a frequência respiratória fica aumentada.

O puerpério é caracterizado como o período de adaptação do corpo após a gestação e pode durar de 6 a 8 semanas, o retorno total da pelve após, leva exatamente 8 semanas para recuperar seu controle motor. Todas as alterações que o corpo sofreu durante a gestação podem manter-se nesse período, causando uma série de desconfortos para a mulher.

Trabalhar com mulheres no puerpério pode ser um trabalho delicado. Além de estar passando por adaptações físicas e hormonais novamente, elas também estão alterando seu estilo de vida para a convivência com o recém-nascido.

Portanto, devemos oferecer-lhes todo conforto possível.

Benefícios do Método Abdominal Hipopressivo para Mulheres no Puerpério

Se você leu corretamente o tópico anterior, percebeu que existem diversas alterações musculoesqueléticas no corpo das mulheres no puerpério. Entre elas, temos adaptações importantes na parede abdominal, que podem levar ao estiramento  de diversas musculaturas.

O assoalho pélvico também pode sofrer com as adaptações já que suportou um excesso de carga durante o período gestacional.

O Método Abdominal Hipopressivo é bastante recomendado para ativação das musculaturas abdominais e, para retirada do peso hidráulico do assoalho pélvico, devolvendo a esses músculos sua curva de comprimento e tensão.

Caso não tenha ocorrido laceração de fibras, nesses casos devemos estar acompanhados de uma fisioterapeuta uroginecológica. O método também pode ser utilizado para auxiliar no tratamento de mulheres no puerpério com incontinência urinária.

Os objetivos da hipopressiva aplicada à essas pacientes incluem:

  1. Ativar Musculatura Abdominal
  2. Devolver as Condições Fisiológicas ao Assoalho Pélvico
  3. Normalizar a PIA
  4. Desativar a Série Muscular de Williame e Finet – Normalizando as Pressões na Cavidade Torácica
  5. Realizar o Reposicionamento das Vísceras no Peritônio
  6. Alinhar os Ilíacos
  7. Recuperar sua Forma Estética mais rapidamente.

Existem também indicativos que as aulas hipopressivas para mulheres no puerpério diminuem o afastamento das porções do reto abdominal. Assim, seria possível prevenir uma possível diástase abdominal ou hérnia, mas falaremos a respeito disso mais à frente.

Um estudo realizado com 50 mulheres no puerpério imediato mostrou diminuição no afastamento das porções do reto abdominal 12,5% com uso da hipopressiva. No mesmo período estudado, entre 6 horas e 18 horas após o parto, o grupo de controle teve diminuição de 5,4%.

Também é possível utilizar os exercícios para melhorar o tônus da musculatura abdominal que costuma estar desativado em mulheres no puerpério. Além de corrigirmos também algumas alterações posturais desenvolvidas no período gestacional e evitar compressões mecânicas mais à frente.

Hipopressiva para Tratar Diástase Abdominal após a Gestação

A diástase abdominal é uma reclamação frequente em mulheres com uma gestação recente.

Durante a gravidez acontece o estiramento dos músculos abdominais que já mencionei anteriormente. Combinado com alterações posturais, como hiperlordose lombar e anteversão pélvica, essas mudanças geram alterações fisiológicas e biomecânicas nas musculaturas abdominais.

Lembrem-se que o corpo está sempre em busca de: equilíbrio, conforto e economia.

Para tanto,se utiliza de programações corticais, que são capazes de ativar e desativar músculos para cumprir principalmente o princípio da economia. Na gravidez, não se faz diferente. O córtex desativará os músculos da faixa abdominal a fim de diminuir a PIA, para que o feto possa crescer confortavelmente.

Levará os ilíacos em abertura e anterioridade, na tentativa clara de aumentar a área interna, com o mesmo objetivo. E as alterações musculoesqueléticas, sempre se adaptaram às necessidades viscerais.

A alteração mais importante para nós quando falamos de diástase abdominal ocorre nos retos abdominais. Suas duas porções separam-se na linha alba para permitir o crescimento do útero que abriga o feto. Apesar de ser mais comum no último trimestre de gestação, a diástase também pode afetar as mulheres no puerpério.

Um detalhe importante, nem toda diástase no período gestacional ou pós-parto é considerada patológica. Uma separação das porções do reto abdominal de até 2,5 cm é considerada fisiológica.

O corpo da gestante se recupera após o parto e volta ao estado normal, lembrando que o corpo da mulher pode levar até 2 anos para se recuperar de todas alterações: são as puérperas tardias. Precisamos garantir tratamento para mulheres puérperas que possuem alterações maiores, portanto patológicas.

Temos no Método Abdominal Hipopressivo um grande aliado no tratamento e prevenção da diástase dessa população.

