Hoje em dia é fácil encontrar pessoas com alterações posturais. Quer provas? Veja entre os alunos do seu Studio quantos deles têm esses problemas. Isso é resultado de algumas características da vida moderna, como:

  • Sedentarismo;
  • Avanço tecnológico;
  • Movimentos repetitivos;
  • Muitas horas sentado.

Vou falar um pouquinho sobre esse último tópico. Passamos horas por dia dirigindo, assistindo TV, jogando no computar e ainda trabalhando. Essa posição favorece encurtamentos e enfraquecimento muscular.

Apesar da sociedade moderna ser assim, nosso corpo foi projetado biologicamente para o movimento. Temos alguns segredos e mitos a desvendar sobre:

  • Mobilidade;
  • Flexibilidade;
  • Força;
  • Funcionalidade.

Essas características precisam funcionar em perfeita harmonia para que as alterações no eixo corporal não ocorram em vários planos, sentidos e direções. Para isso precisamos entender claramente cada um dos conceitos e forças atuantes em um corpo.

Com o conhecimento conseguiremos reverter as múltiplas alterações posturais que são cada vez mais frequentes no nosso espaço de trabalho. Essas alterações são causadas pela falta de movimento e só podermos corrigi-las com movimento.

Mas esse movimento deve ser desenvolvido com funcionalidade. Nesse artigo proponho que entendamos as variáveis do movimento que gerenciarão a construção de um corpo funcional que foi perdido.

Mobilidade

mobilidade em um corpo funcional

A mobilidade é necessária para que um corpo execute movimentos em suas amplitudes de movimento. Sem ela existirão restrições na hora de se mover extremamente prejudiciais.

Essa característica de um corpo funcional está intimamente ligada às articulações. Para que esse corpo desempenhe bem seu papel biomecânica é necessário que os seguintes componentes estejam em sintonia:

  • Componente osteocinemático;
  • Componente artrocinemático.

O que é mobilidade?

Para Schneideret al mobilidade é a capacidade para executar movimentos de grande amplitude de movimentação.

Ela é um dos cinco elementos básicos que determinam a performance física de alguém. Pode ser dividida em dois componentes:

  • Flexibilidade;
  • Capacidade de extensão.

A flexibilidade é uma característica das articulações e dos discos. Já a extensibilidade depende dos músculos, tendões, ligamentos e cápsulas articulares.

O conceito de mobilidade está intimamente ligado ao de estabilidade. Cada articulação do corpo possui sua amplitude de movimento normal (ADM) através do qual trabalha em seu curso de movimento. Esse também é um fator determinante para a mobilidade articular.

O conceito da estabilidade articular é intrínseco a amplitude de movimento normal (ADM). Ele pode ser definido como capacidade das articulações manterem um bom posicionamento funcional por toda sua ADM.

Superfícies articulares com baixa resistência friccional estão ligadas a um menor número de lesões. A fricção é o atrito resultante de dois corpos que se deslizam.

Isso acontece porque o atrito articular permitem uma ADM mais livre, especialmente em:

  • Joelhos;
  • Tornozelos;
  • Ombros.

Altos níveis de atrito geram uma desaceleração brusca e aumento dos níveis de força a cargas elevadas aplicadas aos tecidos corporais. Além disso o aumento do atrito articular pode favorecer o aparecimento de lesões como tendinite. Nelas existirá um aumento da fricção articular de deslizamento entre as bainhas e tendões.

As lesões também podem aparecer quando a ADM de uma articulação sobrepuja sua ADM normal. Isso viola a normalidade, e esse controle é gerido por alguns efeitos mecânicos combinados que são eles:

  1. Grau de congruência óssea.
  2. Contenção gerada pelos: ligamentos, capsulas articulares, estruturas fasciais.
  3. Ação dos músculos peri articulares.

As articulações podem ser classificadas de acordo com a sua capacidade individual de mobilidade-estabilidade. Ou seja, articulações com mais congruência óssea, maior capacidade de contenção (musculares ou teciduais de outras estruturas, citadas acima) serão relativamente menos moveis e mais estáveis.

Ao contrário, articulações de menor congruência óssea com menor capacidade de contenção serão mais moveis. Por conseguinte, também serão menos estáveis.

