Neste texto proponho a vocês que esqueçamos nossos músculos, e olhemos a biomecânica articular dos movimentos. Buscaremos um novo entendimento corporal através dessa visão e do conhecimento dos vetores articulares.

Falamos muito em músculos, porém esquecemos que eles movem vetores articulares. Agora você deve estar se perguntando:

Que legal, mas o que isso tem a ver com o Pilates?

Ao final do texto você encontrará a resposta. O que posso adiantar é: os vetores articulares têm tudo a ver com o método Pilates.

A visão explicada nesse artigo te ajudará a ter uma nova ótica mecânica. Os vetores são analisados buscando a verificação dos espaços articulares. Sabemos que neles estão baseadas as alavancas corporais.

A busca pela atenção percepção vetorial das articulações, é feita buscando a perfeita exploração de sua mobilidade para a conquista da estabilidade corporal.

Vetores 

https://www.janainacintas.com.br/tratamento-pubalgia-no-futebol/

Entendendo as forças vetoriais, vetores nada mais são do que grandezas vetoriais X grandezas escalares.

Vetor é um ente matemático que possui: intensidade ou módulo, direção e sentido:

A direção pode ser horizontal ou vertical e o sentido pode ser para a direita ou para a esquerda. O módulo ou intensidade é igual a 10 Newtons (N). As grandezas escalares (ex: tempo (s) ou massa (kg)).

Na grandeza vetorial precisamos de intensidade, direção e sentido (ex: forca, deslocamento, velocidade).

Os vetores podem ser iguais de mesmo módulo, direção e sentido. Vetores opostos são os de mesmo módulo, mesma direção, porém sentidos opostos. Lidamos com os dois tipos de vetores, dependendo do sentido da mola utilizada no nosso exercício, vou explicitar melhor para vocês:

Quando temos um sistema quadriculado, que é o caso do Cadillac com suas barras horizontais e verticais, estamos diante de um sistema de soma de vetores dentro do método poligonal. Calculamos a força resultante dos vetores através da formula de Pitágoras.

A soma dos quadrados dos catetos é igual a hipotenusa ao quadrado. Usamos essa fórmula quando estamos diante de ângulos de 90 graus, que é na maioria das vezes o caso dos exercícios realizados no Cadillac.

Obviamente não precisamos calcular os exercícios. Mas para que dominemos o Cadillac, por exemplo, há necessidade de pelo menos conhecermos os vetores, para posicionarmos corretamente a mola.

Os vetores articulares do corpo

O primeiro vetor de Klauss obviamente descreve nosso apoio ao solo. Essa também é a primeira preocupação de Joseph Pilates em seu trabalho, sendo o trabalho dos footworks essenciais para Joseph.

Klauss nomeou esse como vetor articular do metatarso.

Primeiro vetor: Metatarso

vetor metatarso biomecânica articular

Antes de descrevermos esse vetor faremos uma breve revisão anatômica dele.

As Articulações do Tarso: a articulação talus-calcanea é uma articulação complexa, pois combinam dois tipos articulares:

  • Sinovial (realizam a comunicação entre uma extremidade óssea e outra, garantindo-lhe movimento, e são compostas de cartilagem que revestem as extremidades ósseas, ligamentos, líquidosinovial e cápsula articular (DANGELO, FATTINI, 2011)
  • Trocoide (quando o movimento gerado não articulação é monoaxial e exclusivamente em rotação. A articulação é formada por um processo em forma de pivô rodando dentro de um anel ou um anel sobre um pivô) e esferoide (é uma articulação na qual o osso distal é capaz de movimentar-se em torno de vários eixos, que tem um centro comum) combinadas.

O que permite a essa articulação movimentos combinados como os de: supinação e pronação, além de sua parte sinovial permitir a acomodação dos arcos plantares ao solo.

As Articulações Tarsometatarsiais: alguns autores a consideram como anfiartroses (articulação capaz apenas de movimentação reduzida, e que não dispõe de cavidade articular nem de membrana sinovial, são formadas por tecido conjuntivo) outros a classificam como sinovial plana.

Os ossos que formam essa articulação são: o primeiro e o terceiro cuneiforme, e com o cuboide, que se articula com as bases dos ossos do metatarso.

