Impossível falar da região cervical sem citar sua ligação neurológica que também deverá ser avaliada caso o aluno apresente alterações de sensibilidade, típicas em herniações.

Com relação às alterações neurológicas geradas por hérnias cervicais de C5 até T1, os sintomas se manifestarão por meio do plexo braquial, que inerva todo o membro superior, segue a distribuição sensitiva do plexo braquial e de todos os dermátomos corporais.

Os dermátomos são as regiões da pele inervadas pelos diferentes pares de nervos que emergem da coluna vertebral. Portanto, existem 31 pares diferentes de nervos e, por conseguinte, também 31 dermátomos espalhados por todo o corpo:

  • Membros inferiores: contêm as regiões inervadas pelos nervos mais baixos, de L1 a S1;
  • Membros superiores: são inervados pelos nervos de C3 a T1;
  • Tórax: são as regiões enervadas por nervos de T2 a T12;
  • Rosto e cervical: são especialmente inervados pelo nervo trigêmeo de C1, mas também possuem inervação de C2.

Os dermátomos são utilizados para identificar a presença de alterações ou compressões na medula, pois, caso surjam alterações anormais na pele, é mais fácil identificar qual o local da medula em que pode estar o problema, de acordo com a região da pele afetada.

A figura abaixo mostra a distribuição dos dermátomos que indicará as verdadeiras hérnias de disco.