Segundo Tom Myers, as articulações variam dentro dessa capacidade de mobilidade-estabilidade. O objetivo é produzir excelência e eficiência articular.

Nesse esquema uma articulação mais estável seria seguida por uma articulação mais móvel e assim por diante. Dessa maneira, o esqueleto ganha capacidades de mobilidade com segurança.

Temos com isso articulações podais muito móveis. São elas que lidam com as reações de equilíbrio corporal, seguidas de uma articulação mais estável (tornozelo). O tornozelo, por sua vez, terá em sua continuação a articulação do joelho muito móvel, quadril estável e assim por diante.

Movimentos articulares primários em seus planos.

Articulação  Movimento articular Plano de ação
Quadril Flexão-extensão           Abdução-adução            Rotação interna-rotação externa Sagital

Frontal

Transversal

Joelho Flexão-extensão Sagital
Tornozelo Flexão plantar-dorsiflexão Sagital
Ombro Flexão-extensão               Abdução-adução            Rotação interna-rotação externa                                Flexão horizontal-extensão Sagital              Frontal     Transversal  Transversal
Cotovelo Flexão-extensão Sagital
Radioulnar Pronação-supinação do antebraço Transversal
Punho Flexão-extensão              Desvio ulnar-radial Sagital                         Frontal
Intervertebral (coluna vertebral) Flexão-extensão                           Flexão lateral                                 Rotação Sagital                         Frontal                          Transversal

Dentre o conceito da mobilidade, não posso deixar de citar as classificações das mobilidades articulares, num geral.

Mobilidade osteocinemática

A mobilidade osteocinematica está relacionada com os movimentos articulares de grande amplitude (Ex: Flexão de joelho, extensão do cotovelo, rotação da cervical, etc.).

Mobilidade artocinemática

Os movimentos artrocinemáticos são os movimentos ocorridos no interior da articulação. Eles descrevem a distensibilidade na cápsula articular, permitindo que os movimentos fisiológicos ocorram ao longo da amplitude de movimento sem lesar as estruturas articulares. São cinco os movimentos artrocinemáticos: giro, rolamento, tração, compressão e deslizamento.

Rolamento: Durante o rolamento um osso rola sobre o outro.
Deslizamento: Durante o deslizamento um osso desliza sobre o outro.
Compressão: gera diminuição no espaço articular entre as partes ósseas.
Tração: o movimento de tração gera o afastamento das superfícies articulares.
Flexibilidade(h2)

Segundo a NASM (2012) a flexibilidade pode ser simplesmente descrita como:

  • Capacidade de movimentar a articulação num completo ângulo de amplitude de movimento (ADM).

A amplitude de movimento de uma articulação é determinada pela distensibilidade normal dos tecidos moles circundantes a ela. O controle otimizado do movimento é descrito como amplitude de movimento dinâmica. Isso é a combinação da flexibilidade e a capacidade do sistema nervoso de controlar a amplitude de movimento de maneira eficiente.

Já a flexibilidade relaciona-se com tecido mole, principalmente os músculos.

A flexibilidade pode ser definida como a capacidade de distinção normal de todos os tecidos moles que permitirão a total amplitude de movimento de uma articulação. Quando os músculos são recrutados devem ser capazes de se mover livremente em todas as direções e sentidos controlados pelo SNC.

Para Barbanti (2010) a flexibilidade é uma propriedade intrínseca dos tecidos moles do corpo que determinam a amplitude de movimento conseguida em uma articulação ou em um grupo delas. Ou seja, transitam pelo conceito da viscoelasticidade dos músculos, ligamentos, fáscias e outros tecidos.

Diferenças entre flexibilidade e mobilidade

flexibilidade e mobilidade em um corpo funcional

Enquanto a flexibilidade é a capacidade de um músculo se alongar, a mobilidade possui um conceito mais amplo. Ela envolve além dos músculos, também as articulações.

A mobilidade também é mais inclusiva ao descrever a liberdade de movimento, em seguidos complexos articulares. Segundo Cook 2003, um agachamento somente poderá ser classificado como excelente, quando o executante for capaz de gerir o controle das várias articulações envolvidas.

Observemos que um simples agachamento envolve múltiplas articulações corporais e diversos músculos, que devem ter seu máximo controle para que o movimento gerido seja satisfatório.