O primeiro osso do metatarso se articula com o primeiro cuneiforme. Já o segundo metatarso por ser extremamente cravado entre o primeiro e o terceiro cuneiforme. Terceiro metatarso e o terceiro cuneiforme se articulam e o quarto metatarso articula-se com o cuboide, além do terceiro cuneiforme. O quarto metatarso com cuboide e o terceiro cuneiforme, e por fim o quinto metatarso com o cuboide.

Articulações Intermetatarsais:

A base do primeiro metatarso não está unida com a base do segundo metatarso por qualquer ligamento.

Sabemos, que a formação do arco medial do pé é formado entre o primeiro e o quinto metatarso e o arco longitudinal. Entre o calcâneo e a base dos metatarsos temos o primeiro vetor de força. Ele descreve a importância de mantermos as distâncias articulares dentre os cinco ossos dos metatarsos.

A partir desse vetor buscamos uma distribuição de peso adequada dentro do nosso polígono de sustentação formado por três pontos:

  • Primeiro metatarso;
  • Quinto metatarso;
  • Calcâneo.

Assim conseguimos oferecer uma base de sustentação adequada para nosso corpo.

Esse vetor é ativado com a pressão do vetor metatarso ao solo, empurrando-o, e utilizando-se do Lei de Newton de ação e reação. Tornar-se-á então um apoio ativo, caso ampliemos esses apoios ao solo.

Os mesmos tornaram-se verdadeiros amortecedores corporais. Os arcos plantares serão ativados se utilizarmos do chão nos empurrando e não ao contrário.

Assim intensificamos a estabilidade gerando um tônus muscular adequado para que esse vetor articular seja bem explorado. Temos que manter esse vetor articular ativo toda vez que trabalhamos com nossos alunos durante nossas aulas de Pilates em todos exercícios realizados em pé.

Segundo vetor: Calcâneo

vetor calcâneo

Faz parte de um dos pontos de nosso triângulo de sustentação. Portanto, sua direção vertical ao solo o torna constante pela ação gravitacional.

Esse segundo vetor consiste em mantermos uma força de direcionamento interno do calcâneo. A força ocasiona uma discreta rotação do fêmur para fora, acionando os rotadores internos proporcionando a estabilidade da articulação coxofemoral.

Automaticamente, os calcâneos se conectam aos ísquios. De forma articular isso significa uma ligação íntima entre pés e quadril. No entanto, esse vetor é móvel, e em determinadas situações pode ser aplicado no sentido oposto.

Ou seja, os joelhos devem sempre estar alinhados e voltados para a frente. A direção sai da base, e no sentido oposto esse vetor do calcâneo poderá estar direcionado para fora. Nesse caso, uma discreta rotação interna do fêmur reverbera, acionando assim os rotadores externos do quadril para a estabilidade.

Dessa forma, a mobilidade da articulação coxofemoral resulta na interdependência entre membros inferiores e quadril.

O Púbis

vetor pubis

Sínfise púbica é uma articulação semimóvel que une o púbis formando a bacia (cintura pélvica). A bacia é formada pelo sacro e cóccix, e dois ossos do quadril (os ilíacos).

Cada osso, por sua vez, é composto por três ossos compactados: ílio, ísquio e o osso púbico.

Terceiro vetor: Púbis

O terceiro vetor está relacionado com a pelve. Ele causa um ligeiro direcionamento do púbis para cima acionando automaticamente os músculos abdominais.

Assim, esse vetor está diretamente ligado a distribuição do peso normal que se dá na pelve. Ele interfere na tonicidade dos músculos do assoalho pélvico e glúteos.

Caso nosso aluno possua uma hiperlordose lombar, o vetor é acionado cm uma intensidade diferente de um aluno retificado. Com a pelve acionada em seu terceiro vetor, o púbis alinhará com o esterno.

Como consequência, a coluna lombar amplia-se pela ação dos músculos do abdômen. Fica claro que o posicionamento da pelve é nosso centro de sustentação para a harmonia corporal.

