Algumas contraindicações do MAH são: Síndrome Vasovagal, Doença de Crohn e Doenças Cardíacas.

Por que?

No MAH usamos a apneia e aspiração visceral o que leva o organismo a trabalhar com hipercapnia (presença excessiva de dióxido de carbono CO2 no plasma sanguíneo), fazendo com que o sistema simpático e parassimpático trabalhe o tempo todo para regularização do organismo.

Síndrome Vasovagal causa uma síncope, que é a perda temporária da consciência provocada por uma diminuição do fluxo sanguíneo cerebral. Também conhecida como desmaio, a síncope normalmente tem início súbito, dura pouco tempo e a recuperação é total e espontânea.

Os desmaios podem ocorrer devido à:

  • Falta de Ventilação Adequada em Ambientes Lotados
  • Emoções Fortes
  • Medo
  • Jejum Prolongado
  • Permanecer em Pé por Tempo Prolongado
  • Insolação
  • Má Irrigação Sanguínea do Cérebro
  • Dor
  • Entre Outras

As causas da síncope são muito variadas e podem estar relacionadas a fatores cardiovasculares e não cardiovasculares. A maioria dos casos de síncope cardíaca é causada por arritmias. Este tipo de desmaio geralmente ocorre durante a prática de atividade física.

Já a síncope vasovagal, é a principal forma de desmaio que ocorre em adultos. O ataque vasovagal ocorre devido a um reflexo neurocardiogênico que provoca hipotensão arterial (pressão baixa) e bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos).

A síncope vasovagal pode ser desencadeada por:

  1. Emoção Muito Forte
  2. Medo
  3. Cansaço
  4. Dor
  5. Perda de Sangue
  6. Ambientes Mal Ventilados com Aglomeração de Pessoas
  7. Permanecer em Pé por Tempo Prolongado
  8. Entre Outros Fatores

Durante um ataque vasovagal a pessoa pode apresentar náuseas, transpiração intensa, salivação abundante, palidez e visão escurecida. Há ainda as síncopes causadas por medicamentos e distúrbios psiquiátricos, metabólicos ou endócrinos.

Nervos Cranianos

Nervos cranianos são os que fazem conexão com o encéfalo. Os 12 pares de nervos cranianos recebem uma nomenclatura específica, sendo numerados em algarismos romanos, de acordo com a sua origem aparente, no sentido rostrocaudal.

Eles estão ligados com o córtex do cérebro pelas fibras corticonucleares que se originam dos neurônios das áreas motoras do córtex, descendo principalmente na parte genicular da cápsula interna até o tronco do encéfalo.

Os nervos cranianos sensitivos ou aferentes originam-se dos neurônios situados fora do encéfalo, agrupados para formar gânglios ou situados em periféricos órgãos dos sentidos.

 

Os núcleos que dão origem a dez dos doze pares de nervos cranianos situam-se em colunas verticais no tronco do encéfalo e correspondem à substância cinzenta da medula espinhal.

De acordo com o Componente Funcional, os nervos cranianos podem ser classificados em Motores, Sensitivos e Mistos.

Os Motores (puros) são os que movimentam o olho, a língua e acessoriamente os músculos látero-posteriores do pescoço. São eles:

III – Nervo Oculomotor

IV – Nervo Troclear

VI – Nervo Abducente

XI – Nervo Acessório

XII – Nervo Hipoglosso

X – Nervo Vago

O nervo vago é misto e essencialmente visceral.

Emerge do sulco lateral posterior do bulbo sob a forma de filamentos radiculares que se reúnem para formar o nervo vago. Este emerge do crânio pelo forame jugular, percorre o pescoço e o tórax, terminando no abdome.

Neste trajeto o nervo vago dá origem a vários ramos que inervam a faringe e a laringe, entrando na formação dos plexos viscerais que promovem a inervação autônoma das vísceras torácicas e abdominais.

O vago possui dois gânglios sensitivos:

  1. Gânglio Superior – Situado ao nível do forame jugular;
  2. Gânglio Inferior – Situado logo abaixo desse forame.

Entre os dois gânglios reúne-se ao vago o ramo interno do nervo acessório.