A flexibilidade é um componente importante para todo programa de treinamento. Contudo, pesquisas recentes não associam a falta de flexibilidade ao aparecimento das lesões.

Segundo Stuart McGuill, a qualidade da flexibilidade do músculo está mais intimamente ligada à sua capacidade de relaxamento. Quanto mais rapidamente esse músculo se relaxar após a contração, maior capacidade de realizar uma nova contração efetiva ele terá.

Discutiremos essa questão mais a frente, logo após, entendermos o princípio mecânico da forca muscular.

Articulação  Movimento articular ADM, graus
Quadril Flexão
Extensão
Abdução
Adução
Rotação interna (medial)
Rotação externa (lateral)
90 – 125
10 – 30
40 – 45
10 – 30
35 – 45
45 – 50
Joelho Flexão 120 – 150
Tornozelo Flexão plantar
Dorsiflexão
20 – 45
15 – 30
Ombro Flexão
Extensão
Abdução
Adução
Rotação interna (medial)
Rotação externa (lateral)
Flexão horizontal (adução)
Extensão horizontal (abdução)
130 – 180
30 – 80
170 – 180
50
60 – 90
70 – 90
135
45
Cotovelo Flexão 140 – 160
Radioulnar Pronação do antebraço (a partir da posição média)
Supinação do antebraço (a partir da posição média)
80 – 90

80 – 90

Coluna cervical Flexão
Hiperextensão
Flexão lateral
Rotação
40 – 60
40 – 75
40 – 45
50 – 80
Coluna toracolombar Flexão
Hiperextensão
Flexão lateral
Rotação
45 – 75
20 – 35
25 – 35
30 – 45

Força muscular

força em um corpo funcional

O conceito da força transita pela capacidade que a mesma gera para que ocorra uma rotação ao redor de um eixo articular (ponto fixo de um movimento). Logo concluímos que a efetiva contração muscular é o principal elemento gerador de controle no movimento articular.

Fisicamente esse cálculo é bem simples sendo feito através da seguinte formula:

M = F.d

Sendo, M a massa, F a variável forca e d distancia, logo F = m.d (força é igual a massa vezes o deslocamento ou distância).

Quando trazemos esse conceito físico para a biomecânica esse cálculo se tona um tanto mais complexo. Já que a variável força será influenciada por diversos fatores, que incluem:

  • Comprimento do músculo;
  • Velocidade de contração;
  • Ativação neural;
  • Fadiga;
  • Resistência gerada por forças externas.

Portanto, podemos afirmar que qualquer modificação em qualquer uma das variáveis citadas influenciarão imediatamente na quantidade de força produzida ou gerada.

  1. Comprimento muscular: cada músculo possui sua origem e inserção, que gera um determinado comprimento muscular. Todavia conforme esse mesmo músculo gera movimento se contraindo através de trabalho de energia potencial elástica, seu comprimento se modifica. Assim altera-se diretamente o braço de alavanca do movimento.

Em músculos encurtados ou tensos esse comprimento já estará alterado antes mesmo da contração iniciar, se comparado com esse mesmo músculo em seu comprimento normal.

  1. Velocidade de contração muscular: definido por resposta de força-relaxamento de um músculo. Ou seja, um tecido muscular distendido ou comprimido até um determinado comprimento e mantido nesse comprimento desenvolve uma resistência inicial. Conforme a resistência é mantida (essa deformação muscular) gera uma diminuição na sua capacidade de deformação.

Por consequência, essa forca inicial diminuirá, ou ainda, relaxar-se-á, devido a saída do musculo da sua curva de comprimento tensão ideal. Força rápida, ou ainda explosiva também é conhecida como potência.
Segundo Weineck (1999), está na capacidade do sistema neuromuscular movimentar o corpo ou parte do corpo, ou ainda manipular objetos (bola, pesos, esferas, discos, etc.) dentro de uma velocidade máxima.