Logo, em nossos exercícios de rolamento vastamente explorados dentro do Método Pilates saber lidar com esse vetor. Ele é vital para acharmos o ponto de equilíbrio e força máxima em nossos alunos.

Quarto vetor: Sacro

O quarto vetor está ligado ao sacro que deverá estar acionado voltado para baixo. Portanto, esse quarto vetor está diretamente ligado ao terceiro vetor, o púbis.

Preste atenção aqui: a pelve é uma única unidade fazendo com que qualquer vetorização aplicada ao púbis reflete no sacro. O oposto também é verdade.

A musculatura ligada a esse vetor está na região posterior do corpo. Muitas vezes os músculos sofrem por excesso de trabalho e fortalecimento equivocado. Isso leva a um desequilíbrio em relação ao terceiro vetor de força ligado aos músculos abdominais.

O quarto vetor liberta as pressões dos discos intervertebrais da região lombar. Com o vetor sacral ativado o sacro adquire uma posição bem próxima a vertical, alongando a coluna lombar. Assim aumentamos a projeção espacial da lombar, decoaptando-a.

Em síntese o terceiro e quarto vetor agem em sinergia:

  • O terceiro vetor ativa a musculatura abdominal. Isso garante a percepção do aluno da pelve e dirige o movimento.
  • O quarto vetor desperta a presença da projeção da coluna lombar.

Nem preciso destacar a importância desses vetores para o Pilates. Quando bem compreendidos pelos alunos, eles farão bons rolamentos e desenrolamentos corporais.

Articulações da Clavícula

biomecânica articular da clavícula

A Clavícula articula-se com o externo (esternoclavicular) e com a escápula (acromioclavicular).

Articulação Esternoclavicular

É uma articulação sinovial, que une a clavícula ao esterno. É o único ponto de união entre o membro superior e o tronco. Ela realiza os movimentos de elevação e depressão do ombro, que são movimentos de deslizamento do membro superior no tórax.

O disco articular é liso, plano e é quase circular, encontra-se interposto entre as superfícies articulares do esterno e clavícula. Molda a articulação dividindo a cavidade articular em dois espaços, cada qual envolto pela membrana sinovial.

Articulação Acromioclavicular

É uma articulação sinovial entre a face articular do acrômio da clavícula e a borda medial do acrômio. Esta articulação permite apenas movimentos limitados de deslizamento da clavícula na escápula.

Articulação do Ombro ou Escapuloumeral

É uma articulação sinovial esferoide que existe entre a cabeça do úmero e a cavidade glenóide da escapula. É possuidora de amplos movimentos de: rotação, flexão, extensão, adução, abdução e circundação.

Quinto vetor: Escápulas

biomecânica articular articulação escapuloumeral

O quinto vetor direciona as escápulas para baixo e para a lateral, opondo os acrômios. Dessa forma gere a ampliação da cintura escapular, através da abertura do espaço interno na região da caixa torácica. Ele alivia por parte as tensões localizadas na musculatura do Trapézio.

A ativação desse vetor consiste na sensibilização da cintura escapular:

  • Ossos da escápula;
  • Clavículas;
  • Articulações existentes no complexo da caixa torácica.

O direcionamento das escápulas para baixo gera o arredondamento das costas e região frontal através das clavículas. Ele será guiado pelo deslocamento escapular, com elas direcionadas para baixo opondo os acrômios. O movimento posiciona a clavícula horizontalmente formando o “sorriso” das clavículas.

O quinto vetor é uma ótima ferramenta em nossos alunos retificados, algo bastante comum na nossa área. Os corpos retificados são tão presentes devido ao excesso de métodos retificadores que surgiram desde 1930 e seguem até hoje.

Muitos profissionais do movimento continuam acreditando que uma coluna saudável deve ser reta e sem curvaturas fisiológicas. Porém essa coluna gerará um indivíduo desequilibrado, incapaz de lidar com o acionamento do primeiro vetor metatarsiano.