O método possui uma grande vantagem sobre os exercícios convencionais, pois proporciona diminuição da PIA, enquanto que os abdominais tradicionais, seja o: holliwing, bracing ou crunch elevará a pressão intra-abdominal, que já encontra-se aumentada.

Nas diástases, seria pouco eficaz utilizar exercícios abdominais convencionais que podem aumentar a PIA ainda mais..

Portanto, usando a hipopressiva para tratamento de mulheres no puerpério conseguimos auxiliar com a diástase e fornecer todos os outros benefícios do método abdominal hipopressivo.

Conclusão

Já conhecemos o método abdominal hipopressivo e seus benefícios. Mencionei aqui mesmo nesse blog como ele pode ser usado para tratamento de incontinência urinária, dor lombar crônica e as próprias diástases abdominais. Agora, você também sabe que ele é excelente para trabalhar com mulheres no puerpério.

A hipopressiva auxilia o corpo da mulher puérpera a retornar ao seu estado anterior à gestação, estimulando neuro divergências, ou seja, novas redes neuronais para este retorno.

Para isso, precisamos realizar a ativação da musculatura abdominal, a retirada do peso hidráulico do saco visceral da região pélvica, aliviando assim, a tensão excessiva que foi exercida sobre os diminutos músculos do assoalho pélvico por meses, e a desativação da tensão excessiva dos músculos da caixa torácica, através de liberações fasciais, que incluem o diafragma.

A hipopressiva também obtém melhorias para a postura, controle muscular, postural e respiratória da paciente. Além disso, é um método que auxilia na prevenção de prolapso do útero após o parto e ptoses de bexiga.

Quer um atendimento eficiente para sua paciente que encontra-se no período pós-parto? Siga minha dica e comece a aplicar a hipopressiva!

 

Bibliografia
  • FRANCHI, Emanuele Farencena e RAHMEIER, Laura. Efeitos da Ginástica Abdominal Hipopressiva no puerpério imediato – Estudo de casos. Revista do Departamento de Educação Física e Saúde e do Mestrado em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul / Unisc. Ano 17 – Volume 17 – Número 2 – Abril/Junho 2016
  • FEITOSA, Gleiciane Zeferino, LOURENZI, Vaneska da Graça Cruz Martinelli e SOUZA, Vitória Regina Lima. Cadernos de graduação de ciências biológicas e da saúde. Alagoas. V. 4, .2, 2017.
  • MARQUES, Mariá do Carmo & BEZERRA, Rute da Silva. Protocolo De Exercício Para
  • Mulheres no Puerpério Imediato: Associação com o Tipo De Parto. Universidade São Francisco, dezembro de 2008.
  • Blandine, Abdominais sem riscos.
Como a Hipopressiva ajuda Pacientes com Constipação Intestinal

Como a Hipopressiva ajuda Pacientes com Constipação Intestinal

Logo que você leu o título desse artigo deve ter pensado: “Eu não trabalho com o sistema gastrointestinal, o que a constipação intestinal tem a ver com minha área?” Para ser sincera, tem tudo a ver.

Antes de falar exatamente da relação da constipação intestinal com o movimento e, mais especificamente, com a hipopressiva, precisamos entender mais sobre o problema.

A constipação atinge cerca de 35 milhões de pessoas só no Brasil. No mundo todo estima-se que de 15% a 35% da população sofra com o problema. Ou seja, existem grandes probabilidades que um dos seus pacientes está nessas estatísticas. E se não está, eventualmente pode ser afetado pela condição.

O que é Constipação Intestinal? (e porque você precisa saber disso)

Existem diversos motivos que levam ao desenvolvimento da constipação intestinal. Eles incluem:

  • Fatores Psicológicos
  • Aspectos Nutricionais e da Dieta
  • Doenças Gastrointestinais como Síndrome do Intestino Irritável
  • Problemas do Assoalho Pélvico

Viu o assoalho pélvico na lista? Logo voltaremos à ele, agora o nosso foco é na constipação intestinal em si.

Esse problema é caracterizado por uma dificuldade nos movimentos intestinais. Isso gera uma série de sintomas e muito desconforto para o paciente que vão bem além daqueles expressados pelo intestino.

O indivíduo constipado tem dificuldade na excreção das fezes, sente dores abdominais e inchaço na região. Além disso, a constipação intestinal prejudica as funções hormonais do intestino, como você verá a seguir.

Outras Funções do Intestino

Apesar de ser conhecido pela função de excretar as fezes, o intestino está muito relacionado com as emoções. Ele é rico em neurônios e possui cerca de 100 milhões deles. Para você entender sua importância, a única região com mais neurônios no corpo é o próprio cérebro.