A força pode ainda ser classificada em: força pura ou força máxima.  Segundo Nett, “é a maior força muscular que um indivíduo pode desenvolver, independentemente de seu peso corporal”.
Segundo Weineck (1999), a força máxima se refere a maior força disponível, que o sistema neuromuscular pode solicitar através de uma contração máxima voluntária

  1. Ativação neural: é definida como individual, ativada por uma unidade de controle central, e também variável. Ela muda de acordo com a capacidade oxidativa da qualidade de fibras que estamos lidando durante essa contração. Variável, portanto, em fibras do tipo II de tônicas (resposta lenta), ou tipo I fasicas (fibras de resposta rápida).

E está relacionado ainda aos diversos tipos de contração. A maior e mais frequente fonte de força gerada dentro do corpo humano é conduzida pela contração muscular. Forças passivas adicionais ocorrem pela tensão das fáscias, ligamentos e estruturas não contráteis dos músculos.

Tipos de contrações musculares

Geralmente, os músculos nunca se contraem sozinhos, pois isto geraria um movimento não funcional, ou seja, estereotipado. As contrações musculares podem ser de 3 tipos:

  • Contração Isométrica gerada quando um músculo se contrai produzindo força sem alteração macroscópica no ângulo da articulação. Muitas vezes esse tipo de contração pode ser utilizada para a que funcionalmente estas contrações estabilizem as articulações.
  • Contração Concêntrica produzida através do encurtamento do músculo durante a contração, pode ainda ser chamada de: dinâmica positiva ou de encurtamento. Nas contrações concêntricas as origens e a inserções musculares se aproximam, produzindo a aceleração de segmentos do corpo.
  • Contração Excêntrica
    Quando um músculo se alonga durante a contração, chamada ainda: de dinâmica negativa ou de alongamento. Nas contrações excêntricas as origens e inserções musculares se distanciam produzindo a desaceleração dos segmentos do corpo, ou ainda podem fornecer aos amortecimentos corporais na aterrizagem de um salto, ou seja, freia uma contração dinâmica positiva.
  1. Fadiga: quando um tecido biológico muscular é submetido a cargas repetidas acima de um determinado limiar, apresentam a fadiga. Isso gera uma menor capacidade de suportar essa contração.

Cargas continuas e repetidas gerarão fadiga ao material biológico que determinarão as conhecidas falhas na capacidade de contração desse musculo.

Dentro das explicações para a fadiga, e portanto, a alteração em diminuição para a capacidade de trabalho desse musculo incluem:

  • Alterações de temperatura;
  • Desvios de fluido;
  • Capacidade do estresse ser distribuído de forma homogênea por este tecido.

Também influenciam além de alterações químicas, essas ligadas a produção mitocondrial para a geração de energia para o movimento. Logo a fadiga pode ser entendida como uma força de resistência. Segundo Stubler et al. é a capacidade que os músculos ou grupos musculares têm para resistir contra o cansaço com repetidas contrações do sistema muscular de um corpo. Harre define a resistência de força como a capacidade de resistência à fadiga em condições de desempenho prolongado de força.

  1. Resistencia: esta variável encontra-se diretamente ligada a qualidade física que possibilita a manutenção de um esforço muscular prolongado por um determinado tempo.

Como vimos, trazer o conceito de força para o corpo humano não é tão simples assim. Ele é determinado por todas essas variáveis citadas, qualquer interferência em qualquer das variáveis altera a geração da força produzida pelo musculo.

Segundo Stuart McGuill, em recente estudo realizado em lutadores de MMA, mais uma variável deve ser incluída nessa listagem anterior. No seu recente estudo eletromiografico ele buscava medir a carga nas articulações desses atletas que possuem incrível capacidade de potência e força inerentes ao MMA.

O autor concluiu que os atletas de altíssimo nível não são somente fortes e potentes, esses indivíduos também possuem uma indescritível velocidade de relaxamento.

Diz ainda em sua pesquisa que, se você objetiva obter um soco ou um chute muito rápido, toda essa geração de força para esse chute, por exemplo, iniciara nos quadris. Já para o soco nos ombros que automaticamente se espalha pelo Core tornando-o rígido essa força se transmitira pelo tronco.

Logo a criação do pulso inicial dessa força e gerada através da rigidez, porém os atletas obrigatoriamente deverão relaxar imediatamente esses músculos. Isso porque precisarão ativá-los novamente e rapidamente a fim de evitar a perda da energia cinética.