Articulação do Cotovelo

articulação do cotovelo

Dá-se pela união entre o úmero e os ossos do antebraço constituindo assim, a articulação do cotovelo. É uma articulação sinovial e mista, uma vez que existem mais de dois ossos se articulando simultaneamente. É, portanto, dividida em três. Uma articulação entre a tróclea do úmero e incisura troclear da ulna formando a articulação umeroulnar, uma articulação entre o capítulo do úmero e a fóvea articular da cabeça do rádio gerando a articulação radioumeral, além de possuir uma articulação entre a circunferência articular da cabeça do rádio e incisura radial da ulna chamada de articulação radioulnar proximal. Todas essas articulações estão conectadas por uma cápsula articular bastante ampla e que se torna mais espessa nas laterais onde ganha características ligamentares.

Sexto vetor: Cotovelos

O sexto vetor torna-se continuidade do quinto vetor. Ele consiste, no direcionamento ósseo de lateralização dos cotovelos.

O sexto vetor permite assim que o úmero complemente a direção das escápulas, aumentando o espaço da articulação escapulo umeral. Esse direcionamento diminuirá a sobrecarga nas articulações: úmero ulnar e radio umeral.

Tal compressão é causada pela frouxidão ligamentar que gera a hiperextensão das articulações do cotovelo. Esse vetor aciona a musculatura inter-escapular, e sobretudo o Serrátil Anterior, e, por conseguinte as escápulas se separam.

Esse vetor deve estar sempre ativo em nossas aulas, direcionando os olecranos internos dos cotovelos em direção ao outro. Lembrando que todo o conjunto de ações organizadoras da cintura escapular partem do ombro.

Nosso aluno ainda deve ser capaz de manter uma contração efetiva nas axilas. A pressão parecida com aquela força que fazemos para segurar um termômetro quando medimos a temperatura. Todo esse conjunto de organização ativado compõem as forças do sexto vetor.

Metacarpo

O metacarpo é formado por cinco ossos de forma alongada iguais. Eles se articulam com os ossos do carpo e com as falanges.

As falanges são três em cada dedo, com exceção do polegar, que só possui duas. Ao se aproximarem do metacarpo, executam a função preênsil das mãos, e movimentos finos das atividades de vida diária.

carpo é um complexo de oito ossos, dispostos em duas fileiras. Os da fileira superior na posição anatômica (estando os dedos voltados para baixo e a palma para a frente) são os seguintes, descreverei de fora para dentro:

  • Escafoide;
  • Semilunar;
  • Piramidal;
  • Pisiforme.

Os da segunda fileira, na mesma ordem, são:

  • Trapézio;
  • Trapezoide;
  • Grande osso;
  • Osso unciforme.

Sétimo vetor: Metacarpo

Nos ossos do metacarpo encontra-se o sétimo vetor, que deverá estar girado para fora, direcionando a rotação externa do antebraço. Logo, ele completa a torção do braço. O sétimo vetor gera e dá função às mãos e as liga as escápulas, braços, antebraços.

Esse vetor amplia os espaços articulares dos metacarpos e falanges, tornando-os ativos quando em contato com alguma superfície. Seja nos exercícios no solo ou livres, esse vetor de força deverá estar ativado. Ele auxilia nossos exercícios aproveitando-se da energia cinética.

O sétimo vetor também ajuda a nos equilibrar, lembrando que nosso primeiro ajuste reequilibratório quando estamos diante de qualquer instabilidade é gerado pelas articulações distais.

Sétima vértebra cervical

biomecânica sétima vértebra cervical

É bem parecida com as demais, porém destaca-se por um processo espinhoso longo e bem proeminente. Essa é sua característica especial. Por isso recebe também o nome de vértebra proeminente.

Oitavo vetor: Sétima Vértebra Cervical

Esse vetor trará o alinhamento final do corpo, ligando-o a unidade crânio. Está ligado a sétima vértebra cervical, que deverá estar direcionada anteriormente pelo músculo longuíssimo do pescoço.

Essa alavanca de força trará o crânio posteriormente, alinhando-a a linha gravitacional corporal. O vetor gera a sustentação da esfera da cabeça a flexibilidade da coluna cervical.

Com a ativação do oitavo vetor em bipedestação, a sensação gerada é de alinhamento da região occipital com a sétima vértebra cervical. Logo observaremos em sua correta aplicação um queixo paralelo ao solo.