Cerca de 98% da serotonina é produzida e armazenada no intestino além de mais outros 30 neurotransmissores. Essas substâncias são produzidas nos neurônios e são responsáveis por transmitir informações.

A serotonina é essencial e, como vimos, está muito relacionada ao intestino. É ela que produz a sensação de felicidade. Portanto, ela controla ou influencia sentimentos como:

  • Depressão
  • Felicidade
  • Ansiedade
  • Tranquilidade
  • Agressividade
  • Raiva
  • Irritabilidade

Ela também auxilia no controle da dor. É por isso que existem tantos medicamentos para sua reposição. Eles são usados para tratar variadas doenças relacionadas à dor crônica. Até boa parte dos antidepressivos usados atualmente possuem serotonina na fórmula.

Agora imagine o impacto que o mau funcionamento do intestino, mais especificamente a constipação intestinal, tem no indivíduo e suas emoções. Pesquisas já comprovaram essa relação. Na verdade, o termo enfezado que é usado para falar de alguém mal humorado está relacionado a isso.

Boa parte dos indivíduos com mau funcionamento do intestino sofre de problemas emocionais. Além disso, a eliminação pouco eficiente das fezes levam a um aumento da pressão intra-abdominal (PIA) e todas suas consequências.

Exercício Físico é Essencial para os Intestinos

Uma das melhores maneiras de prevenir a constipação intestinal e outros problemas dos intestinos é praticar exercícios físicos. Parece que eles nada têm a ver? Então você está bastante enganado. Só preste atenção: esses exercícios não devem aumentar a PIA.

Muitas vezes a contração errônea do Power House tem o efeito contrário do desejado. Ele pode ajudar a aumentar a pressão intra-abdominal, perdendo todos os benefícios da prática do Pilates e outras atividades físicas.

Quando a PIA está aumentada a área do saco visceral é diminuída e tensão no transverso do abdômen aumenta. A hipopressiva auxilia a prevenir esse aumento patológico de pressões intracavitárias. Além disso, ela se mostra como uma aliada eficiente no tratamento da constipação intestinal.

Hipopressiva no Tratamento de Constipação Intestinal

As posturas sistêmicas utilizadas no método abdominal hipopressivo são ótimas para nossos alunos constipados. Ela leva a uma ativação de diversos grupos musculares, incluindo antagonistas do diafragma.

Além disso, sua prática diminui a pressão abdominal, que está relacionada ao mau funcionamento do intestino.

Precisamos lembrar que a hipopressiva é um método eficiente não só para tonificação, mas também reeducação de musculaturas do assoalho pélvico.

Como vimos no início desse texto, disfunções do mesmo são importantes origens de constipação. Em pacientes com pouco controle muscular sobre o assoalho pélvico, a hipopressiva ajuda a tratar problemas como a constipação. Ela também deve ser realizada como método preventivo tanto para problemas intestinais como outros, que incluem a incontinência urinária de esforço.

O aumento da PIA consequente da constipação vem principalmente da ação evacuatória do indivíduo. Uma pessoa com dificuldade para excretar as fezes contrai o diafragma para fazer força, comprime as vísceras e gera um aumento da PIA. Ao invés de ajudar no caso, isso só prejudica os movimentos intestinais.

Para ajudar nosso paciente precisamos aliviar essa pressão sobre as vísceras através da diminuição da PIA. O método hipopressivo é uma ótima opção. Também podemos utilizá-lo ao fim da aula para evitar as consequências de contrair o Power House de maneira errada.

Conclusão

A constipação intestinal é um problema comum que está relacionado a dificuldades do sistema gastrointestinal e até emocionais. Precisamos sempre lembrar que o intestino é o nosso segundo cérebro. Ele é rico em neurônios e realiza a produção de neurotransmissores importantes, como a serotonina.

Por isso, devemos sempre encontrar maneiras de trabalhar o corpo do paciente sem prejudicar o funcionamento dos intestinos. Isso significa evitar um aumento da pressão intra-abdominal. A hipopressiva é ideal tanto para a prevenção como tratamento de pacientes constipados.

Também é importante lembrar que somente as alterações na prática de atividade física não são o suficiente para solucionar o caso. O paciente que quer realmente se “curar” das dificuldades do intestino precisa realizar mudanças de hábitos de vida. Portanto, ele também deve buscar o acompanhamento de um profissional da nutrição.

Aliando os aspectos nutricionais e esportivos da sua rotina, é possível encontrar um melhor estado de bem-estar. Mesmo profissionais que não estão trabalhando com pacientes constipados, podem utilizar a hipopressiva como meio de prevenção.

Ela nos ajuda a impedir que o aumento acidental da PIA numa aula de Pilates, por exemplo, evitando que passe do estágio acidental para o crônico levando assim ao prejuízo a saúde dos intestinos de nosso aluno.

 

Bibliografia