  • Fibras Aferentes Viscerais Gerais: conduzem impulsos aferentes originados na faringe, laringe, traqueia, esôfago, vísceras do tórax e abdome.
  • Fibras Eferentes Viscerais Gerais: são responsáveis pela inervação parassimpática das vísceras torácicas e abdominais.
  • Fibras Eferentes Viscerais Especiais: inervam os músculos da faringe e da laringe.

As fibras eferentes do vago se originam em núcleos situados no bulbo, e as fibras sensitivas nos gânglios superior e inferior.

Um pouco mais sobre o Nervo Vago…

Os sinais e sintomas podem incluir:

  • Náuseas
  • Transpiração Intensa
  • Salivação Abundante
  • Palidez
  • Visão Escurecida
  • Fraqueza Muscular Generalizada
  • Incapacidade de se manter em pé
  • Perda da Consciência
  • Acompanhados de Queda Abrupta da Pressão Arterial e Diminuição dos Batimentos Cardíacos

Algumas pessoas podem apresentar também movimentos semelhantes aos de um ataque epiléptico durante uma síncope vasovagal. Contudo, vale lembrar que em alguns casos o indivíduo não manifesta nenhum sintoma.

O sistema nervoso autônomo é dividido em simpático e parassimpático. Ambos controlam o funcionamento automático do nosso organismo e têm funções opostas. Por exemplo, enquanto o sistema simpático aumenta os batimentos cardíacos e contrai os vasos sanguíneos, o parassimpático diminui os batimentos e dilata os vasos.

Em pessoas que não têm a síndrome vasovagal, os sistemas simpático e parassimpático trabalham em equilíbrio para compensar as variações da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Porém, quem tem a síndrome não possui essa capacidade.

A síncope vasovagal é causada por um reflexo neurocardiogênico que ocorre quando o indivíduo está na posição ortostática (em pé). Essa posição diminui a quantidade de sangue que chega ao coração, o que leva o sistema simpático a estimular o coração a bater mais depressa para compensar o menor volume sanguíneo.

Porém, esse estímulo provoca o reflexo de Bezold-Jarish, desencadeado pelo sistema parassimpático. Esse reflexo faz o coração abrandar e dilata os vasos sanguíneos, causando diminuição dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial. Como resultado, menos oxigênio chega ao cérebro e a pessoa desmaia.

Portanto na prática do MAH como trabalhamos com sistema simpático, isso pode levar a pessoa com síndrome vaso vagal à uma síncope pelo desequilíbrio do sistema autônomo simpático e parassimpático.

Isso também porque doenças inflamatórias tem contraindicação absoluta na prática do MAH.

Contra Indicação do MAH: O que é Doença de Crohn?

A Doença de Crohn é uma doença inflamatória séria do trato gastrointestinal. O Crohn afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon), mas pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal.

A doença de Crohn é crônica e provavelmente provocada por desregulação do sistema imunológico, ou seja, do sistema de defesa do organismo. Inicia-se mais frequentemente na segunda e terceira décadas de vida, mas pode afetar qualquer faixa etária.

Como ela se comporta como a colite ulcerativa (em geral, é difícil diferenciar uma da outra), as duas doenças são agrupadas na categoria de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).

Diferentemente da Doença de Crohn, em que todas as camadas estão envolvidas e na qual pode haver segmentos de intestino saudável normal entre os segmentos do intestino doente, a colite ulcerativa afeta apenas a camada mais superficial (mucosa) do cólon de modo contínuo.

Dependendo da região afetada, a Doença de Crohn pode ser chamada de ileite, enterite regional ou colite.

Para reduzir a confusão, o termo Doença de Crohn pode ser usado, para identificar a doença, qualquer que seja a região do corpo afetada (íleo, cólon, reto, ânus, estômago, duodeno).