Esse vetor proporciona espaço na cavidade da traqueia, melhorando o uso das cordas vocais. Deve ser respeitado a curvatura natural lordótica da cervical, os músculos posteriores e anteriores do pescoço normalizarão o campo visual, mantendo a horizontalidade do olhar.

Uma vez ativos descomprimem as vértebras cervicais, porque a cabeça não mais pesa sobre a cervical. A coluna cervical aproveita a energia cinética ascendente das cadeias musculares e suspende a cabeça.

Lembrando aqui da ligação do oitavo vetor ao terceiro e quarto vetores já citados, formando o eixo hio-esterno-púbico. Lembrando que a energia cinética aproveitada parte do afastamento das últimas costelas das cristas ilíacas.

Vetores aplicados ao Pilates

vetores articulares nos exercícios de Pilates

Como percebemos, os vetores articulares corporais nos propõem a organização articular, uma nova maneira de comandarmos nossas aulas através das articulações e não dos músculos. A proposta é entendermos por onde devemos começar a alinhar um corpo no espaço.

A musculatura responde a esse feedback de entrada, já que sem músculos não organizamos os vetores articulares.

Porém a proposta inverte a ordem. No lugar de solicitarmos o movimento através do movimento baseado na contração muscular, pedimos a organização vetorial. E os músculos acompanharão o movimento.

Não quero dizer nesse artigo qual organização é melhor. Na verdade, quero propor um novo olhar corporal já que não tem como separar os vetores das ações musculares.

Também não podemos separá-los do movimento gerado. Porém é importante conhecer sua existência e que também é possível organizar o corpo através da ativação desses vetores corporais.

Esse estudo vetorial foi lindamente estudado pelo bailarino Klauss Viana (12 de agosto, 1938). Ele começou seus estudos de dança clássica e era fascinado pelo encaixe dos ossos do esqueleto humano. Portanto, o bailarino dedicou toda sua vida a desafiar a gravidade e aprendendo a lidar com a energia cinética.

Sua pesquisa começou na década de 40. Ele baseou-se na relação das direções ósseas do balé clássico com as direções das linhas sugeridas nas obras de diversos artistas plásticos. Esta observação o fez buscar estudos anatômicos e biomecânicos, experimentando uma nova forma de ensinar a lidar com o corpo.

Foi muito feliz em seus estudos, descrevendo os encaixes vetoriais buscando facilitar seus ensinos de bale clássico. Isso coincide muito com a organização que solicitamos de nossos alunos nas aulas de Pilates ou de Treino livre (Treinamento Funcional).

O aluno deve aprender a lidar com seu corpo no espaço da maneira, mais equilibrada possível. Sabemos a história do Pilates caminha muito próxima a dança, pois Joseph tinha dentre seus alunos bailarinos, além de amigos contemporâneos como Rudolf Labam, bailarino com obras publicadas dedicadas a fluência do movimento. Aliás muito da fluência do Pilates acredito ter surgido da experiencia diária de Joseph Pilates com bailarinos e artistas circenses.

“Não posso esquecer que estou trabalhando com seres humanos, não com bailarinos, ou esportistas, professores, ou donas de casa. São seres humanos que buscaram a minha aula porque acreditavam que eu lhes poderia apontar caminhos. O que busco então, e dar corpo a essas pessoas, porque elas têm coisas a dizer com seus corpos. Por isso não faço qualquer proposta de movimento que não tenham aplicação na vida diária. O que importa e lançar sementes no corpo de cada um, abrir espaço na mente e nos músculos. E esperar que as respostas surjam. Ou não. Falo sobre coisas que devem ser sentidas e não pensadas. ”

Klauss Vianna

Logo, sugiro a vocês que também dominem os vetores corporais de Klauss Viana, uma vez que através deles conseguimos alinhar o corpo de nosso aluno, com menos consciência corporal durante nossas aulas de Pilates, o importante é que nosso aluno descubra seu próprio caminho sensorial, segundo madame Bertherat, discipula de Madame Mezieres e criadora da anti-ginastica, seja esse caminho muscular, ou articular.

Bibliografia

A Escuta do corpo Sistematizacao da Tecnica Klauss Vianna

Jussara Miller

Summus Editorial