Logo os atletas de mais alto rendimento são aqueles que conseguem evitar a perda da energia cinética. Eles são capazes de contrair seus músculos com muita força e velocidade, contudo devem possuir a condição de relaxá-los na mesma velocidade para que o próximo ciclo de contração seja tão veloz e forte e de forma sequencial.

Esses atletas se utilizam dos quadris e ombros para a produção da força inicial. Utilizam também a ativação do Core para a estabilização da coluna e distribuição dessa força. Porém se essa força for gerada pelo Core, essa transmissão de força não ocorrera, tornando a coluna do atleta rígida demais. Como resultado estressará seus discos intervertebrais, aumentando a carga articular demasiadamente em suas colunas vertebrais, impedindo-os de atingir o ápice de seu rendimento.

Construindo diante de todos conceitos citados a biomecânica funcional

Como vimos os músculos executam diversas funções importantes para o desempenho eficaz, econômico e com ausência de dor no corpo humano. As três funções para que o movimento ocorra envolvem: a manutenção da postura através de um bom posicionamento corporal no espaço com o auxílio da estabilidade articular.
Além disso, segundo Hamill e Knutzen (1999), atribuem em suas pesquisas que o sistema muscular realiza diversas funções, além da produção do movimento.

São os músculos que protegem as vísceras e os tecidos internos de lesão, além de controlar as pressões intracavitárias (PIA). O músculo também promove a manutenção da temperatura muscular através da produção de calor e, por fim, o sistema muscular também controlam as  funções de:

  • Deglutição;
  • Defecação;
  • Eliminação da urina.

Os músculos responsáveis primeiramente pela produção de movimento são chamados de movimentador primário (músculos primários do movimento). Quando uma força maior é requerida outros músculos contribuem como movimentadores assistentes (músculos sinergistas).

Os músculos que produzem o movimento articular são chamados de agonistas. Os músculos opositores, ou seja, que permitem que o movimento articular contrário aconteça são conhecidos como antagonistas.

Logo, para a produção eficaz de um movimento faz-se necessário a ação conjunta dos: agonistas, antagonistas e sinergistas.

Os maiores índices de lesões ocorrem em excentricidade, ou seja, nos músculos antagonistas ao movimento produzido.  Segue um exemplo: onde o musculo deltoide é o agonista responsável pelo movimento de abdução do ombro, enquanto o grande dorsal é o antagonista que controla e permite o movimento de abdução.

Já o trapézio atua estabilizando a escápula para que o movimento ocorra acima de 90 graus. O redondo menor neutraliza os movimentos indesejáveis, afim de anular a rotação externa ou qualquer rotação interna compensatória que poderá ser gerada pelo grande dorsal, por exemplo.
Portanto, para o gerenciamento do movimento articular gerado através da contração muscular gerando sua força, alguns fatores devem ser considerados: o ângulo de inserção muscular, a relação comprimento/tensão, a relação força-velocidade, força-tempo, efeito da temperatura, efeito da fadiga.

Conclusão

Este artigo nos deixa claro que para um simples movimento funcional de sentar ou levantar que realizamos diariamente e a todo momento, devemos possuir todos os conceitos supracitados.

Eles devem funcionar de forma coesa, funcional e equilibrada. Logo o termo funcionalidade inclui fatores de controle voluntario e involuntário, individuais e específicos para cada indivíduo.

Nosso papel, enquanto especialistas em movimento humano e desvendar, através da plena compreensão dos conceitos citados que eles se interagem a todo momento. Para atingirmos a funcionalidade corporal, por vezes, teremos que interferir em alguns desses conceitos.

Ou seja, não basta somente um alongamento, ou um trabalho simples de ganho de forca, na maioria das vezes nossa função vai além, no sentido de entendermos o corpo humano integralmente para que a funcionalidade seja gerada, atingindo assim, nossos objetivos primordiais.

Bibliografia

Biomecanica Funcional, William C. Whiting e Ronald F. Zernicke

HAMILL e KNUTZEN, 1999; HALL, 2000; NORDIN e FRANKEL, 2003

HAMILL e KNUTZEN, 1999

Harre 1976 apud WEINECK, 1999

Stubler et al. ano apud BARBANTI, 1979

Nett 1970 apud BARBANTI, 1979, p. XX

Personal Trainer Education-II Course Manual, 2009