Evolução da Doença

O curso da doença de Crohn é imprevisível. Alguns pacientes não têm nenhum sintoma até que ocorre um surto ou começam a surgir reclamações, que se modificam ao longo de um período.

A reação é diferente sempre, porque a doença de Crohn não progride da mesma maneira em todos os pacientes, o que também dificulta o diagnóstico e o controle dos sintomas. Porém, há uma classificação básica da doença, conforme os sintomas:

Leve a Moderada

Neste estágio, o paciente tem diarreia frequente e dor abdominal, mas pode andar e comer normalmente. Não está desidratado, nem tem febre alta. Também não sente dor abdominal forte, obstrução ou perda de peso de mais de 10%.

Moderada a Grave

É o paciente que falhou no tratamento de doença leve a moderada ou tem sintomas mais evidentes, como febre, perda de peso significativa, dor abdominal ou sensibilidade, náusea e vômitos intermitentes ou anemia significativa.

Fulminante

Sintomas persistentes apesar de ter passado pelo tratamento adequado para o estágio moderado ou grave da doença. Pode sentir febre alta e vômitos persistentes. O paciente apresenta também evidências de obstrução intestinal ou abcesso, além de perda de peso mais grave.

Sintomas de Doença de Crohn

A doença de Crohn habitualmente causa diarreia, cólica abdominal, frequentemente febre e, às vezes, sangramento retal. Também podem ocorrer perda de apetite e perda de peso subsequente.

A diarreia pode se desenvolver lentamente ou começar de maneira súbita, podendo haver também dores articulares e lesões na pele.

São comuns dores articulares (dores nas juntas), falta de apetite, perda de peso e febre. Outros sintomas precoces são lesões da região anal, incluindo hemorroidas, fissuras, fístulas e abscessos.

Algumas vezes a inflamação e as úlceras podem penetrar nas paredes dos intestinos, formando um abscesso (uma coleção de pus). Poderá também se formar uma conexão anormal com outras partes do intestino ou de outros órgãos, o que é chamado de fístula.

Outros sintomas da Doença de Crohn

Podem ocorrer sintomas que não têm nada com o trato digestivo. Tanto a doença de Crohn quanto a retocolite ulcerativa podem causar problemas em outras partes do corpo. São eles:

Artrite: as articulações (normalmente os joelhos e os tornozelos) podem inchar, ficar doloridas e endurecidas. A artrite afeta cerca de 30% das pessoas com a doença de Crohn e 5% das pessoas com retocolite ulcerativa. Os medicamentos podem ajudar, mas os problemas normalmente desaparecem quando a inflamação intestinal é controlada.

Aftas: estas se assemelham a ferimentos ulcerativos. Desenvolvem-se normalmente durante os períodos de inflamação ativa do intestino. As feridas normalmente desaparecem quando a inflamação é tratada.

Febre: é um indicador de inflamação, de maneira que é comum ter febre durante o surgimento dos sintomas. Entretanto, a febre pode estar presente por semanas ou até meses antes do aparecimento dos sintomas da doença de Crohn. Quando a inflamação intestinal é tratada, a febre normalmente desaparece.

Sintomas Oculares: os olhos podem ficar inflamados – vermelhos, feridos e sensíveis à luz. Esses sintomas aparecem normalmente antes de um agravamento da enfermidade, e desaparecem quando os sintomas intestinais são tratados.

Sintomas de Pele: as pessoas podem desenvolver erupções cutâneas ou doenças fúngicas dolorosas e avermelhadas nas pernas. O tratamento dos sintomas intestinais, em geral, melhoram os sintomas de pele.

Conclusão

Para que o médico chegue ao diagnóstico correto, o paciente deve informá-lo sobre todos os sintomas, queixas e mudanças de comportamento, como o engano frequente em evitar refeições para deixar de ir ao banheiro.

Os sintomas da doença de Crohn são complexos e difíceis de identificar.

Portanto todo processo inflamatório é contraindicação absoluta por entrar nos sinais flogísticos e como no MAH trabalha com apneia e aspiração visceral causa muito desconforto e dores para o sistema digestório.